Poesias sobre Pássaros
Pássaros alegres
saltitam prá lá e prá cá
Seus cantos ecoam uma sinfonia
de liberdade. de alegria , de vida
Sentem o vento sob as asas
Dançam sob as nuvens
para elas não há limites
seu vôo não conhece fronteiras
São almas livres,
Especiais para o Pai Celestial
e quando as vemos voar
por um instante sentimos nos libertar
das preocupações que da vida é natural
editelima 60
Junho/2025
Sente-se satisfação em ver os Pássaros voando em suas liberdades.
Satisfação dupla quando abre-se a gaiola dos outros para libertar os Pássaros de todos.
Labuta do Nordestino.
O despertador do sertão
são os pássaros no pé umbú;
Logo o cabra sabe que é 4 da manhã, e se levanta dizendo: "Graças a Deus";
No café da manhã não pode faltar, um chupa vidro, o curimatã,
Ovos caipira com fubá milho,
Pronto! satisfeito e forrado,
só falta subir o pico;
De baixo da colina no meio das veredas, andarilho acompanha
os passo do sabido,
Muitas vezes ele ora e fala sozinho, conversando com a natureza e se lembrando de quando era menino;
Ele chora e sorrir, fazendo do seu dia ardente, proveitoso e vantajoso,
cuidando com muito esforço o que Deus o retribu;
Na volta da brocada, as mãos inchadas e os pés feito tição, já na hora do crepúsculo, levanta seu chapéu e agradece a papai do céu por mais um dia de jornada;
O nordestino nos ensina
A sermos gratos, com o que temos.
Os poemas são como os pássaros que surgem do nada, sem saber de onde veem, pousam no interior de um coração de carne, encontram o porto seguro e fazem morada.
Os poemas são brisa que aquecem no inverno e refrescam no verão.
São beijos roubados as flores em plena primavera, ao som do cântico matinal das andorinhas.
Como o outono, os poemas despem-nos as armaduras da alma, abrem espaço para enfrentar o (des)conhecido.
Os poemas são danças românticas entre dois corações que pulsam num único querer.
Os poemas…
passarinho da Amazônia, eu conto ou tu conta?
Na moda da cidade você não existe, morra na queimada.
De longe não vejo o indio, nem a sua cenzala.
O encanto da natureza
Olhe o pôr do sol e enxergue a beleza ambiental.
Ouça o som dos passarinhos e escute a melodia do espaço natural.
Segure uma flor
e sinta a delicadeza bucólica.
A natureza nos encanta, só precisamos contemplá-la.
A grandeza de estarmos aqui
É imensa, de podemos abrir os olhos, escutar os pássaros cantados, o barulho das movimentadas ruas, de respirar esse ar puro, sentir aquele ventinho batendo no canto da orelha, aquela chuva caindo e refrescando o tempo, a infância cheia de brincadeiras e diversões sem fim, poder ver a lua e o arco-íris como é magnifico, ficar animado com o dia do nossos aniversários, principalmente quando éramos menores, pela grande festa que nossos pais faziam, era muito bom, tinha salgadinhos, cachorro-quente, algodão doce, refrigerantes, bolo, docinhos, pula- pula, os presentes eram a melhor parte. A emoção de reencontrar o pai e mãe, quando chegavam de viajem, a alegria de ir visitar os primos, tios e avós que moravam em outra cidade. Ouvir uma música e se encantar com a voz do cantor, achar uma letra bonita, depois tentar canta-las, as vezes não dando muito certo. Como é bom viver, fazer planos, correr atrás dos nossos sonhos, ajudar o próximo, se preocupar, ir além do esperado. Sentir feliz e triste, dependendo do acontecido. A tantas coisas maravilhosa nesse mundo, umas cidades com vistas incríveis, lugares lindos, é tão grande esse mundo chamado terra. Mas também devemos pensar nas dificuldades que muitos enfrentam, no preconceito que ainda existe, na maldade que ainda há, na pobreza de uns e a riqueza de outros, de uns acharem os caras e poder fazer bem o que querer com os outros, humilhar e se humilhar. Com o fim trágico de algumas situações das pessoas tomadas pela ambição de sempre querer mais e mais. O mais importante não é o você tem muitos bens materiais, mas sim a saúde. Falar quando achar que deveria falar, se calar quando precisar, ajudar quando for preciso. E nunca se sentir incapaz de fazer o que ti aparecer. Um brinde a vida, viva.
O CANTO AO PÁSSARO DE FOGO!
Hoje, lembrei-me de ti
Do teu nome indígena:
Olhos de Fogo!
Em vida passada
Alguém te gritava...
Em um dia de explosão
e tempestade!
E teu bailar
fez tremer os montes,
E teu passo seguro
fez correr o mal!
