Procuro em Amor que ainda Nao Encontrei
Fui ali me encontrar
Olhei em volta
Encontrei um olhar
Andei dois passos
Tropecei na gentileza
Amparada pela solidariedade
Decidi avançar
Arrecadei sorrisos
E nesse mundo tão plural
Fui recebida com abraços
E sem perceber, de forma natural
Me vi envolvida docemente em laços
E foi então, sem qualquer embaraço
Que achei o que na verdade nunca perdi
Quando, eu, de novo, te vi...
Meu encontro com Espinoza
Encontrei Espinosa em uma pequena sala iluminada pela luz de uma janela.
Sobre a mesa havia algumas lentes, papéis e um livro aberto.
Ele trabalhava em silêncio, como se o mundo lá fora pudesse esperar.
— Espinosa?
Ele levantou os olhos.
— Sim.
— Posso conversar com você?
— Se veio conversar, sim.
Se veio apenas procurar alguém que concorde com você, talvez seja melhor procurar outra pessoa.
Sorri.
— Então encontrei o homem certo.
Sentei-me diante dele.
— Quero começar por Deus.
— Os homens quase sempre começam por Deus quando, na verdade, desejam falar de seus próprios medos.
— Você acredita em Deus?
Espinosa deixou a lente sobre a mesa.
— Depende do Deus sobre o qual está perguntando.
— Do Deus que observa, julga, recompensa e castiga.
— Esse Deus se parece demasiadamente com os homens.
— Então qual é o seu?
Ele apontou para a janela.
— Você ainda pergunta “qual é o meu” como se Deus fosse alguma coisa que eu pudesse possuir.
Olhe para fora.
Olhei.
Havia árvores, céu, algumas pessoas caminhando.
— O que devo ver?
— Tudo.
— Deus?
— Natureza.
— É a mesma coisa?
— Deus ou Natureza. Uma única realidade infinita da qual você também faz parte.
Permaneci em silêncio.
— Então Deus não está olhando para mim?
— Você ainda deseja ser observado?
A pergunta me desconcertou.
— Talvez todos desejemos um pouco.
— Por quê?
— Porque queremos acreditar que alguém sabe que estivemos aqui.
Espinosa sorriu discretamente.
— Então talvez sua pergunta não seja sobre Deus. Talvez seja sobre solidão.
Aquilo me atingiu.
Mudei de assunto.
— Você foi expulso de sua comunidade.
Seu rosto permaneceu tranquilo.
— Fui.
— Não sentiu raiva?
— Naturalmente.
— Ódio?
— O ódio é uma tristeza acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Isso parece muito filosófico para alguém que acabou de ser rejeitado pelas próprias pessoas.
Ele riu.
— A filosofia não elimina a dor.
— Então para que serve?
— Para que a dor não pense por você.
Fiquei olhando para ele.
Talvez aquela fosse uma das coisas mais difíceis que alguém poderia aprender.
— Espinosa, quero falar sobre liberdade.
— Fale.
— Eu acredito que sou livre.
— Por quê?
— Porque posso escolher.
— Escolher o quê?
— Minha vida. Minhas ideias. Aquilo que quero.
Ele inclinou-se para a frente.
— E você sabe por que quer aquilo que quer?
Parei.
— Nem sempre.
— Então talvez seja menos livre do que imagina.
— Isso é cruel.
— Não. Cruel seria deixá-lo acreditar que uma corrente deixa de ser corrente simplesmente porque você não consegue vê-la.
— Então ninguém é livre?
— Eu não disse isso.
— O que é liberdade para você?
— Compreender.
— Só isso?
— Você acha pouco compreender aquilo que governa seus desejos, seus medos, sua raiva, suas paixões?
Pensei um pouco.
— Mas existe outra coisa, Espinosa.
Não somos determinados apenas por aquilo que existe dentro de nós.
Existe o mundo lá fora.
— Naturalmente.
— Um homem pobre e um homem rico podem possuir a mesma razão, mas não possuem as mesmas possibilidades.
Espinosa ficou em silêncio.
Continuei:
— Não quero uma filosofia que diga ao homem explorado que basta compreender sua exploração para tornar-se livre.
— Nem eu.
— Porque compreender a corrente não necessariamente a quebra.
— Mas é difícil quebrar uma corrente que você sequer reconhece.
Concordei.
— Então primeiro compreendemos?
— E depois agimos.
— Juntos?
— Sempre que a razão nos mostrar que juntos somos mais potentes do que separados.
Chegamos finalmente ao ponto que eu procurava.
— Então você acredita no coletivo?
— Acredito que um homem racional não precisa desejar a fraqueza dos outros para sentir-se forte.
— Isso é quase política.
— Tudo aquilo que diz respeito à maneira como os homens vivem juntos acaba encontrando a política.
— E por que os poderosos usam tanto o medo?
Ele voltou a pegar uma lente.
— Porque o medo diminui a potência do homem.
