Poesia eu sou Asim sim Serei

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⁠O QUE APRENDI A SENTIR


Passei a vida inteira tentando sentir
o amor que eu via, mas não alcançava.
Minha mãe cuidava, e eu via o cuidado,
mas algo em mim não se aquecia.


Cresci me perguntando:
“Será que o amor existe
ou é só uma palavra bonita
que as pessoas dizem pra se sentir melhores?”


Na vida adulta, vieram alguns “eu te amo”,
vieram mãos dadas, promessas, planos.
Mas na primeira dificuldade,
o silêncio ocupava o lugar deles.
E eu aprendi.


Aprendi a amar sem me entregar inteira,
a cuidar sem criar raízes,
a ficar presente…
mas deixando uma parte de mim
sempre de mala pronta.


Com amigos, com filhos, com qualquer um:
eu amo, eu faço, eu estou.
Mas quando me distancio,
o peito não dói,
o nome não ecoa,
a saudade não vem.


Às vezes penso que sou fria.
Outras, que sou quebrada.
Mas talvez eu só tenha aprendido cedo
que sentir demais dói,
e que não sentir nada
é um jeito de sobreviver.


Hoje, olho para trás
e não me culpo mais.
Fiz o que dava com o que tinha.


E se agora eu escrevo sobre isso,
é porque uma parte de mim
ainda acredita
que é possível, um dia,
sentir o amor
e não só vê-lo passar.

Antes eu sentia a dor sem saber de onde vinha.


Hoje eu a reconheço, dou nome, estabeleço limites e escolho como atravessá-la.

Nem toda dor quer palco.
Algumas só querem consciência.
Quando eu dei nome ao que doía,
a dor diminuiu
e eu cresci.


🌙🌱

Carta à Hora Zero


Eu queria voltar
não para mudar o mundo,
mas para silenciar o relógio
antes do primeiro “agora”.


Às 00h00 de um janeiro antigo,
o tempo piscou
e eu já estava aqui
presa dentro de um corpo
que sente demais para este chão.


Não cheguei em casa.
Caí em território desconhecido,
com uma memória vaga
de algo que parecia
mais verdadeiro do que isto.


Nasci sem mapa,
com nervos de vidro
e uma saudade
que não cabe em palavras.


Enquanto outros aprendiam
as regras do jogo,
eu procurava
a porta de saída
do labirinto.


Carreguei dias
como quem carrega pedras no peito
e ainda me pediam
que eu chamasse isso de vida.


Hoje os parabéns
chovem sobre mim
como pétalas sobre um velório:
belos para quem olha,
dolorosos para quem ficou.


Não é sobre morrer.
Eu só não reconheço
este lugar
como o meu.


Se eu pudesse falar com o Criador,
não pediria o fim,
só uma explicação:
“De onde eu vim
que nada aqui me parece lar?”


Mesmo cansada,
continuo respirando,
não como escolha,
mas como quem ainda
não recebeu permissão para partir.


Talvez eu seja isso:
uma alma em exílio,
olhando o mundo
como quem olha pela janela
de um trem que nunca escolheu pegar.

"Namoro virou CNPJ do amor / O que vale é o story ou é o calor? / Podem dizer que eu passei do prazo, só não aceito viver num amor raso."


- Marcos Elias Antunes

O Decreto do meu futuro.
Bem eu sei que o que está por vir é uma grandiosa benção Divina é uma chamda pessoal e exclusiva.




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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Senti que o mundo não estava pronto e nem eu completa..as mascaras caindo e eu observando, mas meu mundo começou a vazar de dentro pra fora sem freio, passando pelas tempestades perdas e muitos danos morais....superei.




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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O mundo não já estava pronto e eu...
Incompleta!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Pietisa do cerrado




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Amor de duas pessoas maduras.
O tipo de amor que eu quero é
simples, tranquilo, brincalhão e cheio de pequenos momentos que fazem a vida se sentir melhor.

Aqui estou eu.
Super alinhada para provocar choques sem para raio..!




Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado




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Observe eu não me importar A pessoa escolhida por Deus não pode ser clonada.!


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado


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Eu gosto da minha solidão.


Gosto da paz de estar comigo, da liberdade de fazer minhas escolhas, do silêncio e da tranquilidade que construí dentro de mim.


Mas isso não significa que eu não queira amar.


Eu ainda anseio por conhecer alguém que tenha a mesma vontade de construir, cuidar, demonstrar e viver um amor de verdade.


Alguém que não tenha medo de sentir.


Que entenda que amor não é apenas estar junto, mas fazer questão.


Que saiba conversar, respeitar, demonstrar carinho e escolher a relação todos os dias.


Eu não quero alguém para preencher um vazio.


Porque eu aprendi a ficar bem sozinho.


Quero alguém que venha para somar à paz que já encontrei.


Alguém com quem eu possa dividir a vida sem precisar abrir mão de mim.


Porque estar sozinho é uma escolha que eu sei viver.


