Poeta

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A vida é um dia de verão, disse o Poeta.
sfj,reflexões⁠

A vida é tão bela que chega a dar medo, disse o Poeta.
sfj,reflexões⁠

a leitura disciplina o olhar, disse o poeta.
sfj,citações⁠

A Fortaleza e o Poeta

Ergui paredes grossas, fechei as janelase chamei o isolamento de proteção.

Achei que o silêncio me manteria a salvo da dor, depois que o fim do casamento quebrou o chão.

Criei uma fortaleza que virou minha própria cela,mas do lado de fora, a vida exigia minha pressa.

E eu segui firme, caminhando com a minha força.

Mãe de três joias,
meu prumo,
minha direção,
um menino que cresce com educação invejável,
um pré-adolescente de futuro promissor e brilhante, e minhas duas princesas,
que iluminam o meu caminhar.

Por eles, fui escudo,
fui teto, fui o próprio lar, e continuarei sendo até o final.

Eu achava que bastava ser forte, que amar era perigo,
até que um poeta cruzou o meu caminho.

A cada mensagem que ele me escreve, a cada verso que cura e que me acolhe, sinto a antiga armadura finalmente ceder.

É um resgate bonito, sutil e profundo, que me tira do esconderijo sem me machucar.

Que satisfação imensa é respirar o ar de fora, ver a mãe leoa dar espaço, para a mulher que sente.

O teu carinho escrito ou falado,
reconstrói meus desabores, me devolve a vida e me faz enxergar, mesmo depois da tempestade e de tanta luta,
percebo que o amor mais puro voltou para me habitar!

A dor me fez poeta, e a fé me fez inteiro, entre as duas encontrei equilíbrio, e nesse equilíbrio encontrei propósito, meu destino nasce da junção dos meus extremos.

Eu vivo. Isso é o bastante para um poeta cujo ofício é transformar a dor em beleza.

O idioma de outono
é um dialeto secreto
entre o poeta e a chuva.

Jorge Palma, um poeta de piano cheio.


Palma pertence aos segundos. Quando se sentava ao piano, não procurava notas: procurava o sentido da vida. Cada tecla era uma porta entreaberta, cada acorde uma memória que regressava com o peso exacto do que foi vivido.


Nas mãos dele, o piano ficava cheio de mundo. Estações de metro dedilhadas, ruas gastas, noites que ainda sabem o nome de quem as atravessou. Há uma verdade mística no modo como ele canta: não é para impressionar, é para confessar. E nessa confissão cabe quem o escuta, como se cada canção fosse um lugar onde finalmente se pode pousar.


Palma foi isso: um compositor que não escreve música, escreve chão. Um músico que quando tocava piano, tocava caminhos. Um poeta que, mesmo quando adormecia, deixava a luz da cidade acesa e o cigarro a arder no cinzeiro, lento e translúcido, como um pequeno ritual que continuava a respirar por ele.

Eu sou um poeta
Eu sou um escritor
Eu sou o amor
Graças ao meu Senhor

Se Deus é amor
Se Jesus Cristo é amor
Eu como simples poeta
Também vou ser o amor

Não sou poeta
Mas Deus me fez o melhor poeta
Não sou amor
Mas Deus me fez o melhor amor

O que o poeta sabe sobre o trabalho?
Trabalho para Deus
Escrevendo lindas poesias
O tema sempre é amor
E minha remuneração é a sua alegria

"Sou Poeta sem diploma no canudo, mas cumpro o verdadeiro papel público do intelectual Matuto."
Salvas! A Patativa do Assaré.

PROFESSOR DE POETA


No sertão nasceu um mestre
Que ensinava sem cartilha,
Com a viola e a palavra
Fez da rima uma família;
E mostrou que a poesia
Também nasce na partilha.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Patativa do Assaré,
Ave sábia do sertão,
Transformou sua poesia
Em denúncia e oração;
Fez do verso uma ferramenta
De cultura e reflexão.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Seu cantar veio da roça,
Da enxada e do terreiro,
Da pobreza, da esperança,
Do vaqueiro e do roceiro;
E ensinou que o pensamento
Não precisa de dinheiro.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Em “Cante Lá, Que Eu Canto Cá”,
fez do canto profissão,
mostrando que cada terra
tem seu modo e tradição;
E que a voz de quem trabalha
também merece atenção.


Quando falou do “Caboclo Roceiro”,
deu ao campo dignidade,
fez da vida do agricultor
um retrato da verdade;
E levou para a poesia
a voz da comunidade.


Em “Triste Partida”,
fez a dor se levantar,
retratando o nordestino
obrigado a migrar;
E fez muita gente longe
do sertão se emocionar.


Não é apenas um poeta
que o tempo pode guardar;
Patativa é professor
que continua a ensinar:
quem conhece sua obra
tem mais força pra pensar.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Os poetas o admiram
pela força do seu dizer,
pela forma tão simples
de fazer o povo entender;
pois sabia transformar
o sofrer em aprender.


