Poesia eu sou Asim sim Serei
O Sol, a Pedra e a Rosa
Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha
O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...
A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma
Ysrael Soler
#israelsoler
#ysraelsoler
E se não for mais sobre eu e você?
E se eu finalmente parar de te esperar?
Será que, algum dia, vou te ver passar
e não sentir vontade de voltar?
E será que, nesse dia...
meus olhos ainda serão os mesmos?
Ou talvez eu já tenha aprendido
a olhar para você
sem procurar em nós
aquilo que um dia eu esperei encontrar?
Encontrar alguém tão intenso quanto eu, neste mundo com tantas pessoas superficiais, está cada vez mais difícil.
Priscila De Araújo
EU! MEU MUNDO.
Eu tenho o meu caminho,
Meu jeito de compreender,
Vejo o mundo diferente,
Mas também sei perceber.
Nem sempre encontro palavras
Pra dizer o que senti,
Mas meu coração conversa
Com tudo que existe aqui.
Eu vejo a luz da manhã,
O desenho do luar,
O canto dos passarinhos,
O vento vindo brincar.
Gosto daquilo que acalma,
Que me traz conforto e paz,
Dos rostos que me acolhem
E do carinho que satisfaz.
Meu sorriso é uma ponte
Que vai do peito ao olhar,
Mesmo quando fico em silêncio,
Tenho muito a revelar.
Olho fundo as pessoas,
Como quem quer conhecer
Os segredos que se escondem
No simples jeito de viver.
Vejo beleza nas coisas
Que muitos não vão notar:
Uma folha que balança,
Uma nuvem a passar.
Tenho o meu próprio universo,
Meu tempo e minha canção,
Um mundo feito de afetos,
Sensações e emoção.
Se às vezes pareço distante,
Não pense que estou sozinho,
Pois carrego dentro da alma
Muitos jardins de carinho.
Eu sou feito de ternura,
De esperança e de calor,
E guardo em cada sorriso
Uma semente de amor.
Meu mundo é grande e bonito,
Mesmo sendo singular,
E quem entra com respeito
Sempre encontra um bom lugar.
Porque eu vejo, eu sinto,
Do meu jeito, sem igual.
Sou um jovem, sou um sonho,
Sou humano, sou especial.
Eu! Meu Mundo.
Um universo inteiro a florescer,
Onde o amor é a linguagem
Que todos podem entender.
Em homenagem a Guilherme Negreiros
LAGOA AZUL...
(Autoria: Otávio Bernardes. Poema baseado no filme...)
Por um momento, eu paro
e penso em você.
Mais do que uma “lagoa azul”,
eu imagino você vindo para mim...
Acho-a linda, muito linda...
Meus pensamentos se perdem
na imensidão das águas,
buscando, procurando por você!
Olhe, meu bem, a solidão pior do mundo,
é a solidão de um ser querendo outro ser!
“Lagoa azul,” misto de pureza e inocência.
Mas, meu amor, eu não sei...
Estou revoltado, deveras chateado!
Por um momento, eu paro e penso em você.
Talvez, desaparecer por um lugar assim... azul..
Aliás, azul é uma cor que admiro muito.
Anseio um lugar só pra nós dois,
para poder te amar.
Por isso, meu amor, pra mim
a vida está vazia, bastante sem sentido...
Não encontro lugar para te amar.
O mundo apregoa tantos lugares,
mas, não encontro o ideal...
Até parece que pra você
sou “trancado,” “múmia,” ensimesmado.
E é por isso, meu bem...
Não encontro o lugar ideal
para dedicar-te o meu amor.
“Lagoa azul,” apareça, converta-se em realidade!
Eu preciso de você, do jeitinho que é,
do tamanho que você é...
“Lagoa azul,” talvez os namorados, os casais,
os que se amam possam te encontrar...
Porque a vida seria melhor
se eu, se você, se nós,
se nós que nos amamos,
construíssemos uma “lagoa azul” assim... desse jeito...
