Poesias sobre rosas
Rosa dos ventos
E o que vêm depois do fim?
Talvez, chuva de amor no deserto, pode ser ventos levando sonhos possíveis ao topo das montanhas, ou quem sabe, ondas gigantes trazendo novos começos de amor,
Não custa nada imaginar o bem que se faz ao acreditar naquilo que poderia ser impossível momentaneamente, mas que pode nos surpreender como forma de magia ou mágica aparecendo instantaneamente,
Uma rosa entregue a pessoa amada em meio as nuvens escuras e os ventos fortes não pode ser tratado como um adeus, deve ser pensado como um ato de esperança, um desejo de não deixar se perder no tempo o que foi construído mesmo que algumas poucas pétalas de rosas saiam por ai vencidas pela tempestade.
No tom certo
O tom de azul, lembra o céu perfeito,
Os tons de rosa, lembram as flores e tem até cheiro,
A cor amarelo lembra alegria, empolgação, divertimento,
A cor branca nos trás paz, unidade, recomeços,
Mas a cor vermelha lembra fome, lembra calor, lembra charme, é a que mais se identifica com você.
A rosa do deserto
Um dia caminhando pelo deserto escaldante, me deparei com uma única flor,
Sua cor vermelho com tom forte chamava atenção, sua luta pela sobrevivência era de se emocionar,
Passei a rega-la todos os dias e também disponibilizei sombra para ela não derreter,
Por um longo período deu certo e ela era tão bonita e tão cheirosa que embelezava todo o deserto,
Um certo dia, fui levar mais água e sombra fresca, porém me deparei com pegadas de raposas e apenas duas pétalas caídas,
Caminhei pelo deserto dias e noites a sua procura na intenção de salvá-la ou pelo menos saber o que aconteceu com ela,
O sol está me matando hoje, estou com sede e quase sem forças, no entanto as minhas esperanças não morrem,
É meio dia, sol a pino, vejo a meia distância uma flor vermelha vibrante, me aproximo, me aproximo mais e mais, então percebo que era apenas uma miragem,
Olho para a areia e vejo duas pétalas vermelhas caídas, escuto o barulho distante da correnteza de um rio,
Ao alcançar um precipício, vejo água em abundancia, sinto o cheiro inconfundível daquela rosa,
Uma alegria incomum toma conta de mim, porque do outro lado do rio lá está ela viva, exuberante e feliz,
A rosa que tanto cuidei e aprendi a amar, o deserto tentou tomá-la, mas ela de alguma forma venceu as feras, os dias e as noites ruins só pra mim fazer sorrir novamente,
Foi dessa forma e com esse impeto incansável pela vida que eu aprendi a amá-la.
E depois de uma longa espera e muito cuidado, minha Rosa do Deserto floriu.
Flores são poemas coloridos.
É poético saber que uma rosa “decidiu” morar no deserto, local que carrega uma simbologia de tempos difíceis, escassez e luta.
No deserto ela cresce livre.
Presa em pequenos vasos ela se adapta e o poema vira haikai.
No silêncio vermelho do fim de tarde,
teu olhar se esconde entre coragem e medo,
e na rosa que treme nas minhas mãos
vai tudo aquilo que nunca coube em segredo.
Te vejo frágil, mas tão infinita,
como quem sente o amor antes de entender,
teu gesto tímido diz mais que mil palavras,
e meu mundo inteiro aprende a te querer.
Se o tempo ousar nos testar com distância,
que ele encontre em nós raiz e permanência,
porque o que nasce assim, tão verdadeiro,
não se desfaz — só cresce em resistência.
Então fica…
mesmo no que não é perfeito,
mesmo quando o coração duvidar de si, porque amar você não foi escolha nem acaso,
foi destino me encontrando em você — e eu, enfim, em mim.
O criador
A criatura
O cravo
A rosa
O paraíso
A moda
O jeito
A prosa
O parque
A água
O céu
A nuvem
O bem
A casa
O homem
A mulher
O filho
A filha
O cristão
A família
O Espinho da Alma
Você olha o jardim e só vê o que fere,
Julga a rosa tão linda por ter proteção.
Aponta o espinho, diz que não tolera,
Mas esquece que a flor não tem má intenção.
