Poesia eu sou Asim sim Serei
ECO DAS CINZAS
(O Legado do Efêmero)
Eu faço minha história agora, para ser lembrada na memória de quem ler meus manuscritos jogados ao vento... após minhaimpermanênciano tempo.
Lu Lena / 2026
GOTEIRAS DA INFÂNCIA
(No chão que a saudade regou)
Quando criança, eu achava que a chuva era o choro de Deus. Hoje, compreendo que aquela visão pueril não trazia goteiras de melancolia, mas sim o orvalho que preparava o solo fértil; essa lembrança desenhava, o tempo todo, o meu chão para que a vida pudesse, enfim, brotar e florescer. Mesmo que, no decorrer desse caminho, alguma flor murche, ela não morre, pois Deus sempre me estende um regador.
Lu Lena / 2026
TEMPO EM MIM...
É distante de tudo e de todos que fico assim…
parada num tempo que só eu enxergo pra mim…
O MALABARISMO
(A arte de não soltar o céu)
Com uma mão eu toco o céu e a outra eu toco o chão,
e assim vou seguindo fazendo esse malabarismo chamado vida.
Suspensa pelo fio da esperança
e ancorada pela corda da realidade.
Lu Lena / 2026
Não demore pra dizer pra alguém, hoje:
"Eu não sabia como a nossa amizade era tão importante. Ela começou com uma conversa simples, criou raízes e está crescendo. Cada dia com você, percebo que um pedaço de mim fica em você e um pedaço de você fica em mim."
Sabe aquele carinho gostoso de amizade verdadeira, que traz paz e aquece o coração da gente...
Então é esse carinho que eu vim aqui rapidinho deixar pra você!
O sabor da vida sempre depende de quem a tempera.
Eu jamais quero te perder de vista, jamais quero viver a minha vida sem você por perto, pois desde que te conheci, a minha vida ganhou mais sentido. Você me deixa louco, você me tira do sério, você me impressiona, me faz rir e sorrir como ninguém nunca fez e você me faz acreditar que a vida tem sentido! Você me deu sentido para viver! Não economizar temperos, prá Vida dar sabor!
Dia 02 de Novembro. Dia de amados.
Hoje eu não vou a cemitérios.
Hoje é o dia que escolhemos para homenagear nossos mortos.
Dia em que muitos se dirigem aos cemitérios, visitam túmulos, os enfeitam, relêem as inscrições nas lápides...
Muitos reservam alguns momentos nesse único dia, para lembrar, aqueles que morreram e já foram esquecidos, acho isso um tanto hipócrita e totalmente desnecessário.
Não que eu também não tenha meus próprios mortos, para lembrar ou revisitar, mas faço isso, no cotidiano, mantendo-os vivos em mim e buscando as referências, de suas vidas, em suas obras...
Hoje eu não vou a nenhum cemitério.
Aos esquecidos, seria desonesto, tal fingimento e aos que mantêm-se vivos em mim ou em suas obras, seria completamente desnecessário.
Não vou a cemitérios.
Tenho pra mim que, assim como, Mario Quintana, aqueles que um dia viveram, não estão lá.
Eu tenho uma condição rara
Não tão rara
Se chama ‘mente tagarela’
Ela dialoga o tempo todo
Mil pensamentos por segundo
E às vezes fica difícil não transmitir o que ela diz
Em outros momentos, o ‘eu superior’ precisa intervir e dar a ela um pouco de ordem.
Eu, que nunca me expressei como deveria, agora, em meio às minhas próprias vozes internas, tropeço.
— ecos de tudo aquilo que guardei.
Eu posso ser
Centenas em uma só
Extremamente polida
Minimamente sem cerimônias
Depende das lentes que me enxergam
E das quais eu me permito ser enxergue
Sem hiato, sem depois, sem desculpas.
Perduraremos por todas as existências e universos.
Eu te infinito.
ABRAÇO QUE EU NÃO TIVE
Eu já sorri quando a alma chorava
Pra ninguém perguntar se doía
Já fui presença quando me faltava
Um ombro, uma voz, uma companhia
Eu já ajudei quem caiu no caminho
Enquanto eu caía por dentro também
Fiz do meu peito um lugar de carinho
Mesmo sem ter onde pousar em alguém
Eu sou o abraço que eu nunca recebi
Sou a palavra que ninguém me falou
Sou o cuidado que faltou pra mim
Mas que em mim nunca faltou amor
Eu sou sorriso em dia de tempestade
Sou força quando o peito desabou
Quem vê coragem não vê a metade
Do tanto que essa alma suportou
Eu já enxuguei lágrimas alheias
Com as minhas presas no olhar
Já disse “fica, vai ficar tudo bem”
Quando eu queria alguém pra ficar
E fui aprendendo no silêncio da vida
Que ser forte também cansa demais
Por trás de toda mão estendida
Tem um coração pedindo paz
Eu chorei por alguém que não morreu.
