Recordação
Baú de recordações
Baú de espantos...
Baú de recordações...
Saudades de um passado sem volta
Resgate de um tempo perdido
Sem tristezas
Sem magoas
Pedras no caminho
Tropeços de um crescimento interior
Buscas externas
Procuras internas
Equilíbrio encontrado
Há muito tempo esquecido e adormecido...
Vendi o presente de namoro
Rasguei fotos e cartões
Vedei a caixa de recordações
Fechei os olhos ao passar por ti
A lembrança não aceita suborno
Recordação é um mundo desconhecido, não sabemos as emoções que estão a te fazer sorrir ou chorar. Por isso, penso hoje em sorri para nunca mais chorar.
Recordações
Lembrei-me:
Do meu primeiro beijo,
E já não era primeiro,
Nem beijo houve,
Apenas nasceu a sensação,
Que tive naquele dia,
Um misto de medo
E prazer,
Que desabrochou
Em uma alegria
Em explosão!
E eu hoje: Nem a vi,
Nem sua pele toquei,
Muito menos
Seus olhos beijei,
Apenas vivenciei
Uma cumplicidade,
Que até então nunca tinha visto,
E, Em profunda euforia:
Fiquei!
Tem dias em eu acordo tão cheia de boas recordações, aquelas com cheiro, com gosto e com toque... que minha vontade é encher o mundo com meus sorrisos e gargalhadas, e assim fazer não só o meu dia, mas o de muita gente valer por mil!
Hoje é um dia desses, venha sorrir e gargalhar comigo, afinal se até de tanto rir se chora, vamos aproveitar!
Prefiro não guardar as recordações ruins.
Elas além de dobrar sofrimentos, me
fazendo vivê-los novamente ao lembrar,
corro sério risco de simplesmente não
esquece-los e estar mal acompanhada
frequentemente.
Hoje tirei da caixinha a única recordação tua, a única que me restou, a única que há tanto tempo não me deixou. Pra muitos é um simples pedaço de madeira, mas pra mim é um pedacinho de ti, é ele mesmo, aquele exímio brinco - de madeira, da minha cor predileta (vermelho) -. Agente demorou um bocado de tempo pra escolher, você lembra? Experimentei muitos, nenhum te agradava (pra ser sincera, nem a mim), nenhum era bom o bastante, pra todos você soltava uma careta acompanhada de um sorriso, que me levava a rir também. Quando finalmente agente encontrou e eu o coloquei, sua mão percorreu da raiz do meu cabelo, passando pela minha orelha (e consequentemente pelo brinco), descendo pela minha bochecha e finalizando no meu queixo. Juntando teu toque, com aquele sorriso bobo eu tinha certeza que me apaixonaria, meus olhos te entregaram tudo. Foi uma noite estonteante, agente conversou sobre você, sobre mim, sobre nós, sobre tudo. Mesmo tendo de enfrentar a volta longa pra casa, caminhamos durante uns 40 minutos abraçados (acho que foi o medo de nos perder, de nos esquecer na virada de uma daquelas esquinas), nós nem sentimos a demora, estávamos bem acompanhados, nós riamos, gritávamos, fofocávamos, fazíamos a ponte da criancice à velhice. Depois de umas taças de vinho, eu estava te sustentando e mesmo assim você me vira, me olha nos olhos e diz: ‘Eu estou completamente lucido mocinha, amanhã eu vou me lembrar de tudo, cuidado com o que vai falar pra mim.’ Não adiantou me intimidar, já tinha revelado coisas demais e não tinha como voltar atrás. Foram os 40 minutos mais lindos que vive, e se quer saber andaria eternamente se você claro fosse minha companhia, meu confidente, meu amigo, meu companheiro. Meu Amor!
Tão necessárias são as recordações, pois além de nos advertirem sobre o futuro, causam-nos sensações de nostalgia! A saudade logo é uma má e irresistível companheira!
O amanhã
Lá fora a chuva cai
trazendo recordações de antigos vendavais
no cais os pescadores
preparam as redes e esperam
As noites mais profundas obrigam um novo olhar
a lua debruça na janela
a esperança antes imperceptível
faz consertos na casa.
No quarto a cama
onde tantos carinhos amor e sonhos
viraram rezas e choro
não há mais lençol de seda.
A memória vai polindo os momentos
restaurando o passado com as cores das lembranças.
O amanhã?
O mundo dá voltas.
Acordei caçado em ti
De corpo virado e alma solta ao vento
Recordações leves do teu último suspiro
De tristeza pelo término?
De dor pelo momento?
Prazer e somemente prazer?
Não sei.
Nesta noite
Zumbi alcançou o palmar de gente boa
Numa via sem asfalto
Em picada de mata virgem
Balas certeiras
Zuniram em direcção à tua rocha
Vivos sem conta
Asfixiados não contam mais
O prazer do trajecto pela vida
Herois sim, e mortos no medo do amanhecer
Nesta noite
Eu acordei caçado em ti
Sonhar quando tudo é utópico
Aquele amor platónico do bairro das aves
Aquela arvore
Aquele vento
Aquela madrugada
Aquela noite e nesta noite
Ficar à ústia por um amor casto
Eu quero sonhar
Sentir o teu beijo
Sentir o teu toque
Com polidez ao te amar
Mas sem polisarcia
Oh meu amor platónico
Do bairro das aves
Em polirrítimo
BEIJA-ME...
FOLHAS: O meu amor do bairro das aves-.
Dia dos namorados, desperta uma saudade de algo que fi-
cou para trás, há muito.
A recordação do frensi, a preocupação do que presentear
será que vai gostar? Olhar fixo no rosto amado, ao vê-lo-
abrir o belo pacote, o brilho no olhar ao ver o que ga--
nhou.
Saborear o prazer do namorado, pois agradou, enchendo o
coração de felicidade. Tudo isto, é muito presente jamais
se esquece.
Gostaria de encontrar um solução para esquecer uma pessoa na qual vive em minha recordação! Não posso mentir para meu coração que o grande amor da minha vida é você.
O combustível da solidão do meu coração
é meu tanque repleto de recordação
É o que não me permite esquecer,
reaprender e recomeçar a viver
As lembranças e recordações não são feitas por datas deterministas, e sim do que as pessoas foram pra nós em vida. Isso que fará a diferença.
