Poesias sobre Pássaros
Conversas em brasa...
Em tom bem acentuado
O parolar de dois pássaros alados
E entre um beijo e outro
Nos olhos um "eu te amo"
Bem apaixonado ♥
poeta encantador...
da voz de mel
seresteiro passarinho
aviador do céu
embaixador de Deus
cantor menestrel...
teu grito chega cá num burburinho
teu canto agracia meu viver
apoesia meu dia e meu ser
arrebata minha atenção teu parolar
no teu bico frecheiro retentor
em teu mais amar cantarolar
o som hospitaleiro é mais amor
eflúvios para a alma decantá
no teu canto enigmático acolá
esqueço os problemas cá
só ouço poemas do teu bico
no explícito assobiar o mais bonito
te explico assim
...Bendito...
Corruíra no alecrim
Suspiro com teu cântico sem fim...
Com teu refrão passarinho
Sussurrante dá à brisa o frescor...
Deliro ver-te recitar ao vento
Enche meu pensamento de amor.
Há muitos pássaros e flores soporíficas em minh’ mente, sementes de papoulas...
Lindas intenções e falácias líricas, soníferos sonhos que somente tu sabes, que fulmina o tempo, germina ao vento, somente quando a primavera em setembro se abre...
O pássaro
Eu tinha um pássaro em minhas mãos. Sufoquei este pássaro com os meus sentimentos sem perceber. Ninguém me avisou que era o último pássaro em minhas mãos. Agora eu sinto falta da sua cantoria todos os dias. Eu tinha um pássaro em minhas mãos...
Gaiola
Por ventura um pássaro sentiria saudade da própria gaiola? A que ponto somos presos e oprimidos pela falta que sentimos, por alguém que não volta mais! Saudade é um aperto no coração tão descontente como se uma parte de nós estivesse presa e querendo voar.
Anndré.M
vejo que o caos acabou.
o céu abriu, o sol sorriu.
até os pássaros comemoram a vida.
desci para ver o que aconteceu.
finalmente, sinto que posso ser eu.
espero que dessa vez,
pessoas não magoem e o mundo perdõe
pelos ocorridos passados, que as lágrimas
consertem os corações quebrados.
Triste pássaro negro,
Já o vi mais feliz a ponto de rir.
Outrora batiam forte suas asas,
Hoje velho corvo, nem sabe voar!
Triste pássaro negro!
Com ansias por uma vida cruel.
Ovelha desgarrada! anda dissoluto;
E com olhos de pássaro triste.
Triste pássaro negro!
Teu olhar traz o presságio
De uma violenta dor abstrata,
Triste pássaro negro!
De dor em dor, anda sem amor
E pairando sobre a desgraça.
passarinho da Amazônia, eu conto ou tu conta?
Na moda da cidade você não existe, morra na queimada.
De longe não vejo o indio, nem a sua cenzala.
Valores
Algum motivo tens para chorares filho?
Sim mãe, matei o meu passarinho.
Mataste- o tu, covardemente
Por teres mirado o teu estilingue a ele.
Não mãe, não mirei no meu pequeno passarinho
O meu ponto de mira era o Pedrinho
Que se diz meu amigo
Mas roubou o meu passarinho.
Onde está a poesia?
Eu a encontro
Na luz de um novo dia,
No cantar de um passarinho,
Na pétala de uma flor.
Na solidão
De uma casa vazia,
No mar... Na areia fria,
Num simples gesto de amor!...
( Maria do Socorro Domingos)
Tempo
Você achou que o tempo não passaria?
Tentou se convencer de que nada aconteceria?
Fez com que o seu cérebro queimasse no alto-forno?
Esqueceu-se de que o fogo queima?
Mas o produto escorreu
Petrificou com o ar
Tentou a picareta para quebrar e nada
Tentou um componente químico
Mas a química não permitiu que se liquidificasse novamente
Pronto, você envelheceu e ficou pronto.
Nada mais é capaz de modificar
Nem os vermes conseguirão devorar
E você ainda nem percebeu
Que o tempo passou e se foi para bem longe
Nem é capaz de processar lembranças e a dor aumenta
Mas o que solidificou nem pensa
Só sofre e nem sabe discernir em que consiste.
QUE COR
Ela nem viu quando eu passava.
Apesar de tudo eu já te amava.
Como o pássaro na árvore.
Tô esperando uma chance sua.
Minha juriti.
Da um sorriso da pra mim.
Pra complicar a minha vida.
Ela sorrir..
Com o sorriso mais lindo que existe.
