Poesias sobre rosas

Linda mulher,

Receba essa rosa simples e singela como sinal da sua beleza, da sua capacidade de Amar verdadeiramente, do seu poder de florir e espalhar alegria por onde você vive.

Se Viver é um rasgar-se e remendar-se, como descreveu lindamente Guimarães Rosa, penso que, pra se rasgar é imperativo ser flexível. Pedra não se rasga.
O que se rasga é seda, frágil, sem gesso, nem armadura. Sem orgulho. Se rasga, se expõe, se reconstrói. Atravez de infindáveis acertos e consertos. E nesse seu remendo, com agulha fina, e muitas lágrimas, escreve letra por letra as viagens de exploração da própria alma, sem julgar. Nunca intransigente, nunca dona da verdade, nunca cristalizada. Toda fluidez. Toda trama fina. Com Aberturas para a luz. Cicatrizes. Aquela rebeldia louca e inquisidora. Que desafia e desfia. Desfia tudo em mil fios, pra fazer do seu jeito, único. Anda por aí, nua e leve, vestida com seu olhar, vestida com suas histórias. E essa rebeldia, de nascença, encara tudo e escancara. Aponta o dedo, sim, mas só pra si. Escava a terra fertil de suas entranhas mais sagradas, e examina grão por grão. E joga pra cima. E se ri. De sua poeira. De seu nada. E se lança com as estrelas, se espalha. Se brilha.
Adriana L S C Adam

O que devia escrever,
Nem me lembro
Só vejo a rosa que abriga
A caveira que repousa

Vejo a chama da unidade
A energia que complementa
Não julga. Sem fuga. Fico.
Quero ficar…

A caveira, prova que lutamos
A rosa, certeza que vencemos.
Glória plena! Viva o general.
Viva a loucura nobre

É rica a chegada,
Com amoras posso festejar
Pêras me esperam
Sem partir, pra sempre ficar..

Alegoria de uma caverna vazia
Pássaros mortos em seus ninhos
Na pluma que o coração trazia
Fecharam-se livros sem vizinhos

Rio aborrecido e minguante
Curva em suas pedras a majestade
Desse ribeiro fosco sem idade
Saiu galopando o rocinante.

Odor fresco num vazio. Todo instante pensado.
Não ande, corra.
Aprove a navalha que deslizou na pele.
Diga que é o pescoço que ela deve cortar. (Júlio Raizer

⁠Deu-me uma rosa
Ela era vermelha como sangue
A segurei firme
A quis muito bem
Mas alguém cobiçou seu jardim
Como uma raposa sorrateira
A roubou
E você ainda deixou a porta aberta
Para que ela retornasse
Aí então percebi
Que aquela rosa não murchou
Porque era falsa

⁠Quero ser brisa ao voo de uma ave,
da rosa o perfume em sua mais pura essência,
numa pauta a mais doce clave
e em seu coração nunca ser ausência !

No horizonte do crepúsculo
as cores esmaecem em rosa e azul,
abro as asas e o abraço
na paz do dia que se despede...


Neusa Marilda- 26 de maio de 2.010

Mãe é rosa que floresce
mesmo quando a vida machuca.
É perfume de amor eterno
em dias leves ou de luta.

Tem a delicadeza das pétalas,
mas carrega espinhos de proteção.
Pois toda mãe enfrenta o mundo
para guardar quem mora em seu coração.

E quando o tempo tenta levar sua força,
ela floresce outra vez sem reclamar.
Porque o amor de mãe é como jardim infinito:
quanto mais é cuidado, mais aprende a amar. 🌹

🌹 Decreto de Ascensão Feminina
Sou mulher, essência feminina,
Iluminada como uma rosa perfumada que floresce em direção à luz.
Cristal que ascende, doce como o néctar que atrai as abelhas,
Amiga da floresta, guardiã das raízes que revelam minha profundidade espiritual.
Sou espírito em constante elevação,
Pura, escolhendo caminhar em santidade e obediência a Deus.
Atraio homens íntegros e bem resolvidos,
De masculino forte e saudável,
Que honram a doçura das flores, respeitam sua beleza
E se devotam à energia sagrada do feminino.
Eu sou o amor que nutre, o cuidado que acolhe,
O afeto que cura, o ventre fértil em prosperidade, abundância e fartura.
Eu sou a Terra em ascensão,
Manifestando luz, vida e plenitude em cada passo do meu caminho.

