Poesia eu sou Asim sim Serei
Na Alemanha, eu aprendi que a vida não se define pelos erros, mas pela forma como escolhemos nos reconstruir depois deles. Entre acertos silenciosos e recomeços discretos, descobri uma força que não se anuncia — se prova.
Ali, entendi que é possível levantar dos próprios escombros sem precisar esconder as quedas. Que recomeçar não exige ter tudo, mas ter decisão. Que firmeza não é dureza, é clareza de quem sabe onde pisa.
Aprendi a me posicionar, a sustentar minhas escolhas e, principalmente, a viver de um jeito que fala por si — não pela perfeição, mas pela coerência. Ser exemplo deixou de ser um ideal distante e passou a ser uma prática diária, construída nos detalhes, nas atitudes, na constância.
Essa foi a lição que ficou: não importa o ponto de partida, nem os desvios do caminho. Sempre existe a possibilidade de reescrever a própria história — com dignidade, consciência e verdade suficiente para que outros também encontrem direção.
Marcilene Dumont
A vida deixou de ser apenas reação.
E passou a ser construção.
Eu comecei a escolher mais.
A sentir mais presença.
A viver com mais consciência.
Eu comecei a viver com mais leveza.
Não porque tudo ficou fácil,
Mas porque eu fiquei mais forte,
e isso transformou tudo.
Eu não atravessei apenas fronteiras, oceano, euatravessei silêncios e versões de mim
até encontrar a voz
que nunca precisou de tradução.
Eu acordo procurando café e solução. Sempre fui otimista por escolha. Sofrer antes da hora cansa.
Eu acredito que as coisas ruins passam, que sempre existe uma nova oportunidade e que nem tudo está perdido, ainda há um jeito. Vivo o tempo que ainda me resta e isso e inegociável, irremediável em mim, porque a vida não espera a gente parar de reclamar para acontecer.
Então eu decidi viver o presente que Deus me deu. O amanhã? A gente resolve amanhã. Hoje eu prefiro rir, simplificar e continuar acreditando que algo melhor sempre pode vir.
Eu já errei muito, na verdade eu erro todo santo dia...
Nem sempre eu consigo ser a melhor mãe do mundo, melhor esposa, melhor professora ou melhor empreendedora.
Já errei como filha, já errei como mãe, já errei como esposa, já errei por excessos, já me perdi inúmeras vezes... E sei que ao longo da minha jornada eu vou errar pra caramba.
Mas o que quero te dizer com isso tudo?
Que você também vai errar e ESTÁ TUDO BEM!
Quem erra tem chances de acertar, quem erra não está no comodismo, de fato, faz algo diferente.
Me sinto grata por cada tapa na cara que a vida me deu, melhor sim, do que ter uma vida monótona e sem lembranças.
O medo não te levará para lugares extraordinários! Erre mas não permaneça no erro.
Saiba o que você quer e por favor, não desista de ter uma vida extraordinária!
Eu amei ele, caminhei ao lado dele por um tempo e compartilhei minha fé.
Isso fez parte da história dele, e da minha também.
Vivendo essa vida eu amei, amei com todo entusiasmo, amei com toda empolgação, com toda a emoção, amei verdadeiramente, dei tudo de mim para amar, eu me entreguei por inteiro. Porém, só ganhei dor e sofrimento, uma vez pior que a outra.
Diante disso cheguei na seguinte conclusão, amar é apanas uma ilusão, então eu digo que se amar for uma ilusão, eu quero conhecer a morte com a mesma força que amei, da mesma maneira que me entreguei nessa ilusão que é o amor.
Eu costumo sorrir bastante, as pessoas me consideram uma pessoa feliz.
Mas a verdade é que sorrio para todos para que não percebam o vazio que há em mim.
Se eu pertencesse um dia a todas as famílias, talvez entendesse a minha?
Se eu visitasse todos os corações, entenderia como está o meu?
Seria necessário morrer para entender que estou vivo?
E, se fosse… será que eu morreria?
Afirmações para momentos de angustia:
▪ Eu não controlo nada externo a mim.
▪ Mas posso controlar como eu me sinto em relação aos acontecimentos.
▪ Eu aceito os fatos, mesmo que sejam incompreensíveis para mim.
▪ Pois confio no Amor de Deus!
Há coisas que simplesmente não consigo dizer, travam a garganta, mas como eu amaria se você percebesse sem eu se quer tentar dizer.
