Poemas sobre racismo que despertam reflexões
Atualmente na humanidade existem dois degraus que precisam serem superados para proporcionar paz entre os diferentes povos.
O primeiro está na linguagem que será conquistado quando todos os povos tiverem uma segunda linguagem em comum.
O último degrau está no fim do racismo que ainda persiste estruturalmente em diferentes culturas.
O Brasil 'fingiu' ter libertado os pretos escravos, porem os aprisionou na miséria e na marginalização social.
O brasileiro é 100% de raça mista e mesmo assim há, não só os ditos 'brancos' como até mesmo alguns pretos, que ainda trás a consciência de que para os preto só cabe a escravidão!
Se o resignificar consciência e atitudes, tanto social e governamental, sempre haverá o racismo escravista de desigualdade sócio econômico cultural, principalmente aos de pele preta.
E se ainda há dúvidas sobre o tema, para e observa o meio em que habita, quantos pretos há ao teu redor e qual a posição que os mesmos ocupam. Qual o sentimento que verdadeiramente tem.
De origem jornalística
À Manuel Bandeira e seu
personagem “João Gostoso”.
Zé Negão, ajudante de pedreiro,
Andava na madrugada de sábado,
Na saída do baile pela polícia foi abordado,
Revistado
Interrogado
Surrado
Seu corpo foi encontrado
Pelas crianças
Que brincavam no terreno ao lado
Cheio de mato
Próximo à avenida do Estado,
num terreno abandonado.
𝘚𝘦 𝘰 𝘢𝘳 𝘯𝘢̃𝘰 𝘴𝘦 𝘮𝘰𝘷𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘢, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘮 𝘷𝘦𝘯𝘵𝘰; 𝘴𝘦 𝘢 𝘨𝘦𝘯𝘵𝘦 𝘯𝘢̃𝘰 𝘴𝘦 𝘮𝘰𝘷𝘪𝘮𝘦𝘯𝘵𝘢, 𝘯𝘢̃𝘰 𝘵𝘦𝘮 𝘷𝘪𝘥𝘢. Do livro Torto Arado
.
Do baiano Itamar Vieira
O livro Torto Arado
Faz um mergulho profundo
De um povo sofrido, 𝒎𝒂𝒓𝒄𝒂𝒅𝒐
Vítima da escravidão (1)
De terras pra plantar feijão,
`Eh, oh, oh, vida de 𝒈𝒂𝒅𝒐 ´
O romance também enfoca
O racismo da `caneta´ (2)
A negritude do campo
Lutando contra fome e seca!´
.
(1) Escravidão moderna
(2) Leis politiqueiras
Fragmento III – Quimérica desigualdade
Há certa semelhança entre a igualdade oferecida pela lei, a proposta pelo racismo e a que é esperada pela sociedade. Talvez a percepção oferecida pela lógica substantiva, da ética valorativa, não contemple o propósito da reciprocidade em uma relação social.
Assim, a desigualdade é mais um reflexo quimérico e sistemático, refletido por qualquer modelo de coletividade, gerando toda forma atrofiada de ética, moral civilizatória e percepção sensorial do mundo externo, destoante de qualquer equilíbrio.
Nella città III - A cor da carne
Há dores que nascem antes do grito.
Não do corpo, oráculo por vezes calado,
nem da alma, que cedo se curva ao pranto.
Mas da identidade, lançada à sombra, à face do repúdio,
antes mesmo de saber-se ser.
Nasce, então, a dor sem nome,
antes que a luz do mundo pudesse tocar a pele — nua.
É o peso de um tom que destoa,
aviltado pela violência do olhar.
A cor da carne, que não é da alma,
não é identidade,
mas adorno passageiro —
incompreendido por olhos de cárcere,
que desferem o açoite mudo da ignorância,
a face vertida.
Vê:
a cor sublinha o corpo,
e não pede perdão pelo que é.
Aqueles que esperam que a cor se renda
não entendem o enigma da pele — nua,
que nenhuma voz pode enunciar.
