Quando ele Nasceu e quando ele Morreu
Num dia de céu azul,
numa floresta verde nasceu uma onça branca
filhotinha de um casal de onças pintadas.
Foi um espanto para todos,
ela era diferente.
Os pais eram pintados e ela
nasceu branca.
Os irmãos eram pintados,
os primos eram malhados,
tinha até uns listrados.
Mas ela era branquinha como um
papel sem desenho.
Branquinha como as nuvens,
branquinha como as margaridinhas.
Mas também branquinha como a
oportunidade de ser da cor que queria.
Por enquanto que ela crescia,
sua cor mudava todo dia.
Quando ela brincava no barro da
beira do rio, ficava marrom.
Quando ela brincava no mato ficava verdinha,
quando comia melancia,
ficava cor de rosa e quando chovia,
ficava branquinha de novo.
E teve um dia que até pintada ela ficou,
foi quando no seu peito uma criancinha
sem medo um coração desenhou.
Pode existir lógica, necessidade e razão para se abandonar um rato que já nasceu morto; mas não há qualquer beleza ou glória nisto.
Cesário Soldado de Cristo nasceu em 10 de Dezembro de 1993 no Sul de Angola, no seio de uma família Católica. ingressou no Ensino Médio do Industrial em 2013, e com o passar do tempo aprendeu Inglês, e um pouco de Frances e seguiu Engenharia de Construção Civil. tornou-se Cristão da Igreja Pentecostal Carisma em 2012, no fim do mesmo ano foi Batizado nas águas, começo a publicar os seus trabalho em 2014.
Durante a sua vida, Cesário foi diversas vezes perseguido pela Católica. Em 2011 a 2012 os seus lideres católicos perseguiram ele, através de algumas complicações que se passaram na Igreja, um dos facto que o levou a deixar a Igreja Católica,e agora continua a tentar realizar novas coisas pensar mudar, remover, transformar tudo aquilo que não é bem visto aos olhos de Deus e aos seus olhos nesta sociedade.
TROVA: EM TEMPO DE SECA
Hoje o dia nasceu bastante feio,
De norte a sul, assaz ensolarado.
Queria que estivesse bem bonito,
Com o céu pródigo, todo nublado.
DE TUDO QUANTO É VELHO
O MAIS VELHO É O AMOR
TANTO MAIS VELHO QUE O HOMEM
NASCEU ANTES QUE O MUNDO
QUE A LUA E O SOL
E NINGUÉM É O SEU DONO
NEM O SEU INVENTOR
TÃO VELHO
QUE COM OS INÍCIOS SE CONFUNDE
É FEITO BALÃO DE GÁS
OU BOLHA DE SABÃO
NA MÃO DE UMA CRIANÇA
ENCANTADA E QUE BRINCA
EM ASSOPRAR E ESTOURAR
AS BOLHAS DE MATÉRIA
LUMINOSA NO ESPAÇO
FLUTUANTE E SEM FIM
O AMOR TALVEZ SEJA ESSA CRIANÇA
QUE TUDO CAUSE E NADA SOFRA
QUE POR TUDO PASSE INDIFERENTE
QUE VEIO ANTES QUE TUDO
QUE NUNCA ENVELHECE NEM MORRE
E NÃO RECONHECE ASCENDÊNCIA
O AMOR –
UM VELHO MENINO BRINCANDO COM VIDA…
amor,
eu nem sei o que dizer,
não tenho palavras para descrever
eu só sei que nasceu em mim,
mora aqui dentro de mim,
e vai morrer só o dia que eu não estiver mais aqui,
pois um sentimento verdadeiro só morre quando
o sangue deixar de pulsar,
não mais respirar,
e o coração deixar de bater
BIOGRAFIA
Antonio Ramos da Silva
Antônio Ramos da Silva
Nasceu em 19 de setembro de 1960 na cidade de Brusque (SC). Vive e trabalha em São Bento do Sul (SC). É Professor, Radialista, Escritor, Ativista Cultural, Historiador e Poeta. Graduou-se em Ciências Econômicas, pela Faculdade De Plácido e Silva – FADEPS – Curitiba (PR) (1984). Pós graduou-se em Gestão Financeira, pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná – PUCPR - Curitiba (PR) (1987).