E teu voo incandescente
flecha flamejante,
constante...
Foi lembrado para sempre...
A riscar a Via Láctea
O céu da noite!
...
Vai! Não percas mais
a tua força...
É hora de partir!
Pois quando retornares...
Serás o próprio Sol!
................................
Vai!
Que teu grito
seja ouvido!
Tua lenda
Tua marca
Tua dança
Tua canção
escutada!
Teu legado deixado ao mundo
Este simples canto:
- Olhos de Fogo!
Cabelos de nuvem...
Menino de Lama!
Ao vento sul despido
Vai viver a tua lenda
Curar o Mundo
Vai Bendito!
Maravilha Divina
Ao observar a riqueza do amanhecer,
Ouvindo os pássaros em cantoria,
Festejando, tentando nos dizer,
O quão alegre seria o nosso dia.
Colorindo com suas plumagens,
Com as lindas cores da natureza,
Formando as mais lindas paisagens,
Onde o criador expõe a sua beleza.
Mesmo com acidente geográfico,
Sempre consegue nos encantar,
Por ser um lugar fantástico,
Onde muitos poderiam encontrar.
Muita paz, amor e felicidade,
E uma vida melhor contemplar,
Com muita sabedoria e sinceridade,
Os nossos dias poderão prolongar.
Buscando a Deus entender,
E a graça tentar alcançar,
Na certeza que irá acontecer,
E jamais deixar escapar.
Du’Art 28 / 03 / 2014
Mensagem Divina
Ao caminhar pela floresta,
Notei os pássaros em revoada,
Cantarolando e fazendo festa,
Anunciando a minha chegada.
Tranquilamente fiquei observando,
Desfrutando um momento especial,
Entre flores e cantoria contemplando,
A mais completa beleza natural.
Uma fonte de agua cristalina,
Obra perfeita da natureza,
Projeto que me fascina,
Pela sua imensa riqueza.
Diante de tanta beleza,
Estou realmente encantada,
Por toda essa nobreza,
Desta visão privilegiada.
Capitada pela minha retina,
Da mais extraordinária imagem,
Criada pelas mãos divina,
Em forma de mensagem.
Demonstrando seu imenso amor,
Para toda a humanidade,
Sem cobrar nenhum valor,
Pela sua grandiosa bondade.
Du’Art 18 / 01 2016
A Primavera
Nos encantos da primavera,
Vejo pássaros, vejo flores,
Até mudanças na atmosfera,
Com seus aromas e suas cores.
Com suas flores suaves e delicadas,
Observo a magia que impera,
Exalando essências perfumadas,
Sob as sombras da cheflera.
Todas elas são esboçadas,
Com os traços da natureza,
Muito bem engenhadas,
Com a mais nobre delicadeza.
Nos campos floridos o vento agita,
Alvoraçando as flores e sua beleza,
Numa imagem jamais descrita,
Só quem assistiu tem a certeza.
Enfeites em todas as estações,
Nas pinturas já foi tema,
Versos em lindas canções,
Na beleza tu és suprema.
No mundo do romantismo,
Toda mulher recebe flores,
Presenteadas com realismo,
Pelos seus grandes amores.
Du’Art 17 / 08 / 2016
Mãos de Crocheteiras
O dia começa a amanhecer,
Com os pássaros a cantar,
O sol fazendo a terra aquecer,
E suas mãos a crochetar.
Com suas agulhas e pontos,
Vão as linhas entrelaçando,
Em sua mente cria seus contos,
E o seu ideal vai alcançando.
Diante de tanta beleza,
Algumas podem contar,
Tendo nas mãos a destreza,
Com os pontos a encantar.
Tendo diversas nomenclaturas,
De acordo com o seu desenho,
Extraindo formas futuras,
Diante do seu desempenho.
Tem o ponto avelã cruzado,
Fantasia, tulipas e tijolinho,
Relevo, cascata e desencontrado,
Labirinto, diagonal e dedinho.
Tuas mãos tem a delicadeza,
E fazem do trabalho uma brincadeira,
Mas com elas constrói a beleza,
Extraída da mente da crocheteira.
Du’Art 23 / 10 / 2016
Passarinho na natureza e a liberdade de escrever um pensamento que salte aos olhos, revoi na imaginação e cante no coração que sempre pega o caminho da poesia são coisas de mesma beleza;
pegando o atalho do coração passarinhos livres na natureza...
livre pensamento no verso ao vivo nas palavras; verso filmado na câmera da imaginação leitura ao vivo e a cores ao coração...
Passarinhos
O meu olhar que neles se prende,
sem qualquer pressa,
enquanto eles voam... e cantam,
livres, lindos e inocentes, embalam
o meu existir...
nem sabem de mim, se soubessem
mais e mais sei me cantariam, e
não sabem o quanto me encantam.
