Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Prefiro olhar o mundo com olhos de poeta. Ainda que digam: "és sonhadora".
Prefiro sonhar um mundo de possibilidade real. Ainda que digam: "és utópica!"
A certeza da lógica da vida, é o que de mais incerto há!
Soneto do Amor Platônico
Te odeio de tanto amar
Fecho os olhos e começo a imaginar
Teu lindo rosto a luz do luar
Os teus lábios, os meus querem abraçar
Amo-te de tanto falar
Amo o teu cantar
Canto por ti ao luar
Esperando que tu iras escutar
Amo o teu olhar
Teus olhos castanhos a me olhar
Quando estávamos naquela cama a deitar
Posso não ser aquele que tu irás amar
Mas posso ajudar a encontrar
Já que com ele, tu iras se alegrar
Do momento em que nasce o Sol, até o momento que fechas os olhos para descansar... Esse deve ser o seu foco... Onde você planeja e executa.
O próximo dia é um mistério, intocável e irremediável.
O dia anterior já não te pertence, não há o que ser feito, está morto.
Decida agora, faça agora. É o que você pode. É o que te cabe.
Não insista naquilo que não é recíproco. Quando perceber que é só você que se importa, retire-se.
Não se oprima para caber em espaços onde você não é bem vindo.
É preciso saber reconhecer quando não somos mais bem vindos.
Reconhecer quando o esforço está sendo desperdiçado.
Quando a insistência está machucando.
É preciso saber o hora de partir.
E o pior: ter coragem de partir.
eu sinto minha alma gemendo gritando pedi do Socorro
Sinto um vazio uma tristeza uma angústia eu tenho disfarçado pra todo mundo mas por dentro Deus sabe como estou
Faz 1 ano q estou afastada dos caminhos dele deve ser por isso toda essa angústia essa ansiedade mas sei q um dia vou chegar lá tudo no seu tempo.
Erguer antes de tudo uma parede –
a parede no caso é importantíssima,
pois as janelas só existem sobre
paredes, as janelas sobre nada
são também nada e não são sequer vistas.
Em seguida quebrá-la até fazer
nela um grande buraco, não maior
que a parede, pois precisamos vê-la,
nem menor que seus braços – as janelas
sobre as quais não se pode debruçar
não são janelas, são buracos. Pronto.
Ou quase: agora basta construir
um mundo do outro lado da parede,
para que possas vê-lo, emoldurado
Olha pra longe e disfarça o olhar de choro; segura essa lagrima que quer apenas escorrer no seu rosto, como forma de alivio de uma dor.
E do nada você não está mais ali; seus olhos estão distantes; e seu pensamento simplesmente viaja em planos e sonhos que não foram realizados.
Não julgue a vida; ninguém é sábio o bastante pra saber os motivos de todo esse sofrimento; apenas sorria, mesmo não existindo, mas forças pra isso. Sofrimentos vem em formas de aprendizagem.
Ninguém escolhe por quem se apaixonar, simplesmente gosta, e sofre quando tudo acaba; ainda mais quando se sabe que não existe volta; mas lembre-se o destino pode ter escolhido você pra se apaixonar por ele (a); mas talvez o destino não escolhesse ele (a) pra se apaixonar por você!
Sentimos saudades de nossas poesias, imagens e canções.
Nada é físico, nada é concreto, mas tudo parece ser completo, tamanha a sinergia, esta que se recria a cada mensagem, que se faz brasa acesa, combustível e calmaria na lida do dia a dia...
Pensei em escrever porque alguém me perguntou:
“Cadê suas poesias? Tem escrito?”
A resposta veio assim:
Nem todo dia tem poesia.
Tem dia que amanhece seco,
sem metáforas, sem rima, sem vontade.
Tem prosa crua,
comunicado de despejo,
recado na geladeira,
mensagem não lida.
Tem carta escrita às pressas
só pra não dizer que ficou calado.
Palavras que se alinham não pra explicar,
mas pra confundir, provocar, desarrumar.
Nem todo dia tem bons pensamentos.
Tem dia em que o peito pesa,
e os sonhos dormem mais do que a gente.
Tem vontade de sumir,
e tem lembrança que insiste em ficar.
