Poesia Morena Flor de Morais
Na lentura que serenou o orvalho,
Nasce a flor de gredelém,
serenando de prata, Belém,
vivificando a nascente do Arrojado.
Do luzeiro, a invitação da sabedoria,
À juventude e suas singelezas,
De Uiraúna a sacerdotal poesia,
De ser encoberta por um denso véu de estrelas.
A Ordem DeMolay bordou,
Em cada canto um sentido de viver,
De Molay Uiraúna herdou,
A lealdade e a ousadia de ser.
Uma história de glória se escreveu,
Da Catedral, louvam o capítulo amado,
E dos sertões és o prodígio que nasceu,
O Capítulo Belém do Arrojado.
E na contagem da altivez,
o número é sete, meia, três.
Há uma flor no horizonte -
despetalando-se - para adornar a terra vazia,
exalando o odor dos ventos a perfumar o universo,
sombreando os caminhos do sol escaldante,
A flor das ventanias, a flor dos amantes.
Flor do céu,
todas as abelhas do mundo
não têm teu mel.
Todas as flores do campo
no teu coração floresceu.
Flor de Cacau
dos ramos mais antigos
a floricultura surgente
a poderosa mistura
que embriaga
a espiga da flor do cacau
mel e fava de baunilha
aroma de sedução
uma ilha de perdição
só pra contrariar
Acorda...
Se extrai o licor
lambisca pelas bordas
Ah!...Chocolate é tão bom,
que engorda...
No Canto q’Flor
Quero-te sempre bem amor
Seja lá no canto que for
Clássico, lírico ou rock and roll
Meu coração é instrumento rico
Toca igual pistão pelo vento miragem
Meu espírito é fogo é corisco
Ah, é amigo mais selvagem
Meu sentir é eclético
E meu coração motim
100% à favor de mim
Cá fé poético sem fim..
Minha vida sem minha flor é como uma vida sem aroma.
O que seria do gosto do alimento mais saboroso sem seu cheiro que aumenta as expectativas do paladar e da fome?
Você me envolve em arrepios com sua sedução natural que encontra no universo da minha íris a constelação da sua.
É lindo observar você existir.
Beleza, sensibilidade e genialidade... Tudo em uma única mulher.
Gratidão me encontro sentindo a batida do teu coração, que palpita mais forte e fora do peito, quando te lembras ou sentes o meu..
Declaração
Minha vida é bendita,
Como a beleza da flor,
Junto as virtudes desse amor
Sem a dor das noites frias!
Quando a dor me corroía
Na soledade sem magia
De um intenso desamor!
Com você não sinto as velhas feridas,
Pois o seu alento de vida
Simplesmente me completou!
A flor do poeta
O néctar, a sua alma mais profunda
O pólen que germina em palavras
inspiradas nas tenras folhas esvoaçantes
os mistérios, dos perfumes das pétalas
As cores, o amálgama da beleza,
solidão misturada em fantasias
O caule que a brisa dobra
são sentidos que a poesia abriga
No outono, a flor do poeta
canta folhas secas, nostalgia
A sedução não é mérito da primavera
é o ocluso na bela flor da poesia.
Eu vivo à flor da pele
os sentidos da alma
em profunda incisão
toda a imensidão
que a caneta
entre os meus dedos
jamais poderá viver.
Eu vibro intensamente
nas veias do pulsar
da minha inspiração
e sou vulcão
eructando letras
sem nem mesmo
saber escrevê las.
TRILOS
Você me causa espanto
Olhar encantador
É por você eu planto
No Jardim uma flor
Sou louco e na minha loucura
Você é minha cura
no trilho da vida
Tu es minha querida
Trilhei meu destino
Sou bom menino
Homem pra você
Nos trilhos seguindo
Sigo sorrindo
Eu dou e recebo prazer
Poeta Antonio Luis
12:33 PM 18 de março de 2015
Sou aversão e inversão,
Te decepciono, te desprezo,
Interdito teus caminhos
Interferindo no florescer.
Dá-me uma flor
-Dá-me uma flor!
Pode ser uma rosa
em verso ou em prosa
com rubor de alegria
mesmo sem poesia
mas, dá-me uma flor
Colhe-a no jardim da verdade
no campo ou na cidade
mas que seja só para mim...
Quero-a banhada de orvalho
sem máculas nem feridas
assim como as almas perdidas
num mar de cor onde o perfume é o amor
Não me dês mais nada
mas, dá-me uma flor!
☆Haredita Angel
O que por ventura perpetua a cor da flor do deserto
aquela que nasce na sombra das rochas
e encanta o peregrino
aquela que pelo vento leva o perfume
e forma os oásis da vida
a que subjuga a força
e refaz no bailado, a beleza de tudo
que atrevida, insiste sob qualquer condição
ama e chama sem dizer um só palavra
acredito que ela, adormece bendizendo
a vida, pelo presente de viver
o amor, pelo poder de amar
e a dor, pelo aprendizado
por fim agradece
obrigado Deus pelos livramentos...
Ela é força, com um olhar que revela personalidade. É mistério, como uma flor de lótus. Tem um jeito de menina, mas a firmeza de uma mulher decidida. E é bela, em sua essência.
Beleza que vem de dentro para fora. Conquista com um olhar; mesmo com seu mistério, carrega consigo verdade, sua verdade. Nos prende com seu magnetismo, uma força sutil que nos atrai. Sua presença traz equilíbrio entre suavidade e poder, uma combinação rara que encanta e desafia.