Em suas atividades em exercício é Presidente da Academia de Letras Infanto-Juvenil para Santa Catarina Municipal de São Bento do Sul (SC) e membro da Associação Internacional de Poetas para São Bento do Sul.
Idealizou, planejou e executa o projeto “Diferente Sim, Indiferente Não”, e “Oficina de Poetas” em São Bento do Sul (SC).
Recebeu a Medalha do Mérito Cultural Dr. Arthur João de Maria Ribeiro - 2013, concedido pelo Instituto Montes Ribeiro e o Troféu Escritor Osvaldo Deschamps de Literatura e Artes - 2013.
Publicou: 30 títulos, entre poesias, textos, diálogo e história.
Meu ou seu.
Dentro de mim não sei se nasceu
o que é meu ou que pode ser seu.
se nasceu apareceu ou desenvolveu
não sei porque como aconteceu.
mesmo assim não sei se realmente é seu ou meu,
o que em mim nasceu em você nasceu mas você
sabe se é seu.
Não é o estado que avaliza a Família, é a Família que avaliza o estado. O embrião do estado nasceu a partir das famílias numerosas, que construíam cidades para viverem entre si. Termos de nos subjugar ao que burocratas estatais decidem ser família demonstra a que ponto chegaram os tentáculos do estatismo que nos sufoca.
Hoje assim que o "sol" nasceu,
meu sorriso apareceu.
Lembrei de seu rosto,
pensei como Deus tem um bom gosto.
Te fez com todo jeitinho,
foi puro carinho.
Floreceu uma bela flor,
que nos olhos trás amor.
Menina criança,
com jeito esperança.
Olhos de mel,
me levam para o céu.
Sua boca obra prima,
com delícia ela rima.
Seu corpo perfeito,
me deixa sem jeito.
Risada gostosa,
cheia de prosa.
Minha boca calou
meu coração se encantou!
Sergio Fornasari
Mãe - Raízes realmente profundas
O meu coração redescobriu a vida com outros olhos, nasceu em mim um amor imenso, intenso e crescente, um amor de mãe que eu não conhecia, um amor sem prazo de validade, um amor em que só consigo ser feliz se o filho é feliz.
Na minha mente eu sempre entendi que a maternidade era coisa mágica, mas que eu poderia viver sem ela, não associava a imensidão desse amor comigo, mesmo em conversas leves e agradáveis sempre fui pressionada a querer para mim a maternidade.
O amor de mãe realmente tem profundas raízes, um amor sem desconfiança, sem incômodo, sem as conquistas vazias, sem a espera de retorno afetivo ou financeiro, nada mais é do seu jeito, as coisas agora são do jeito que é melhor para o bebê, para a criança, para o filho.
Sempre tive medo de gostar muito de alguém, mas amor de mãe é um amor sem escolhas, é uma maneira de amar mais que a si mesmo, é uma boa razão de amar, é algo grandioso reservado para mim.
A felicidade vem com naturalidade, com um sorriso, um entrelaço nas mãos, um conceito adorável, uma transformação tão rápida e pouco percebida, uma escolha livre, uma liberdade em servir, tudo faz toda a diferença, os fatos são relevantes, as fotos essenciais, a gente vira plantonista de boas palavras.
A mãe tem a necessidade de querer entender tudo, mas não é tudo que se entende, tudo é socialmente aceitável, tudo é alívio ou possibilidade, tudo é manifestação de amor, uma vida fora do coração.
O amor de Mãe é o que há de mais importante na minha vida, são meus objetivos e a preocupação em retornar para casa é tanta, que perdi as contas de quantas vezes desisti da fila do supermercado.
É uma pressão em ser bonita, em ter o corpo mais magro e menos barrigudo de volta, infelizmente muitas mulheres suportam essa situação, quando a maioria prefere não ter hora para comer ou tomar banho, deixar que a amamentação encarregue de queimar calorias, as coisas se ajeitando por si, quando a sua única prioridade é o novo ser que acabou de nascer.
