Poesia eu sou Asim sim Serei
Meu amor, e como
o inverno, tao frio
Que espanta a todos,
tao sem sol, que nao a cor
Meu amor, e desinteresse
Desprezo ate, os meus próprios
Interesses
Sonhador Feliz
Em varios lugares hávia estado, mesmo sem ter me deslocado
Fiz da minha mente um portal para lugares que nenhum realista hávia estado,
De louco fui chamado por uma pitada de fantasia ter abrassado,
Sonhando mesmo quando estava acordado
Desfrutando de cada lugar por onde a minha mente tenha me levado,
Sonho em ter uma familia feliz
e em algum momento sonho que o mesmo sonho se tinha realisado,
DIFERENTE DELES" SONHADOR FELIZ EU TENHO ME CHAMADO
Bem-te-vi
..
Quem bem te viu bem-te-vi
Logo se admirou
Quem bem te ouviu bem-te-vi
Logo se encantou
Quem bem te sentiu bem-te-vi
Logo de ti se enamorou
Bem-te-vi
Bem-te-vi
O que de bom tu viste em mim?
Raízes
Queria poder entender
O mundo e a maldade,
As pessoas estranhas,
A tamanha perversidade.
Queria poder aceitar
Que amar é sinônimo de sofrer,
Que alguns erros vem para somar
E o passado tem que se esquecer
Queria poder esquecer
O passado que não me cabe mais,
Porque a vida não irá voltar
Para buscar quem ficou para trás.
Queria poder mudar
A realidade injusta,
A criança desabrigada
Que dorme na chuva.
Queria poder reverter
A realidade feminina
Que apenas por serem mulheres,
São assediadas a cada esquina.
Queria poder suportar
A intolerância religiosa,
Que é o desrespeito com outras crenças,
Uma prática pavorosa.
Quero poder mudar a realidade mundial
A verdade do negro, do homossexual,
Ressaltar que todo mundo é igual,
Uma intervenção é fundamental.
Quero poder escrever
Sobre tudo o que sinto,
O papel é o melhor ouvido
Quando a mente se torna um labirinto
E quando nada mais fizer sentido,
E tudo eu desconhecer
Tu estará no papeldividida em vários versos,
Jamais esquecerei de você.
AO MESMO TEMPO
Concomitantemente
Assim de repente
Brotam choros e risos da mente.
Segue em frente,
Tendo à mão o que sente
Pulsando e com o sangue quente.
Persista, tente!
A vida por mais doída é coerente.
Lança teu pão, plante a semente.
Ela ao seu tempo brota e alimenta a gente.
Don Tiago da R. Sales Piauhy. Sampa, Sp, 29/01/2017
CURTA.
Escrevo coisa com coisa.
Não digo e repito.
Nessa sanha de por para fora,
Rumino. Insisto.
Palavras me concretizam,
Me imortalizam,
Até sensibilizam.
Mas são definições.
E o que se define?
O rio que vejo agora é outro.
O tempo, corre sempre solto.
De nada se tem controle.
De tudo se quer um pouco.
Mas o que se tem de fato, é cova.
Ainda assim vou sorrir.
Cantar agora neste instante.
Seja na chuva, no sol, na lama.
A ferro e fogo não!
Paciência.
Para se viver é preciso morrer, não é?
E se morre de repente.
Se vive, constantemente.
Na maestria da vida, tudo está certo.
Nada fora do lugar.
É no perfeito caos que se pode achar harmonia,
E na mais perfeita harmonia, dar de cara com o caos.
Então, vivamos quietos.
Quietos, mas não cegos, sem sensibilidade alguma.
Acreditando sempre,
Pois quando não se crê mais em nada,
Nada pode não mais ser.
E o que eu sei da vida?
Apenas que ela é curta.
Don Tiago da Rocha Sales Piauhy - São Carlos, Sp, Março/2014
Uns, apenas enxergam. Outros, tudo sentem. Estes? São poetas. Aqueles? São sentidos pelos poetas que os transformam em versos.
O poeta sabe que na arte da inspiração há uma ação que pira, mas não é ira. É apenas uma expiação.