Ela tem uma essência pura que nos intriga, nos levando a querer decifrá-la. A cada dia, desejamos conhecê-la mais, mas nunca conseguimos defini-la por completo. Com seu olhar e seu mistério, ela é... pura poesia.
Sou a frondosa flor
Descoberta por você,
Com encantos esbanjados
Sonhadora e habilidosa
Escrita por você.
Com poemas ensinados,
Lascivos e desejosos,
Enamorados por você.
Eis a presa obediente
Encontrada por você,
Com doçuras entregues,
Carinhosas e cultivadas
Inteiras por você,
Destas doidas ânsias,
- impronunciáveis
Fazem desta imagem a tua
Desenhada ao teu gosto,
É meu o teu corpo
Sou o sagrado e o profano
Mito de sexo e de amor
Todos por ti incansáveis.
Guardada por um bravo
Vestido de armadura
Rosada e branca
Tingido de esperança,
Gentil sentinela
Que observa visitas tuas
Lá do alto da torre
Guarda a flor e o paraíso,
Preserva o quê é bonito
Segredo que te encanta,
E te faz perder o 'juízo'.
Dos resquícios de amor
Em nós permaneceram
Os deliciosos indícios,
Das loucuras em flor
Em nós fixaram
Os previstos inícios,
Dos maliciosos beijos
Em nós sempre [pairam...,
As memórias sem medos.
Do teu abraçar em festa,
Eu me aproveitei,
Do teu aroma de terra,
Eu jamais [desistirei.
Dos desejos represados
Não podemos nos negar,
Das carícias recolhidas
Nós podemos recapitular,
Dos tempos tímidos
Não quero nem lembrar,
Os versos indeclamáveis
Em nós ficaram reunidos,
Não quero ainda [revelar..,
De tudo o quê não vou negar.
Do teu olhar em festa,
A tua roupa eu arranquei,
Da tua ternura em pele,
Eu senti e me [arrepiei.
Das intensidades impublicáveis,
Os teus beijos bem guardados,
Eu já te revelei, e me entreguei!
Das verdades incontáveis,
Os teus cortejos eu registrei;
Dessa cor de amor que tens,
Os meus suaves desejos
Desabrocharam em mil [amores...,
Só para ver se um dia tu vens.
Das amenidades apaixonadas,
Os teus enleios fascinantes,
Eu hei de vê-los em noites estreladas!
Dos aromas orientais,
Os meus poemas são ofertórios,
Ao delicado colibri amado
Que tanta falta sempre me [faz].
Você previu a minha solidão,
Sou flor solar perdida na duna,
Em busca do teu lindo coração.
Não te acho porque livre não estás,
Estás confinado numa prisão,
Decepcionado com a minha decisão.
Você previu a minha infelicidade,
Pela minha falta de coragem,
De não ter mergulhado de cabeça
Nos braços do amor, nossa eternidade.
Você no fundo me conhecia
Melhor do que eu mesma;
Que na verdade, sempre fui poesia.
Não te encontro, porque me perdi,
Estou confinada nas letras,
E aprisionada na minha ideologia
- demagogia -
Eu deveria ter feito tantas coisas,
Mas não fiz, descumpri e me prendi.
Eu sou o caso mais complicado,
Que vi nesta vida,
Sou a 'tal mosca na sopa',
O 'dedo na ferida',
Sou ferida que não sara,
Dor que não para,
Ferida que não cicatriza,
Poesia que anarquiza,
Chave que liberta,
Loucura sem cura,
Amor que não passa,
Fera que reage mesmo ferida,
Um dia farei-me libertada,
Para de vez libertá-lo;
E resguardados do mundo,
Recuperarmos o nosso projeto
De viver de amor a cada segundo.
Maviosa flor do meu amor,
Cintila em tom purpúreo,
Maravilhoso é o teu amor,
Refugiados do mundo,
Juntos escrevendo o verso
No universo íntimo, protegido.
Carinhosa trova sabor de beijo,
Passa, não passa e repassa
Pelo melhor que a língua tem:
- a tua suave e discreta boca
Que por ela morro, permaneço
Entrego-me em poesia quase louca.
Amorosa amante não desfaço,
Da minha posição extrovertida;
Pegue cada poema, toque a lira,
Determinada pelo destino, criativa,
A matar-te de amor no bom sentido
Não deixando-te nenhum pouquinho
Satisfeito sob o meu corpo feminino.
Sou um ramo em flor
- sobre a pastagem -
Sobejamente tu me pegas
E coloca-me em destaque
Levando-me sob as tuas regras
É desse jeito que tu me carregas.
Dou um não ao que me afasta
- fujo da tempestade -
Serenamente tu me recebes
E sacia-me como a chuva
Mansa ao teu apelo,
É desse jeito que te recebo.
Vou ao teu encontro
Como a flor desabrochada,
Sedenta e paciente
Para que a chuva caia,
Alimentando a possibilidade
Da semente do amor ser fecundada.
Modesta flor em tuas mãos,
Não menos delicada,
Não menos flor,
- maravilhada
De tanto amor,
Desabrochando em esplendor.
Eflorescida do teu sorriso,
Preciso do teu colo,
Do teu gozo,
Do teu mimo,
Do teu carinho,
É do teu amor que eu preciso.
Eu apenas escrevo,
O poeta é você,
Que sente e me cativa,
E sobretudo sente,
Não existe coisa melhor
Na vida de toda a gente.
Deslumbrante afeto púrpura,
Que esbanja ternura,
Doação de doçura,
Canto, sossego e riso,
És o meu paraíso,
Guardião do nosso templo,
Berço de nosso sentimento,
- indivisível -
Dádiva celeste e incrível.