É fácil culpar a defesa do outro,
Quando o seu próprio peito é um campo de dor.
Você rasga as pétalas, faz tanto alvoroço,
Mas no fundo, o espinho é o seu próprio temor.
Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!
A rosa não ataca, ela só se defende,
Faz parte do ciclo, do jeito que é.
Mas quem tem espinhos na alma não entende,
E tenta cortar pela raiz, pelo pé.
Olhe no espelho, encare a verdade,
A flor não tem culpa da sua tempestade.
Abrace os espinhos que moram em ti,
E deixe a rosa florescer por aí!
Quem fala mal do espinho da rosa,
Só quer arrancar o que fere por dentro!
Disfarça a ferida, a alma espinhosa,
E joga na flor o seu próprio tormento!
Aqui está a poesia e a música que você pediu!
A Flor e o Espelho
A flor encanta, o toque fere,
O dedo aponta, o medo insere.
Critica o espinho que a rosa sustenta,
Esquecendo a dor que na alma aumenta.
Quer podar o outro, arrancar o perigo,
Mas é seu próprio ego seu maior castigo.
O que te espeta no alheio jardim,
É o seu espinho, brotando em mim.
Quem fala mal do espinho da rosa!
Quer arrancar o que em si repousa!
Quer tirar de si, a ponta afiada!
Numa busca em vão, por estrada errada!
O espelho reflete, a mão se recolhe,
O que o peito esconde, o olhar não acolhe.
Aceite a ferida que a flor traz consigo,
Antes que o espinho se torne o abrigo.
O Cadáver da Rosa e o Silêncio das Palavras
A rosa é a simplicidade da beleza de um cadáver já em decomposição orgânica. Ela se desfaz enquanto serve de adorno, fazendo do seu perfume o último suspiro de vida. Esse aroma dispersa o pólen em um mundo transbordante de palavras isoladas, mas escasso de verdadeiras narrativas.
No silêncio, a rosa murcha e seca, feito uma alma que se esvaziou de sentimentos, embora ainda a achem linda ali, estática no centro de uma mesa vazia. Enquanto isso, vozes fanáticas viajam pelo tempo e pelo espaço, ecoando distantes em sua linguagem única.
Por Celso Roberto Nadilo
"Eu nunca te dei flor, dei amor.
Será que aquela rosa, uma pétala, foi o que faltou?
Eu nunca te dei flor, mas dei amor.
Não lhe recitei, por não ser escritor.
Não lhe cantei, pois não sou cantor.
Fiz-lhe serenata em meus braços, o brilho em meus olhos ao lhe vislumbrar era o trovador.
Cada lágrima, que escorrera quando você se foi, caíram como as pétalas daquela rosa, que jamais lhe encontrou.
O beijo que lhe desnudou a tez foi uma arte abstrata que lhe pintou.
Todo aquele que lhe recita bodas e na noite lhe da flor.
Sinto em dizer-lhe, amor, mas é um enganador.
Sei que Deus me castiga por ser pecador.
Mas o castigo da sua ausência é demais pra alguém que demais amou.
Mas sei o que ao inferno da solidão me condenou.
Por ser extremamente apaixonado por ti, eu falhei, pois lhe dei amor.
Mas nunca te dei flor..."
Nós e as Flores 🌹
Se o amor fosse jardim, o nosso teria seu nome.
Você seria a rosa que desabrocha devagar,
e eu o sol teimoso que insiste em te aquecer
até a noite virar dia no seu olhar.
A gente briga igual chuva de verão:
molha, bagunça, mas faz florir depois.
A gente se perdoa igual perfume:
chega quieto e fica na pele um do outro.
Me dá sua mão que eu planto promessas.
Me dá seu tempo que eu cuido das pétalas.
Pra gente ser casa, ser colo, ser chão...
e todo dia, escolher se regar.
Porque nós dois, amor,
somos raiz e flor no mesmo vaso.
Por Celso Roberto Nadilo
No profundo sentido.
Do rosa ao vermelho, na natureza inteira,
A beleza que paira em nossa alma e coração.
Saberão as novas gerações, de alguma maneira,
Manter essas cores vivas na memória e na canção?
Em vidas corridas, na urgência de existir,
Busca-se o crédito, a perfeição, a ilusão.