Passarinhos,
que tanto amo! Foi sempre assim.
Mais que poesia, de sonho delicado,
passarinhos... dá força à vida!
Não é pelas cores de suas asas,
ou pelo seu canto animador,
talvez, suas agilidades e leveza.
Nada de mais lindo há na natureza.
É a sua própria existência, pousar
de leve, trazendo demasiado jeito
de me fazer sonhar,
atração de alma, esse amor por
passarinhos soltos pelos ares,
que junto me faz flutuar!
Não é só pelas suas cores, não é
por vontade de tê-los, jamais
querer prendê-los, a não ser pelo
meu olhar que os segue, e voa
em suas asinhas aos ventos, ouve
os seus cantos, gritos, sem se cansar.
Dando movimento à minha vida,
e as suas vidas, me traz um mais que doce
inspirar.
Não consigo entender
o motivo
De Deus ter me feito homem
Se me deu uma alma de pássaro
Um pobre pássaro
Sem asas para voar
e nem rios ou cântaros
Onde beber
Um pássaro que vive
Num lugar onde não chove
Um homem que vive
Uma rara doença
Muito grave
de enxergar a dureza do mundo
Com uma alma um tanto suave
Esperando que um dia, finalmente
Essas asas me venham
Lá do Céu
E que as Mãos de Deus
Me levem.
Deus deu asas aos pássaros
E deu a imaginação aos homens
Pra que homens
Como pássaros se vissem
E voassem mais alto
Que qualquer ave jamais imaginou
Deus deu olhos de ver
Às Águias e aos linces
E deu a inteligência aos homens
Pra que assim a gente olhasse
Com olhos da mente
Aquilo que não se vê
E enxergasse claramente
O que Deus pretendia de nós
Deus deu a intuição
Pra que todos os bichos
Soubessem onde é seu lugar
E perfeitamente adaptados
Aos seus nichos
Deixassem aos homens o mundo
Cada um
Segundo seus preceitos
Seguindo perfeitamente
Cada qual o seu destino
Conforme a vontade de Deus
E voando mais alto
E enxergando mais longe
Pensando, ao invés de intuir
Todos juntos
e sempre sozinhos
Somente o homem se perdeu
Não percebeu
nem jamais descobriu
Qual deveria ser
O seu caminho
Edson Ricardo Paiva.
Margarida.
O ponto de mutação
Um canto de pássaro
Aquele traço profundo
Meus passos cada vez mais lentos
Quatro ventos
Quatro pontos
Quatro estações
Não sei em qual delas eu desço
desde o começo eu desconfiava
Que essa estrada
Não leva a lugar nenhum
Pressinto o quinto dos infernos
Resumindo tudo isso
Eu meço a distância
e concluo
a relevância do nada
E é nisso
Que tudo consiste
Sigo mudo e cego
Ouvidos ouvindo absurdos
A cada dia mais corretos
E cada vez menos lerdos
Á minha esquerda
Jaz a margarida
Quase apagada
Semi-desenhada na parede
Milhões de Céus
Bilhões de mundos
Eu no chão
É quando chego ao ponto
Porém este
de interrogação
Edson Ricardo Paiva
Que cresça livre o matagal
Sopre o vento e desafie pássaros
Amanheça amanhã meu quarto escuro
E no silêncio da alvorada
Eu possa sim
Não pensar em mim
Que flua a vida sem direção
Ninguém pode me dizer onde dói
Quando sou eu sentindo a dor
Liberdade
Nem sempre é queda livre
Por mais que eu caia
Jamais saltei de tão alto
Fazer tudo que tem vontade
Não é liberdade
Que cresçam livres as flores
Recomece a vida
Não há nada além de nada
Sopre livre o vento
Lentamente eu me levanto
Abro a janela
Entre a luz na minha vida
Que cada amanhecer
Seja sem dor nem despedida
A vida é composta de tempo
Não é todo mundo que aprende
Mas a solidão da noite ensina
Que toda escuridão termina
Pois quanto mais se escuta
Mais encontra luz no silêncio
Edson Ricardo Paiva.
O tempo é ferrugem
No metal da vida
A água foi sob a ponte
Um pássaro que eu nunca vi
Cantando perto da janela
Outras flores que surgem
A vida passa
Seja ela
cheia ou vazia
A lenha queima na fogueira
Ofusca a estrela lá no Céu
Um dia
de todas as estrelas que se vê no Céu
Restarão somente cinzas
Outras estrelas surgirão
Outro chão
Outros Céus
Outras vidas
Devagar e lentamente
Mas a gente nunca dispõe
de tanto tempo assim
Pra prestar atenção que nosso tempo
Diante do tempo
é nada.
Edson Ricardo Paiva.
