Quase Namoro
Quase é o eco solitário da oportunidade perdida, a sombra que paira sobre o que poderia ter sido, a palavra mais triste que existe.
Estamos festejando, e aqui ficam meus desejos de uma linda Páscoa a todos...
Vamos bem entender o que é a Páscoa?
Ósculos e amplexos,
Marcial
ESTAMOS QUASE NA PÁSCOA
Marcial Salaverry
Estamos quase chegando na Páscoa, e muito se fala sobre o sentido do espírito de Páscoa, que na realidade deveria lembrar apenas algo sobre o martírio e a ressurreição de Cristo, e claro, abrangendo os sentimentos que deveriam nortear as pessoas ao pensar em comemoração da Páscoa, mas na realidade, não é o que está acontecendo, pois parece que o espírito de Páscoa foi um tanto modificado, tendo se transformado numa data comercial, destinada à indústria de chocolates, para auferir mais lucros. E o principal pensamento quando se fala em Páscoa, é que está chegando a época de comer ovos de chocolate, chocolate sem ser em formato de ovos, enfim, chocolate a não poder mais. Bem, para comer chocolate, é preciso apenas que se tenha dinheiro para comprá-lo, e disposição para come-lo, e principalmente, estomago para digerir tudo o que comer. Não é necessário ser Páscoa, que teoricamente seria uma época em que deveria se meditar mais, em analisar mais a vida e nossas atitudes. Enfim, por artes do marketing, a tradição virou nisso. E, como quando não adianta combater, o melhor é aderir, vamos comer chocolate, que é gostoso demais.
Mas vamos também pensar do outro lado, vamos pensar nos verdadeiros ensinamentos de Cristo, que deveria ser, pelo menos nesta data, encarado com mais seriedade. Vamos, pelo menos pensar em Paz, fazendo nossa parte. Quem sabe todos os povos se contagiem, se começarmos algo com uma bola de neve rolando ribanceira abaixo, que irá aumentando à medida que gira...
Esperando que o utópico desejo de Paz Universal se concretize nesta Páscoa, quero aqui fazer um apelo à consciência familiar. O importante é que cada qual faça sua parte, e procure manter em seu lar, um ambiente de Paz...Amor...Compreensão...Perdão, que são os principais ensinamentos de Jesus, e assim, partindo de cada lar esse facho de luz e, quem sabe, um facho, mais outro, outro e outros mais consigam iluminar tudo. Que assim possamos ter aquele ambiente de tranquilidade tão necessário para nossa vida.
Ainda mais que somos, em nossa vida cada vez mais exigidos, em todos os sentidos, sendo necessário que nos transformemos numa espécie de Super Homem, tantas são as exigencias que a vida moderna nos faz, e assim, temos que ser sempre os melhores em alguma coisa, para que possamos manter um certo status, obrigando-nos por vezes a fazer aquilo que não podemos, para que possamos ser, ou aparentar ser aquilo que não queremos, apenas para satisfazer certas exigencia de uma sociedade cada vez mais consumista... Assim sendo, é imperioso que consigamos ao menos em nossos lares, manter um ambiente calmo e de muito diálogo, para que assim possamos resistir às crises e pressões externas.
Que esta Páscoa possa ser o início disso tudo, e que consiga trazer para todos os lares tudo que for benéfico. Utopia? Talvez. Se cada um fizer sua parte, poderemos ter realmente nesta Páscoa, UM LINDO DIA...Vamos, ao menos, tentar? LUZ, PAZ, AMIZADE, AMOR, seguindo os ensinamentos de Cristo...
"Julgo um quase idiota, quem se atribui de uma tribo musical, por existir tantos outros gêneros."
18/12/2020
Libertar não é mostrar às pessoas o quanto a vida é dura, isto aprisiona e já nos é apresentado quase todos os dias. Libertar é mostrar a quem quiser o quanto a vida pode ser bonita.
Determinado assunto que é reprimido por parte do repressor é quase sempre oculto por parte do reprimido.