E isso parece loucura para quem nunca sentiu.
Mas quem viveu sabe:
existem partidas silenciosas
que deixam marcas mais profundas
do que muitos adeuses definitivos.
Porque a esperança demora para morrer.
E enquanto ela respira,
o coração continua esperando
o que já não vai voltar.
Eu precisei fingir que estava tudo bem,
enquanto uma parte minha
morria em silêncio.
Porque ninguém percebe
o tamanho da dor
de perder alguém aos poucos.
Primeiro acabam as conversas.
Depois os cuidados.
Depois a presença.
E quando você percebe,
só restou a lembrança
do que um dia foi amor.
Bah…
tu virou saudade antes mesmo de virar passado.
E eu sigo aqui,
tentando ser forte igual gaúcho aprende a ser,
mas tem ausência tua
que nem o vento minuano consegue esfriar.
O coração até tenta seguir estrada,
mas toda vez que lembro do teu jeito,
é como se a alma parasse na cancela
esperando alguém que não vai mais voltar.
Eu aprendi cedo a ser forte,
dessas prendas que seguram o mundo no peito
e não desmontam na frente de ninguém.
Mas tu foi diferente.
Tu me deixou vivendo um luto silencioso,
desses que ninguém percebe,
porque não tem enterro,
não tem despedida,
só um vazio quieto tomando conta dos dias.
E mesmo tentando seguir,
tem partes minhas que ainda esperam teu retorno
como quem espera chuva boa depois da seca.
O luto de um amor vivo me mudou.
Antes eu achava que amar alguém
era permanecer custe o que custar.
Hoje eu sei:
amor bonito também é saber soltar
o que já não floresce.
Tem ausência que dói,
mas também acorda a gente pra vida.
E foi depois da tua partida
que eu aprendi a me escolher,
a cuidar do meu coração
e a nunca mais aceitar migalha
onde eu oferecia o mundo inteiro.
Eu poderia discorrer sobre amar,
Mas eu não falo de amor.
Deveria falar sobre aqueles que me viram nascer;
Conseguiria lembrar dos dias da década passada.
Porém, por quê? Por que, se o verbo é sofrer?
De amor, eu não falo mais nada.
Novas rodas, novas cantigas,
Novos ares, velhos sistemas com roupas passadas...
Se o meu sofrer nada o mitiga,
De amor, não devo falar mais nada.
Lembraria da tua voz,
Desbravaria seus segredos ou recordaria das suas afeições;
Se você se foi e eu não me despedi,
Não falo de amor, tampouco de paixões.
Rejuvenesceria se eu perdoasse aqueles;
De tantos ouvi para fazer de alguém minha amada.
Mas, se em meu nariz mando eu e não eles,
De amor, eu não falo mais nada.
Incendiaria meu coração dizendo "Eu te Devoro";
São muitos amores e amigos, e todos os nomes eu decoro.
TV em cores, jornal impresso, disco, vitrola e prosas...
Eu posso dizer que vivo assim.
Se do amor eu não falo mais nada,
Talvez o amor fale por mim.
tá tão complicado pai
Eu confesso, eu to cansado e não quero mais
Tô exausto e com medo
Tem dias que o peito aperta
Tem dias que o fardo pesa
Nem que fosse arrastando eu não volto pra trás
Fica aqui comigo e não sai mais
És o meu alívio
Tudo o que eu preciso bem aqui comigo pra continuar
Que me impulsiona todos os dias pra eu não parar
Tu és o motivo, Jesus, que eu tenho pra avançar,ah,ah,ah...
Música: alívio
Cantor: Jessé Aguiar
Com Deus na minha vida, eu posso encontrar propósito e significado em cada experiência. Ele transforma minhas lágrimas em sorrisos, minhas derrotas em aprendizado e minhas dúvidas em fé. Ele me dá forças para continuar seguindo em frente, mesmo quando tudo parece impossível...
- Edna Andrade
