Poesias sobre Pássaros
Bom dia
Amigo passarinho
Que, talvez esteja
Entregue à própria sorte
Bom dia, amiguinho
Bom dia
Pra todo mundo
Que qual passarinho
Não vive pela lei da mais valia
E que mesmo assim
Reina em seu reino
Sem nenhuma garantia
Bom dia
A todo passarinho que não tem ninguém
Que vive cada manhã
Assim que ela vem
Porque sabe que o canto é em coro
E que o choro é sozinho
Bom dia pássaro sem casa
Cujas asas
Não lhe pertencem também
Voando de cara pro vento
A vida inteira
Não se ocupa em pensar
Se a vida
Ela é boa ou não é
A vida é só voo
O voar é momento
Que se vive à toa
À luz da lua
Um luar de leoa
Um pássaro qualquer
Sem ramo, semente, sem chão
Diferente de gente
Porque gente pensa
Pensamento ecoa
E gente diz que pensamento voa
O pássaro jamais
Nem pensar ele quis
Não faz questão
E se gente não voa
Inventa ventania
E mente
Passarinho, não.
Edson Ricardo Paiva.
Haverá respostas
Se vivermos por buscá-las
Encontrará quem não viver só pela vida
Como um pássaro pequeno, que não voa ainda
Aguarda em paz
E sabe mais que todo aquele
Que não vê mistério em nada
E tem sido sempre assim...eis a graça e a lei da vida
O conflito interno, a guerra, o dia ruim
A terra embrionária...flores mortas
Que visão mais torta, que dores são essas?
E, sem pressa, estrelas
Esperando lá no céu, para poder ser lidas
Vida celular oculta, secular.
Areia do deserto
A vida, uma arquiteta paciente
Aguarda um dia a nuvem vir chover lá perto
Repletas do saber de Deus
Noite alta de profundos sonhos
Enquanto a brisa leve cruza o mar à luz da lua
Desenhando um novo mundo
Que vem lá de não sei onde
Ninguém sabe a vida e o que ela traz
A parte que te cabe é tentar perceber
A melhor maneira de vivê-la
...ou viver só por viver
Eis a graça e a lei da vida
Edson Ricardo Paiva.
"Passarinho, fim de tarde
Pensamento, Sol que ardia
Finda o dia, nunca é mais um dia
Há um só momento, uma hora boa
O gosto de voar contigo assim
Breve instante em que eu te olho
E vejo em meu pensar à toa
Qual se fosse um passarinho
Eu trouxe o meu sorriso pra mostrar
Você nem viu, não veio
Não existe olhar que alcance
Passarinho foi-se embora
O olhar ao longe chora, ecoa
Pensamento não se cansa, voa. "
Edson Ricardo Paiva.
"Diferente dos pássaros
que foram feitos pra voar
e voam
Gente feita pra pensar
destoa da multidão, quando pensa
e quando pensa ...
pensa que voa"
Edson Ricardo Paiva.
Nasce o dia na janela
Bela luz que resplandece
Cresce o canto de pássaros lá fora
Poesia infinita pra olhares falantes
Olha o ar com olhar de ouvinte
Um certo manto vem cobrir-me a alma
O momento, o instante, o segundo seguinte
Um mágico nascer de dia
A magia sobrepõe-se à lógica
Transcende ao frio caminhar das horas
Põe as coisas onde estão
Aquece o caminho
Navega o mar sem pressa
Atravessa bem devagarinho todo o ar que me permeia
Se compõe, se sobrepõe, vagueia e aquece
Nasce o dia como a prece que agradece a poesia primeira
Tem que ver como é bonito
Quando o espírito da gente
Volta lá na primeira manhã
Relembra o quente que era
Cada sol que alvorecia e mostrava
Toda gota brilhante
Cada instante percorria a nova primavera
Vivida ou vindoura
Cada lágrima chorada
Pois a vida é nada, se a gente não chora também
Se são elas que douram as lembranças
De todas as dores e alegrias
Noites bem ou maldormidas
Manhãs orvalhadas
São as horas da vida e há de sempre faltar
Vamos sempre carecer daquele mero instante
Irmãos e irmãs, um olhar aos ponteiros
Corre o tempo, passa tudo
O nada, a saudade, a solidão, um sorriso e a gratidão
Nasce o dia na janela, é preciso viver
E se a vida é bela ainda
Cada um de nós precisa ouvir
A voz que tem o coração
Só ela pode dizer.
