Poesias de Gregorio de Matos Guerra
Não acredito que a culpa da guerra seja só dos governantes e capitalistas. Não, o homem da rua também tem a sua culpa, pois não se revolta.
Sou de paz, mas também sei me pintar para a guerra, cansei de levar pedradas em minha própria terra.
Vou à guerra, continuar lutando, conquistando novas vitórias e agradecendo a Deus pelas derrotas que me fazem reavaliar situações e traçar novas estratégias para continuar conquistando os territórios mais hostis da vida.
Nenhum soldado sai de uma guerra sem cicatrizes, mas retorna com um espírito inabalável! A batalha forja o caráter de um bom soldado! É no campo da vida que vamos testar nossas habilidades, improvisar nas dificuldades, suportar o imaginável e se tornar um vencedor! Não por nosso próprio mérito, mais pelas misericórdias daquele que nos ama: Deus.
"Poder... Nascido da natureza, cobiçado pelo homem. A guerra eclode e vencedores são coroados... Mas o verdadeiro poder nunca pode ser perdido ou ganho. O verdadeiro poder vem de dentro."
...cada um de nós é este pouco e este muito, esta bondade e esta maldade, esta paz e esta guerra, revolta e mansidão.
Tudo o que chamamos de a história humana – dinheiro, pobreza, ambição, guerra, prostituição, classes, impérios, escravidão – é a longa e terrível história do homem tentando descobrir algo além de Deus que o faça feliz.
No Brasil, não aparece a expressão "guerra civil", mas Revolução ou Guerra dos Farrapos, movimento constitucionalista de São Paulo de 1932, Cabanagem de 1835, a Sabinada na Bahia, a Balaiada de 1838. Não gostamos nem da expressão guerra civil, e vivemos prolongadas guerras civis. E o mais fascinante é que todas essas derrotas, como a de São Paulo, do Pará, da Bahia e do Rio Grande do Sul, viraram marcos de identidade. Celebramos periodicamente nossas derrotas.
E os pobres coitados acham que estão a salvo. Eles acham que a guerra acabou! Apenas os mortos viram o fim da guerra.
É engraçado, não é mesmo? Uma guerra por causa de paz... Mas o único jeito de garantir a paz, é fazer a ideia de um guerra, parecer uma causa perdida.
Não há paz sem ter havido guerra. Não há vitória sem luta. Não se conquistam louros sem se ter lutado e vencido. Paz é a companheira ideal da criatura. Mas dificilmente é conquistada, porque queremos possuí-la sem merecê-la. Não há guerra mais nobre e edificante do que a que se trava para obtenção da paz interna, da única e verdadeira paz. A paciência de se estudar a si mesmo, a vigilância constante, o cuidado com os menores gestos, palavras, pensamentos são o que pouco fazemos, por isso somos levados a trancos e barrancos, pelas estradas obscuras e inseguras da vida.
Justa, na verdade, é a guerra quando necessária, e piedosas as armas quando apenas nelas se encontra a esperança.
Você é minha guerra travada, preferida e única. Minha reconciliação mais doce e esperada. Você se faz todas as estações para mim. E amo cada inverno. Cada verão. A primavera nem se fala. E até os ventos do outono eu estou amando. Você desclassificou tudo o que foi coisa na minha vida. E não tem coisa mais verdadeira quando se vira tudo do avesso, para sentir como se tivesse nascido para vida, só para aprender todas as coisas de novo.
Deveria ter sido um cavalo de guerra. Se cansou do pasto. Não aguentou a vida de paz e desistiu da vida. Agora está livre.
Dizem que a guerra não é a resposta. Mas às vezes é uma batalha só para manter a paz. No Upper East Side você pode até cair, mas você nunca desiste. E as rivalidades mais amargas são sempre por causa do amor. Mas nossos inimigos mais perigosos são aqueles que nós nunca pensávamos ter. Então se você quer paz, sempre prepare-se para a guerra.
Para nós, a guerra é sempre a prova do fracasso e a pior das soluções, então tudo deve ser feito para evitá-la.
Nós declaramos guerra ao tempo. Declaramos guerra a Deus. Estamos criando um mundo novo, sem tempo, sem Deus.
Uma pessoa que está ansiosa para a guerra não toma cuidado em ver se o oponente também está ansioso ou não. Uma pessoa que está ansiosa para a guerra está cega. Ela nunca olha no inimigo. Ela somente projeta o inimigo. Ela não quer olhar para inimigo – de fato, qualquer um que ela encontre é um inimigo para ela. Ela não precisa ver o inimigo, ela cria, projeta o inimigo. Quando a batalha está enfurecida, os inimigos aparecem na parte externa.
Quero viver para Deus na alegria ou na dor, na guerra ou na paz, pois viver para Ele é tudo que sei.
