Poesia sobre Silêncio
Silêncios falam
Ele gosta de ir dormir cedo.
Ela sempre quer mais do dia.
Certa noite, ela o chamou para deitar antes do combinado.
Ele nem tinha respondido e ela, lá do outro cômodo, sentiu a alegria dele.
Nunca dantes fora tão feliz.
Não por estar indo deitar mais cedo.
Mas porque, finalmente, alguém entendeu que a necessidade dele não era de sono.
Era de silêncio.
Nunca dantes fora tão feliz.
Não porque tinha sido visto em sua necessidade mais profunda.
Mas por, finalmente, poder se perdoar de sua indescritível vontade de se isolar em si mesmo.
Só as vezes.
Só pra respirar.
Agora, eles deitam mais cedo todo dia.
E ficam no escuro em silêncio de mãos dadas, até dormir.
Sozinhos, mas sozinhos juntos.
Com a palavra,
Alice Coragem.
Entre o Silêncio e o Vento
No fio da tarde, o tempo se dobra,
carrega lembranças no sopro do ar.
O mundo respira, mas quase não fala,
tudo que importa começa a calar.
Os passos se perdem nas sombras do chão,
mas dentro de mim, há fogo e caminho.
Mesmo na dor, renasce a esperança,
feito uma flor brotando sozinha.
O olhar se levanta, encontra o infinito,
não pelo céu, mas pelo sentir.
Pois quem já caiu, aprende o segredo:
é no silêncio que a alma decide existir.
Eu sou analítica, mas não fria. Sinto o que a maioria não percebe que nao sei como mas leio silêncios, interpreto entrelinhas e enxergo nuances que muitos ignoram. Vejo além dos gestos e questiono o que se cala. Carrego no peito um laboratório de dores que ninguém catalogou, feito de mapas mentais e cicatrizes emocionais, de hipóteses sobre o mundo e feridas que ainda não viraram tese.
Ser analítica não é uma escolha: é uma forma de existir, é medir a profundidade de um abismo com os olhos abertos e, mesmo assim, tentar atravessá-lo. Não se trata de falta de fé, mas de excesso de percepção, é saber que um sorriso pode mentir e que um toque pode calar, é doer no ponto exato onde os outros passam batido.
Ser analítica me custa noites mal dormidas, me leva a refletir sobre o que ninguém disse, me faz questionar até os próprios sentimentos, mas também me salva dos enganos que machucam sem nome, é viver entre o sentir e o pensar, entre o racional e o sensível, como quem caminha sobre uma linha fina entre dois mundos.
No fim, ser analítica é existir com lupa em um mundo que prefere o raso, é doer com consciência, é amar com profundidade. É viver mesmo que doa com verdade.
Às vezes, não é por respostas que a gente anseia e sim por uma tarde silenciosa o suficiente para nos ouvirmos de novo.
Até o próximo insight.
"Entre o pensamento e o silêncio,existe o portal que nenhum algoritmo
detecta: o desejo autêntico."
PENSANDO EM NÃO TE PERDER
Autora: Profª Lourdes Duarte
A noite chaga, depois de um dia quente de verão
Sinto que a cada minuto que passa,
A saudade vem como uma tempestade
Atordoando-me e sufocando meu coração.
Tua voz tão linda ecoa como sussurro em meus ouvidos,
E a solidão vem me sufocar nesta noite vazia
quando vejo o tempo passar em vão
Sinto a tua falta a me maltratar.
Fecho os olhos tristonhos , mais uma noite
Que irei te sentir em sonho
Sufocada pela saudade e um desejo que inflama.
Aqui neste quarto, frio e silencioso
Lá fora a chuva cai molhando a terra
E o que sinto, me faz viver pensando em não te perder.
ESCOLHAS E ESFORÇOS
Profª Lourdes Duarte
A mente nos oferece mil opções, escolhas e o esforço correto para as conquistas definitivas. Ninguém pode fazer por nós o caminho, tudo depende do nosso esforço e persistência.
Pare então de olhar só para fora e de se impressionar com o sucesso alheio.