Criado por: Jacilene Arruda

​O ECO DO VILAREJO
(​Fragmentos de um tempo de Outrora)

​E a flor se abriu em rosa ao longe, muito longe, ao som do realejo. Anjos do vento trouxeram-me os sonhos que deixei em tempos de outrora naquele vilarejo. Desperto e o que vejo, apenas o rastro do que foi, uma memória que flutua na fresta da janela: que são as pétalas encurvadas dançando com o vento.

​Lu Lena / 2026
​

⁠Tua beleza pura
E imperfeita como a Lua
É delicada como uma rosa
De ser tão formosa
Me traz um vazio
Um sentimento tão frio
Que não me incomoda
Mas me deixa a esperar
Pelo caos do amor

Rosa Rara
Rosa que a cada ano floresce em botão raro, rosado e delicado. Se o espinho é sua proteção, a pétala é sua sutil delicadeza. Memória viva de uma mulher linda e madura, de pele negra e cabelos longos, ondulados e grisalhos.
Mulher de força e determinação, que em seu tempo caminhava sempre à frente de seus próprios anseios. Viu a modernidade chegar em épocas de vestes elegantes e de cortejos sinceros, quando o lazer paulistano ainda navegava as águas do Rio Tietê.
Orgulhosa de sua cor, fez-se forte. Profissionalizou-se para que seus sonhos se concretizassem, ainda que a refeição fosse apenas pão, água ou sopa. Ergueu sua morada, tornando-a tão bela quanto planejou.
Mãos de fada para o artesanato, embora o dom doméstico não lhe fizesse falta — sua essência era outra. Viveu com plenitude até onde o corpo permitiu.
Vó Amélia, eu te amo.
Ass: Roseli Ribeiro

Minha flor,
Você é a rosa mais linda que Deus desenhou. Valeu tanto a pena esperar todo esse tempo pra encontrar você. Toda espera tem sua recompensa e você é a minha!


Te amo tá florzinha.

Aquela rosa que mora no meu quintal...

É como a flor que seguro enquanto vejo o vento passar pela minha mão...
É como a poesia que vejo em meus olhos enquanto enxergo o romantismo da situação...
É como a melodia que cresce em minha voz sem eu nem mesmo saber qual é a canção...

Ó rosa... Tu me faz tão feliz assim! Como consegues?

Riso de Rosa

Nasceu no galho, entre espinhos,
mas não guardou nenhuma dor —
pelo contrário: fez caminhos
para o perfume e para a cor.

É como um riso que não cansa,
um beijo dado ao vento sul;
toda a sua doce bonança
faz o dia ficar mais azul.

Se tocar com carinho,
ela retribui em calor:
a rosa é flor de caminho,
é flor de vida e de amor.

A Rosa e o Tempo

A rosa abre devagar,
como quem descobre um segredo:
suas pétalas são o luar
que ficou guardado no medo.

Vermelha, branca ou cor-de-rosa,
traz no centro um brilho leve;
não corre, não tem pressa,
faz o ar ficar mais doce e breve.

Quem a vê aprende a ver
que beleza é coisa quieta:
cresce, sorri, e faz viver
cada instante, cada meta.

Rosa de São Paulo

No jardim da cidade,
ela ergue a testa e brilha:
não perde a suavidade,
mesmo onde o vento assobia.

Perfuma a calçada inteira,
dá cor ao muro cinzento;
é alegria verdadeira
que chega com o momento.

Pétala por pétala,
desenha um mundo mais belo —
a rosa é flor que fala
sem precisar de apelo.

Uma xícara de café e folhas soltas ao vento;
Uma rosa, um chalé, outono e relento...
Dê sua mão: vamos buscar a paz que perdemos.

O evangelho não é Rosa ungida, nem Malhação de Judas, muito menos
Círio Pascal! O evangelho é mudança, transformação, luta contra o pecado e santidade

A Cruz de Gales une a prata com um sopro milenar da história, guardando sob um cristal rosa o abraço ecumênico entre dinastias terrenas e os fragmentos do Calvário.
Reno Fioraso

-Que diabos de poeta é você que não fala da beleza da rosa?
-Prefiro falar sobre como ela permanece de pé!