Poesias de 20 Linhas
Me debrucei no papel,
Derramei o coração entre linhas,
Senti um aroma agradável,
Que cada palavra exibia,
E num leve sonhar o abraço da poesia,
Estava ali me confortando, e animando!
O que éramos, jamais voltaremos a ser!
As linhas do tempo já se fixaram em nosso corpo;
a leveza dos movimentos já não existe.
Pensar, ler, caminhar... fazemos tudo num ritmo mais lento.
Nada a reclamar, vivemos intensamente o esplendor de nosso apogeu físico.
Nosso amor também se modificou: Não mais os arroubos da juventude, não mais a urgência da intimidade, não mais as ciumeiras bobas e nem as discussões acaloradas que terminavam em risos e beijos.
Agora vivemos a serenidade do amor maduro, a certeza de que teremos um ao outro pelo resto do nosso viver.
De tudo resta a constatação de que viver é lindo
e muito mais, quando temos a benção de, juntos, trilharmos o difícil caminho da maturidade. Cika Parolin
Aqui
Aqui, nesse papel em branco
Escrevo algumas linhas
Falo da vida minha
Que levo a trancos e barrancos
Onde, às vezes, me espanto
Com a lida que se avizinha.
Olho longe, para o futuro
Onde plantei uma semente
Sempre cuidando, exigente
Alheio aos meus, não recuo
Ainda por vezes, em cima do muro
Apazíguo as idéias e sigo em frente.
As vezes quero entender o porquê
De chegar até aqui
Mas se até agora consegui
Nem vou tentar responder
Vou fazer acontecer
E viver como sempre vivi.
A Musica não e apenas letras e paginas ,são sentimentos..
a musica não e apenas linhas com palavras ,para quem escreve e muito mais que isso ,são valores ,são sentimentos
15 de Dezembro.
Dia do Arquiteto e Urbanista.
Linhas que traçam retas.
Curvas que contornam a história.
Projetos que transformam sonhos.
Linhas Paralelas
Nunca fomos um
Mas nunca fomos dois,
Nunca estivemos juntos
Mas nunca nos separamos.
Um ponto diz tanto que, por ele, passam infinitas linhas retas e infinitos planos. Já dois pontos, dizem menos, pois , por eles só passa uma linha reta, no entanto, continuam passando infinitos planos. Por outro lado, três pontos não colineares dizem menos ainda, pois, por eles não passa nenhuma linha reta e somente um plano. Portanto, basta você conseguir ligar três pontos não alinhados para compreender o plano.
Justificativa, nos diz o motivo; Metodologia, nos faz imaginar como desenvolver ; Aplicação, a partir da metodologia nos faz sair do papel. Esses três pontos: justificativa, metodologia e aplicação; são os pilares de um plano perfeito.
Tenho tanto para falar
Mas prefiro escrever.
Por entre linhas, mensagens
Subliminares, O dizer sem dizer,
A velha indireta bem directa.
Por que as palavras ditas nem sempre
São ouvidas...
Mas as rabiscadas,
Deixadas sem nenhuma intenção
Elas sempre chegam ao fundo do coração.
Ser poeta
Eu queria mesmo é ser poeta
Que vive nas margens dos cadernos
Entre linhas tortas, escreve
Pelo certo suas glórias
Eu queria mesmo é ser poeta
Dentro e fora da lei
Cria sua própria regra
Vislumbra seu mundo e o
Dos outros, na mesma esfera
Outrora, triste, outrora alegre
Participa da lágrima
E do sorriso alheio
Como eu queria participar
Do sorriso alheio
Eu queria mesmo é ser poeta
Para transgredir a ditadura
Dos pensamentos rotulados
Romper com a calmaria
De um controle sistemático
Eu queria mesmo é ser poeta
Escrever poemas na intimidade
Para minha mãe que não conheci
Sonhar como seria se ela
Vivesse aqui pertinho de mim
Ser por inteiro membro de
Um povo sem angústias
Totalmente livre e consciente
Com sonhos, realizado às alturas
do livro Pipas ou Pássaros de Seda
entre linhas, formas e cores
eu fiz meu próprio retrato vivo
tão vivo que pulsava
fluía pelas minhas mãos
fiz o retrato do abstrato que habita meu corpo
daquilo que sucumbe
que se vê de olhos fechados
da parte líquida
frente à mim mesma
fui meu próprio acalento
a poesia transpassa o entendimento
Se eu ler... eu desisto.
Lendo e relendo linhas, somente do meu pensamento.
Frases já gravadas, empobrecem o meu argumento.
Preço justo eu mesmo pago com devaneios.
Olhares descrentes nessa possível arte de caneta, papel e mão livre.
Pouco importa, sou fiel ao meu mundo da imaginação.
E encerro essa escrita fazendo uso do descarte de ideias feitas.
Alguma objeção?
TECELÃ DE SONHOS
Teço, teço e desteço o texto o dia inteiro.
Pego linhas de letras e teço que teço um texto.
Como boa tecelã,
Teço meus suntuosos castelos com mordomos em cada lugar
Com linhas da cor das nuvens teço ,
Teço a paz no mudo inteiro.
Com linhas das cores do arco-íris,
Teço sonhos de princesas.
Com linhas cor do vento,
Teço o meu amor chegar,
Em lindo cavalo branco,
Com linhas da cor da noite e o brilho estrelar.
Teço castelos voando ao ar.
Com linhas da cor do sol,
Teço borboletas a voar.
Teço um baile exuberante,
Com você a dançar,
Eu um vestido rodado,
No chão a deslizar,
Mas nos pontos se me embolar,
E o meu tecido borrar,
Desteço, desteço tudo...
Começo de novo a tecer
Com linhas mais cheias de brilhos
O que a imaginação mandar
Para que possa me encantar.