Edson Ricardo Paiva.
Hoje amanheceu chovendo
O pássaro dormia, ele partiu
Meu dia amanheceu calor
Olhando o mesmo mundo
O vejo mais distante
Desejo ao pássaro
Uma boa viajem somente
Não tem como sentir
A dor de fazer tudo igual, diferente
Meu dia amanheceu
Tão quente
Sem motivo pra calar
Não faz mal estar tudo bem
Quando estar tudo bem
Não é, nem de longe, importante
O ar quente do balão
O vento forte contra a asa do avião
O tempo breve, cuja vida abrange
A grandeza do anjo
A beleza do jardim lá fora
O pássaro que há muito adormecido
Fez uma curva no céu
Acenou-me um adeus
Era a hora de partir
A corda do violão
Arrebentou, quando eu não estava perto
Se fez algum ruído ou não
Não sei
Somente o anjo, coração deserto
Decerto estava lá pra ouvir.
Edson Ricardo Paiva.
O pássaro foi preso porque ele tem asas.
A tarde vai
Noite cai depressa
Parece que não faz sentido
Vai-se como o pensamento
Uma vontade que, apesar de enorme
Sucumbiu, perante o tempo
Em frente da verdade
Te vejo chegando e pergunto
Meu Deus, o que foi que te trouxe?
Quisera fugir de desejo tão doce
Quem dera se ao menos tão breve não fosse.
Tudo são peças
De todos os quebra-cabeças
Mas a vida é toda feita tardes e manhãs
E tortas de maçãs
Esfriando, nas janelas do passado
Aquelas que, de vez em quando
A gente se recorda
Nunca ouvi falar de orgulho que não perecesse
No mais, tudo se ajeita
A tarde passa depressa
De maneira que foi só desejo
Que se põe pra sempre
Lá no fim da linha
Todo fim de tarde é uma visão perfeita
Onde um mundo de horizontes
Se enfileira bem diante
de todos os olhos do mundo
Quando finda o dia e a luz do sol se aninha
Mas a vida toda, ela consiste
De manhãs e tardes
Onde existe a pressa e o vice-versa
E nuvens que não passam por aqui
Se uma só, triste, passasse
Juro como eu lhe pedia
Que me ensine levitar
Que eu revelo a ela
O peso de pisar em brasas
O pássaro foi preso porque ele tem asas
Os pássaros são livres por estarem presos...às próprias asas
Eis a nossa natureza
Hoje eu olho para o céu, nada se move
Todo dia é todo feito de manhãs e tardes
E janelas a se abrirem pra jardins de flores mortas
Portas, donde agora estamos. Ah, se elas se abrissem!
Tardes passam, sem fazer sentido
Algodões que não se movem, que não chovem, que não nuvens
que não nevam, que não levam nada
Vão vivendo a vida, sem ligar se faz sentido
São borrões no céu, apesar de parecer felizes
Se passassem por aqui
Pedia pelo menos pra que ouvissem meu pedido.
Edson Ricardo Paiva.
É tudo ilusão.