Meu bem, meu amor, saia de você,
esqueça o mundo lá fora
e venha para os meus braços,
para todo o meu ser, para a minha “lagoa azul” imaginária...
onde encontrei você!
Otávio Bernardes
O Império da Ignorância e a Busca pelo Eu e o Sentido da Vida Inatingível"
A pergunta que atormenta o mundo e a nós mesmos é quem verdadeiramente somos, já que até o nosso nome foi escolhido por outros e nossa vida virou um amontoado de números, documentos, títulos, cargos e posses materiais — nos transformamos em tudo, menos em nós mesmos. Vestir a imagem e a máscara que a sociedade espera é uma forma lenta de desaparecer, tornando-se um mero personagem da própria história sem saber em que momento tudo começou. A grande maioria sequer é capaz de raciocinar sobre o existencialismo; nela reina a prevalência da ignorância em detrimento da busca do eu, da existência e do sentido da vida. Esse mal, que é a mais pura, cruel e terrível ignorância, mata o sujeito por dentro, mas ironicamente o deixa sob o alívio anestesiado, esvaziado da capacidade de questionar qualquer coisa, inclusive a si mesmo, vegetando como um barco sem velas à deriva.Por outro lado, os poucos que buscam a contestação parecem carregar o sofrimento libertador de quem busca a verdade. Na busca faminta de si mesmos, do porquê da existência e de seus objetivos, vivem em uma lapidação constante e dolorosa, quase uma eterna retrogradação. Buscam uma verdade real do 'eu' que se mostra inatingível neste plano, uma realidade oculta que fomos iludidos a acreditar, fazendo com que muitos nasçam, cresçam e morram sem respostas.Essa verdade absoluta permanece inalcançável aos vivos. Só estaremos de frente com ela após a morte.Diante desse cenário, a verdadeira coragem não está em sustentar a aparência exterior, mas em ousar adentrar em nosso eu para perguntar qual é a própria e verdadeira identidade. Buscar conhecer a si mesmo — sabendo que o que nos faz genuínos é justamente não tentar ser, pois a essência morre no instante em que vira esforço."
Minha mãe
Hoje o tempo sentou ao lado dela
e eu senti o mundo encolher
na palma da minha mão;
há um silêncio crescendo entre nós
como quem aprende a ir ficando
longemesmo permanecendo.
Lilian Morais
Que a arte me consuma
até o limite do indizível,
até eu descobrir
o que ainda não sei de mim.
Lilian Morais
Eu me digo o que ninguém ousa
porque o silêncio sempre cobrou caro demais.
Aprendi que não nomear
é permitir que o erro volte
com outro rosto
e a mesma violência.
Eu não fui feita para a paz passiva,
mas para a vigília.
Observar é um gesto ético.
Falar é uma forma de cuidado.
Quando digo o nome das coisas,
não crio conflitos
eu interrompo ciclos.
Não carrego culpa que não é minha.
Carrego palavras.
E palavras, quando ditas no tempo certo,
impedem a repetição do horror.
Eu falo
porque existir em silêncio
nunca me protegeu.
Lilian Morais
“ Sob a luz da lua, vi teus olhos a brilhar. Como eu poderia pensar que em um simples farrapo de modéstia tu firmarias teu lar? “.
- Maysa S. Barrocal
“ Eu amava do outro lado da rua, e era um amor de fotografia: não se podia tocar. Quando eu via, sorria, minhas mãos suavam por nós dois, e eu ficava pequena, ridicula e inteiramente viva.”
Livro “ O quarto dos Poetas “
Por Maysa S. Barrocal
Eu não ligo para a sua malícia, quando zomba do meu jeito . Eu não tô nem aí para seus comentários, não esquento com os seus deboches, suas risadas e pelo que pensa a meu respeito. A vida é o bastante pra mim, pois nela saboreio cada momento como um prazer quase celestial. E, caso você gaste o seu tempo traiçoeiro, saiba que no dia que acordar, talvez eu seja o seu pesadelo e você uma alma aleatória ,sem destino, pois deixou de viver seus valiosos momentos para preocupar-se inutilmente por quem sempre lhe desejou todo o bem !