Carne rasgada
O povo brasileiro
Com fama de hospitaleiro,
guerreiro,
Não se importa com a morte de um negro
nascido e crescido
Na pátria amada brasil
Mas se importa com armamento
Acredita em fake news
Agride adversários
E acha que é lixo
Quem luta por igualdade
A carne rasgada e ferida,
atrocidade maldita,
Mostra racismo e violência
Na terra do deus acima de todos,
Desnudo de caridade e cheio de maldade
Na patria amada, sangrada
Onde a mentira e tirania
escancara o brasil
Que se desfaz para uns e previlegia os demais
Vestiram minha nudez,
Trilharam meu caminhar,
Limitam meu ser...
...e, resta apenas;
Fragmentos de um desejo.
(Nepom Ridna)
A escravidão continua aprisionando a TODOS.
Com algemas reais e outras ilusórias!
As que nos causam mais danos são as ilusórias.
(Nepom Ridna)
Para os preconceituosos...
Não é o cabelo, religião, opção sexual, raça ou cor que incomoda e sim,
a amargura existente neles mesmo.
Pobres infelizes, perturbados e doentes de espírito.
Que incapazes de viver a própria vida,
preferem tentar denegrir, diminuir, atacar, ofender e desmerecer a alheia.
Não se relacionem nem apoiem aqueles que querem o seu mal. Ideias racistas, xenofóbicas e misóginas não são apenas opiniões divergentes — são promessas à espera de oportunidade.
Como pode um nordestino apoiar alguém que o despreza abertamente? Como pode uma pessoa LGBTQIAPN+ dar voz a quem nega sua existência? Como pode uma mulher defender quem insiste em reduzi-la à inferioridade?
A adesão a discursos que negam a dignidade de um grupo pode vir da desinformação, da manipulação emocional, de promessas individuais ou da ilusão de que "não é bem assim". Mas é exatamente assim. Palavras constroem narrativas, narrativas moldam políticas, e políticas definem vidas.
Não se enganem: o ódio normalizado hoje se torna a violência legitimada amanhã. Nenhuma promessa econômica justifica a negação de direitos fundamentais. Nenhuma tradição pode servir de desculpa para a opressão. O caminho para a barbárie começa com a aceitação da intolerância como mera opinião. E, contra isso, não há espaço para neutralidade.
Mais um preconceito: capacitismo.
Depois que inventaram o preconceito, tão preconceituando tudo, é um preconceito atrás do outro. Tá tudo preconceituado.
Parece que hoje o mundo gira em torno do preconceito. Preconceituaram tudo.
Eu preconceituei, você preconceituou, eles preconceituarão...
Não fazia a mínima ideia de que fóssemos assim, tão preconceituosos.
Na minha infância e adolescência, nas décadas de 70 e 80, "não existia" preconceito, pelo menos onde eu vivia "não existia", lá ninguém falava em preconceito, parecia tudo "normal"...
Eu não sei por quê, mas preconceito me lembra prego. Eu tenho um prego cravado na alma. A minha alma já foi toda furada com pregos.
Onde encontro o meu mundo?
A escravidão foi um sistema cruel que visava explorar e tirar proveito dos africanos.
A cor da pele não determina a bondade ou maldade de uma pessoa.
Todos os seres humanos, independentemente da sua cor de pele, têm igual valor e merecem respeito.
O racismo é um problema grave que se baseia em conceitos falsos de superioridade e inferioridade baseados na cor da pele.
É essencial desafiar e combater o racismo e promover a igualdade e a inclusão de todas as raças.
As pessoas devem ser valorizadas pelo seu caráter, talento e contribuições para a sociedade, não pela sua cor de pele.
Deus não faz acepção de pessoas com base na cor da pele e todos foram criados à Sua imagem.
Cada indivíduo, independente da sua origem étnica, tem talentos e dons únicos que podem enriquecer o mundo.
É fundamental trabalhar juntos para construir um mundo mais justo, igualitário e inclusivo, onde a diversidade seja valorizada.
As Cotas raciais são não-inclusivas, no instante que não respeita a parcela da sociedade que, não sendo negra, mas possuindo condições degradantes que, em todas as nuances da vida, não lhes permitem a dita inclusão social...
Ser negro hoje é orgulho para quem respeita a história de superação, e vergonha para quem usa o passado como muletas para viver às sombras daqueles que de fato construíram a estrada tanto para os negros como para as demais raças.
O Respeito devido não está na vitimização do negro moderno, mas, em acabar com as CASTAS SOCIAIS, que não escolhe raça, apenas se perpétua no orgulho e demagogia de membros desta sociedade como você!
