Poesia sobre Arte
Se eu fosse um poeta, teria aprendido estar sempre, em solta liberdade, a navegar entre as nuvens, a sonhar, a amar e a voar.
Muitos bons artistas brasileiros, não tem o devido reconhecimento que merecem, sobretudo os pré modernistas dos séculos XVIII, XIX e inicio do XX. Vários freqüentaram grandes escolas européias e grupos, e se tivessem ficado por lá, hoje com suas pinturas estariam nos mercados internacionais e valeriam milhares de euros.
A colonização da América Latina se deu de forma incomparável entre portugueses e espanhóis. Do lado espanhol a catequese de forma leve gradativamente se mesclou a iconologia das culturas originais pelas artes enquanto do lado português a catequese foi imposta aos selvagens sem alma, aniquilando por completo as primitivas e hereges culturas originais.
A antropofagia e o canibalismo devem ser constantes, nas artes e na cultura nacional brasileira. Importante acharmos nosso verdadeiro hemisfério, atmosfera e nosso meio para que algum dia, um pouco mais a frente, sejamos inteiro.
A soberania cultural brasileira depende exclusivamente de plataformas, cartilhas e acompanhamentos dos Ministérios da Cultura e da Justiça, para orientar e salvaguardar os direitos autorais dos artistas vivos e dos herdeiros legais, na forma da Lei de Direito Autoral em vigor.
Só o espirito consegue navegar no sentido contrario do rio, terra originaria dos ancestrais. Todo ser vivo segue cautelosamente a favor da correnteza, sem saber o que tem na próxima curva.
Depois de tantos anos invisíveis e servindo apenas para mão de obra barata da maioria dos enredos esbranquiçados, para toda indústria da festa carioca, as agremiações e carnavalescos mais tradicionais do samba, redescobrem os ícones artísticos e culturais da tão esquecida cultura negra brasileira. O carnaval e o samba, encontram hoje em 2025, uma cultura que já existe desde o inicio desta cultura criativa milionária originário das favelas e periferias. Enfim, antes tarde do que nunca, isto é o Brasil, inovando com o que sempre existiu.
Mesmo afirmando que meu saudoso grande amigo e professor amazonense Manoel Santiago, Manoel Colafante Caledônio de Assumpção Santiago 1897 - 1987, tenha executado um grande numero de obras originais, desde a década de 1960, começaram a aparecer no mercado de arte nacional brasileiro, um grande numero de falsificações grosseiras e chapadas, com excesso de cores, bem diferentes de suas obras originais. A grande maioria aparecem em leiloes organizados por comerciantes aventureiros, que não possuem qualquer tipo de assessoria especializada e o pior a preços e valores irrisórios. Logo antes de adquirir qualquer obra de arte deste artista, certifique com quem sabe, se não está sendo ludibriado e comprando gato por lebre,
A natureza e a joalheria se completam entre o belo efêmero e a perpetuação harmônica do belo para eternidade.
Da frase: "Eu não toco por dinheiro". Só posso dar um parecer: "Porque és um amador". simples assim.
Não é de minhas mãos que vem as artes que emanam de minhas mãos, mas sem elas não demonstraria da mesma forma as formas da minha arte.
Pegando ônibus você utiliza geografia; lavando roupas, química; indo a um museu ou passeando, história; assistindo um filme ou teatro, arte; indo ao mercado, matemática; lendo um livro ou escrevendo um texto, línguas, leitura ou português; caminhando e cuidando da saúde, física corporal; fazendo um café, ciência; utilizando um celular, informática. A escola comum não te torna especialista em nada, mas encaminha e instrui para o dia a dia comum. Ninguém vira avançado sem antes ser comum.
Contemplemos a beleza, em silêncio. Deixemo-la agir em nossas vidas, tocar nossos corações e inundar nossas almas!
Deus é ilusionista. Ao menos, acho que é. O céu parece azul, mas não é. As estrelas parecem pequenas, mas são bolas de fogo maiores do que a lua. A lua brilha, mas é uma bola de rocha sem luz própria. A Terra gira sem parar, mas não sentimos ela girar. O Universo é barulhento, mas ninguém o ouve. Nada é o que parece ser. Tudo é arte. E a beleza é a finalidade da arte. E se a vida ainda parece bela, é porque Deus continua encantando os nossos olhos.
Na minha infância teve circo de lona e palhaços, eu simplesmente amava os palhaços. Mas o palhaço que eu não me esqueço se chamava Pirola, acho que todos eles se chamavam "Pirola".
Tiro os óculos e fica tudo meio embaçado, mas a alma continua distinguindo os detalhes, mesmo no erro da máquina. Arte é política, arte é procurar novas descobertas e sensações nos erros ou no caos. Arte salva.
Tocar bateria é escrever História com tambores... Talvez seja a hora de criar a sua... Aprenda Bateria, Aprenda a Fazer História.
Quando uma pintura ultrapassa a matéria da tinta, ela deixa de ser apenas imagem e se torna poesia que pulsa, uma crônica que narra silêncios, um manifesto político que inquieta, um grito que atravessa o tempo e uma denúncia que insiste em não calar. Ela não está no quadro, mas nos olhos de quem a sente, nos mundos que transforma e nas feridas que expõe para que jamais sejam esquecidas.
Minha boca é livre. Não se pinta por vaidade, mas por escolha. O batom não me adorna, me arma. Uso quando o desejo é meu, quando a festa exige cor ou quando a arte pede impacto. Minha boca não deve nada ao espelho, mas deve tudo à palavra.
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