Preto
óh, Preto...
o teu líquido que da arabia fez-se sagrado
E que faz dos Áries da Etiópia mais vívidos
Preto como o povo de vossa origem
És tropical como as Índias da terra nova
Da província francesa até a terra da Árvore Vermelha,
Na terra dos Santos mais diversos,
Que enfim começa na destruição, negra
A cultura desvairada, mas
Derradeira faísca, Amazônia, Deusa grande!
A negritude, como esse fruto de 1727,
preto como o povo:
Convergiria já a vã coincidência?
Cinza Mascavo,
Negro Café
Negro Povo sempre ali,
Negro Carvão vegetal,
Pretos olhos dos Barões.
E quem diria, agora preto óleo?
Mas só no fim se, não, vê cor
és o branco amarelado do globo do Escravo,
sua palma que trabalha também
O branco do açúcar refinado,
que o francês adoçou sem permissão dos donos do Kahwah
"Vivo em um pais em que predomina o sistema do racismo capitalista, preto e branco só são diferentes se o preto for pobre"
Cotidiano
Quente, morno, frio
Preto, branco, cheio e vazio
Claro, escuro, fim do mundo
Sentido, amigo, eterno abrigo
Sorrir, brigar, deitar e sonhar
Contar, chorar, extravasar
Noite, céu, calor do dia
Nuvens brancas, chuva, agonia
Liberdade, linda felicidade
Paixão, amor, caridade
Criança, menino e menina
A paz, a bela, saudade antiga
Porta e janela a alma da Vida!
Leonard contemplava um fim de tarde em preto e branco
O céu acinzentado resplandecia ao seu redor
O dia terminava sem graça
Era só um garoto, sentado no banco de uma praça
Nos últimos instantes da vida se foi sem saber
Uma alma esquecida,
sem o sabor, de um grande amor para viver
- Senzala -
Parece que ele tem cabelo de preto, mas é de seda...
Sua pele de breu é luz de estrelas.
Conforta os caminhos que seus pés pisam:
Mar deserto, flores do campo...
Vejo seus olhos brancos acastanhados à paisagem.
Passos longos, passos curtos...a um passo do beijo.
Parece que ele cheira tanto, que fede.
E o suor que pede, exprime poesia.
Se tudo de mim é fantasia, dele é água que escorre.
Mina de corpo, febre, sopro de voz, doçura...
Ele me faz...
Sideral
O silêncio da noite
no interior
decifrado no preto do céu
mesclado com os incontáveis pontos brilhantes
Tua estrela,
aquela que te dei
e desenhei troncha
no contorno dos teus sinais,
tua estrela
estava lá:
longe dos meus olhos,
inalcançável,
mas imersa
- lá em cima
e no fundo escuro
e inatingível
de mim
(in)atingível:
in:
dentro:
entre.
me ache.
mergulhe.
Chamar um preto de preto um pobre de pobre é ofensa vou chamar ventilador de cama...pq chamar as coisas pelo é preconceito
Ressurreição das luzes
Que o harmônico preto-branco
destroce as luzes malditas
(as que fingem que iluminam)
apagadas falsas luzes
não merecem praça ou banco
(nem recebem belo nome)
Esfolem com novos sons
a cinza do corpo cinza
da cinza ex-luz-futura-
(metamorfe até luz fina)
luz branca-
luz negra-
luz
(me fascina)
Hoje minha vida é o branco e o preto
sem ser em preto e branco...
dias cinza... nuvens carregadas
céu desazulado,
coração desesperançado.
Um alvo manto
era o que eu procurava
uma luminosidade por toda parte
só escuridão eu encontrava.
Foi tudo o que você me trouxe...
uma vida branca e preta sem ser em preto e branco...
mas é como se fosse...
O preto e branco sem o vermelho não tem valor,já o vermelho sem o preto e branco não vale nada,TE AMO SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE!
Ele é preto ou tá escuro?
O preto só é preto quando está escuro. Quando de repente, falta de luz em todo lugar. Quando está claro, o preto deixa de ser visto como preto, ou melhor; o preto torna-se cor, é só, a mais densa das cores. Torna-se visível porque há luz, porquê identificou-se que não se trata do que não via, e agora já se vê. É uma cor. O preto tornou-se escuro - nem sabe-se se é (preto) -, não se vê. Não se pode enxergar coisa alguma (parece outra coisa). Isso é o que não se pode dizer que viu. Ou está cego pela escuridão e não se pode dizer que cor é, ou, é só, a ausência total de luz. Tem cor, mas não se viu (não se sabe qual era).
Às vezes, estamos certos, mas outras vezes, estamos no lugar errado. Ou só, ainda, na posição errada. Não é ele que é preto, ele só está à sombra. Sob à luz, ele é quase amarelo.
Texto extraído de: As Crônicas da Guerra - O que tem no Amarelo. De: Douglas Melo.
Se eu preto e branquear o horizonte
Desnudaria todo verdejar
Faria muitos tons de cinza
E tiraria o azul do céu
Não teria nuvens cheias
Nem flocos brancos formariam estas imaginações
Se descolorir...
Antes de lhe conhecer meu mundo era em preto e branco, agora que lhe conheci, meu mundo ficou colorido e em 3D.
Nem sempre vale a pena ser sempre tão preto ou branco, as vezes a vida pede calma para ver o arco-íris inteiro, coisa que nós acelerados não compreendem bem
Visão obscurecida, pensamento distorcido achar que o paraíso é preto e branco, tedioso; e o inferno é colorido, divertido!