— E um homem com medo obedece.
— Frequentemente.
— Então uma sociedade pode governar mantendo as pessoas assustadas?
— Pode. Pela religião, pela superstição, pelo inimigo, pela ameaça, pela ignorância.
— E como combatemos isso?
— Pensando.
— Apenas pensando?
Espinosa levantou os olhos novamente.
— Você tem uma estranha impaciência com o pensamento.
— Porque enquanto pensamos há gente sofrendo.
— E enquanto agimos sem pensar também.
Fiquei calado.
Ele tinha razão.
Mas não completamente.
— Pensar não pode virar desculpa para permanecer sentado enquanto existe injustiça.
— Concordo.
— Então precisamos agir.
— Sim.
— Mas agir racionalmente.
— Agora você começa a me compreender.
Olhei novamente pela janela.
— Espinosa, o que é alegria?
Dessa vez ele sorriu de verdade.
— A passagem para uma maior potência de existir.
— Então felicidade não é possuir?
— Você conhece pessoas que possuem muito e vivem miseravelmente?
— Muitas.
— Aí está parte da resposta.
— E amor?
Ele ficou alguns segundos em silêncio.
— Alegria acompanhada pela ideia de uma causa exterior.
— Você transforma até o amor em filosofia.
— E vocês transformam filosofia em frases românticas.
Nós dois rimos.
Levantei-me para ir embora.
Antes de sair, voltei-me para ele.
— Tenho uma última pergunta.
— As últimas perguntas costumam ser as primeiras disfarçadas.
— Depois de ter sido rejeitado, condenado e incompreendido, você ainda acredita no homem?
Espinosa olhou para as próprias mãos.
— Eu tento compreendê-lo.
— Isso é acreditar?
— Talvez seja mais difícil.
Caminhei até a porta.
— Espinosa?
— Sim?
— Acho que descobri uma coisa.
— Diga.
— Talvez liberdade não seja simplesmente fazer aquilo que queremos.
Ele esperou.
— Talvez liberdade seja compreender por que queremos, descobrir quem se beneficia dos nossos medos e, depois disso, encontrar outros homens dispostos a construir conosco uma vida em que ninguém precise diminuir para que outro possa sentir-se grande.
Espinosa permaneceu em silêncio.
— Você concorda?
Ele sorriu.
— Por que precisa que eu concorde?
Saí rindo.
Do lado de fora, o mundo continuava cheio de homens convencidos de que eram livres simplesmente porque podiam escolher entre caminhos que outros haviam desenhado para eles.
E pensei que talvez Espinosa tivesse me deixado a pergunta mais incômoda de todas:
quanto daquilo que chamamos de liberdade é realmente nosso?
Talvez a liberdade comece justamente quando temos coragem de investigar essa pergunta.
Não para fugir do mundo.
Mas para compreendê-lo suficientemente bem para não sermos governados pelo medo.
E, quem sabe, transformá-lo.
ESPINOSA — A LIBERDADE
Espinosa me fez desconfiar daquilo que chamo de liberdade. Ser livre não é simplesmente fazer o que quero, mas compreender meus desejos, meus medos e aquilo que tenta governar-me. Quanto mais compreendo, menos o medo decide por mim e mais livre me torno para escolher quem quero ser.
Seja o mapa dos meus caminhos e o tesouro do meu coração. Em você encontrei o destino que minha alma sempre sonhou.
Na imensidão da vida, encontrei em você o meu para sempre. Desde então, tudo ganhou mais beleza, e descobri que a eternidade mora no nosso amor.
Na minha vivência encontrei pessoa e pessoas.
Pessoa que aprendi adimirar, e
Pessoas que perderam meu respeito e admiração por não valorizar suas virtudes.
Corri atrás dela e perdi o orgulho, mas encontrei a mim mesmo.
Querer ser escolhido é descobrir a própria vulnerabilidade.
Às vezes, amar ensina mais sobre nós do que sobre o outro.
Na multidão humana,
encontrei a solidão
passeando com certa aflição
em cada coração...
No deserto da vida,
encontrei a imensidão
da solitude em sua plenitude
residindo na fértil inspiração
✍MiriamDaCosta
Trancei meus fios capilares
em folhagens poéticas ...
E me encontrei
penteando meus versos
com a leveza do vento
entre galhos verdejantes...
Havia musgo nos meus silêncios,
clorofila nas minhas palavras,
e uma espécie de paz selvagem
me atravessando por dentro
como se eu já não fosse corpo,
mas selva que escreve....
Ali,
onde a natureza respira calma,
minha alma se fez floresta
e a poesia…
brotou mansamente verde.
✍©️@MiriamDaCosta
POR QUE É NECESSÁRIO MUDAR?
Dias desses encontrei uma pessoa que me disse: - Há muitos anos luto para mudar e não consigo. Quero mudar de casa, de emprego, de cidade e talvez até de País. Porém, tenho a impressão de que tem algo que me segura aqui.
