Poesia eu sou Asim sim Serei

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"Dorian nunca soube que, quando ele sorria para todos, eu precisava fingir que aquele sorriso não significava mais para mim. Talvez algumas pessoas morem dentro da gente sem nunca descobrirem que tiveram uma casa ali.”




— Anna, sobre Dorian




Fragmentos, The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

O RITMO QUE FICOU


“Às vezes, meu corpo encontra uma saída antes que eu consiga pensar. Então reconheço Peter no ritmo que ficou em mim.


Não luto para devolver ao mundo a dor que recebi.


Luto para que alguém, diante de mim, ainda encontre um caminho de volta.”


— Taléu


Fragmentos de THE MOEDARA PROTOCOL
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

A certeza do tempo.




Se eu pudesse ter um poder
eu escolhia o de voltar no tempo.


Eu voltaria naquela mesma escola, naquele mesmo ano, naquele mesmo contexto.


só para te reencontrar de novo, e fazer diferente, para hoje te ter de qualquer jeito.


Para quem sabe hoje está te abraçando e deitada em seu peito.


E se preciso fosse, falaria as mais belas palavras, tiraria as mais belas fotos, para te mostrar, que o que eu sinto nem o tempo pode apagar.
Que nosso amor é para mim a definição de lar.


Me perguntaria o que você gostaria, o que te faria ficar? o que eu precisaria mudar?


Que nem mesmo a saudade que insiste em me esmagamar, pode ofuscar a escolha de te querer e querer ficar!


Eu iria com mais paciência se preciso fosse, eu escolheria te ouviria mais, engoliria minha ansiedade, guardaria o medo no bolso de traz.


Eu queria te dar essa confiança que se firmou em meu coração, assim voce saberia que eu nunca soltaria sua mão.


Que você mora nos pensamentos da minha cabeça.
Que independente de tudo, não deixa que eu te esqueça.


E sobre as memórias que me fazem sonhar, que é possível acreditar,
no poder do teu olharque transforma onde passar.
talvez algum dia você possa voltar,
Se lembrando que só no teu colo é a onde
eu mais quero estar!...

Eu


Talvez se eu n existisse.
Sem o barulho que eu faço pelos lugares que eu passo.
Se eu fosse só um pequeno grão no ar livre.
Um devaneio de alguém, que pensa e logo passa.
Que não se cobra, pq nem vê a graça.
Talvez se eu fosse o nada, pudessem ter o tudo.
E ver raios tão bonitos em meio ao escuro.
Ver a beleza em não ter que aturar a minha voz no ar.
Sem precisar ter que ignorar uma presença que nem queriam buscar.
Ou aquele disco arranhado que é cansativo demais, em qualquer lugar.
Talvez se eu não estive mais aqui,
A paz faria morada no que eu só soube estragar.


É, Talvez se eu não tivesse mais aqui.

IGUALDADE SEMPRE



Não vejo cores

Não vejo classes sociais

Eu só vejo pessoas

Com corações iguais

ESTRUTURA DE LIVRO



Eu não sigo estrutura

Eu sigo o coração

Você prefere um sumário

Ou amor na conclusão

Eu escrevo no pensador
Para chegar no seu coração
Pare de brigar por besteira
E seja o amor e a paixão

Oz


O homem de lata
Não tinha um coração
Então eu dei o meu
Para ele sentir o amor e a paixão

Não quero escrever sobre o amor
Eu quero ser o amor
Não quero escrever sobre a verdade
Eu quero ser a verdade

⁠PARA QUE SIRVO EU NESTA SOCIEDADE?

‎Eu sirvo para promover a melhoria da serenidade! O meu verdadeiro serviço é facilitar a melhoria da serenidade nas pessoas!

Eu existo para ajudar as pessoas a melhorarem a sua serenidade! Nesta sociedade, Eu sirvo para melhorar a serenidade das pessoas!

‎A ALMA E AS FUNÇÕES EXECUTIVAS


‎
‎A Alma Humana, vista como o Eu Puro e considerada inútil para a Psicologia por William James (1890), é a Variável Independente fundamental para a ocorrência das Funções Afetivas, Cognitivas, Executivas e Motoras no Organismo Humano!


‎
‎Porque de acordo com Luiz Pasquali (1999), é a Alma ou o Eu Puro que Sente e Conhece e Age!
‎

Eu gosto do amanhecer,
ele pertence à madrugada.
Eu procuro o que é leve,
ele se acostumou ao amargo.




Não é falta de querer,
nem falta de sentir.
É só que alguns corações
não sabem viver
no mesmo ritmo.

Experiência


Eu não nasci em palavras,
nasci em silêncio.


Primeiro, uma nota.
Pequena, quase tímida,
como quem ainda não sabe
se deve ficar.


Então outra responde.


E, de repente,
há uma história inteira
crescendo dentro do peito.


Eu fui aquilo que passou,
aquilo que doeu,
aquilo que quase ficou,
mas escolheu partir.


Fui o medo antes do salto,
a lágrima antes de cair,
o último olhar
antes de seguir.


E quanto mais eu caminho,
mais alto eu me torno.


Não porque a dor desapareceu,
mas porque aprendi
a carregá-la sem me curvar.


As notas correm,
como memórias sem destino.


Sobem.


Insistem.


Transbordam.


E quando parecem chegar ao fim,
eu descubro que era apenas
o começo de outra coisa.


Talvez viver seja isso:


perder algumas versões de nós
para encontrar outras
no caminho.


E talvez a música diga
aquilo que eu nunca soube dizer:


eu estive aqui.
eu senti tudo.
eu sobrevivi ao que me mudou.
e ainda estou caminhando.


Então as notas diminuem.


O silêncio volta.


