Reconstruir
Tome cuidado ao tentar reconstruir aproximações que a vida rasgou. Não tem nada a ver com guardar mágoa. Tem tudo a ver com guardar o coração. Há distâncias que são necessárias. Lembre-se de Abraão e Ló. Tiveram que se afastar, não era nada pessoal, mas, a convivência não era mais saudável. Isso não significa que jamais se viram novamente, pelo contrário, Abraão chegou a entrar em guerra para resgatar seu sobrinho, no entanto não o trouxe para o seu dia a dia. Portando, algumas pessoas continuarão no nosso caminho, mas, não mais na nossa mesa
Precisamos trazer nossas vozes para reconstruir. Eu falo que me interessa a fissura. E acho que estamos nesse momento de fissura. Kintsugi, a arte japonesa, é uma metáfora de onde eu quero trabalhar, sobre o que eu quero falar. Quando a cerâmica quebra, eles fazem uma mistura de laca com pó de outro e colam aquilo, deixando muito visível que a colagem aconteceu. Esse, para mim, é o papel do artista contemporâneo. É aquele que cola, liga, mas não faz desaparecer. Permanece ali como incômodo, com trauma, como relevo. Ele não se incorpora ao tecido mais. Na verdade ele é a marca de que aquelas rupturas aconteceram.
A educação é a única arma com a capacidade de construir e reconstruir o mundo.
Levada a sério a educação para todos, estaremos entregando aos que gostam de armas de destruição, uma arma poderosa, capaz de estirpar a burrice e diminuir as desigualdades. Além disso, com excessão da religião, só a educação é capaz de proporcionar a aparoximação, de de modo infinitamente mais proveitoso.
Tentando reconstruir na minha memória o apse daquele momento, tentando te bloquear no meu pensamento, sem a esquecer, tentando estar com você, sem ao menos te tocar, tentando participar da sua vida como se a minha não existisse, tentando relembrar na esperança de viver ou para disfarçar que foi apenas um momento, me perdendo nos pensamentos na esperança de reviver o que já passou, assim vou indo fazendo do fim o começo de tudo.
Para erguer um prédio de uma casa, é preciso reconstruir as vigas para aguentar o peso da resonsabilidade de evoluir.
A sociedade é, com certeza, a obra do homem, logo cabe ao homem construir, reconstruir e transformar a sociedade. Assim defendendo uma organização social que garanta sua liberdade civil.
Re-fazer caminhos há muito tempo não percorridos, ou pouco via de acesso foi re-construir uma ponte. Habitamos por ser homens e construímos a todo tempo no decorrer de nossas vidas.
Re-fazer os caminhos que um dia foram percorridos ou que são às vezes a via de acesso nos leva, ou nos trás a paz que temos no fundo bem guardados.
O tempo nos pertence, o passado nos pertence. Temos a liberdade de poder re-pensar e re-viver o que já se foi vivido.
Temos a capacidade de re-viver momentos que um dia foram únicos e que são e que serão. Mesmo que o tempo nos leve para longe, ainda assim voltaremos no passado com a liberdade que nos cabe. Tudo que dedicamos a nós e a outros, tudo que demonstramos, tudo que construímos, tudo que habitamos e tudo que pensamos, floresce como o campo. Os frutos aparecem a partir da construção, a partir do que se planta.
Preservar dentro de nós aquilo que um dia habitamos no passado, é como poder re-construir uma ponte a qualquer momento e voltar lá como se fosse a primeira vez. Proteger esse patrimônio ?que não cresce? mas que sustenta a memória é andar sobre a ponte que liga o passado ao presente como se fossem as margens de uma represa que acabou de nascer e que precisa se encontrar.
Essa coisa que chamamos de ponte, polissomicamente têm suas características. Referido-nos a ponte quando ligamos o tempo, o passado e o presente. Lembramos-nos de ponte quando re-fazemos caminhos que necessitam da transição de um lugar para outro, de um bairro a outro bairro. Pensamos em ponte quando nos lembramos de que criança fomos e hoje adulto existimos.
Percorremos o mundo, percorremos os espaços, percorremos no tempo, percorremos na ponte da vida. Na linha do passado que se passa no presente a avança para o futuro, não saímos da ponte que nos faz transitar nessa caminhada. É verdade que atalhos existem, mas sempre voltarão na mesma caminhada, na mesma ponte que nos leva além. Construímos por habitar, habitamos porque construímos, e pensamos porque já somos habitantes que construíram. O espaço é nosso, por isso vivemos, pois, o espaço não está em oposição a nós e sim com nós, conosco, existente. Se existimos é porque temos espaço, pois ele faz parte de nós, e nós partes dele.
Traçar a nossa rota é caminhar pela ponte da vida que liga ao passado nos fazendo lembrar-se de um instante ímpar. Ao futuro, no qual estamos habitando, construímos a ponte que se estenderá infinitamente, à medida que habitarmos e pensarmos no que fomos e no que somos.
Destruir sua base por conta do seu passado é tolo, mais reconstruir seu passado e fortificar sua base é sábio...
Algumas pessoas tem o poder de te reconstruir, quando não existem mais esperanças. Outras tem o poder de te destruir, quando provam que ter esperança é perda de tempo.
Talvez todos somos fracos e ingênuos, ou talvez todos sejamos impiedosos e maquiavélicos.
Eu preciso de pessoas para me reconstruir, preciso de um corpo maior que este, peças novas,preciso de olhares que me inspiram e não de pessoas que me façam menor do que sou e nem que desgaste.
nós máquinas também queremos inventores,programadores melhores.
Memórias
''Contra o vento,
Contra o céu as estrelas,
Tento reconstruir minha paz,
Sem mirar as nuvens atrás
Onde tudo me leva a transcender memórias
Que lastimam a alma
E inibem o coração.''
Saudade agora é uma sensação estranha de que todos foram embora e só eu voltei para reconstruir a história.