"Não importa se perdi,
sofri,
ou feri o meu peito,
no encanto da vida,
e na partida,
só vale,
se fiz do meu jeito."
SÃO APENAS VERSOS...
Não escrevo aos que se acham maior!
Sei que meus versos são pequenos.
Mas não me importo se são amenos,
se não brilham, se são bons ou pior,
porque sei que são livres...
Sou poeta menor, bem sei disso...
E minha Poesia estreita, indouta
sem métrica, tosca, vazia, solta,
- maculadora do brio que não cobiço -
são apenas versos. Mas são livres!
Sou um mero pintor de aquarelas...
E, meus poemas desgastados, mudos,
rudes e descoloridos, entremeados
a corações amiúdes de flores amarelas,
são apenas versos. Mas são livres!
Escrevo aos que têm alma liberta!
As Estrelas esquecidas que já partiram.
Ao genial Pintor, cujas cerdas coloriram
as arirambas de minha terra esbelta.
Escrevo, porque sou livre...
PRIMAZIA DA ESPERANÇA
Para Tenório Telles
... Neste mundo louco
onde o caos prospera,
e nada mais faz sentido
no coração mesquinho
da rude pedra de carne,
o que fazer, senão oferecer
das estações, a primavera!
Neste mundo acinzentado
onde flores são pisadas
por mentes empobrecidas
e vidas são destroçadas
por medos e emboscadas,
o que fazer, senão oferecer
luzes de estrelas e sonhos!
Neste mundo desatinado
onde o belo é esfacelado,
valores são desconstruídos
e pesadelos são cultivados
em cinzas desilusões,
o que fazer? Senão oferecer
balsamos de esperanças!
Neste mundo insano
- de girassóis desfolhados -
em que se desdenham da flor
e exaltam a medíocre dor
da ignorância e miséria,
o que fazer? Senão oferecer
ao mundo, a canção dos poetas!
Eylan Lins
In: Autobiografia: Antologia Poética do Clube Literário do Amazonas - CLAM. Rio de Janeiro: Autografia, 2021.
Não adianta falar dos problemas meus,
estes resolvo-os
entregando-os nas mãos de Deus.
Tenho que falar é da alegria,
em forma de versos
em alegres poesias,
agradecer o amanhecer
de um novo dia,
e ao anoitecer orar
para Deus, me guardar
e meus sonhos abençoar.
aferi
Minhas poesias são feitas com consciência, as vezes com amor e as vezes com saliência
A tinta que corre pelo meu caderno é como o sangue que corre nas
minhas veias
é um prova de que eu estou vivo e que meu coração ainda bombeia
TRAUMAS DE AMAR
De repente a vista fica embaçada
A voz falha e o pulmão para de trabalhar
Vai acontecer sempre a mesma coisa
Toda vez que eu te avistar?
Eu perco meu pé do mundo
Eu viajo no encanto do teu encarar
E de repente o nada vira tudo
Quando vejo você se aproximar
Meu corpo começa a estremecer
Sinto minha rigidez fraquejar
A cada passo, pouco a pouco
Nossa distância você cortar
Prometi nunca mais deixar acontecer
Não deixar o amor, de novo, me afetar
Mas no negro daqueles olhos posso ver
Não tenho mais para onde correr
Se esconder ou me refugiar
Calafrios percorrem todo o meu ser
Mesmo sabendo que não há o que fazer
Eu não queria ceder e simplesmente aceitar
Mas espero que eu não tenha o que temer
E que esse novo amor me faça esquecer
Aqueles meus antigos traumas de amar
TODOS OS ADEMAIS
Refugiando-se em um recinto
Recito o que mais sinto
Ademais, há de mais
O que por ti sinto
Aí o medo se refaz
O amor é como um labirinto
Apavora-me, quase por instinto
E por demasiado temor, minto
Porque quando há demais
A dor, eu logo pressinto
Além do mais, consinto
Quão mais, minto a mim
Temendo todos os ademais
Que um dia sentiria por ti
Que Vacilo
Vacilei várias vezes
Nessa história de amar
E em quase todas as vezes
Não me arrependi por vacilar
Veja bem, não que a dor me convenha
Ou que eu ficasse feliz em me machucar
É que… apenas os tolos da dor desdenha
Quando com a mesma é incapaz de criar
Muita arte veio de um coração partido
Arte demais para poder contar
A dor disto pode ter sua parte bela
Se com ela você conseguir lidar
Eu cochilei nessa questão mais de uma vez
Mas aprendi, finalmente, depois de tanto apanhar
E eu não fujo mais, porque talvez seria estupidez
Temer algo que sei ter mais versões que a de lesionar
Então, não deixarei os vacilos me amedrontar
Por eles, encontrei a mais forte versão de mim
Até vacilei esses dias no verde de um olhar
E nossa… que vacilo, enfim...