Baixe o chicote erguido em forma de regras, dizendo como, com quem e o que o preto deve ou não deve ser, estar ou fazer, se vestir ou o que ouvir, sempre em conformidade com a interpretação do não negro sobre a atual realidade vivida pelos descendentes das senzalas.
A pessoa preconceituosa causa intenso mal à pessoa que discrimina. A dor do preconceito é a pior dor que uma pessoa pode sofrer.
Diga não ao racismo ou a qualquer espécie de preconceito.
A Guerra
A guerra é contra a humanidade
A maior insanidade
Destruição da raça humana
Independentemente de cor
Ameaça todo tipo de vida
Causando imensa dor
Roubando a inocência das crianças
Abalando as mulheres, os idosos
Nossos pais e mães.
Mas até então nada se dizia,
Somália, Iêmen, Síria...
Ninguém liga,
Pois aí a guerra sempre existia,
Tio San, já domina,
São mestiços e pobres que ali coexistiam
Mas agora todos “Putins” da vida!
Bombardearam a região Europeia
Machucaram a elite,
Não as pessoas “feias”
O sangue azul
A pele branca
Os olhos claros
Choram ...
Só existem dois medos: O que te paralisa e o que te faz avançar ,a escolha é sua, tai ai na sua mente!
A hora é agora, vai que a coragem vem!
Quantas crianças mais precisarão morrer? Quantos negros, brancos, jovens ou idosos ainda terão suas vidas arrancadas brutalmente?
Nada trará de volta quem foi levado pela violência alimentada pelo desamor, negligência, racismo e ódio.
A desigualdade social, enraizada no racismo estrutural, faz novas vítimas todos os dias. Enquanto isso, culpados pagam fiança, respondem em liberdade e continuam impunes.
Você ainda não vê? O racismo está matando adultos, jovens, crianças. A morte não escolhe cor, profissão ou classe social: ela leva policial, bombeiro, morador de rua, rico ou pobre, a dor é a mesma.
Fechar os olhos para essa realidade é condenar a própria alma. Todos os dias, histórias são interrompidas; vidas são silenciadas.
A vocês, governantes, magistrados, autoridades: vocês têm o poder de mudar esse destino. Façam justiça, façam a lei ser cumprida, façam a Constituição prevalecer.
Não deixem que mais inocentes paguem com a vida pela omissão de quem deveria protegê-los.
Não estamos sozinhos,
Temos a liberdade,
Guardada no coração,
Dentro da mente,
Revoando nas ideias,
Formando caleidoscópios,
Com tantos nomes,
Belas etnias,
Todas as crenças,
Com fé na vida,
Construindo caminhos,
Estrelas na orbe.
Todas brilhantes,
Comoventes,
Tão espetaculares,
Exatamente iguais,
Perfeitas para que nos ama,
Imperfeitas para quem não nos conhece.
Não somos solitários,
Temos a igualdade,
Estampada no sorriso,
Na gentileza,
Segura nos afetos,
Gentis e concretos,
Existimos,
Não desistimos,
Persistimos,
Insistimos,
Porque temos a arte,
De fazer,
De crer,
De amar,
Para que tudo possa,
E que um dia aconteça,
O nosso Sol aqueça esse planeta.
Racismo?
Desigualdade!
Racismo contra a própria raça,
Mal da Humanidade,
Que atenta contra si mesma,
Que se destrói,
Que se perde,
Que se desencanta,
Que se renega,
Que se exila,
Que se diferencia,
Que se aliena,
- Atentando
Contra a própria identidade,
Espezinhando a liberdade,
Se dissociando,
Matando,
Morrendo todos os dias,
- em quantidade e qualidade
Do que se vive, e como se vive,
Aprendi a resistir,
Com Martin Luther King.
As cores que completam a obra de arte da vida são apenas a mágica que compõe a forma, transmite sensação e exala beleza ao reflexo incrível e único da inspiração do seu grande artista.
- Relacionados
- Poemas sobre crítica social (a poesia como espelho da sociedade)
- Poemas sobre desigualdade social para inspirar mudanças
- Frases contra o racismo para inspirar mudanças
- Rimas sobre racismo
- Frases sobre racismo para desconstruir estereótipos
- Frases de Martin Luther King sobre Racismo
- Racismo