❀༺LINHAS TORTAS♥
Linhas tortas
Misterioso cemitério
Antigos fantasmas
Candeeiro luminoso
Gritos surdos
Triunfante sacrifício
Amor humilde
Pessoa virtuosa
Futuro esperançoso
Casa especial
Lembranças vividas
Formas escuras
Olhar perdido
Solidão sentida
Trevas revoltas
Tumulto sombrio
Inferno alucinado
Mar adormecido
Mudo adeus
Vergonha escondida
Vento forte
Verdadeira saudade
Tempo esquecido
Despedida cruel.
tenho me exposto demais
nas linhas que quase sempre
me descrevem
enrubesço, quando olhos curiosos
adentram o meu íntimo
sabe se lá ...
quantas vezes serei analizada
em más interpretações textuais
noutras eu serei tão só, banalizada
se me decoram, ou se me ignoram
nada muda o fato do que
eu tenha me tornado
um livro que na estante vazia
é ostentado
As vezes penso que escrevo
As vezes penso que esboço
As vezes penso que psicografo
Sem linhas sem traços
Sem desembaraços, não importo
A poesia não tem regras, sem trelas
Somente ser apenas eu mesmo!!!
A MEMÓRIA DE UM SILÊNCIO 💖
O silêncio sufoca os ruídos da mente
Nas palavras de mil linhas
Ecos do silêncio, suspiro em solidão
Palavras repetidas no orvalho
Madrugada de caminhos
Carecem mensagens de quem amamos
Janelas aprisionadas castigo na alma
Lágrimas de coração mutilado
Nas memórias que o meu corpo sente de ti
Madrugadas fugazes nestes lençóis
Que deixo nas palavras arrastadas em mim
Deste sussurrado grito de frágeis asas
Bebo as tuas letras no cansaço da noite
E faço das fragas de musgo a minha cama
Descanso o corpo já tão devorado por ti
Neste luar de mil beijos
Deixando-me navegar no calor do teu rosto
Nas ondas de tantos beijos dados de ti
Palavras nos ecos feitos em silêncio em cores
De abraços dados no calor que o nossos corpos deixam
No silêncio que sufoca os ruídos da mente neste céu estrelado
SILÊNCIO MEU
O silêncio sufoca os ruídos da mente
Nas palavras de mil linhas
Ecos do silêncio, suspiro em solidão
Palavras repetidas no orvalho
Madrugada de caminhos
Carecem mensagens de quem amamos
Janelas aprisionadas castigo na alma
Lágrimas de coração mutilado
Duas páginas,
Amor que tinha,
Palavras cruzadas,
Amor sem linhas.
Folha preenchidas,
Não me dão á resposta,
Amar não é uma escolha,
È os suores de quando alguém se encosta.
A ti, te dedico,
Por ti eu mudo,
Ouvia á tua voz,
Mesmo que fosse surdo.
Pois eu cresci,
No meu passado passo um pano,
Sou estupido,
Porque não te chamo?
Amor, algo parcido,
Tristeza enrolada na onda,
Se amar é um jogo,
Tento para a proxima ronda.
Amar sufoca o passado,
Chorou regeitado,
Sorri caminho acertado,
Será que amar foi algo inventado?
Não posso, não posso,
Voltar á cometer esse risco,
Perguntei e não obective resposta,
Amar será uma aposta.
O fantasma das palavras
Se eu estivesse neste momento em algum lugar do passado, contido nas linhas do tempo, encontraria você, e o que seria mais surpreendente e interessante, é que tu estarias iluminado o palco de um lindo teatro, decorado de poesia e arte, onde você seria a Julieta de Shakespeare, bela e iluminada, onde o amor seria imortalizado pela tua interpretação única e sublime, e eu, um poeta apaixonado, estaria lá parado, admirado com tua perfeição, te desenharia em versos e prosas meu coração, e ao fechar as cortinas, após o beijo envenenado, correia para teus braços, para sim comprovar que realmente tudo era encenado, e assim alucinado, te daria um beijo de amor.
Talvez encontre você, em algum lugar deste passado, que não sei por que razão invade meu pensamento, ao ver teu rosto suavemente rosado, e ler teu nome perfeitamente alinhado, senti um acréscimo de mim mesmo, como se abrisse uma janela, que a muito não se abria, quem é capaz de entender o sentimento? Quando nos habita aqui dentro, como um pássaro que esta prestes a voar, rasgando o céu da paixão, talvez um único olhar por todo este momento perpertuará, talvez um beijo em suas mãos, um suspiro em seus cabelos, adorada Julieta, quem sabe o tempo venha se entregar para este encontro, então saberemos de fato, que não seriamos apenas dois no mesmo retrato, mas sim as mãos de Deus entrelaçadas, abrindo as portas deste lindo teatro.
Nada se Revela
Ane Franco
Eu rabisquei em poucas linhas um poema
Deitei a pena consagrada da emoção
O seu olhar reflete a luz das duras penas
Pra descrever coisas que traz o coração
Mas eu falei de um pranto triste
De um acaso...
E escrevi sobre a saudade e solidão
Deixei o pranto derrar sobre os meus olhos
Pra não lembrar de quem me da inspiração
E fiz um verso com gostinho de esperança
Com um pedaço do azul celestial
A lua nova divagou sobre a lembrança
Com tanta inveja se escondeu num manto astral
Dos tantos sonhos eu te dei o mais bonito
E refleti minha paixão sobre seu mar
A natureza consagrou em poesia
Na autoria com direito de amar
E hoje é vão, pois nem um sonho se revela
Em tempestades que fraquejam sem ousar
De tanta espera eu rabisco um poema
Atormentado como as ondas a gritar