Eu vi nascer o amor.
Te presente te doou uma flor…
Que cor. que cor. que cor.
Pra mim.
Que cor. Que cor. Que cor.
Toda noite vai ser assim…
Poeta Antonio luis
QUE COR
Ela nem viu quando eu passava.
Apesar de tudo eu já te amava.
Como o pássaro na árvore.
Tô esperando uma chance sua.
Minha juriti.
Da um sorriso da pra mim.
Pra complicar a minha vida.
Ela sorrir..
Com o sorriso mais lindo que existe.
Eu vi nascer o amor.
Te presente te doou uma flor…
Que cou. que cou. que cou.
Pra mim.
Que cou. que cou. que cou.
Toda noite vai ser assim…
Que cou. que cou. que cou.
Pra mim.
Que cou. que cou. que cou.
Toda noite vai ser assim…
Poeta Antônio Luís
Um passarinho na janela
Era uma manhã como tantas outras, quando minha atenção foi capturada por um pequeno pássaro que, com graça e leveza, pousou na janela de minha casa. O passarinho, em sua serena vivacidade, parecia trazer consigo um mundo de reflexões.
Suas asas delicadas tocavam o vidro com a leveza de quem afaga o próprio destino, e seus olhos, dois pontos brilhantes, refletiam a quietude de um espírito livre, como quem tem um céu inteiro dentro de si. A presença daquele pássaro revelou-se como um oráculo silencioso, sugerindo-me que a vida, em sua essência, é uma eterna contemplação do invisível.
Enquanto o passarinho perscrutava o horizonte, pensei nas vezes em que nós, humanos, presos em nossas angústias, deixamos de perceber as belezas simples que nos cercam. Ignorância é acharmos que pássaros, só porque têm asas, não caem ou que nunca descansam nos tapetes de Deus durante o seu percurso. Essa liberdade não tem nada a ver com invencibilidade.
O pássaro, em sua graciosa indiferença, ensinava-me a arte da quietude, a contemplação do instante presente, a sabedoria de viver sem pressa.
E assim, naquele encontro fortuito, compreendi que a janela não era apenas uma barreira física, mas uma metáfora da alma, uma passagem para a introspecção e para o entendimento do nosso lugar no mundo. O passarinho, ao pousar na janela, não apenas a tocava, mas convidava-me a abrir as portas do meu próprio coração para as sutilezas da vida.
Francisco
Você tinha um quê de passarinho.
Não voou, mas havia um céu inteiro
dentro de si.
O céu cabia nos teus bolsos —
um céu de algodão-doce,
de nuvens que sabiam cochichar.
De vez em quando, abria a boca
e soltava um bando de andorinhas:
palavras de um certo Galileu,
um Latino Galileu.
Enquanto o mundo lhe exigia asas,
não precisou sair do chão.
Quem carrega um céu dentro do peito
não precisa provar nada ao vento.
“Pássaro encantado tu que detém o canto e a palavra. Que transita entre a realidade humana e a eternidade dos céus. Carrega-me. Leva-me aonde o tempo não me encontre. Onde eu e a eternidade, assim como tu, também somos um. Onde ainda sou garoto e a decepção ainda não maculou meus olhos. Onde a felicidade é certeza e não possibilidade. A casa da poesia.
Onde somos pretérito, presente e futuro.”
Achamos lindo um pássaro cantando
Achamos perfeito uma natureza verde
Sempre acreditamos no Amor
Mas nunca enxergamos o "motivo" que levam a acontecer tais coisas.
NO CAMINHO
É no caminho que eu me distraio
É no caminho que ouço os pássaros
É no caminho que eu sinto a falta
É no caminho que me falta a fala
É no caminho que bate o cansaço
É no caminho que sinto o mormaço
É no caminho que passa a multidão
É no caminho que enxergo a solidão
É no caminho que sopra o vento
É no caminho que me esbarro com o desalento
É no caminho que penso em tudo,mas vejo o mundo
com tanta grandeza que a minha tristeza se envergonha de existir…
Voa flor , voa , voa!
Com o manso vento!…
Como no outro tempo.
Voa passarinho e teu cântico entoa!
Esse pássaro, sou eu sempre.
Aqui e agora e no tempo.
E depois, no futuro.
Onde, não mais., há na vida, furo.
No futuro, que não passa.
Nesse não passar, de nome jardim.
Onde a minha flor, jamais, seu ser disfarça.
Porque eu passarinho e flor, voarei.
Sempre, sempre, sempre , enfim!
