Poesia eu sou Asim sim Serei
Questiono, faço a minha realidade.
Desculpas não vencem.
Eu aprendi que a vida não muda por acaso: muda quando eu encaro minhas próprias verdades.
Questiono.
Questiono meus limites, minhas crenças, meus medos e tudo aquilo que tentaram impor como destino.
Porque quem não questiona, aceita.
E quem aceita tudo, vive pouco.
Faço a minha realidade.
Realidade não é algo que encontro — é algo que construo com disciplina, visão e coragem.
Cada passo, cada escolha, cada renúncia molda o mundo que eu decido viver.
A diferença entre quem vence e quem reclama está na capacidade de assumir o próprio poder.
Desculpas aliviam por um dia.
A atitude transforma por uma vida inteira.
Por isso, não espero.
Eu ajo.
Eu crio.
Eu me movo.
E sigo escrevendo a história que eu escolhi viver.
Última linha
Hoje, olho pro passado, e vejo que tem coisas que o tempo não cura. Eu sempre achei que um dia eu fosse simplesmente te esquecer, afinal, nunca fomos nada além de amigos, que trocaram beijos vez ou outra. Eu realmente achei, que um dia eu fosse parar de sentir ciúmes quando ouvisse você falar de outro cara, mas não. Eu sempre senti uma conexão incrível com você, e isso, é o que mais me dói, se fosse só um beijo bom, e um rostinho bonito que eu tivesse achado em você, acredito que seria mais fácil superar, mas na verdade, achei uma mulher incrível, alguém por quem realmente valia a pena lutar, mas a incógnita em saber se isso tudo era recíproco, matou minha coragem em tomar uma atitude. Eu poderia ter falado isso tudo olhando nesses seus lindos olhos, mas não, fui covarde, tive medo. O tempo passou, você seguiu sua vida, conheceu alguém, e eu suicidei-me da maneira mais triste e poética possível, amando alguém que não posso ter. E no fundo do meu coração, ainda está vivo aquele fogo, eu, ainda te espero, só não olho mais as horas, cada tic-tac do relógio, é como uma facada em meu peito, porque penso, o quão seria incrível cada segundo ao seu lado. E aqui, sozinho, solto um grito ensurdecedor de tristeza, que não alcança os ouvidos de ninguém, apenas ecoa na solidão de meu quarto, no rosto, onde morava um sorriso, resta apenas o peso de minhas lágrimas. Independente de quanto tempo passe, sempre te levarei comigo, sem você, sem nós, apenas eu. E a dúvida que me corrói, é que se essas linhas todas fizessem um sentido pra você, se eu tivesse falado isso tudo quando tive a chance, talvez essa, não seria a última linha.
Hoje me encontrei com o meu eu mais jovem pra tomar um café. Acendi um cigarro, ele viu o cigarro em minha mão e foi embora.
Não por julgamento, mas por inocência. Ele não entendia o peso que construiu o homem que estava à sua frente.
Não conhecia as batalhas, as perdas, as decisões que esculpiram as cicatrizes que eu carrego.
Não o persegui, algumas versões de você foram feitas pra ficar no passado.
Elas te lembram quem você foi, e quem você já não pode se permitir vir a ser
Crescer é deixar de esperar que o seu eu mais jovem aprove o seu caminho, e começar a assumir o homem em que a vida te transformou
até ontem eu acreditava em coisas,
que hoje eu não acredito mais
e que amanhã,
poderei ou não acreditar de novo!
que te acompanho
eu sigo teus beijos
de cada banho
reflete como me vejo
perfeição em paixão
mentira que se desfaz
por cada erro, tua mão
como posso ver mais?
essa mente coletiva
parasitas e demônios
adoram e a comem viva
daqui por mais quilômetros
te importo de bondade
luxúria se dissipou
mesmo que terá verdade
não sou o que buscou
bastardo eu pensar
que teria algo especial
ao teu lado, sensacional
para nunca mais terminar
abrirei para trancar de vez
meu coração
orarei para que tu livrareis
minha condição
te dê surdez, e não ouvirá
minha canção.
que eu suporte mais você
ter amigo não é querer
um luxo dado a pobre
de graça, ainda esnobe
odeio a forma de pensar
sua tentativa de me olhar
me fez querer me fechar
cruzar os olhos e cegar
mas se fosse por querer
teria o meu porquê
em tudo que vive em lama
é o ego que mais engana
vamos ser amigos só aqui
nessa vida, tudo vai vir
te odeio de paixão, amigo
com você, não preciso de inimigo.
O que seria de mim sem você?
que eu diga pro vazio, o que ia querer?
essa lacuna que afunda, desculpa
mas tenho mais por continuar a luta
sem propósitos e afins
seria tédio, ou busca por ti?
meu coração tem as intenções
evitando tudo isso por segundas razões
fugir dos meus desejos
só adiará a resposta
o vazio gritaria por tanto desespero
a pergunta bateria na minha porta
Eu achei que
conhecia suas armas,
previa seus disparos,
tinha me blindado contra as balas.
Mas você achou
uma costura na armadura,
um pedaço que passou despercebido.
E foi por ali
que você conseguiu me derrubar.
Pela última vez.
Amores que se Tornam Copa
Enquanto a floresta respira, o mundo estreita‑se: fico só eu, só tu, árvore dentro de árvore. Esta força que cresce entre nós como seiva a subir no tronco quando a noite decide ser fogo.