Mas agora eu sei:


o silêncio nunca foi vazio.


Era apenas
a parte da história
que ainda não tinha aprendido
a cantar.

PORMENORES


Eu fiz uma canção.
Ela exprime meus anseios.
Eu não tinha tal entendimento,
Mas a canção se fez rainha nos meus sonhos.
Qual a um erudito, fiz nos pormenores
As causas de sua construção.
E entoei um grito sufocado.
Eu já não tinha um porquê de entoá-la.
Mesmo assim, a fiz!
Desejei que o mundo ouvisse!
Mas, depois, compreendi...
Que só eu a entenderia!

MINHA ESCURIDÃO É INFINITA


Eu medi a minha escuridão e descobri que ela é infinita. Diante disto, propus-me a me olhar com outros olhos. Procurei luz na alma, mas só havia sombras. Isso inquietou-me diante da improbabilidade de ver a luz. Então me recolhi, mantendo-me na minha pequena insignificância, porém, não me dei por vencido.
Eu já tinha visto a luz, mas o ego a sufocava. Procurei me despir dele; havia camadas, e lutei com as forças que me restavam. Eu estava cego, pobre de espírito e nu! Mas quem disse que eu estava nu? Meu próprio ego. A briga sempre foi intensa, de causar exaustão.
Procurei sair da bolha em que me meti. Tentei alçar voos, mas sempre era reprimido. Quase tudo que me cercava eram trevas, devido à bolha. Tornei-me um monstro, um ser sem vida, buscando vidas em outras dimensões.
A batalha dual se acirrou, sendo que eu mesmo era o espectador. Eu torcia pelo mais forte, só que, no momento, o mais forte era o obscuro. Os outros "eus" que existem em mim, ambos os lados, não levantavam a bandeira branca, e eu seguia inquieto na expectativa do vencedor!
Por fim, alcancei o chão e, de espectador, resolvi entrar na briga. Foi quando comecei a enxergar um filete de luz na minha vasta escuridão!

O Jardineiro do Cosmos


No jardim do cosmos, eu semeei estrelas,
Sementes de luz que germinam em sonhos,
Raízes de tempo que se entrelaçam no espaço,
Um jardim de possibilidades, onde o infinito floresce.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No espelho do tempo, eu vejo reflexos
De vidas passadas, de futuros possíveis,
Um caleidoscópio de experiências que se desdobram
Em lições de amor, de sabedoria e de luz.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.
No silêncio do vazio, eu ouço a música
Das esferas celestes, que cantam em harmonia,
Uma sinfonia de vibrações que ecoam no universo,
Uma linguagem secreta que só o coração entende.
Eu sou o jardineiro que cultiva o universo,
Um arquiteto de sonhos que constrói o infinito.
Eu sou a semente que germina em estrelas,
Uma partícula da fonte que se expande no cosmos.

⁠CAMINHOS DO CORAÇÃO


Eu preciso aprender a ouvir, tua voz.
Eu preciso aprender me entregar por inteiro a você.
Cada vez, mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez, mais forte é, a vontade de te fazer o bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
Me disserem que você, anda a me procurar, também disseram que te viram dizer me amar....
Cada vez mais forte é, o desejo de estar junto a ti.
Cada vez mais forte é, o desejo de te fazer tão bem, toda vez que me perco de ti, não consigo ao menos sorrir...
E eu sei que você é, meu consolo então, e eu deixei você trilhar, os caminhos do, meu coração ...

O CARTÃO POSTAL




Eu fiquei pensando em nós. E, em cima da mesa, vi um cartão postal
De algum lugar onde você está, desde o dia em que você se foi.


Meio confuso estava nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus. Na despedida, trouxe um cartão postal,
E eu me vi dizendo adeus; só então reconheci os erros meus...


Eu esperei o tempo apagar as lembranças que me perseguiram,
E no meu quarto já não mais estão memórias, sua e minha.
Meio confuso ficou o nosso amor, entre outras histórias que a vida traz...
E eu me vi dizendo adeus...

Lembranças


Lembrei-me de você
Tão longe, longe de mim.
Eu faço barcos de papel
Que vão pelos mares a ti,
Como uma lembrança.


Lembre de nós, quando crianças,
Juntos a brincar, a sorrir.
O mundo era nosso:
Você a lua e eu o sol,
Com olhares inocentes.


Quem ouvir o nosso pranto
Vai entender que não queremos
Ouvir a palavra "adeus".
Se algum dia nos unirmos,
Falaremos a sós
Nossos segredos:
Essa nossa dor por não ter
A quem amamos.


⁠

POEMA INEVITÁVEL


Eu queria falar sobre deus, sexo, política, amor e trivialidades; mas me colocaram uma carapuça, e fui treinado a ser um personagem.
Depois, quis me tornar poeta, músico, filósofo e até ator. Porém, descobri que, desses, eu já tinha me tornado ator, não por opção, mas por imposição das situações, e sufoquei os outros personagens.
Eu quis me tornar um humanista, um sociólogo, talvez antropólogo, filólogo e até defensor de causas perdidas ou ganhas. Acontece que meu personagem não discute muito com minha dignidade: meu lado ator sempre vence quando a conveniência grita mais alto!
Enfim, decidi partir para as trivialidades da vida, já que não me restavam muitas escolhas. Eu tentei ser muitos, e acabei não sendo eu. Então, fiz da vida minha luta, minha sobrevivência, minha causa (também por imposição). Ergueri um castelo de sofismas, e o meu estandarte foi tremular pequenas ideias que não eram minhas. Lutei bravamente para anunciar, dentro de mim, um poema inevitável, confrontando meu personagem que, por conveniência, acabou sufocando o eu iludido que achava que era eu!!!


#israelsoler