Encontrei outra que disse em um discurso o seguinte: - Há quanto tempo esperei por este momento. Lutei e almejei tanto por esta mudança que ela aconteceu. Estou muito feliz por isso. E eu também fiquei feliz em ouvir isso dela.
É nestas horas que vemos que nada nos segura. Que não existe lei alguma que nos impede de mudar; seja de emprego, de casa, de cidade e até mesmo de Estado ou País. O que nos impede de mudar é o medo, a insegurança e muitas vezes a comodidade. Não queremos passar trabalho e isto faz com que não mudemos.
Viemos de famílias tradicionais, com costumes e credos cujo objetivo era crescer, casar, ter filhos, constituir uma família e pronto. Nada mais importava, há não ser este futuro que era programado por eles. Não importava se queríamos aquele futuro ou não. O que importava era o conforto e a segurança financeira.
Por que é necessário mudar? É necessário mudar para que possamos experimentar outras fases da vida, porque os ciclos se fecham e outros se aproximam para que entendamos que a vida é metamorfose constante. Se ficarmos parados e não acompanharmos toda essa evolução, não entenderemos o significado da nossa existência. Precisamos entender que mudar é uma necessidade para a nossa sobrevivência.
Feliz daquele que tem a coragem de mudar. Feliz daquele que tem a persistência para fazer com que a mudança aconteça em sua vida. Feliz daquele que vê que mudar é preciso. Que mudar faz parte da nossa vida. Que mudar nos transforma, eleva o nosso espírito e deixa nossa alma vibrando.
Que quando mudamos nos sentimos livres. Que quando estamos determinados a mudar e a mudança acontece, percebemos o quanto fora necessário toda aquela transformação. Vivemos numa era em que crescer e evoluir é necessário.
Quando falamos em mudanças, estamos falando de libertação, de vida espiritual. Estamos falando de sair da casca e voar. De deixar os restos para trás e atingir o infinito mundo das ilimitações. Voar e ver o mundo de uma nova forma, sob outra perspectiva. Que toda mudança é válida, desde que, entendamos que mudar apenas de casa ou de cidade não é mudança e sim uma fuga.
Que a mudança começa de dentro para fora. Que mudar é transformar o mundo interior. Quando isto acontecer, estamos prontos para a mudança exterior.
Na minha madrugada, viu fria e sombria,enquanto encontrei beleza e transformei em poesia ♡ ☆ ♡ ☆ ♡ ☆ ♡
Foi ao descobrir que eu estava quebrado que encontrei o que é inteiro. Foi ao questionar a realidade que encontrei a Verdade.
Muitos buscam o caminho certo, mas eu me encontrei no 'erro' de te amar. Foi a falha mais perfeita que o destino já cometeu.
Durante a travessia encontrei
quem procurava com os olhos
atentos no meio da multidão,
para tornar parte do coração.
Mantenho com toda doçura
a beleza da preparação
para nutrir pensamentos belos
para os caminhos serem libertos,
e quem sabe unir universos?
Tenho sonhado o tempo inteiro
com os meus dois olhos
amáveis, convictos e abertos,
para dar passos concretos.
Encontrei várias vezes
medalhinhas de Santo Antônio
das vezes que na Festa Junina
andei comendo bolo,
Acho que estou sonhando,
nunca havia imaginado
que iria encontrar você,
O meu coração está batendo
forte e bem acelerado,
Algo me diz que você
também está apaixonado.
Pouco a pouco, paulatinamente,
fui crescendo profundamente.
Encontrei-me por dentro contigo
de maneira surpreendente no destino.
Exatamente onde Ocidente e o Oriente,
se entrelaçam interminavelmente,
porque coincidem todos os motivos
que ainda sequer por nós foram ditos,
e mesmo sem dizer nenhuma palavra,
há mais de uma emoção celebrada.
Em mim encontraste intensidade,
feminilidade, mistério e imensidade;
Sobre nós dois o céu da Humanidade
e tudo o que não pode ser mudado.
Com cada uma das minhas nuances
capturei e finquei profundas raízes
como as de um conhecido cipreste milenar
que enfeita, sombreia e perfuma o seu ar;
Ainda cedo celebro o fascínio, o encontro,
a glória do amor, a vitória e a verdade.
Trovadorismo para o Vale Europeu Catarinense
Nas linhas do meu caderno
antigo encontrei um poema
que estava em completo
que resultou numa cantiga
nesta tarde na minha Rodeio,
e enquanto eu escrevia
entrou uma borboleta
pela janela do meu quarto,
Que inspirou a escrever um belo
Trovadorismo para o nosso
Vale Europeu Catarinense
que cerca de inspiração
a vida da nossa gente,
Gratidão é para poucos
que orgulhosamente
tem um coração que pulsa e sente.
“Troquei o caos constante por uma rotina consciente, e na tranquilidade encontrei minha verdadeira estabilidade”