JOÃO BATISTA BARBOSA
EU TENTEI!
Eu tentei te dar o melhor
Mas tropecei no caminho
Fincou em mim o espinho
Acabei pra você sendo pior.
Eu tentei te dar todo amor
Mas acabei no vendaval
Onde fui atingido pelo mal
Provei a saga de toda dor.
Tentei ao menos dar a mão
Mas não consegui alcançar
Fui lançado na escuridão
Desejei tudo , até acabar .
Eu tentei , juro que tentei
Mas eu te peço perdão
Querendo acertar, fracassei
Agora lágrimas rolam ao chão.
O que resta pra mim agora
Arrumar a mala e ir embora
Mas saiba que muito lutei
Por você eu juro que tentei!
João Batista Barbosa
Eu não quero mais entender por que certas coisas precisaram doer tanto.
Só quero que alguma coisa, enfim, mude de direção.
Que aquilo que hoje parece peso encontre um lugar para descansar.
Que o que não aconteceu deixe de ocupar tanto espaço.
Que eu consiga olhar para a frente sem precisar carregar tudo o que ficou para trás.
Não peço uma vida perfeita.
Peço uma vida que não me faça desejar fugir dela.
E, se eu já não souber pedir direito, que Deus entenda mesmo assim.
Às vezes, existe em mim uma sensação que não sei nomear — como se eu tivesse me afastado de mim mesma sem perceber. Continuo vivendo, sorrindo, conversando, seguindo os dias, mas há momentos em que tudo parece acontecer diante dos meus olhos, e não exatamente comigo.
É como assistir à própria existência sentada na última fileira, reconhecendo o rosto no palco, mas sem sentir que aquela pessoa sou eu por inteiro. Conheço minha voz, meus gestos, minhas histórias, mas ainda assim existe algo profundamente estranho em habitá-los.Como se eu estivesse presente apenas pela metade, observando de longe uma vida que deveria sentir como minha.
E o mais inquietante é não saber de onde vem esse vazio, nem por que, mesmo estando dentro de mim, às vezes me sinto tão distante de quem sou.
A Porrada no Lugar Certo
Talvez o que doa não seja apenas não tê-la.
É saber que eu teria ficado, se tivesse tido a chance de ser conhecida de verdade.
Agora estou aqui, tentando juntar as partes da vida, enquanto uma parte de mim ainda olha para uma história que nunca teve sequer a chance de começar.
Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.
Não me escondo
me transbordo.
Não me quebro
me reconstruo.
Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami .
Expilei fúria
saboreei raízes
enguli certezas
e devorei sobrevivência...
Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que
diante das tempestades
eu sou um tsunami.
Sepultei mortos
dentro de mim
afoguei segredos
nos meus mares
que nunca
tocaram a praia...
Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.
Eu não grito
Eu não fujo
Eu não peço abrigo
Eu me desfaço
em águas calmas
e me refaço
em ausência serena
Sou o eco
do que foi varrido
sou o vazio preenchido
depois da perda
sou o que se encontrou
e que permaneceu
mesmo quando
quase tudo se perdeu...
Eu não passo
eu marco
eu fico.
Então,
por isso digo
e repito:
Quando me disseram
que eu não iria
aguentar a tempestade
não sabiam que diante
das tempestades
eu sou um tsunami.
✍ @MiriamDaCosta
Eu queria ser o veneno
mais micidial do mundo
para poder exterminar
o embrião da crueldade
no útero pulsante da Terra.
Dissolver o feto da fome
calar o choro prematuro
da guerra
estancar com ácido
o sangue da injustiça
que escorre em silêncio
pelos becos da alma humana.
Ser o soro letal
na veia da maldade
a sentença final
para o ódio hereditário
que se reproduz
no ventre do tempo.
Mas sou só palavra
gota de fúria lírica
a ferver num poema
que sangra...
✍@MiriamDaCosta
Às vezes, na ausência de mim, descubro que
o mundo continua… e eu fico suspenso entre
metades de mim.
