Poeta
Labirinto curto
A manga da blusa vai queimando
Devagar,
Vai chegando no coração e
Para de queimar.
O fogo do inferno ainda é pouco
Perto das decepções jogadas
No rio ao lado.
Subjetivo se torna o gelo
Que se esconde entre a costela
Tentando convencer a lua
De que o sol é apenas luz morta.
Tão tolo humano,
Pensas que tudo dele é dele.
Mas tudo que o pertence,
Um dia vai estar sendo vendido,
Jogado fora,
Ou sendo gasto na mão de outra pessoa.
No fim, é só pele e suor,
No labirinto curto da vida.
O que é o amor?
Sintomas?
Elemento de fantasias?
Situação que sustenta o
interesse de querer-te?
O amor é o estado propenso
a afeto duradouro
e responsáveis.
Disposição de espírito
que induz uma pessoa a outra
dedicar, através do sentimento
carinho...
Poeta Francis Perot
Você pode até discordar de mim
Mas penso que mesmo o dinheiro sendo meu, ganhado com meu esforço;
Não me dá o direito de gastar duzentos e oitenta mil dólares, só para dar um passeiozinho no espaço; com tantos irmãos nosso morrendo de fome, sem ter o que comer. Não me é permitido comprar uma obra de arte de doze milhões de dólares ou uma coleção de carros importados, com tantos sem moradia, sem saúde, sem educação, vivendo a margem da miserabilidade. Essas gordas quantias não iam resolver o problema do mundo, mas com certeza aliviaria a vida de muitos. Tudo para satisfazer o meu ego. Para alimentar minha soberba e ostentação. Como nós seres humanos muitas vezes somos milionários de bens materiais e miseráveis de Espírito. Pense nisso!
Quando você se perguntar, por que faz sempre o melhor e ajuda todo mundo, mas no final quem sempre se dá mal é você, lembre-se que os animais são anjos, companheiros, mas mesmo assim sofrem muito, lembre-se que existiu um homem que deu a vida por todos nós, pecadores, o homem que mais amou no mundo, mas lembre-se também como ele sofreu, castigado pelos próprios que ele amou.
Vivendo Pela Regras, Morrendo Pela Ideologia.
No Alerta Vermelho Da Interpol.
Pena De Morte, Trevo Da Sorte.
Fênix Voando Muito Perto Do Sol.
Sempre há um verso
que apesar de inquieto,
que não quer sair.
Parece que se sente
como a saudade no meu peito
que só não vai embora
porque não sabe para onde ir.
Queria que fosse possível
a leitura desse momento,
em que testo a eficácia
do meu poder de convencimento:
"Venha verso, não tenha medo,
eu também sei o que é não estar pronto
e ter que partir assim mesmo"
Cada termino para um intenso
parece um inferno
o infeliz se sente a beira
de um colapso psíquico
assistindo o confronto
entre os eus eu do passado e do futuro
um que continua cego
por não entender nada
e o outro, desolado,
porque já sabe o motivo de tudo.
Ah, não. Não gosto de te olhar
e não é por não me agradar.
É por causa das sensações esquisitas.
O meu olho se arregala,
as mãos trêmulas
que não sabem onde param,
o corpo inteiro se atrapalha
numa engraçada sucessão de falhas.
Você desencadeia em mim
coisas nunca faladas,
que até então,
eu pensava que não existiam.
Da última vez esqueci o jeito de abrir a boca,
mas se abrisse, nenhuma palavra adiantaria.
Como se para explicar o desconforto que você me causa
eu devesse inventar uma outra língua.
Sou uma viajante errante sem compromisso com a constância, a lógica ou qualquer outro tipo de script ou roteiro. Nessas minhas viagens inusitadas sigo a clarividência poética dos meus sonhos, as setas que a beleza aponta e a correnteza desse rio caudaloso de emoções que leva para dentro de mim mesma. Sou poeta!
"Resoluto o filósofo perguntou:
— Porque ansiarmos tanto por aprovação e reconhecimento, quando em muito breve tanto o aprovado quando quem o aprova não passarão de poeira esquecida na soleira do tempo?
Ao que o poeta lhe respondeu:
— Porque nada há que seja humano por completo que não passe pela sua interação com o outro. Ainda que tenhamos nascidos sós e de igual modo vamos partir, entrementes ao curso dessa jornada, o que lhe dá conteúdo, valor e sentido é a parcela que compartilharmos de nossa alma e coração."
que bondade tem Deus!
presenteou o menino com a aptidão
de observar os ipês amarelos
e ouvir o cantar do sabiá-laranjeira
Para quem escreve, sentir saudade é algo obsoleto.
Talvez tu sintas falta de algum momento, gostaria de revivê-lo, voltar no tempo e aproveitá-lo novamente, ou, quando se trata de casos mais delicados, poder ter a chance de reencontrar alguém que, diferente de nós, não possui mais o pulsar ardente, forte, alastrando energia pelo inteiro corpo. A sensação de saudade não passa de uma nostalgia melancólica, infantil, carregando consigo, mesmo que no fundo, uma tristeza árdua de aceitar e uma irrealidade fácil de se perder. Seria rude a escritora relatar que não sente saudade? Contudo, explica, ela sente algo mais simples, o desejo de cada vez mais compartilhar diversos momentos com estas pessoas, viver incansavelmente novos e únicos instantes, sem esquecer as gratas memórias, porém, acreditando que o futuro guarda muitas outras melhores histórias.
Uma Poeta Entre a Porta e a Gaveta. Janeiro de 2021, das loucuras de acreditar que não sinto saudade.
Eu escrevo pra esquecer,
E a vida ignorar,
Só de ilusão viver,
O real esfumaçar!
Num mundo de ficção,
Eu vivo dizendo não
Ao mal pra não se chegar!