Tem o corpo presente e a alma ausente.
Tem desejo partido,
tem carta de amor rasgada antes de ser enviada.
Tem dia que tem só o silêncio —
mas é um silêncio cheio de barulho por dentro.
Tem dia que o mundo cala,
e mesmo assim, a palavra teima em transbordar.
Sai pelos olhos,
escorre na pele,
explode no papel.
E é nessa bagunça que, às vezes,
sem querer, a poesia volta a acontecer.
Concurso de trovas & poesias em geral
(vencedora em Taubaté - 2004)
Poesias & Trovas
*
Muitas vezes fico mudo,
sentindo dentro esta mágoa
que a água é que lava tudo,
e todos sujam a água.
Cipotânea é a lembrança
de meus tempos de menino,
um passado de esperança
no presente me sorrindo.
Não temo erros, nem enganos,
e, se os houver, Deus perdoa!
Nos meus avançados anos
eu só penso cousas boas.
Dom Antonio Afonso de Miranda
filho de José Afonso dos Reis e de Maria das Dores Miranda nasceu em Cipotânea/MG. Bispo Emérito, domiciliado em Taubaté/SP, com participações em concursos de trovas e de poesias em geral.
Sonhos Realizados!
Tenho poesias, músicadas,
que no YouTube são tocadas,
pois para mim, é um sonho
que Deus,realizou,tirando-as do papel,
em melodias transformou.
Não sonho em ganhar dinheiro,
Mas almas alcançar, através das
melodias, que o Espírito Santo, mim dar.
A certos respeitos, aquela vida antiga aparece-me despida de muitos encantos que lhe achei; mas é também exato que perdeu muito espinho que a fez molesta, e, de memória, conservo alguma recordação doce e feiticeira.
A. impossibilidade de participar de todas as combinações em desenvolvimento a qualquer instante numa grande cidade tem sido uma das dores de minha vida. Sofro como se sentisse em mim, como se houvesse em mim uma capacidade desmesurada de agir. Entretanto, na parte de ação que a vida me reserva, muitas vezes me abstenho e outras me confundo. […] A ideia de que diariamente, a cada hora, a cada minuto e em cada lugar se realizam milhares de ações que me teriam profundamente interessado, de que eu certamente deveria tomar conhecimento e que entretanto jamais me serão comunicadas — basta para tirar o sabor a todas as perspectivas de ação que encontro à minha frente. O pouco que eu pudesse obter não compensaria jamais esse infinito perdido. Nem me consola o pensamento de que, entrando na confrontação simultânea de tantos acontecimentos, eu não pudesse sequer registrá-los, quanto mais dirigi-los à minha maneira ou mesmo tomar de cada um o aspecto singular, o tom e o desenho próprios, uma porção, mínima que fosse, de sua peculiar substância.
A maioria dos dramas está nas ideias que formamos das coisas. Os acontecimentos que nos parecem dramáticos são apenas assuntos que a nossa alma converte em tragédia ou em comédia, à mercê do nosso carácter.
Jamais os moralistas conseguirão fazer compreender toda a influência que os sentimentos exercem sobre os interesses. Essa influência é tão poderosa como a dos interesses sobre os sentimentos. Todas as leis da natureza têm um duplo efeito, em sentido inverso um do outro.
Libertar uma pedra nada significa se não existir gravidade. Porque a pedra, depois de liberta, não iria a parte nenhuma.
«Mas tu, que pões má cara diante do poder da terra, diante da grosseria, da podridão e dos vermes dos homens, começas por pedir ao homem que não seja e que não tenha nem sequer cheiro.
É curioso, a alegria não é um sentimento nem uma atmosfera de vida nada criadora. Eu só sei criar na dor e na tristeza, mesmo que as coisas que resultem sejam alegres. Não me considero uma pessoa negativa, quer dizer, eu não deprimo o ser humano. É por isso que acho que estou vivendo num movimento de equilibrio infecundo do qual estou tentando me libertar. O paradigma máximo para mim seria: a calma no seio da paixão. Mas realmente não sei se é um ideal humanamente atingível.
Já deserdado de todo o afeto, não podia mostrar a minha estima a ninguém, e, contudo, a natureza me fizera sensível!