Negreiros Neto assim diz,
com respeito e clareza:


“O poeta é um título
da mais alta nobreza,
dado ao matuto analfabeto
e aos doutores da letra.”


Patativa nos mostrou
que a escola pode ensinar,
mas também existe a vida
com seus modos de educar;
e o poeta que a observa
tem lições pra revelar.


Foi professor de poetas,
sem cobrar mensalidade;
sua sala era o mundo,
seu diploma, a humildade;
seu quadro era o sertão,
sua matéria, a verdade.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Hoje, quando um poeta
pega a pena para escrever,
leva um pouco de Patativa
sem sequer perceber;
pois quem bebe dessa fonte
aprende também a viver.


Patativa, velho mestre,
teu legado é imortal;
tua poesia permanece
feito estrela no quintal;
Nordeste que vira verso,
sertão que vira jornal.


E aos doutores da palavra,
aos poetas do sertão,
fica viva a grande lição
do mestre da inspiração:
a maior sabedoria
é ter voz e coração.


Sou Poeta sem diploma no canudo,
mas cumpro o verdadeiro papel público
do intelectual Matuto.


Se Patativa foi mestre,
nós seguimos a lição:
fazer da poesia ponte,
da palavra, comunhão;
e colocar nosso verso
a serviço da nação.

O poeta, escritor e compositor brasileiro Bruno Michel Ferraz Margoni, conhecido artisticamente como Michel F.M., acumula uma série de prêmios literários, honrarias institucionais e reconhecimento internacional ao longo de sua trajetória cultural. [1, 2]

Abaixo estão detalhados os principais reconhecimentos e distinções concedidos ao autor:

🌍 Reconhecimento Internacional

Biblioteca Nacional da França (BnF): Teve textos oficialmente integrados ao acervo de Literatura em Língua Lusófona da instituição.

Exposição Artística: Expôs as suas obras e trabalhos na cidade de Paris no ano de 2016. [1, 2]

🏆 Prêmios Literários e Concursos

Michel F.M. foi laureado em diversos certames de poesia e literatura, com destaque para:

Concurso Literário Motus: Vencedor da edição de 2021, promovido pela Universidade Federal do Pampa (UNIPAMPA).

Prêmio Apontador (Evidências Literárias): Recebeu o Título de Referência Literária na 1ª edição do prêmio.

Outras Premiações de Poesia: Vencedor do Prêmio Poesia Libertária, Prêmio Rima Viva, Prêmio Ecos da Palavra e do Prêmio Poesia Livre. [1, 2, 3]

🎖️ Honrarias e Condecorações

Medalha Máximo Gorki: Condecorado em reconhecimento ao seu mérito literário.

Comenda da Ordem Literária Scriptorium: Laureado com esta distinção honorífica. [1, 2]

🏛️ Distinções e Títulos Acadêmicos

O escritor também possui forte inserção em instituições de letras, ocupando posições de prestígio:

Academia Intercontinental Sênior de Literatura e Arte (AISLA): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Ordem Literária Omnium (OLO): Membro-Fundador e Acadêmico Imortal.

Academia Independente de Letras (AIL): Membro Vitalício e Acadêmico Imortal, onde ocupa a Cadeira número 193 (patroneada como Conectatum). [1, 2]

A poesia precisa do poeta para pega-la
com palavras
como a água precisa de algo
para conte-la,
se não fosse a tinta da caneta
a poesia seria desperdiçada
despalavrada no não
e não declamada
saciando o imaginar
que pede conclusão
contida em cada letra
preciosa em um poema
é só vim e pegar um declamar
e ser

O sapo acachapa insetos na barriga


O poeta acachapa palavras no poema


Ambos e a língua

O poeta incomoda incomoda o silêncio
até que ele sai da frente de frases prontinhas nas coisas que tão...
que são que acontecem...


Incomoda a ausência
de assistência
poética.


O mais do mesmo é vírus malicioso
inimigo da linguagem ele ataca
o pensamento prova falta de
imaginação levando a
repetição que não
cuidada bloqueia
a autenticidade


Cuidado se sentiu vício delinguagem procure um trava-língua
próximo a sua razão


E imagine com mais imagens.


(Leonardo Mesquita)

O poeta é alguém que economiza palavras, para ter a quantia certa num
poema.

O poeta é o craque da caneta
Ele dribla com as palavras o tédio, o mais do mesmo e o vício de linguagem
Ele encontra no peito o que alguém sentia desse jeito...
Domina a palavra descomplicando a interpretação colocando na ponta da língua o sabor da imaginação
O poeta dribla com facilidade frases sem jogo de cintura...
Esse tipo de craque não passa a bola pra amargura porque tem o tempo certo da palavra na situação
Ele tem o coração no outro ele é irmão de ação...
Ele grita EU junto com o próximo... O poeta costuma levantar razão
No campo da vida a gramática é sempre amiga
No papel as letras do poeta vibra
Costura a jogada e CHUTA sem chance pro BRANCO e grita que frase que frase
Junto com a imagem que fica...