Queda

Cerca de 1748 frases e pensamentos: Queda

Nem todo abismo é queda…
às vezes é encontro.


DeBrunoParaCarla

" Ficamos mais fortes a cada queda, prova disso é que apesar de tudo, sempre estamos de pé...

"Ele não podia cair de novo. Não ia sobreviver a outra queda.


Então ele ficou na borda. Ofereceu a mão, mas não deu o salto. Ofereceu a presença, mas não a alma. Ofereceu o corpo, mas não o coração inteiro.


Ela sentia a distância. Ela sentia que ele estava ali, mas não completamente. Que ele a amava, mas com um pé na porta, sempre pronto para ir embora antes que ela fosse.


E ele, ele não sabia que essa distância era a maior das perdas. Que, ao se preparar para a partida, ele já estava partindo".

Viver…
é como um trapézio no ar:
tem seu auge,
tem sua queda,
e, entre um e outro,
o medo de não alcançar o próximo impulso.
Helaine machado

Durante muito tempo eu fugi de palavras cruéis sendo insuportável aos meus ouvidos;
Na queda me despedacei buscando voar com minhas asas pequenas, mas não sei voar;
Tentei deixar um testamento onde não havia nada escrito para o meu amor que nunca existiu;
Porém o veneno que tomei fez-me prematuro e inocente para sonhar com um amor inventado;

"Em algum momento da vida, temos que cair fundo, para saber a dor da queda e a força que possuímos para nos pormos de pé."

Nem toda queda nasce da ignorância do limite. Algumas começam justamente no instante em que ele é tocado — porque há uma vertigem própria em aproximar-se do extremo. O homem não se perde apenas por não conhecer a medida, mas também pela embriaguez de sentir-se acima dela. E é nesse excesso de confiança, nessa fascinação pelo próprio alcance, que muitos abismos deixam de parecer ameaça e passam a parecer convite.

O amor é sempre uma asa ferida: nasce para o voo, mas traz consigo a queda já inscrita; e ainda assim, é no risco de despencar que a alma encontra a vertigem que a torna maior do que o próprio destino.

Não aceita fracasso, não aceita migalha
A vitória vem pra quem permanece na batalha
Cada queda é combustível pra tua evolução
Quem suporta tempestade vira furacão

O medo provocador é o labirinto de catarse cinzelado pelo abismo, que não busca a nossa queda, mas nos força a queimar as próprias sombras para decifrar o enigma da força.
Reno Fioraso

Entre a Queda e Deus

Quantas vezes pedimos a Deus que nos livre do pecado, enquanto nossos próprios passos continuam procurando os mesmos caminhos?
Pedimos força, mas alimentamos as fraquezas. Pedimos que Ele nos afaste daquilo que nos destrói, mas permanecemos próximos demais daquilo que sabemos que pode nos fazer cair.
Talvez essa seja uma das maiores contradições do ser humano: queremos que Deus mude aquilo que nós mesmos não fazemos esforço para mudar.
Há vícios que não moram apenas nos nossos hábitos. Estão impregnados na pele, escondidos nos pensamentos, acomodados nos desejos e, muitas vezes, profundamente enraizados na alma. Tornam-se tão familiares que começamos a tratá-los como parte de quem somos. Dizemos: “Eu sou assim. Não consigo mudar.”
Mas será que não conseguimos ou simplesmente nos acostumamos a não tentar?
É mais fácil pedir um milagre do que enfrentar a disciplina da mudança.
É mais confortável pedir que Deus retire as pedras do caminho do que aprender a olhar onde colocamos os pés.
E quando caímos novamente, olhamos para o céu e perguntamos: “Deus, por que não me ajudou?”
Talvez Ele tenha ajudado.
Talvez tenha colocado diante de nós a consciência, o discernimento, os sinais e até aquela pequena voz interior dizendo: “Não vá por aí novamente.”
Mas ainda assim fomos.
Deus pode mostrar a porta, mas existem portas que somente nossas mãos podem decidir atravessar.
A fé não deveria servir para retirar de nós a responsabilidade pelas escolhas. Pelo contrário: talvez a verdadeira fé comece justamente quando compreendemos que pedir ajuda a Deus também exige disposição para ajudar a nós mesmos.
Não somos perfeitos.
Caímos.
Erramos.
Repetimos erros que juramos nunca mais cometer.
E talvez o problema não esteja simplesmente em cair, porque a queda também pertence à fragilidade humana. O verdadeiro perigo está em transformar o chão em morada.
Uma queda pode nos humilhar ou nos ensinar.
Pode nos enfraquecer ou nos tornar mais conscientes.
Pode ser apenas mais um erro repetido ou o instante em que finalmente olhamos para dentro e perguntamos: “O que existe em mim que continua me trazendo até aqui?”
É preciso coragem para vigiar os próprios pensamentos.
Coragem para reconhecer nossos desejos antes que se transformem em atitudes.
Coragem para admitir que nem toda culpa pertence ao mundo, às circunstâncias ou a Deus.
Há batalhas que acontecem dentro de nós.
E talvez sejam justamente as mais difíceis.
Por isso, quando cairmos, que não desperdicemos a queda.
Que ela nos ensine alguma coisa.
Que levantemos mais atentos, mais fortes, mais conscientes daquilo que somos e, principalmente, daquilo que ainda precisamos transformar.
E então, sim, olhemos para Deus.
Não apenas pedindo que Ele nos carregue para longe dos nossos erros, mas pedindo sabedoria para reconhecê-los, força para enfrentá-los e humildade para assumir nossas próprias escolhas.
Porque talvez Deus não esteja distante quando caímos.
Talvez sejamos nós que, algumas vezes, desviamos os olhos enquanto caminhamos.
E voltar para Deus pode começar com algo profundamente simples e profundamente difícil:
olhar para dentro de nós mesmos, reconhecer nossos passos e escolher, verdadeiramente, um caminho diferente.