Re Pinheiro
Arames Farpados
No mundo das ilusoes eu estava
Partindo de um sistema frustrado
Nessa caminhada tive que vencer
No beco da emoção eu tive eu crescer
Cercada de arames farpados
Me protegendo dos ventos
Frios, sem coberta, sem alentos
O sol me aquecia no mundo que eu não existia
Em contos de fadas lindos e poéticos
Meu corpo não acha se quer um afago, um afeto
Olhares de sentir
Sentir-se pena, dó, nojo, medo, repudia
Tive que ser, antes mesmo de crescer
Eu vou sem medo, com força
Ditando quem eu sou
Eu vou voando nos sonhos de ser
Encontrando quem sou no meu viver
“Por muito tempo, achei que a dor era um castigo. Algo que eu merecia por ser fraco, por errar, por não conseguir ser como os outros queriam. Mas com o tempo — e com muita cicatriz — entendi uma coisa que mudou tudo: a dor nunca foi a minha inimiga.
Ela não veio para me destruir. Veio para me esculpir. Cada lágrima que engoli, cada noite em que pensei em desistir, cada vez que fui ao chão e demorei a levantar… tudo isso foi me ensinando uma língua que só quem sofre de verdade aprende: a língua da resistência.
Hoje eu sei. A dor era o meu teste. E a minha resposta foi não me tornar amargo, mas profundo. Não me tornar cruel, mas forte de verdade.
E foi aí que eu descobri: a minha dor era, na verdade, a minha vocação para a grandeza.
Porque grandeza não é nunca ter caído. É ter caído, levantado, e ainda assim escolhido seguir. É transformar ferida em direção. É olhar para o que tentou te matar e dizer: ‘você me fez mais difícil de ser quebrado.’
Se você está sofrendo agora, escuta: você não está sendo punido. Você está sendo preparado. A sua dor não é o fim da sua história — ela é o início da versão mais poderosa de você mesmo.
Aceite. Ela não é sua inimiga. Ela é sua chamada para algo maior.”
RUA DA ESPERANÇA
Todo dia ao acordar
Eu penso em Deus
E por mais que tudo mal me vá
A rua da esperança espera por mim
Eu abro a porta pra com Deus me encontrar
E tu não tens ideia de como me sinto
Eu ainda ouço as velhas vozes
E vejo as ruinas de meu coração
Mas a voz de Deus é como um trovão
A dizer: calma, filho! Tá tudo bem!
E a Rua da Esperança surge em meio aos caos
De árvores mortas
E casas desmembradas
E eu desço as escadas
Arrastando ainda todas as minhas coisas velhas
Que não me deixam por nada
Toda vez que meu coração é quebrado
Minha a alma não senta no escuro a chorar
Eu fecho os olhos e penso em Deus
E Ele sempre vem me encontrar
Me segura pela mão
E pela Rua da Esperança me convida a andar
Sinceramente
O mundo é o que eu vejo
Quando abro a janela
O horizonte a fugir de meus olhos
O chão que me convida a andar
A solidão é o que eu não posso tocar
Com o coração
Mesmo abraçando com as mãos
Meu corpo é só um porto no mundo
Onde eu descanso
Ou morro de solidão
Sinceramente
Meu corpo é um mundo vasto
Que minha alma não cansa de explorar
Frases, textos e citações by Josy Maria
O dia se despede devagar,
e eu também me recolho.
Nem tudo está leve, nem tudo está resolvido,
mas minha fé continua de pé.
Entrego a Deus o que pesa,
o que entristece, o que foge das minhas mãos. E no fim do dia, descanso o coração. Quem tem fé e luta com verdade sabe que Ele está no comando, e que o colo d'Ele nunca nos deixa sozinhos.
Josy Maria 20/05/2026
“O Corpo como Templo.”
Se eu pudesse descrever a maior obra de arte criada por Deus, diria sem hesitar: foi o corpo feminino, em todas as suas formas. Nunca houve prazer maior do que contemplá-lo, sentir sua beleza em cada detalhe e me perder nele.
Não existe sensação mais poderosa do que ver minha mulher se desfazer em prazer em meus braços, seu corpo tremendo enquanto goza. Nossas intimidades se encontram em um encaixe perfeito, como se tivéssemos sido moldadas uma para a outra.
As respirações se tornam descompassadas, os sussurros se transformam em gemidos, e a madrugada se entrega ao nosso desejo. Entre suor, pele e paixão, somos obra e artista, pecado e redenção — duas mulheres consumidas pelo êxtase de existir uma na outra.
— C.N.
Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.
Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.
E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.
Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.
Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?
No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.
É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.
Sempre quando eu te vejo,eu te sigo.
Sempre quando não te vejo fico.
Sempre quando eu quero te dizer alguma coisa,eu não consigo.
Meu pensamento só fica pensando naquilo.
E loucura não te dizer o quanto, quanto demorou para amar você.