Mas encontrar alguém que queira amar com a mesma intensidade que eu?


Isso eu ainda espero.

Eu gosto da minha solidão,
da paz que encontrei em mim,
do silêncio que não pesa
e da liberdade de ser quem sou.


Mas estar bem sozinho
não significa não querer amar.


Ainda desejo encontrar alguém
que saiba ficar, cuidar e sentir.
Alguém que faça questão,
que escolha o amor todos os dias
e entenda que amar também é presença.


Não quero alguém para preencher vazios.
Quero alguém que chegue para somar,
que caminhe ao meu lado
sem me fazer perder de mim.


Porque aprendi a ser inteiro sozinho.
Mas, no fundo, ainda espero
encontrar alguém que queira amar
com a mesma verdade e intensidade
que eu tenho para oferecer.

Nem imagino quantos turnos acordado meu espírito suportou..
Foi assim que tudo aconteceu, eu com as minhas insônias rolando na cama.
Fazendo café na madrugada. Fumando, eu que já tinha parado recomecei até isso, pra me matar querendo chorar lembrando o que ja passou e perguntando porque não me disseram a verdade..
Morreu no esquecimento.


Sonia Solange da Silveira
Ssolsevilha
Poetisa do cerrado




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Observe o sol.
Canalize a luz.
Sinta o movimento.
Escute o próprio corpo respirar.
Eu fui uma pequena partícula,

sem saber da imensidão que carregava.
Agora, arrasto os pés pela terra,
levanto poeira
e incendeio o caminho.
Sou coração.

Sou alma.

Sou fé.
Tenho medo, mas continuo.
Porque não existe esperança em desistir.
Eu sou a esperança.
E quando a luz ferir meus olhos,

ainda assim,

vou olhar para o alto.
Observe o sol.

Eu poderia ser uma adolescente normal se não tivesse uma família formada por 11 pessoas.
Eu deveria ter sido uma criança normal se não fosse as responsabilidades que eu cumpria.
Eu gostaria de gostar do que eu faço se não fosse obrigada a fazer.
Eu deveria freqüentar ambientes de lazer se não tivesse que trabalhar
Eu deveria reclamar quando dizem algo que eu não gosto, se não tivesse inspiração para descrever cada situação.
Eu poderia reivindicar quando sou julgada injustamente, mas calo-me e a humildade prevalece.
Eu deveria ter uma péssima impressão da vida se não fosse a paixão que eu tenho pelo viver.

Mama mia
Não se preocupe
Eu vou me virar com pouco
Dinheiro
Também gasto meu dinheiro
Com sabedoria
Sim, eu sempre estico
Meu dinheiro
E isso é uma coisa muito difícil de fazer
Tenho meu estilo de roupas
E roupas de segunda mão
São meu estilo
Todo mundo me diz
Que as roupas que eu uso são lixo
Eles não sabem o quanto
Isso me machuca tantoMama mia
Não se preocupe
Eu vou me virar com pouco
Dinheiro
Também gasto meu dinheiro
Com sabedoria
Sim, eu sempre estico
Meu dinheiro
E isso é uma coisa muito difícil de fazer
Tenho meu estilo de roupas
E roupas de segunda mão
São meu estilo
Todo mundo me diz
Que as roupas que eu uso são lixo
Eles não sabem o quanto
Isso me machuca tanto

Eu até poderia entregar rosas, mas as malditas têm espinhos. Então, preferi entregar determinação, amor, paz, cuidado e a melhor versão de mim.


P.S.: Estou falando de frente para o espelho.

Tem dias em que tudo o que eu quero é um abraço demorado, ficar colada em alguém que me faça sentir segura. Em outros, o que mais preciso é da minha própria companhia, do silêncio e da paz que só a solidão pode oferecer.

Às vezes, sinto vontade de conversar por horas, dividir pensamentos, rir, desabafar. Em outras, as palavras parecem pesar, e o silêncio se torna a forma mais sincera de expressar o que estou sentindo.

Aprendi que não há contradição nisso. Somos feitos de fases, emoções e necessidades que mudam o tempo todo. Nem sempre precisamos explicar nossos altos e baixos. Às vezes, basta respeitar o que o coração pede em cada momento. Afinal, acolher a si mesmo também é uma forma de amor.

Como um vulcão, entrei em erupção cheia de desejo por você. O calor que eu guardava nas profundezas do meu ser finalmente encontrou uma saída, transbordando de forma incontrolável e ardente. Cada lembrança do seu toque e cada sussurro seu serviram como a faísca perfeita para essa explosão. A lava que escorre agora é pura paixão, derretendo qualquer barreira e qualquer hesitação que ainda existisse entre nós.


Quero me perder no incêndio que você provoca em mim. É uma vontade avassaladora de sentir a pele queimar e a respiração falhar enquanto nos consumimos, pele na pele, nesse fogo que não tem hora para apagar. Não há abrigo contra essa força da natureza; a única escolha é se entregar ao calor.