Poesias de Dor
Entre partidas e chegadas, abraços de saudades e despedidas. Das lágrimas de dores e alegrias, a vida que sufoca e alivia. Nuances de cores mórbidas e multicoloridas, em misto de medo e euforia, a realidade e a fantasia. Em embalos revolto de doce calmaria, tantos contrastes em teu ser, pequena flor, te guando em um codinome de amor, minha Margarida.
Para pessoas como nós, não existem respostas. Só perguntas. (que se estilhaçam em milhares de outras). Dor crônica que nunca cessa.
A maioria se agarra ao passado como quem teme o vazio — são moldadas por ausências, traumas e repetições que não cessam. Caminham carregando escombros de si mesmas, como se a dor fosse identidade. Mas eu sou inquietação em carne. Não aceito ser resultado, sou processo. Não me prendo ao que me moldou, porque sei: o que me molda agora é o próprio caminhar. Recuso as certezas confortáveis do que fui. Refaço-me, mesmo sem garantias. Há algo de sagrado nessa travessia sem mapa, como se o próprio ato de transformar-se fosse o destino. Não sei o propósito — talvez ele nem exista —, mas sigo, porque estagnar é morrer, e eu escolho o abismo de me tornar.
Nosso cérebro é sábio e os seus mecanismos de defesa são perfeitos. Para nos proteger ele apaga da memória as nossas dores, tristezas e desilusões e guarda ao alcance da saudade nossas alegrias mais bonitas. Mas existem golpes da vida tão cortantes e profundos que ele não consegue apagar. Inevitavelmente essas dores se transformam em fantasmas e quando o vento das lembranças as sacodem, voltam com muita intensidade para nos assustar. Fingir que nunca existiram não diminue essa dor. Mesmo que nos sangre a alma é necessário juntar toda a nossa coragem e enfrentá-la de frente para que aos poucos vá diminuindo e a cura aconteça.
Tentei achar beleza em quem só tinha espinho a oferecer. Fui machucada por não saber me preservar e manter distância.
Ele era o Astro da Sofrência. Agora tem aí esse estádio lotado de fãs à espera desse show que seria inesquecível. Tá meio difícil, né? Como ele costumava dizer: “Tá doído demais”.
Estão escabrosas as minhas mãos. Nos pés, cicatrizes de um calçado estuporado pelo calcorreado e ainda, um longínquo caminho a percorrer.
Há tempos que meu Titanic afundou, e o oceano é fundo demais para que eu consiga tirá-lo sozinho. Quanto tempo desperdicei esperando tê-lo de volta, quanto tempo esperei que salvassem meu Titanic, quanto tempo acreditei que entenderiam que não o afundei de propósito. Agora, enfim, vejo que a cada dia, ele se enferruja mais nas profundezas do escuro, e não sei quanto tempo vai durar sem mim, ou, quanto tempo vou durar sem ele.
Muitos sentirão o duro golpe de serem apenas usados e perceberão que as alegrias das festas de final de semana, são passageiras, trazem muita dor e marcas profundas.
Tão pouco sabia o Sol, que a Lua precisava do seu brilho, e que sem ele não podia iluminar. Bem muito sabia a Lua, do enorme e ofuscante brilho do Sol, e usava dela para viver, sem esperar que a desse por falta.
Desde que te conheci, não houve um dia se quer em que não sonhei contigo; se houve não me causou importância. Tornou-se tão comum te encontrar em outra consciência, que quando não te vejo, sinto-lhe sua falta. Talvez, eu não esteja sonhando apenas enquanto durmo.
Amanhã o Sol irá raiar diferente, seu brilho sufocará todos os brilhos, sua luz iluminará toda a escuridão, e logo após, o Sol irá morrer. Pobre Sol, se esgotou em meio ao que era, e não pôde controlar o que seria, será morte ou ruína? Não se demore, pois, amanhã o Sol irá raiar diferente, seu brilho sufocará todos os brilhos, sua luz iluminará toda a escuridão, e logo após, o Sol irá morrer...
Essa revolta que nasce agora em mim como tornado, destruirá tudo aquilo que construí, e de fato não me importo. Essa é a minha natureza! Sobrevivi 9 meses distantes de tudo, resguardado no escuro do ventre, e não será o mundo que me assustará com a solidão.
Quando a incognoscível mente de Deus destila a sua vontade permissiva, e esta nos faz chorar, sofrer e ficar sem chão, é preciso respirar e orar para poder entender, aceitar e esperar. Entender o que de fato Deus falou, fez e fará. Aceitar o dia mal que vem para nos fortificar. E esperar com paciência para ver renovação de fé e milagres.
Desde do momento em que tudo se tornou disputa de ego, o amor nunca mais pisou ali. Competiam o desinteresse, abraçavam o desapego, perdiam os sentimentos fingindo não senti-los. Quem via a casca dura do caramujo, não sabia o quanto era mole, até que a morte o recebesse.
Prometi amar a ti por toda a eternidade e você a mim, mas olha só onde eu estou agora... Um caixão cheio de rosas vermelhas.
Tem falas que correm na minha memória rasgando meu cérebro e os donos dessas frases sequer sabem que elas saíram de suas bocas.
Ao mesmo tempo que meu coração bate forte querendo morada e não apenas pequenas paradas com tempos contados ele bate fraco por saber que amar é fácil,mas ser amada não é tão possível pra minha alma solta que grita em tons de cinza liberdade preta.
Muitas vezes na minha vida já fui quebrada e me levantei e recomecei, quantas vezes me vi triste e desesperada, angustiada, sem saber o que fazer, mas logo arrumei forças e me levantei em várias vezes, me tornei forte, me tornei fria. Mas ainda ainda assim baixei as minhas armaduras e de novo fui quebrada, mas sabe o que mais me dói?! É que vi isso acontecendo de forma lenta e deixei, deixei acontecer por amor, por acreditar na mudança, por querer fazer mais, e nunca doeu tanto porque em todo tempo eu via que isso ia me quebrar e eu permitir me quebrar porque queria oferecer algo melhor, algo que nunca teve, achei que você merecia, mas na verdade você não queria e só eu que não via.
Se afastar de alguém é preciso mais do que orgulho.. é preciso ter coragem emocional, física e racional.
