Poesia eu sou Asim sim Serei
Lascivas
Mormente, suas belezas
divergiam-se ao extremo
aspirava-lhe os nobres encantos
ou melhor, equívocos
fúnebres sentimentos
ao menos a primeira
quiçá a segunda
desguarnecido,
¿ora me lestes?
Claro que lestes
¿A primeira? Não olvidastes, estás marcadas em minha pele
¿ A segunda? Tampouco, contei-lhe os segredos de um conto
pormenor das lascivas
deleito-me com as terceiras
alimento-me com as minúcias quiméricas
Amo-te!
mas não por teu precioso sorriso
nem por seus traços delicadamente esculpidos,
tampouco pelas suas fascinantes curvas,
embora contemplasse a sua silhueta sob à luz da lua
que passava por uma fresta da janela e,
deitada sobre meu peito,
perguntava-me o por que do meu batimento ser uma loucura,
logo respondi, sorri!
Amo-te!
pois vislumbrei o brilho da sua alma,
mostrou-me que a vida é o quanto fazemos o bem
não importa a quem,
assim, passei a lhe venerar e admirar,
transcendi falsas compressões,
vi o quanto você me somaria,
desde então passei a lhe desejar,
não por resumidas horas
e nem por noites de recaídas,
talvez, pela eternidade de uma vida!
A caneta mudou minha vida
Com o verso escrito no papel
E o beat que encaixa com a rima
Quem abençoou foi o papai do céu
Momentos
Momentos são afagos ou arranhões
pedaços de vida, desejo de eternidade;
principalmente, quando amamos.
Nunca pense em abreviar, nunca pense no futuro,
enquanto você conhecer o abraço;
pois, o amanhã será só retalhos
desse momento, em cicatrizes e lembranças
que vamos nos arrepender de não termos vivido,
sofrido e aprendido.
Na estrada dessa vida
É preciso observar
Quando se é um bebê
Só se faz engatinhar
Mas o tempo vai dizer
Que se aprende a correr
E depois a pedalar
Pedalando, vou vivendo
Nas trilhas desse caminho
Não sei onde ele vai dar
Com Deus nunca tô sozinho
Na montanha vejo o mundo
Tiro força lá do fundo
Pra não ter um desalinho
Cai a noite, continuo
Sempre posso pedalar
Vem o frio da madrugada
Então penso em parar
Ouço a voz bradando forte
Só encerro com a morte
Sigo enquanto respirar
Então sigo nessa trilha
Vou curando as feridas
O pedal é que nem vida
A chegada é a partida
Tudo vai se repetindo
Quando chego já vou indo
Não existe despedida
Engoli minhas palavras
A sua arrogância, não.
Guardei-as dentro de mim
E pra não engasgar
Soltei-as nos versos
O linear do querer...
Sois o absurdo...
Parece ser natural...
No limite da devastação.
Sois o início e o fim...
Pedras são o pó
E o homem foi feito do pó...
Somos definidos pela coisificação...
Pelas arestas do consumismo...
Sutilezas... E ... Aplausos
Ainda estamos vivos...
Dentro de tantas contradições...
O clamor sereno e puro malte
Se presenta pela madrugada...
Mar da natureza devastada respira.
O poluído do ar refleti seus pensamentos...
O dito popular morreu em conflitos sociais...
Até amanhã anotamos tudo que se destaca...
Nós laços profundos da perdição somos impuros...
Mesmo assim continuamos a seguir um louco...
Abraços e beijos estamos mais pobres intelectuais...
Mesmo o que vemos nos dá sobre o entendimento de tal relação...
O convívio tornasse o âmbito da moral.
A moral morre nos instantes opacos...
O mar poluído de verdade pede socorro...
Mundo um dia reage a tal desvastação...
O mundo vai continuar mais ser ambíguo existirá...
Muitas vezes difícil sonhar com momentos de lucidez...
Optamos tanto será que felicidades sempre de tanto...
Consumir e ser consumado...
Entre pensamentos o vazio extenso...
Compreensão da convivência tornasse o abraço da solidão...
Sobre tudo sobreviver...
Relacionamentos apenas palavras jogadas na ilusão...
Muitas vezes difícil sonhar...
Mas existe igualdade na verdade que vivemos...
Podemos ter certeza disso...
Embora o mundo seja cruel e amargo...
Muitas vezes a felicidade é viver a liberdade.
Tenho particular gosto por Gente de Quintal,
Enquanto que, ao Quintal de Gente,
Não entendo, nem bocejo tolero.
Às 17horas e 15 minutos,
A National Geographic fala de animais,
Tontos.
que as vírgulas me perdoem pelas inúmeras vezes que tentei encaixá-las
em histórias que só cabiam pontos finais
Amor doce amor
Ao teu lado vivo um sonho acordado, demasiado é meu o contentamento;
Coração hiperbólico de amor, apaixonado por esse sentimento;
Sensação doce semeada com louvor, vermelha é a cor da emoção;
Na poesia abuso das figuras de linguagem, para expressar a paixão.
Jardineiro desse amor, desenvolvendo o pomar que prospera;
Inúmeras rosas, margaridas, tulipas, florescendo a vida como a primavera;
Você é uma flor de lótus, a flora brota de maneira exuberante;
Fazendo do carrinho e os beijinhos serem a água e o nosso fertilizante.
A cada momento que passa você faz eu ser uma pessoa mais evoluída;
Como artesões da vida, esculpimos cada dia um aprendizado;
Com alegria e emoções, evoluímos e temos os sonhos realizados.