Olhe demoradamente sua consciência, sua harmonia interna; indague-se, faça
silêncio para que a verdade brote natural e que suas conquistas sejam trilhadas por caminhos que você traçou. Pense positivo e seja um vencedor!
A única possibilidade do encontro com o Divino perceptível, é ficando em silêncio equânime.
E calarmos, ou cessarmos as discussões mentais pra ouvirmos Deus!
Porém requer treino e tempo.
me sinto como uma Terra desconhecida
como uma ilha que ainda não conseguiram encontrar
não escrevo pra tentar ser poeta ou algo do gênero, escrevo porquê dói
escrevo porque a vida me rasga o peito
eu preciso ser decifrada, alguém tem de saber caminhar e conseguir sair do labirinto que existe dentro de mim
não sou um conceito, sou o silêncio encontrado em um enorme grito
Quando tudo fica desorganizado por dentro, eu quero apenas ficar em silêncio.
Até que tudo esteja organizado novamente.
Dizem que saber fazer silêncio é sinônimo de sabedoria. Em alguns casos pode até ser que seja "um bom caminho", porém, nunca o melhor. Quando o silêncio é usado para ferir o outro, ele se torna uma das armas mais martirizantes. Uma forma de agressividade passiva que, muitas vezes, é pura "descortesia".
Adriribeiro/@adri.poesias
Orbe demente e aloprado
De profusa escuridão que nos acossa
Utopístico silêncio que rebuscamos malogradamente.
Que sapiência seja amor
E amor axioma
A casa de agora,
É mortiça, a lucidez faz dela inabitável,
Cada canto moribundo está sombreado,
Todo móvel tem lembranças fantasmas,
O silêncio não é inocente,
O sentimento é uma densa fumaça,
Que impregnou a estrutura da alma desta casa,
Que não é mais lar, mas pedras sem graça,
Dissonâncias,
Consonâncias,
Perfeitas ou Imperfeitas,
Bemóis ou Sustenidos,
Dobrados,
Bequadros,
Trocados,
Tanto faz a regra,
Que toque o som de alma,
Para acabar de vez,
Com este silêncio,
Céu pardacento,
Emoldurado pelas copas das árvores gris,
Deitado neste colchão de cimento,
Embatuco para amenizar parte da minha cicatriz,
Temperatura cai, madrugada fria
Espera pelo dia, como quem espera a vida
Se encolhe no quanto do quarto pra se esconder
Mas fugir como se a guerra é dentro de você?
Teme a escuridão e o silêncio fala alto
Te deixando no chão, tomando sua fé de assalto
Não vê a hora da luz entrar pela janela
Quando o sol nasce e a verdade se revela
#OS #AMANTES
Era uma vez...
E isso é só um detalhe...
Algumas palavras de amor...
Algumas palavras de ódio...
Entre casos e descasos...
Entregas e posses...
Um refúgio...
Um sussuro...
Mal nos conhecemos...
E me eu coração pronto a pulsar...
Depois de um sorriso...
Estava pronto a lhe entregar...
Estranha nossa história...
Não ao erro perseguido...
Sim a verdade partilhada...
Um trabalho sem fim...
Dessa fábula encantada...
Meu corpo ao seu desejo violento...
Tantas vezes por mim desejado...
Quando a noite perdia o rosto...
Quando vivi com mais gosto...
Mas toda história tem seu fim...
E o silêncio dos amantes então se fez...
E o tempo lancinante nos esgotou...
Já não dá mais...
Tudo terminou...
Sandro Paschoal Nogueira
facebook.com/conservatoria.poemas
Podemos enganar os nossos olhos, fingindo que nada estamos vendo.
Podemos ludibriar os nossos ouvidos, apagando os sons como borracha.
Podemos inclusive disfarçar os toques, calar as mãos, congelar os movimentos.
Podemos ainda, em completa incongruência, discursar para o silêncio.
Mas o que não podemos é fechar os olhos para os sentimentos,
nem deixar de ouvir o coração, muito menos parar de tocar nas emoções.
Porque, de forma silenciosa, o amor mexe com tudo dentro de nós
e nos dá sentido, e nos faz muito sentir.