Eu te escrevo porque não consigo te olhar nos olhos pra dizer tudo isso. Não porque falte coragem, mas porque me conheço — eu desmoronaria no primeiro segundo. E talvez você nem notasse, porque sempre teve esse jeito contido, quase blindado. Então, eu escolho escrever. Escolho esse caminho porque é o único que consigo agora pra me despedir de você.
Durante o tempo que permanecemos juntos tentei construir um vínculo. Me dediquei de verdade. Fui inteiro, mesmo quando tudo à minha volta dizia pra ser metade. Mas a gente só constrói quando há alguém disposto a abrir a porta, nem que seja só um pouquinho. Você nunca abriu. E eu fiquei do lado de fora, imaginando como seria lá dentro. Tentando entrar por frestas que talvez nunca tenham existido.
Quando você, enfim, disse que estava pronto, a vida me colocou na posição de ter que contar algo delicado, algo meu, íntimo. Eu fui honesto, entretanto, percebi que isso mexeu com você, talvez mais do que você conseguiu me mostrar. Senti você se afastando. Não só fisicamente — mas afetivamente. Como se alguma parte de você tivesse se fechado de vez.
A gente nunca teve um namoro. Tivemos um caso, como dizem. Mas pra mim nunca foi só isso. E é exatamente por isso que agora está doendo tanto. Eu estou sentindo sua ausência, sua distância, esse silêncio que se prolonga e vai criando um vazio entre nós. E talvez esse vazio seja a sua forma de dizer, sem palavras, que não dá mais. Que eu devo ir. E tudo bem. Só que dessa vez, eu quero ir de outra forma.
Não quero bloqueios, apagar os históricos ou fingir que você nunca existiu. Não há motivo pra isso. A gente pode se despedir sem repetir dores antigas, sem apagar o que foi bonito. Vai doer, claro. Como todo fim. Mas talvez essa dor tenha um sabor mais estranho, porque você foi o meu quase.
E o quase dói de um jeito diferente. Porque o quase é aquela linha tênue entre o sonho e a realidade. Ele deixa a gente preso num "e se?". E se tivesse dado certo? E se ele tivesse ficado? E se eu tivesse sido escolhido? O quase é um buraco aberto onde a gente fica tentando encontrar respostas que talvez nunca venham. Mas faz parte. Faz parte ir, mesmo com o quase pesando no peito.
A verdade, é que pra qualquer coisa dar certo, os dois precisam querer. Os dois precisam estar abertos pra se escolherem todos os dias. E eu não posso mais ficar tentando ser escolhido por alguém que não me vê como possibilidade real.
No fim das contas, a gente sobrevive a tudo — até aos quase amores. E se tem uma coisa que eu levo daqui, é a certeza de que fui sincero. Que tentei. Que me permiti sentir.
Eu nunca fui enganado. Não naquilo que realmente importa: o sentimento. Está tudo bem. Eu entendi.
E do fundo do coração, eu desejo que você encontre um amor que te remexa todo. Que te tire do eixo — mas só pelo lado bom. Eu tentei ser esse amor. Aquele que acolhe sem quebrar nada por dentro. Mas sei, agora, que talvez esse jeito não tenha sido o suficiente pra você.
E tudo bem também.
Porque talvez, filosoficamente falando, o mais cruel não seja ser rejeitado... é nunca ter sido sequer considerado a possibilidade de ter sido sua melhor escolha.
Quase Máquina
Às vezes você vive como um robô, e tudo bem! Era o que você queria, né?
Às vezes vêm algumas crises de realidade — o que um robô não sentiria o impacto.
Mas, diferente de um robô, apesar de se assemelhar com um, você é um ser humano. Mesmo que, às vezes, não queira ser.
Então seus sentimentos te sufocam.
Você é barulhenta, menina, mas tão silenciosa.
Cale-se um pouco.
Fale somente o que precisa.
Ela vai te atacar.
E você vai resistir.
Essa briga vai te sufocar.
Você vai ficando sem ar.
Se resistir mais, seu corpo começará a tremer.
Mas as lágrimas...
Ah, as lágrimas... elas não vão cair.
Quanto mais você tentar arrancá-las, mais sufocada você vai se sentir.
Você não queria ser uma máquina?
Não reclame.