E há ainda os galhos que não se veem:
crescem para dentro,
procuram o coração,
tentam compreender o que significa amar sem pedir nada em troca.
No fim, percebo que esta árvore não é minha. É nossa. Cresce no espaço entre duas respirações,
entre duas palavras que ainda não dissemos,
entre dois silêncios que se reconhecem porque há amores que se tornam copa.
ENTRE A LUA E O SEGREDO
Há quem goste da Lua,
eu gosto do que ela esconde.
Do silêncio que ilumina,
mas nunca revela de onde
vem aquilo que se sente
quando ninguém está olhando.
Há quem prefira o Sol,
eu prefiro o seu calor.
E talvez seja por isso
que eu tenha tanto medo do amor:
porque algumas coisas aquecem
antes mesmo de serem chamadas de amor.
Tem o café,
sempre quente entre as mãos,
e aquele gosto amargo
que guarda doces intenções.
Tem livros abertos sobre a mesa,
páginas cheias de histórias,
enquanto uma coruja observa
como quem conhece todos os mistérios
que eu ainda não tive coragem de contar.
Talvez seja no ensino
que eu tenha aprendido a esconder.
Ensinar palavras,
ensinar caminhos,
ensinar tantas coisas...
menos a mim mesma
a explicar o que sinto.
E existem as crianças,
com seus olhos sinceros,
que ainda não aprenderam
a disfarçar sentimentos.
Talvez por isso eu tenha medo delas:
porque criança pergunta,
percebe,
e às vezes enxerga
o que adulto passa a vida tentando esconder.
Há girassóis,
que insistem em procurar o Sol.
E há orquídeas,
que florescem em silêncio,
como certos sentimentos
que ninguém vê nascer,
mas que, quando percebidos,
já criaram raízes.
E então existe você.
Sem explicação.
Sem aviso.
Sem motivo que eu consiga nomear.
Eu apenas sinto.
E talvez esse seja o meu maior segredo:
não ter medo de sentir,
mas de descobrirem
por quem eu sinto.
Porque se alguém perguntar,
talvez eu fale da Lua.
Do Sol.
Do café.
Dos livros.
Das flores.
Das crianças.
Do ensino.
Da coruja...
Falarei de tudo,
menos de você.
Porque existem sentimentos
que não precisam ser confessados
para serem verdadeiros.
Alguns só precisam
continuar florescendo
onde ninguém consegue ver.
Meu erro está em seguir o caminho dos outros, mesmo que eu acerte.
Meu acerto está em seguir o meu caminho, mesmo que eu erre.
Questiono-me:
Se eu fosse morrer amanhã, morreria satisfeito pelo dia de hoje?
Fiz o que queria, falei com quem gostaria, vivi com afeto e verdade?
Ajudei quem precisava?
Dormi em paz com o dia que tive?
Ou fui egoísta, rancoroso, distante?
Fiquei magoado, menti, me isolei?
Dormi tranquilo ou preocupado?
Estou vivendo ou apenas existindo?
Aceito quem eu estou sendo,
Aceito a situação que estou,
Aceito as pessoas como elas são,
Aceito a vida como ela é,
Para, através disso, me aceitar a mudar.
Tudo tem sentido, e ao mesmo tempo, nada tem sentido.
O sentido é aquilo que eu invento e me convenço de ter sentido.
Se eu me convenço de que o sentido é não ter sentido, então não terá sentido nenhum;
Se eu me convenço de que o sentido é ter sentido, então terá todo sentido.
O que eu escolho ver como sentido? É o que eu escolher ver como sentido, e mesmo que eu diga para mim mesmo "nada tem sentido", já estou criando um sentido nisso.
A escolha é minha.
A vida é leve, um alívio, é solto, é livre;
O peso é só o que eu tento controlar, apegar, segurar, manter, prender.
Neste pequeno texto, existe o início e o fim. O início do texto, o fim do texto, que é quando eu concluir o mesmo, e a passagem, que é a passagem em que está passando, lendo o texto no agora...
Em referência, é como a vida: o nascimento é o início, a vida é a passagem, e a morte é o fim.
Só que perceba: indiferente de quantos pontos finais dê, nunca é o fim, porque esse texto pode ser modificado, transformado quantas vezes quiser, pela minha mente, por em um papel, em uma parede, por na mente de alguém através do que lê, ou por qualquer coisa. Então, não existe um fim, nem um início, já que eu posso mudar o início e também o fim. A vida é transformação, eternidade, já que, mesmo colocando um fim nisso, eu posso transformar, ler esse texto, essa vida, quantas vezes eu quiser...
A morte nada mais é do que a transformação do fim para um início do agora.
Primeiro, eu escuto;
Segundo, eu entendo;
Terceiro, eu falo.
Se a ordem é ao contrário disso, ninguém se compreende.
Meu corpo,
é a morada do meu eu,
a vida aqui dentro,
e nele mora também todas as vidas que eu já vi.
Poucos vão entender esse sentido...
Quando alguém morre, eu não fico triste, eu fico alegre, pois a morte está me mostrando que estou vivo, que eu não morro.
Depois que eu aprendi a amar o mal, quase nada me faz mal;
O mal é aquele bem que eu não aceitava em mim.
