Poesia sobre Flores
Meus versos
Meus versos, tão meus...
São vento, são flores entre mil perfumes
que espargem junto ao canto dos passarinhos,
são simples, tem leveza e descansam de algum queixume,
passando apenas uma porção de carinhos
Meus versos, tão meus...
são teus, não enxergas neles os laços
onde cada letra que surge é simplemente
um doce abraço ?
Que tal a primavera das montanhas,
flores silvestres beirando as escarpas
orvalhadas pela noite que foi fria?
Que tal um sonolento oceano
em navegam sonhos e maresia,
onde se completam sentimentos
com os quais a alma extasia ?
Que tal um abraço e um beijo
desses com calor de verão,
arrefecendo a tempestade
formada no coração ?
Quero esse dia em boas vibrações,
flores, perfumes dabrisa que extasia
levando a todos os corações
um pouco de esperança e alegria
A vida oferta flores,
estas, os perfumes,
corações ofertam amores
e os ventos soam queixumes
No dia a dia,
a vida é assim,
tem rotina
em realidade e quimera,
cada raio de sol
ou estrela,
trazem em si a beleza
e a esperança
que no coração impera
Quando envolvida em tédio,
segue a noite no estio,
e sobre as flores adormecidas
não há gotas de orvalho
em carícias,
apenas horas mortas
sufocadas pelo calor,
mas a canção da vida nunca para
e nem poderia pausar,
quando o que se vai no coração
é amor,
é doce sonho,
é um não querer
acordar
Neusa Marilda
Não deixe
as flores murcharem em ramalhetes
que carrego para te perfumar,
nem que se cale o canto do pássaro
que em sinfonia quer nos brindar,
nem deixe que a lua se apague
escorregando pelas sombras do jardim,
não tarde amor, apresse teus passos,
caminhe firme,
em direção a mim
As borboletinhas
devem ser
flores com asas,
enfeitando o jardim
e o meu viver
Cada uma que esvoaça,
chega de mansinho
toca de leve o coração,
em puro carinho e
me faz sorrir,
lembrando você...
Escrevo-lhe,
sombras, símbolos e insígnia
vem dos olhos
a imagem das flores,
e dos amores, as letras a vida.
Ao fim da tarde,a árvore,
meditava e conversava
com o céu
o céu interpretava
suas flores e linguagens,
enquanto a árvore,
se via na eternidade
entre nuvens e papel
§
POESIA
Feche os olhos, desenha-se, um papel
ao olhar-me, flores de manhãs,
verde súbito entre cores azuladas,
breve pensamento matinal,
siga-me,
§
A FAZENDA DO LAGO
-
Imagem do passado
Calmaria em memória de flores
Do passo, ao contubérnio.
da paz ao esquecimento
§
Diante desse quintal
Existem páginas enroladas
e algumas árvores
cheia de frutos caídos
§
Em poucas palavras
um céu tocado por cores
em ventos simples
Eis a imagem da fazendo do lago
Uma criança me perguntou:
— Moço, o que é a chuva?
como é o rosto da lua?
& quantas flores cabem em um jardim?
-
Meu filho, a ternura dos pássaros está em saber esperar.
Ele trouxe luz,
à fundação das palavras
uma vocação à experiência
na plenitude das flores
um triunfo poético
um amor pela vida.
§
§
No caminho
havia a dança das flores
o silêncio das pedras
e a elegância da rosa
vestidos simples
feitos de joias
longos e largos
como um perfume
Em vozes baixas
cantando distante.
Circumspectus
§
Havia um escritor.
Circunspecto de alma
Manhãs, chuvas e flores
O segredo de Jesus
É para os pequenos.
O silêncio para mim é um milagre
As pausas,
As pedras e as flores
Os amores e imagens
são páginas de um livro
de cotidiano.
Quando olho a mesma alma
Parecendo crescer
Está pronta a evoluir
Como o brilho das flores
E pergunto se podes olhar para mim
E me emprestar um pouco
Desse teu brilho!
Teu sorriso!
Dessa sensação de pura vida!
Que ostenta em cada gesto que faz. [...]
Se o nosso coração está em shalom
a casa da nossa alma está em paz,
frutos e belas flores surgirão,
descanso, repouso, abrigo.
O VENDEDOR DE FLORES:
O florista da rua de minha aurora
...Toda aurora
Coloria em flores as cores dos que jazia.
Não havia odores às dores aos que sofria
E o florista da rua de minha aurora,
... Noutra aurora
Não percebia aroma, não havia cores
Às flores que lhe vestia...
RÓSEO DE HIROSHIMA
Eles não vencem as rosas.
Que vivem róseo.
Verbalizem as flores!
Não murchem, orvalhem!
Pois nem tudo está perdido.
Sobrevive o meu sonho libertário
Do carmim da rosa que mancharam.
O que me importa é não está vencido.
Por mim,
Não por eles...
Não que eu não possa vencer
Às vezes, não é bastante o vencer
Não ser vencido basta.
Ceifam rosa, margarida, jacinto ou Antero.
Por seus carmins libertários
Que verberam o rei secundário
E seu confuso “liberal” ideário.