Tristeza
Seja ela qual for
É como as nuvens do céu
Pássaros em revoada
As estações
Uma alegria que se foi
Quando ela vai
Manhãs, felizes por amanhecer
Entardeceres lilases
Chegando ao ponto de esquecer
Num mero instante eles se dissiparam
A despertar de um sonho
A vida segue adiante
No tropel da cavalgada
Existência, uma quimera
Camada por camada
Ela foi sendo desfolhada
De cinzel na mão
Seguimos sós, pungindo a vida
Éramos nós, sem tomar tento
Vazando pela tangente
Não há cuidado e nem talento
Ferro quente em fogo brando
Lá se vão no vento os dias
Eu fico me dizendo
Creio que não foi perdida
A vida, o bom da vida
Vejo que, em contrapartida
Pode ser, ter sido a vida a ter perdido
O que havia de melhor em mim
Não existem grandezas
Tudo é fantasia
Tristeza
Seja ela qual for
É como as águas de um rio
A canção perdida nos ares
Melodia esquecida, que tanto sentido fazia
Noutros dias
O vento por entre as folhas
Tudo se vai na ilusão
Como cada um que vai
Moldando a própria vida
Cada forma escolhida
Tristeza, seja ela qual for
É somente uma grande alegria
Que foi tomando forma
A cada investida
Nada fica
O que existe em nossas mãos
Martelo e cinzel
É só o tempo presente
Nunca ouvi da voz da vida
Que havia urgência ou precisão
E, mesmo ela sendo ilusão
Eu procuro estar atento à direção.
Edson Ricardo Paiva.
Antes que os pássaros acordem.
Quando a luz desponta
Nalgum ponto da circunferência
Sob a tutela e regência divinas
Assim termina a escuridão da noite
Mas tudo tem seu tempo, sua hora marcada
Tudo tem lugar, para estar ou não
Somos nós, que quase nunca estamos lá
Irriquietos, imperfeitos
Buscando sempre um jeito
De manter as coisas assim
Nessa quase que total desordem
Da qual possamos sempre fazer nada
Além de queixar-nos pra nós mesmos
Antes que os pássaros acordem
E nos mostrem em que ponto da estrada
Eles estão...e eles estão onde preferem estar
Quando o ultimo raio de luz se recolher
Em algum lugar entre a noite e o anoitecer
Sob a gerência dos teus próprios
Pensamentos e vontades
Numa quase que total desordem
Da qual fizeste quase tudo
Matando o que nunca deveria morrer
Preste tua reverência
Ao teu espírito irriquieto
Cuja permanência, sob o mesmo teto que você
Chega a parecer sufocante
Pois em algum instante, nessa mesma noite
Ele ainda vai tentar sentir
Que está nessa manhã tão linda
Antes que os pássaros acordem
E mostrem-lhe que não.
Edson Ricardo Paiva.
... dizem os antigos
que de mãos vazias, homem
algum atrairá os pássaros;
semelhantemente, uma mente
ora escassa em virtudes
seja visitada pela
sabedoria!
Grandes ideias
assemelham-se aos pássaros;
pois confiná-las seria o mesmo que fraudá-lasnaquilo que as validam
e sublimam: a consistência
e expansividade dos
seusvoos!
FELICIDADE...
" Felicidade é dar liberdade ao pássaro e se sentir feliz com isso,
felicidade é sentir a brisa que balança as folhas do oumeiro e sorrir quando ela passa pelo corpo balsamizando das fibras corporais, até as mais simples feridas deste,
é olhar o céu em plena noite escura e ao invés de sentir medo,sente-se a vontade de contar as estrelas e começando a fazer isso, não se pára mais...
felicidade?Felicidade é não dizer adeus, mas um até breve mesmo sabendo que a pessoa não irá voltar mais.
É deitar-se sobre o amor e dele registrar o ser amado,
é estar fortemente imantado no mesmo sentimento,pousar a cabeça neste amor e um ouvir as batidas dos corações dos dois até a última...
Então a felicidade é sorrir, quando na verdade se tem a vontade de chorar, mas também é a mesma,quando chorando acaba-se sorrindo.
A felicidade é muito até quando é pouca,
mas esta é mesmo a portadora da alegria até quando à damos as costas.
Nos sentidos finais das últimas respirações que se evolam nos derradeiros
suspiros de um intenso desejo de amar cada vez mais...
felicidade?
Ah... felicidade...
Deve ser a coisa mais importante a ser conquistada!
Marcelo Caetano Monteiro.
Façamos como um simples pássaro
que só pousa quando sente-se seguro,
onde é bem vindo, se sentir-se amado,
sem precisar omitir seu lindo canto
com o receio de ser aprisionado,
não foca no medo de cair,
aprecia sua liberdade de voar,
vai pra onde precisa ir,
pra onde quer
e quando sente falta, sabe voltar.