CORGUINHO
O pobre corguinho que canta na serra,
Que corre, que corre, sem nunca cansar,
Pobre Corguinho, é tão pequeninho,
Mas, para mim, é “mais maior” que o mar.
Ele, para mim, é bem maior que tudo,
É grande,grande, como um coração,
É o coração feliz e bom da serra,
Da minha terra, do meu grande chão.
Pobre Corguinho, é bem maior que o mar,
Porque é bom, porque é cantor dolente,
Não ruge como o mar e não se zanga,
É humilde e pobre como a minha gente.
Corguinho bom que Deus criou na serra,
Que Deus criou cantando uma toada
Naquele dia, Deus estava alegre,
Criou o mundo e não criou mais nada
E foi dormir, contente deste mundo
Tinha criado a serra benfazeja,
Tinha criado a mata, os passarinhos,
Tinha criado a toada sertaneja.
Corguinho bom, que vai descendo a serra
Sem ambição, sem orgulho e sem nada
Tudo o que tem vai entregar ao mar
E morre feliz, cumprida a sua jornada
Quando eu encontro alguém falando grosso,
Quando um grande despreza um pequenino,
Eu me lembro do mar, que ronca e bufa,
E tudo o que ele tem deve ao corguinho...
(in “Canção pro Sol Voltar “ Editora do Escritor Ltda” )
Nada de novo na rotina humana,
as mesmas emoções, toda semana,
nem nos jornais o crime é novidade.
Por isso escrevo versos e detalho,
Batendo em ferro frio com meu malho,
O que a rotina julga insanidade.
SUSPIRO FINAL
Se sentindo inútil
Ao ponto de perder a vida
Sem ter mais sonhos
Sem ver uma saída
Desejando um grande amor
Mesmo sabendo que não chegará
Deixando ser iludido
Por aquilo que apenas me prejudicará
Sem esperanças para o amanhã
Vivendo sem brilho no olhar
Com medo de algo ruim acontecer
E não saber se tudo vai melhorar
Atravesso a rua e um carro
Acaba batendo em mim
Nos segundos finais sorrio
Meu sofrimento chegou ao fim
A vida é como uma rosa
O dia começa com o despertar do sol, é revigorante senti-lo sobre minhas pétalas. Dizem que minha beleza se exauta, em especial durante o amanhecer. As pétalas se desenvolvem e ressaltam para além do que é belo, doce e vivo.
Estou observando, à espreita, insetos pequenos conversando e rindo, parecem felizes. É tranquilizante vê-los tão vivos. No campo existem variadas espécies de flores, animais e seres.
Obsevo o céu imaginando que há algo ou alguém maior do que apenas a maneira sensitiva que interpretamos o mundo. Enquanto penso e reflito sinto dores agudas, insetos monstruosos rasgam e comem pedaços de mim, não porque sentem fome, mas porque precisam arrancar e estraçalhar a vida de alguém para viverem.
Dia após dia vou perdendo meu ser, eles veem, levam partes de mim, e se vão. Estou fraca demais para sorrir, fingir, ou sentir. Fecho os olhos e me permito sentir algo diferente à aquela sensação real e complexa. Então olho para a rosa ao lado, a que acompanhou toda minha dor e nada fez, pois também é frágil, porém forte.
Portanto, não aguentando mais a dor, pela última vez fecho os olhos e então me entrego.
Assim é a vida de uma rosa, mesmo com os espinhos ela não é capaz de se defender de tudo sozinha.
Antes de ser um inseto na vida alheia, seja a pessoa que rega e zela pela vida dos outros sempre com amor e compreensão.
