Pouco
Se pararmos um pouco para pensar, veremos que há uma grande diferença entre o "Tarde" e o "Tarde Demais".
Reflita sobre essas duas possibilidades e busque um caminho que não o faça se arrepender no futuro.
Tem varanda, podemos respirar um pouco mais, ver o verde, ver o céu, as estrelas, as coisas do mundo, mesmo que por um recorte na paisagem.
Tem pessoas que chegam trazendo um pouco de sua essência, e outras levam um pouco de nossa existência...E nesse vaivém ficamos conectados até conclusão de nossa missão terrena...
Uns com muito outros com pouco e alguns com nada entre esse percurso no céu e na Terra o corpo segue com esse vazio
na alma...
Um pouco de alegria? - Sim!
Ver cores, luzes, sorrisos além dessa janela é só o que eu quero...
Tempo morto? -Talvez! Mas que ressuscita sempre nessa mesmice estagnada.
Viver? – Como? Se essa vida que eu vivo é só quimera.
Aprendi a me amar... Demorou um pouco, confesso. Por muito tempo, fui buscando em outras pessoas a validação que só eu poderia me dar. Coloquei nas mãos de terceiros a responsabilidade de me fazer feliz, mas tudo que consegui foi me perder um pouco mais a cada decepção. Foi doloroso, mas quando finalmente enxerguei a verdade, percebi que a pessoa que tanto procurava era eu mesma.
Desde então, descobri que sou a minha melhor amiga e companheira para toda e qualquer situação. Aprendi a valorizar cada pedacinho do meu ser, com suas qualidades e imperfeições. Olhar no espelho se tornou um momento de encontro comigo mesma, onde posso admirar a mulher forte e corajosa que me tornei.
- Edna Andrade
Pessoas são seres complexos e se afastam uma das outras por tão pouco.
Se afastam por bobagem, por orgulho, por pequenas faltas e pequenas falhas, que um simples desculpar se resolveria. Basta dizer ou aceitar que errei, que erramos.
Errar, faz parte de nosso ser, de nosso crescimento, como tambémfaz parte acumular. Sim, somos também, seres que acumulam.
Acumulamos experiências, pessoas, coisas. E dentro dessas experiências cultivadas, nós mudamos nosso comportamento e, até nossas relações de amizade.
Quantas pessoas entraram em sua vida em determinado momento, quantas destas pessoas você às mantém hoje em seu círculo de relação pessoal?
O mundo é dinâmico, sabemos disso.
Não há tempo para cultivar o orgulho, o preconceito e qualquer outra mazela.
Esperar pela velhice, se houver for, para poder se desculpar e reconhecer que deveríamos ter tido um empenho maior dentro de cada relação, acredito, será talvez, tarde demais.
Aproveite as pessoas à sua volta, todas tem uma forma de agir e ser, todas tem seu mundo e sua individualidade. Respeite isso.
Existe uma palavra falada que muda tudo, você sabe qual é?
Pense nisso.
Paz e luz.
Descobri que eu posso ser muito melhor do que sou... Porque o que eu sou, é pouco, para o pouco que sou!
O livro fala pouco sobre a verdade.
O fato é algo construtivo.
A forma tem sua espessura.
O caminho certo é algo fictício.
A sorte é irrelevante, mas, no fim, tudo é algo aleatório e incerto. Se é verdade ou não, só depende de você.
Opinião dos outros conta muito, muito pouco mesmo, porque se Eu levasse tudo a sério não sobreviveria a esse mundo cruel
Abrace a vida, por que muitas vezes ela necessita de um pouco de carinho. Em alguns momentos ela foi lenço para suas lágrimas e braços estendidos em suas quedas. Veja ao lado, que a vida de tantos se tornou castelo sem encanto, e mesmo assim eles pedem por mais um dia para poder continuar.
Poetamento
Meu simples poetamento, pouco explica em seu rumar.
Faz parte dessas ruelas que sempre surgem,
Como meus pequenos passos a marear.
Insinuando trilhas, avistando mapas, a orbitar.
As palavras servidas, além do que, tanto perguntam.
Como guardar o beijo que será efervescido?
Como carregar os pedaços dos que nos faltam?
Como desalumiar os pirilampos da saudade?
Meu palavrear não tem controle de custos.
Pode arquejar no tempo, não estar imune,
Ficar laçando luares, impávido escapulindo.
Querendo partilhar em si, fugaz raio da vivência.
Minha confabulação desmerece acanhamento.
Anda indócil, quase sempre nua, a entregar-se a um riso.
E quando eu pouco me descompasso, num alvoroço,
Sem qualquer anúncio, faz surgir estelares num pingo d’água.
Carlos Daniel Dojja
A avó e o Menino
A avó não tinha presente e tão pouco lhe vinha o futuro.
Vivia de si, num tempo em que os dias, só lhe prometiam o passado.
Pela manhã cantarolava cantigas de roda.
A tarde pedia chá e se ria sobre coisas desacontecidas.
Quando a noite lhe vinha, adormecia falando com invisíveis olhares.
Não tinha a estética da memória.
Seus ouvidos acordavam lembranças do sentir.
Suas mãos continham a fermentação das horas.
Seus braços acolhiam porções de vida refluídas.
E de si apenas se ouvia o balbuciar das palavras.
Assim, vivia sob o cuidado das crianças,
Que em certas ocasiões lhe contavam estórias.
Como aquela de uma sábia anciã,
Que para não morar com o tempo findo,
Decidiu torna-se novamente alguém para ser inventada.
Foi assim que numa fração, antes de partir, disse ao menino:
- Descobri que és tão grande, que não pude de ti, ausentar-me.
Conheceres a ti
Como uma criança
Soletra as sílabas em busca
De formar as palavras
De pouco a pouco
Continuamente
Chegará ao universo do
Amor pelas palavras
Elas são
Amor próprio
Autocuidado
E autoconhecimento
Obterá o controle
Da vida
Em fonte viva de Palavras
Com muito amor e sentido
EU NÃO VIM AO MUNDO PARA VIVER NO RASO
PARA GOSTAR DE METADES
OU DOAR-ME SOMENTE UM POUCO
EU VIM AO MUNDO PARA SER INTEIRA
PARA SENTIR O TODO
E MERGULHAR PROFUNDAMENTE
NO MUNDO DOS SERES
E NOS SERES DO MUNDO
EU SOU FEITA DE INTEIRICES
SABORES FORTES E SUAVIDADE
SOU FEITA DE FOME E SEDE
E DESSA VONTADE DE ARDER E PACIFICAR
Hoje refletindo sobre o pouco que vivemos e o muito que deixamos de viver, apenas um sentimento invade meu coração: o de uma bonita saudade, ou uma saudade bonita, tanto faz. Esse tipo de saudade trás em si a sensação de tudo o que foi belo, inesquecível, mas foi, passou, ficou. Agora tudo isso está no território das lembranças e sinto meu coração livre dos laços que um dia pensei intrínsecos ao meu ser.