Olha nenhuma batalha é em vão.
Cada cicatriz é medalha.
Cada queda te ensinou a ter equilíbrio.
Cada não te empurrou pro sim certo.🫡

Você acorda depois do abraço.
Não acorda durante a queda.
Não acorda esmagada.
Não acorda no meio da tempestade.
Não acorda no momento em que a ponte desaba.
Você acorda depois que alguém percebe que houve um engano e oferece acolhimento.

Não seja o agente da tua própria queda; o diabo já faz esse trabalho muito bem, não o ajude.

Eu não superei. Eu transformei cada queda em músculo.

Caim não celebra tua vitória; torce por tua queda todos os dias, disfarçando punhal em abraço.


Benê Morais
⁠

Ora...
será possível erguer-se novamente diante da queda dos anjos?
Será possível assistir, mais uma vez, ao mundo repetir o mesmo ciclo de ruínas, como se o tempo jamais tivesse aprendido com as próprias cicatrizes?
Já não sei se fui fadado à cegueira, por não enxergar o que ainda insiste em florescer,
ou se me tornei surdo aos ecos do meu próprio coração.
Talvez nem mesmo o tato reconheça aquilo que a vida ainda espera de mim.
Permaneço sentado, recolhendo os últimos fôlegos antes que a noite reivindique meu nome.
E nem mesmo as nuvens, que guardam as estrelas até a hora exata de revelá-las, conseguem esconder o desinteresse que tomou conta de tudo aquilo que sou.
Há tempos já não sinto o gosto das coisas.
Como se o ódio, paciente como a ferrugem, houvesse atravessado meus ossos e aprendido a chamar meu corpo de casa.
Poderão culpar a bebida.
Mas ela nunca foi meu vício.
Poderão culpar a dama que um dia encantou meus olhos.
Mas não foi ela quem transformou minha alma nesta terra seca, onde nem o vento encontra coragem para semear.
Por isso, Pai...
quando chegar a minha hora,
não me conceda monumentos.
Coloque-me apenas a sete palmos do chão.
Que a minha angústia alimente as raízes de um velho carvalho.
Que crianças encontrem sombra onde um homem já não encontrou paz.
E, se nem isso me for permitido,
então toma o Teu vento
e espalha a poeira que restou deste soldado,
não para que o mundo se lembre do meu nome,
mas para que, ao menos uma vez,
a guerra abandone o meu coração.


- M.S. Fieri

A realidade que procede a queda, dói mais do que a própria queda.

Você pensa no fundo da sua mente
“Já passei por isso algumas vezes, talvez a queda seja diferente”
Mas a dor não perde a força
E nem a tristeza se aquieta
No fim, por mais que você tente
Absolutamente nada ameniza a queda

Como morreu o Amor?


O amor não morreu de repente,
não foi queda, nem faca, nem veneno.
Morreu sentado ao nosso lado,
esperando uma palavra que não veio.


Morreu quando o silêncio virou resposta, quando o toque virou hábito sem calor.
Cada “depois a gente conversa”
foi um passo a mais no seu cansaço.


Morreu de pequenas ausências repetidas, de promessas deixadas em rascunho.
Não foi falta de sentimento —
foi excesso de descuido.


E no fim, o amor morreu de amor:
amou sozinho, amou demais.
Até entender, tarde demais,
que amar também precisa ser amado.