A pura ternura imensurável, imerso no oceano de afeto;
A dimensão do amor incontável, interminável como o universo;
O viver é curto como uma ampulheta, a cada tempo a conexão é mais forte;
Sem surto e tristeza, nossa paixão transcende até o momento pós morte.
O Arrependimento do Astronauta
O amor me fez sumir
Para em seus braços me encontrar
Você me levou onde não sabia ir
Te achei sem procurar
A falta de nós dois veio a esvair
Sem você eu era mais do que sonhar
Não lhe enxergo mais
Sou apenas um lunático que quer mais sóis e luas
O tempo já não voa mais
A ampulheta me frustra, mas
Amanhã não vou estar
Estou,
Paralisado sem clock
O silêncio me corrói
Hoje não há sóis
Amanhã ainda é hoje
Vermelho só a lua
Só a sua
Sem a sua
Sou só
S.o.S!
Nós?
Sós?
Eu?
Só
GOLPEADO...
Em vão estendo pra saudade os braços
Sem que possa atingir este sentimento
Que julgo padecer-me nos teus traços
De vazio, angustia em cada momento
Cato-te em vão! Nos saudosos espaços
Entre nós a extensão, perdido lamento
Ainda na imaginação ouço teus passos
Onde o som à poética é doce alimento
Este amor é como o meu árido cerrado
Seca as ilusões, tal inverno, uma a uma
E assim mesmo, enamoro na lua cheia
Com o teu silêncio atroador sagrado
Perfura a minha alma, inda escuma
E com tua falta ao meu amor golpeia! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11/02/2021, 14’28” – Triângulo Mineiro
EM BRANCO ...
Olho-te devaneando, arranjando, e aí tento
No vácuo do teu vão, da palidez e alvura fria
A poesia que transvaze do meu pensamento
E, somente rabisco uma fisionomia tão vazia
Mas, insisto no carente, inteirar o anseio lento
Com feito, fantasia: - nessa sensação sombria
E assim, então, criar solenidade no momento
Para ver se abranda a minha solitária melodia
Em branco, a imaginação no papel em agonia
Escreve e apaga, retira e devolve, cria e recria
Que zombaria, e a desordem devora o escrito
Ó solidão, fala alto, deslustrando cada ensejo
Tudo revelado, nada mostrado, e pouco vejo
Neste curto desejo, só um versar mais aflito! ...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
13/02/2021, 11’42” – Triângulo Mineiro
BAMBO ....
Se o amor bater de novo na sensação
arrependido, para o meu sentimento
hei de dizer-te tudo com cara razão
e poética, quanto rasga o sofrimento
Pouco importa, ter já o entendimento
da dorida dor, sei eu, do luto e paixão
pois bem, nem mesmo o tal momento
do bom, tudo é mais uma recordação
Então, não venha mais virar a tramela
adentrar o meu olhar, e descontrolar
nos caminhos sempre terá outra viela
O amor vezeiro, é amor com alarido
bambo, perdido, tem basta o pesar
(só a morte) e nada mais é sabido! ....
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
14/01/2021, 09’01” – Triângulo Mineiro
Se ame em primeiro lugar
Tenha amor próprio
Tenha o seu próprio amor
Pra depois amar o próximo
Pense em você primeiro
Pense na sua família
Pense no amor verdadeiro
Sinta o verdadeiro amor
Que está dentro de você mesmo
Camilly Lima
Pra amar não tem desculpa
O amor transforma
O amor cura
O amor liberta
Não tenha a pressa de achar um amor
Ele vai te achar na hora certa
Camilly Lima
O amor é uma essência que contagia
É um sentimento de alegria
Aquele amor que é forte
Não acaba, é pra sempre, mesmo depois da morte
O amor é infinito, sem limites
Não tem fim, é eterno
Eu amo amar alguém
E ser amada também
Quanto mais amor se dá
Mais amor se tem
Camilly Lima
Se o tempo for escasso,
as essências passam despercebidas,
lições, reações, florescimentos
se perdem nas estradas da vida
Faça do tempo um amigo,
dose tudo para aproveitar,
não é fácil, mas é possível,
viver é isso, a tudo saber administrar
Não confunda, Ganja com Panca
Uma é Verde, outra é Branca
Uma Liberta, outra te Tranca
Uma Alisa, outra Espanca
Uma é Pó, outra é Planta
Uma Grita, outra Canta
Uma é Profana, outra é Santa
Uma e Nariz, outra é Garganta
Uma tem Honra, outra Má Fama
Uma é Brisa, outra é Flama
Uma e Terra, outra é Lama
Uma é Neura, outra Desencana
Uma Retém, outra Emana
Uma Adoece, outra Sana.
Os projetos não morrem:
São anteriores ao tempo
Existem antes do nascimento
E fenecem depois do fim.
Com eles se pode viver,
Mas não facilmente sem.
Vez ou outra renascem fortuitamente
E então pensamos ouvir os passos distantes de um ser que nunca nos foi
Ouvir a voz que ora nos apazigua
Quando, em verdade, são eles dando-nos asas ilusórias
Que mal dadas, são cortadas rentes
E muito posteriormente dilaceradas
Com a amplitude de inúmeros decibéis.
É tudo tão célere que mal notamos,
Tornamo-nos ao seio da mediocridade e vileza humanas.
Os projetos não morrem:
Pulverizam-nos.
