Queda
No limite da chama esquecida,
um ponto atravessa o que restou.
Pequeno demais para a queda da vida,
longe demais de tudo que queimou.
Vilma Martins
Bendita é a alma que não se demora na queda, mas usa os fragmentos do chão para pavimentar o próprio retorno.
O homem que já teve a alma forjada na escassez, no luto e na queda não teme o peso de nenhuma batalha, ele já não busca apenas a vitória, ele se tornou o próprio caminho para ela.
Portanto, brindemos à queda dos arrogantes,
Que a sabedoria prevaleça sobre os desafiantes.
Que um dia, quem sabe, em um ato de coragem,
Os que seguem os poderosos aprendam com a verdadeira mensagem.
Saibam sua identidade e possam dar as mãos aos que precisam de verdade.
A soberba antecede a queda e a ingratidão vem antes da ruína. Seja humilde no sucesso e firme na adversidade.
A graça divina ultrapassa nossos limites: é mais alta que a culpa, mais profunda que a queda e mais vasta que o próprio tempo.
Sobrevivi ao pior para alcançar o melhor, cada queda, um sussurro das sombras antigas, cada vitória, um feixe de luz que rasga o agora, como aurora nascida depois da noite mais longa que vivi.
A queda é golpe da vida, mas levantar é o passo que desafia a gravidade, a dança brutal que nunca cessa.
O fim não existe, é apenas o instante em que a dor vira recomeço, quando a queda se converte em força.
Fui forjado no colapso, moldado pela queda que destruiu tudo em mim. O aprendizado foi a única trilha que restou, e nada além importava. Hoje, ao olhar para trás, choro, não pela queda em si, mas por nunca ter acreditado que eu poderia me erguer.
A queda não te quebra, ela apenas expõe a fortaleza inquebrável que sempre esteve esperando para ser revelada.
Transforme suas feridas em degraus firmes, cada dor em escada e cada queda em um novo impulso para a subida.
Não desistir é meu maior triunfo, sigo errando, tropeçando, caindo, mas nunca me rendo. Cada queda me lapida, cada dor me ensina a permanecer de pé, mesmo quando o chão parece mais certo que o caminho.