Esquecem que no apressar-se para fluir,
Dão início à própria aniquilação.
O pôr do sol torna-se invisível ao olhar,
As coisas singelas são tidas como banais.
Como entenderão que a lua vem para abrigar
Os amores puros, infinitos e imortais?
Desejos e emoções são sentidos notáveis,
A paixão é instante único a brilhar,
Como a bruma nas madrugadas serenas,
Que os ventos dos montes fazem surgir no luar.
Se uma rosa de destaca pela sua beleza e pelo seu aroma,
a mulher de Deus se destaca pela sua santidade no Espírito
e pelo seu perfume em Cristo.
O Jardim
Minha vida é como uma rosa que, quando tudo parece dar errado encontra forças para desabrochar.
As pessoas são como borboletas
chegam, pegam um pouco do meu pólen e vão embora com pressa.
Meu sentimento é o jardim onde tudo acontece.
As pessoas entram nele sem saber o que podem causar.
Algumas deixam coisas boas, outras deixam um estrago profundo.
Às vezes fico com marcas que ninguém consegue enxergar.
Mesmo assim continuo tentando cuidar do meu jardim.
Porque apesar de tudo que já aconteceu, eu ainda consigo florescer.
No fim talvez essa seja a minha forma de sobrevive continuar sendo rosa, mesmo depois dos espinhos.
Se por uma rosa tiver que enfrentar o espinho, não a colha: defenda-a.
Porque nunca foi sobre a rosa, nem sobre os espinhos...
Geminiano quer falar com o mundo!
Há vezes que eu tenho
CONVULSÕES
De me pintar de rosa e amarelo
de cantar para o príncipe Charles
de chorar com as crianças da palestina
De estar simplesmente lá
na hora do tsunami
De dar um tapa na cara do ditador da nossa era...
Eu queria que meu poema fosse ouvido
e há vezes que tenho convulsões
de falar com o mundo inteiro
ser ouvido!
Se o mundo me ouvisse, ah!
Eu sou aquela velha tia
gorada
e preta
que sempre tem razão!
E esta ânsia por ter fama
e eu sou do século passado
desencaixado
Eu queria que meu poema fosse ouvido
e há vezes que tenho convulsões
de falar com o mundo inteiro
ser ouvido!
Se o mundo me ouvisse, ah!
Eu sou aquela velha tia
gorada
e preta
que sempre tem razão!
E esta ânsia por ter fama
e eu sou do século passado
desencaixado
Eu queria mesmo era ter ouro no banco!
Rosa porque tu és assim
Você ama lírios mas eu sou Cravo
te prometo não te deixar de lado
mas na verdade terminamos
o que nunca aconteceu
Rosa você me perdeu!
Rosa porque tu és assim
Por fora meiga e atenciosa
mas com o coração espinhoso
teu corpo lindo e tão cheiroso
Aí que droga errei de novo
A Rosa da Tua Intensidade
Na grandeza do teu coração, a intensidade floresce como uma rosa de pétalas vermelhas — a paixão que desabrocha no tom da sedução, que exibe a sua delicadeza, sua força e a sua beleza.
Assim, tu provocas uma imersão excitante de sensações fervorosas, em ocasiões emocionantes, onde a tua companhia é o que mais importa — uma poesia sincera, profunda e de belas formas.
Esse teu florescer intenso faz parte da versão aprazível da tua natureza — o teu jeito atrevido demonstrado na tua espontaneidade e no fervor admirável do teu espírito. És um paraíso personificado que, para muitos, é inacessível.
O rouxinol está
no meu ombro,
a rosa na mão
e você continua
dentro do coração.
Bem longe está
o pensamento,
a poesia subiu
o Monte Uhud
e o sentimento.
Sou a poetisa
dentro de ti
em escalação,
Rumi anda
dando a mão.
E assim te dou
o meu místico
amoroso silêncio,
e me possui como
favorito domínio.
A minha poesia é
o último frasco
do perfume da Rosa de Ahal
que foi perdido durante
a viagem da caravana
A minha fisionomia
pertence a um
povo pouco conhecido,
Nos meus cabelos
podem ser encontradas
maçãs negras e fadas agitadas
Eu me conheço profundamente,
sei o quê quero,
sei tudo aquilo o que não quero
e a minha intuição não falha.