Mãe tem o poder nas palavras, mãe tem o poder em nossa vida, a criação não depende muito de diferença de classes sociais, o que importa é o referencial de bondade, amor, respeito. Mães não evitam problemas, mas desejam evitar qualquer mal. Mães não nascem com aptidões prontas, mas temos a sensação estranha que sabemos fazer tudo.
É ilusão achar que mais tarde tudo possa mudar, que as confraternizações terão namorados em companhia, que cedo ou tarde ela vai desaparecer sem dar explicações, ou que alguma doença possa se hospedar em seu corpo.
A gente pensa que filho custa caro, que passaremos a enfrentar dificuldades com a inflação voltando com tudo e com preços surreais que nos assolam, a gente tenta ser legal, coloca um sorriso no rosto e se ilumina de dentro pra fora, mesmo tendo pavor a ideia de não conseguir dar conta financeiramente falando.
A gente não se cansa em corrigir a falta do “muito obrigada” ou o “por favor”, explica sempre a necessidade da gentileza, de dar importância aos amigos, a ter interesse pelos que sofrem e a começar a pensar na carreira.
Mães não pertencem ao passado, não conversam com naturalidade sem acompanhar os filhos pequenos com os olhos, não dispõe de confiança absoluta em nenhuma babá, não mantém o mesmo nível de exigência que tinha com o filho dos outros.
Mãe é a raiz do amor, é o domínio da ansiedade, é o sinal de entendimento e perdão, mãe é a profundidade do A-M-O-R.
Quem nasceu para ser estrela
nunca será o sol.Por mais que
que brilhe a estrela nunca
brilhará como o sol.
Tem gente que nasceu para apegar-se ao dinheiro e tem gente que nasceu para apegar-se à cultura. - desde que o mundo é mundo é assim e não vai mudar nunca. - Acostume-se!
Nasci para o mundo mas o mundo não nasceu para mim
vivo em um mundo de mentira mas as mentiras não vivem em mim
vejo corrupção no mundo mas a corrupção não me vê a mim
sou adepto de noitadas mas não de baladas
vejo o mundo com os meus olhos, não com os dos outros
vivo a minha vida não tendo tempo então para as demais
sou fã de pessoas e coisas simples, pois na simplicidade encontro a paz interior
familia e mais do que água, até posso viver sem mas por dentro estarei seco e oco
prefiro o perdão do que uma magoa
sonho acordado e dormindo. Arte para poucos
gosto de recordar momentos pois e neles encontro respostas e um pouco de certeza que estou vivendo
de me sentir jovem envelhecendo no passar do tempo
do silêncio conselheiro fiel
gosto de mulheres que sorriem mais do que mostram os seios
de olhares penetrantes que falam mais do que a boca
prefiro vestidos longos do que uma mini-saia
à uma vida de amor do que uma noite
fã de beleza natural do que as que são escondidas em muitos rostos
não sou rico. Pelo menos em relação a dinheiro...
sou simples como respirar e complexo como a morte
vivo, vivendo e aprendendo
um dia vou morrer para o mundo mas o mundo não morrerá para mim.
Nasceu em Portugal. Vive no Canada.
Textos retirados do blog pessoal da autora.
'' 1961. Quantas coisas podem acontecer no ano em que nascemos ou numa data em que algo importante nos acontece! Com menor ou maior importância todas as ocorrências ramificam a sociedade, mesmo as que não florescem.
Pensando bem foi uma época cheia de vontade para mudar. Os direitos das mulheres começavam a ganhar voz e surgia devagar o direito ao divórcio. A televisão nascida recentemente funcionava um pouco como um manto para esconder a realidade de Portugal e para entreter os olhares dos portugueses. Os artistas, os escritores e os cineastas iam-se impondo com uma certa dificuldade, mas impunham-se. Como cantores destacavam-se Simone de Oliveira, Madalena Inglesias, António Calvário e Artur Garcia. Nesse verão,a 13 de Agosto, Mário Silva vencia a volta a Portugal em bicicleta. Vingava uma das maiores empresas alimentares de Portugal; as Carnes Primor. Eusébio tornou-se jogador do Benfica, em Maio de 1961, já com a época quase a terminar, mas ainda a tempo de se tornar campeão nacional no seu 1º ano ao serviço ao Benfica. Era criado o Instituto Gulbenkian da Ciência. João Osório, um dos fundadores da Casa da Comédia estreava a sua primeira peça literária `` D. Henrique de Portugal``, no Teatro Nacional D. Maria. Almada Negreiros decorava as fachadas dos edifícios na Cidade Universitaria de Lisboa e nascia Ricardo Pinto, escritor de literatura fantástica e uns dias antes de eu nascer, estalava a Guerra de África.
