Poesias de Dor
Todos nós reunidos aqui estamos no mesmo barco. Estamos vivendo no mesmo mundo, experimentando a mesma dor. É exatamente por isso que vocês não deveriam nem sequer sonhar em tentar de alguma forma fugir deste mundo.
Às vezes para doer menos devemos deixar ir e seguir em frente com as cicatrizes que o passado deixou.
Desde o início eu sabia que não seria para sempre, eu só vim te fazer perceber que a vida é mais que sobreviver. Eu só vim para te ensinar que amar é possível, que o amor não deveria causar medo e que você é perdidamente apaixonante do jeito que é, eu só vim te mostrar que a vida tem muito mais a apresentar do que dias de dor.
Eu vim por que te machucaram, eu vim pra ser motivo de você entender que ainda pode ser amada, que você não é o problema. Mas não era pra eu ir embora, era pra você ir, era pra você me deixar e ir viver sua vida com novos amores, era para você estar pronta. Então, oque deu errado? Você se apaixonou demais por mim ou eu que me apaixonei demais por ti?
Quando um poder atribui a si mesmo maior poder que lhe foi conferido, torna-se um poder usurpador e ditador, causando desarmonia entre os demais poderes, e muita dor entre o povo, pois a injustiça se instala, prevalecendo tão somente o “entendimento” dos que se acham Superiores a todos.
Quando a tristeza é profunda nós a enterramos porque não conseguimos falar sobre ela. Mas, isso não resolve porque as ondas vem e tudo vem de volta para a superfície.
A vida é uma obra de arte, pintada em um quadro em várias cores, em cada dia você vive uma cor, espero que você saiba colorir porque a cor final é o PRETO e você não vai poder voltar para apagar e recomeçar!
Espelhos, espelhos por todos os lados, e em todos eles, da poça d’água ao desenho na nuvem, eu só a ti vejo…
Sou arisca porque me deixei toda em feridas. Assumo minha culpa por não ter conseguido dar e receber amor. Não é fácil. Só quem não sabe as fórmulas do amor é que consegue amar.
Entre partidas e chegadas, abraços de saudades e despedidas. Das lágrimas de dores e alegrias, a vida que sufoca e alivia. Nuances de cores mórbidas e multicoloridas, em misto de medo e euforia, a realidade e a fantasia. Em embalos revolto de doce calmaria, tantos contrastes em teu ser, pequena flor, te guando em um codinome de amor, minha Margarida.
Para pessoas como nós, não existem respostas. Só perguntas. (que se estilhaçam em milhares de outras). Dor crônica que nunca cessa.
A maioria se agarra ao passado como quem teme o vazio — são moldadas por ausências, traumas e repetições que não cessam. Caminham carregando escombros de si mesmas, como se a dor fosse identidade. Mas eu sou inquietação em carne. Não aceito ser resultado, sou processo. Não me prendo ao que me moldou, porque sei: o que me molda agora é o próprio caminhar. Recuso as certezas confortáveis do que fui. Refaço-me, mesmo sem garantias. Há algo de sagrado nessa travessia sem mapa, como se o próprio ato de transformar-se fosse o destino. Não sei o propósito — talvez ele nem exista —, mas sigo, porque estagnar é morrer, e eu escolho o abismo de me tornar.
Nosso cérebro é sábio e os seus mecanismos de defesa são perfeitos. Para nos proteger ele apaga da memória as nossas dores, tristezas e desilusões e guarda ao alcance da saudade nossas alegrias mais bonitas. Mas existem golpes da vida tão cortantes e profundos que ele não consegue apagar. Inevitavelmente essas dores se transformam em fantasmas e quando o vento das lembranças as sacodem, voltam com muita intensidade para nos assustar. Fingir que nunca existiram não diminue essa dor. Mesmo que nos sangre a alma é necessário juntar toda a nossa coragem e enfrentá-la de frente para que aos poucos vá diminuindo e a cura aconteça.
Tentei achar beleza em quem só tinha espinho a oferecer. Fui machucada por não saber me preservar e manter distância.
Ele era o Astro da Sofrência. Agora tem aí esse estádio lotado de fãs à espera desse show que seria inesquecível. Tá meio difícil, né? Como ele costumava dizer: “Tá doído demais”.
Estão escabrosas as minhas mãos. Nos pés, cicatrizes de um calçado estuporado pelo calcorreado e ainda, um longínquo caminho a percorrer.
Há tempos que meu Titanic afundou, e o oceano é fundo demais para que eu consiga tirá-lo sozinho. Quanto tempo desperdicei esperando tê-lo de volta, quanto tempo esperei que salvassem meu Titanic, quanto tempo acreditei que entenderiam que não o afundei de propósito. Agora, enfim, vejo que a cada dia, ele se enferruja mais nas profundezas do escuro, e não sei quanto tempo vai durar sem mim, ou, quanto tempo vou durar sem ele.
Tão pouco sabia o Sol, que a Lua precisava do seu brilho, e que sem ele não podia iluminar. Bem muito sabia a Lua, do enorme e ofuscante brilho do Sol, e usava dela para viver, sem esperar que a desse por falta.
Desde que te conheci, não houve um dia se quer em que não sonhei contigo; se houve não me causou importância. Tornou-se tão comum te encontrar em outra consciência, que quando não te vejo, sinto-lhe sua falta. Talvez, eu não esteja sonhando apenas enquanto durmo.
