Poesia Morena Flor de Morais

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Seja simples como a chuva.
Dance com a emoção,
Faça teu corpo expressar.
Ame á toda maneira,
Regue sua sensibilidade.
Deleite em serenidade.
Não remoa feridas,
Nem viva a reprisar.
Veja em cada erro, novas chances.
Para um acerto tentativas.
Seja brisa calma, pessoa solar.
Tudo o que é simples, tende á sofisticar.

Amazônia

As aves não mais voam
Os peixes não mais nadam
Os pássaros não mais cantam
As pessoas não mais se amam.

Tudo isso por culpa do homem e a sua maldade
Tudo por culpa do homem e a sua falta de caridade.

As nossas matas desmatadas
As nossas florestas devastadas
Nossos animais em extinção
Nosso medo da poluição.

A Amazônia é nossa devemos protegê-la
A Amazônia é nossa devemos amá-la.
Viva o verde, viva a Amazônia,
Viva os índios, viva a alegria.

não lute contra as reações do seu
corpo após alguma situação difícil

é natural se sentir desamparado
vazio, com medo e até mesmo
com uma imensa vontade de desistir

mas não lute contra isso
é um processo natural do teu corpo
é necessário aceitar para se curar

⁠Você apoiada na janela era quase um quadro.
Seu cabelo cacheado armado,
assim como o seu sorriso.
Fazendo meu coração acelerar querendo se entregar.

Você me tem nas mãos
E talvez nem desconfie,
Estou te entregando meu coração,
Por favor, o priorize.

Beleza rara

A sua beleza é rara,
única e exclusiva.
A sua formosura
está nos seus olhos,
na sua face
e até no seu corpo,
mas também na sua voz,
no teu coração
e na tua alma.

A sua perfeição
está em não precisar
se parecer com ninguém,
nem em seguir
qualquer padrão.

Você é exclusiva
e possui características
que a tornam
incomparável.

Você é a mais especial,
e será sempre reconhecida
pelo seu nome
e seu modo de agir,
e não pelas suas roupas
ou cor dos cabelos.

O Quanto Eu Amo Você
.
⁠Amo-te no silêncio da noite e no barulho do dia.
Amo-te no calor do sol e no encanto da lua.
Amo-te no sorriso da chegada e na saudade da partida.
Amo-te nas letras da poesia e no som da melodia.

Amo-te no chão árido da terra e na beleza dos jardins.
Amo-te na firmeza da raiz e na delicadeza da flor.
Amo-te na dor da ausência e na alegria da presença.
Amo-te na paz dos amantes e na paixão que agita.
Amo-te na busca do querer e no encontro do ter.
Amo-te como uma oração e no prazer do sentir.
Amo-te no medo que sufoca e na coragem guardada.
Amo-te na ousadia de nada dizer e, ainda assim,
Poder revelar o quanto eu amo você.

⁠Você tem me descrito em poemas
Me transformado em metáfora
Pra que eu seja mas sutil aos teus ouvidos
Mas você precisa se libertar
Da ideia de que pode me ter em poema
Eu sou o livro de 600 páginas que você nunca conseguiu ler
Por preguiça ou falta de concentração
eu sou mais que 8 versos, do que você costuma escrever
Eu sou um livro com literatura complexa
Sou uma saga
E não me resumo á metáforasi

Lá vinha ela!
Vindo sempre,
seduzindo.

Vestido vermelho,
de um tom
meio tinto...

Decote forte,
mas nela,
distinto.

Em suas mãos,
duas taças
e um tinto.

Escrevo diante da janela aberta.
Minha caneta é cor das venezianas:
Verde!... E que leves, lindas filigranas
Desenha o sol na página deserta!

Não sei que paisagista doidivanas
Mistura os tons... acerta... desacerta...
Sempre em busca de nova descoberta,
Vai colorindo as horas quotidianas...

Jogos da luz dançando na folhagem!
Do que eu ia escrever até me esqueço...
Para quê pensar? Também sou da paisagem...

Vago, solúvel no ar, fico sonhando...
E me transmuto... iriso-me... estremeço...
Nos leves dedos que me vão pintando!

Mario Quintana
Quintana de Bolso. Porto Alegre: L&PM Editores, 1997.

Hesitei horas
antes de matar o bicho.
Afinal, era um bicho como eu,
Com direitos, com deveres
E, sobretudo,
incapaz de matar um bicho,
como eu.

Em toda a revolta do homem que chora,
na criança que grita o pavor que sente,
em todas as vozes na proibição da hora,
escuto o som das algemas da mente.

Não é que eu seja sádico
Não é que ela seja submissa...
Ela se fez minha pela força do amor
e eu exerci sobre ela o poder
de querê-la minha menina
pela eternidade.
E creio que a eternidade é muito breve
para embalar a paixão que nos invade.
É simples cumplicidade.
É simples assim.
É amor.

DOCE SUBMISSÃO

Quando o coração grita
Todo o resto se cala
em submissão.
Quando o corpo exige
o desejo quase agride
sufocado de paixão...
Te quero meu senhor
submissa aos teus afetos
Não nego
Cedo
Concedo
Ofereço-te minh'alma alma
e meu corpo,
e sem ambivalências
Me entrego...
Te quero sim, meu doce senhor
Bonito e sóbrio
Arfante e pulsante
Me beijando a nuca
Me calando a boca
Me deixando louca
Amando-te com toda a submissão
neste delicioso e quase angustiante amor lúcido
e ao mesmo tempo
isento de qualquer razão!

⁠não fuja
de emoções pesadas
honre a raiva;
dê espaço para a dor
ela precisa respirar
é assim que nos libertamos

Memória da Casa (Fernando de Oliveira e Walmir Palma)

Não está no portão
a memória da casa,
nem está no porão,
onde tudo se guarda.

Se talvez no jardim
mora alguma lembrança,
erram doces ausências:
borboletas, crianças.

A memória da casa
jaz além da estrutura,
das paredes caiadas,
assoalho, nervuras.

Vejo outrora na alcova
afogada em cortinas
o rubor de uma rosa
e uma linda menina.

Onde foi essa alcova,
em que tempo se deu,
como entrou nessa história,
em que vão se perdeu?

Essa casa são muitas,
uma só todas elas;
o morar é a casa
com varandas, janelas.

As memórias são tantas,
tantos são os lugares
onde pousam lembranças
nesse lar, nesses lares...

Política encardida.
O mau político não vê pessoas e suas necessidades.
O mau político enxerga eleitores e seus votos.

O amor é brega

viola uivando pra lua
vela pro santo
nome na macumba

beijo doce
de moça de quermesse
andar de cio
brincando um flerte

beliscão safado
no trem lotado
desejo invadindo
a próxima estação

rima pobre rica de malícia
verso infiltrado na lição

o amor é isso

uma canção do Roberto
um soneto do Vinícius

TBT

⁠Dizem que na quinta-feira
é dia de TBT:
hora de lembrança ter,
saudade pra ser certeira!
Mas eu acho isso besteira,
sempre penso no passado,
um lugar já visitado,
um alguém além do tempo,
um dia, um bom momento
no meu peito registrado.

Eu não faço rap a toa,
porque tento aprender na boa.
nem que tenha que ir a pé do Porto a Lisboa.

da importância de encarar a si mesma

escolha seus melhores discos
e tire suas melhores dores
pra dançar