Vivi a ditadura e o dia em que nos libertamos dela.
Da História antes do 25 de Abril? A História de Portugal, eu conhecia através da matéria que dera na Escola de Ensino Primário e no Ciclo Preparatório. Mas não só! Aprendi a conhecer o ambiente político do país onde nascera e vivia, pelas inúmeras histórias contadas pelos adultos, sobretudo pelo meu avô
Guardo na memória, a sala de aula na pequena escola da aldeia... a minha tão amada sala de aula! No entanto, hoje, seu sei, que o que lhe dava vida, eram os nossos sonhos de meninos. Ela tinha cheiro a aventura. Era como um navio, onde entrávamos e podíamos viajar pelo mundo inteiro, sem sair dali. Mas, eu não sabia ainda, que tudo ali era comandado pelos ideais políticos de um só homem; Salazar. Lembro-me da enorme cruz, no meio das molduras escuras, com as fotos a preto e branco do Presidente da República e do Presidente do Concelho. Todas as manhãs, antes do início das aulas, ficávamos de pé, solenemente direitos, para cantar o Hino Nacional. A importância deste ritual não era sentida apenas, ´´ antes do início das aulas``, porque, este ritual obrigatório, estendia-se e fazia-se sentir em toda a nossa educação. Muito mais tarde, viria a entender o poder da figura de Salazar na vida do povo português. Até ali, ele não passara de mais um personagem nas história que o meu avô contava, após a ceia, em frente à lareira, que nos aquecia nas noites frias de Inverno. Anos depois compreendi, o verdadeiro significado do tom mais baixo, que ele usava quando falava do Estado Português. Por vezes ele falava de alguém que se tinha excedidos nas palavras e simplesmente desaparecera, sem que mais ninguém soubesse dele.
Depois chegou a liberdade. Uma liberdade que convidou muitos portugueses a emigrarem.
Somos um povo mais aberto, podemos circular por toda a Europa e sabemos o que vai pelo Mundo. Todas as casas (quase) têm esgotos, electricidade, são equipadas com eletrodomésticos mas não existem condições monetárias para pagar tudo isso. É como se a liberdade tivesse sido ganha pela metade. As famílias que continuam a perder as suas casas, os velhos condenados a reformas precárias e cada vez com menos direitos que os ajudem a envelhecer com dignidade e as crianças que vão para a escola com fome, são a fotocópia perfeita do resultado de um governo desequilibrado, arrogante e insensível. A agricultura, as várias indústrias e comércios vivem de incertezas, abalados pelos limites que lhe são impostos.
- Não terão escasseado as uvas, porque as cepas foram cortadas a troco de dinheiro estéril?
Viva a poesia!
Viva o amor!
´´Vivi várias realidades; a algumas, àquelas de péssima índole,
cheias de códigos maliciosos e de raízes malignas... voltei as costas.
Depois de uma regularidade excessiva em campo de batalha,
entendi que não falávamos a mesma língua...
E como não queria viver na sombra ou em permanente conflito,
consumida por ódios e lágrimas, converti-as ao isolamento.
Tranquei a porta, pregando eu mesma, tábua a tábua...
(Senão, não me sobraria tempo para viver e amar.)
Agora sei que morrerei nova, ainda que morra com cem anos de idade!``
Da pequena semente nasceu a muda, que lentamente se tornou uma árvore, que cruelmente foi derrubada para virar lenha, na chama ardente do fogo que consumiu sua existência.
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