Hoje, meu dia está nublado,
Nem os pássaros quiseram cantar
Talvez, tenham sido afetados
pelo meu desânimo
ou decidiram minha dor respeitar,
Sei que ainda não é o fim,
só um sentimento amargo,
quem nunca se sentiu assim,
desmotivado?
Na exaustão, a Mente vira Céu
e Pensamentos sem direção
tornam-se pássaros
com vôos desgovernados
guiados pela a Emoção.
Gostaria de passear contigo
por um campo vasto e florido,
ouviríamos os cantos dos pássaros,
escolheria uma linda flor
de um cheiro agradável
pra enfeitar os teus cabelos
e poder conquistar teu sorriso
e demosntrar-te o meu apreço
por estares comigo
naquele aprazível momento
que pra nós seria inesquecível.
Minha mente é o céu
onde os meus pensamentos são livres como pássaros libertos
que nos meus versos são externados
e transformados em astros celestes
com a luz dos meus sentimentos sinceros
num momento discreto e mágico
de desabafos verdadeiros,
fatos lúdicos, alguns relatos
e persistentes desejos,
então, percebo que é algo
que tem se mostrado
cada vez mais necessário
e digno do meu apreço.
Estava com ela num lugar afastado
e pacífico, um campo vasto e verdejante, alguns pássaros sobrevoando com um sentimento nítido de liberdade, havia beleza em cada canto.
Fazia pouco tempo que havíamos chegado e já estávamos em pé,
um ao lado do outro de mãos dadas, extasiados naquele momento de contemplação com nossos corações gratos numa distinta emoção.
Inesperadamente, veio um vento que
começou a serpentear os nossos corpos, pouco a pouco, fomos levados aos céus e mesmo apreensivos, o medo não conseguiu nos impedir
de aproveitar aquela situação rara
e tão singular.
Corremos pelas nuvens, voamos juntos calmamente para apreciarmos
a linda vista de cada direção,
mas, algumas vezes com mais velocidade com uma sensação
abundante de vivacidade.
Após um certo tempo, uma canção linda e hipnotizante foi tomando conta daquele incrível cenário celestial
e começamos a dançar
com bastante veemência,
suspensos pelo ar numa sincronia surreal.
Ao final daquela inesquecível experiência,
o despertar da realidade veio até nós,
abrimos olhos e percebemos que estávamos tão relaxados
que tínhamos caído num sono profundo
naquele lindo campo vasto.
Ela tem um lindo sorriso,
discreto com gosto de abrigo,
liberto como um pássaro
que voa pela o céu,
quiçá, seja mágico,
já que consegue acender o meu.
Dentro de um devaneio poético, vejo os meus versos se transformarem em lindos pássaros por causa do poder do teu apreço e sem perder tempo, agradecidos por terem sido avivados, voam na tua direção, então, ficam voando ao teu redor como se estivessem dançando sincronizados uma linda dança aérea, um vôo no tom de gratidão e amor, pois suas existências ganharam um novo significado, preservando a mesma essência, cujo valor é imensurável.
E durante este momento, de certo modo, mágico, estás mavilhada com os teu olhos exultantes e surpresos por este acontecimento tão inusitado e belo de se ver, trazendo de imediato um sorriso sincero no teu rosto, o que me faz sentir um grande entusiasmo pelo impacto profundamente satisfatório causado em ti, tendo em vista que isso comprova que a minha poesia não é feita somente de palavras, mas também possuem uma natureza vívida, ou seja, tem corpo e alma.
Eu tenho a dádiva de ter esta cena muito empolgante na minha mente, na qual, partilhas o protagonismo com os meus versos, um cenário encantador, detalhamento expressivo, criado por meus pensamentos inspirados, um forte realismo, que me permite observar cada fragmento, parece até que estou neste lugar de verdade, porém, mesmo que não esteja, não deixa de ser significativo e o teu apoio não passa a ser menos importante, muito pelo contrário, sendo um incentivo certamente necessário.
