Poeta
Nem sempre o pior cego é aquele que não quer ver.
Pelo contrário. Há cegos que enxergam muitíssimo bem.
Mas que fazem vista grossa, tapam seus ouvidos mesmo perante ao erro e pecado,
praquilo que lhe convém.
Cada um demonstra sentimentos, diverso é o jeito,
No meu ser, com palavras, o amor se faz perfeito.
Nas entrelinhas escrevo o que vai na alma,
Em versos encontro abrigo, onde a dor se acalma.
Nas rimas, o coração ganha voz e cor,
No meu ser, com palavras, a verdade ganha sabor.
Expresso sonhos e medos, alegrias e pesares,
Na poesia encontro paz, onde posso me libertar.
A questão é que já vivi o suficiente para ver, e afirmar que o mundo gira de uma forma em que numa questão de segundos, tudo pode mudar, o problema é que nunca estamos preparados para isso. Mas até la vamos com calma...
Vamos parar de achar que tudo é tão lindo e belo... e por os pés no chão, e ver a vida como ela realmente é, sem retoques e sem maquiagem .
Quando contrariada, uma pessoa pode revelar os seus maiores segredos, já que a sua ira desconstrói a máscara que ela vestia e desorganiza a sua razão.
500 mil motivos
para chorar
500 mil mortes
500 mil motivos
500 mil histórias
500 mil famílias enlutadas
500 mil despedidas
500 mil vidas que poderiam
Ter sido evitadas...
*Leandro Flores in memória às 500 milvítimas do covid/19.
Na vida você consegue várias amizades, mas poucas delas são realmente amizades verdadeiras, e essas poucas amizades verdadeiras irão prevalecer, Aconteça o que acontecer
A vida é uma arte, e essa arte pode durar muito tempo, então se esforçe e deixe seu legado ,e assim no final você verá que valeu apena
ÊXODO
Vou-me embora… vou-me embora…
Já cansei de ser semente.
Vou tentar buscar saída,
Vou partir contra a corrente.
Com roupagem de esperança
Visto meu corpo dormente,
Renuncio ao meu passado
E parto tão de repente,
Que nem mesmo a minha sombra
Há de ver-me pela frente.
Quero andar pelo infinito
Por caminho diferente;
Quero andar por uma estrada
Onde não possa ver gente,
Sem ter fim, sem ter começo,
Sem ter nada que me oriente,
Só sentindo em meus cabelos
Esta chuva persistente…
Esta chuva que ora cai
Sobre meu corpo indolente
Refrescando os pensamentos,
Ordenando minha mente,
Carregando na enxurrada
Toda a tristeza insistente
Que se apoderou de mim,
Que em mim se fez presente
Desde o momento em que a terra
Num soluço penitente,
Vacilou sob os meus pés
Tragando a emoção tão quente,
Tão pura, tão generosa,
Tão viva, tão eloquente,
Que bailava no meu peito,
No meu peito bem-querente…
O mundo sente o furor
do feitiço da navalha,
como antídoto da dor
a poesia não falha.
sob o cenário de morte
resiliência é a seta
por sapiente consorte
entre o lutar e a meta.
Que não falte valentia
no cortar da minha fala,
sou voz que não silencia
porque poeta não cala!
PedrO M.
