Poesia eu sou Asim sim Serei
DEMANDA NÔMADES
Existe um navio no mar
... Água sem doce
onda com sal
gemido no porão...
As gaivotas dão voltas
e reviravoltas, e se voltam
com seu revoar!
E saem rumo, norte e sul
conforme a demanda
da imigração do seu procriar.
Somos nômades...
Já viajamos no passo
nos astros nos sonhos
um dia andamos nos trilos,
n'outro...
Velejamos nas águas do mar.
Antonio Montes
Escrevo somente
De coração e alma
Jogando as incertezas na lama
Chutando os verbos
Compondo o meu eu
Em prosa e em versos
ABACAXI
Espinhada coroa
Casca grossa, fonte tupi
De versos tão atoa
Um poema, um abacaxi!
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
Vaso na janela
Ela uma janela
Ele um vaso
Dê uma espiadela
Não tenha descaso
E nesta aguarela...
A janela e o vaso.
© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
Cerrado goiano
ESTAÇÕES SENTIMENTAIS
Os finos galhos da ilusão
penetraram minhas entranhas
na esperança de ganharem corpo,
folhas e flores na primavera do amor.
Perco um pedaço do meu mundo
Hoje a noite está tão fria
Iluminada pela luz da lua
Desperta em mim a poesia
Recitada por minha voz roca
Me dar uma vontade de beijar uma boca
E que de preferência, seja a sua…
A cada novo dia
Aumenta em mim a ansiedade
Acompanhada de alegria
Que vem por partes ( metade)
Se eu beijar esta guria
Será só felicidade…
A cada hora ou segundo
Que pego a pensar ti
Eu perco um pedaço do meu mudo
Mas só de pensar na distancia
Me da sede, me da ânsia
E caio em desgosto profundo..
Saudades de você minha amiga
Garota, seu lindo olhar
Incendiou meu coração
Sequestrou meu pensamento
Libertou minha inspiração
E num momento perfeito
Não sei explicar direito
Era tipo ficção
O sol tocou sua pele
Revelando seu sorriso
Era igual ao paraíso
Que descrevi num poema
Sua mão macia e pequena
Escondendo – se no moletom
Sua voz em afinado tom
Que dominava o espaço
Fez – me querer seu abraço
Que de tão apertado é bom…
Quanto mais o sol subia
Mais mostrava o seu brilho
Já me via fora do trilho
Toda vez que tu sorria
Abrilhantava meu dia
Trabalhava mais contente
Torço muito pra que a gente
Volte a se encontrar um dia…
Mando-te neste cordel
Um abraço carinhoso
Bem forte e bem gostoso
Com um sabor de saudade
Para que nossa amizade
Dure o século todo...
QUE VONTADE DE VOLTAR
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Caminhar entre as árvores,
E belas edificações,
Sem medo de balas perdidas,
E assaltos inconsequentes.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde as ruas são embaladas,
Com Beethoven e Mozart,
Ouvindo Ode a Alegria,
e Flauta Mágica.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde o café é mais saboroso,
Onde a cerveja é pura,
Onde o vinho tinto,
Aquece do frio.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn,
Onde o clima,
Inspira a poética da vida,
Onde a cultura,
Dá sentido a existência.
Que vontade de voltar,
Voltar para Bonn.
REQUISIÇÃO: DEIXE OS POETAS PASSAREM
E, se de repente, no estoque da vida, faltassem também os sonhos, o amor, o conhecimento, a poesia? Será que alguém entenderia que, assim como os caminhoneiros, o poeta é um incomparável condutor de sentimentos? O que seria, por exemplo, do coração sem aquele combustível essencial que nutre qualquer paixão? Os livros, a melodia, as histórias, como ficariam se nos faltassem as palavras? Se não tivessem, de repente, mais poetas para conduzi-las aos nossos olhares... Se não houvesse mais inspiração para traduzir todos os momentos?
Ouso-me dizer que até o amor, este nobre sentimento, não resistiria pela falta do que falar... Acho mais ainda, que não resistiria pela falta do que ouvir... Não dá para subestimar o poder daquele que sabe como ninguém entender as dores e as delícias de um coração que não sabe fazer outra coisa senão existir e compreender a vida e tudo que ela nos traz.
Portanto, peço encarecidamente, deixe o poeta passar, escolte-o, dê-lhe matriz para que possa fazer com amor aquilo que mais sabe: traduzir poesia e transcrever os sentimentos.
Leandro Flores
Maio de 2018
(Durante a greve histórica dos caminhoneiros).
MIRA DO MUNDO
Me atiro a rosa da vida
com mãos dóceis distraídas
dando palma a sua vinda
com a vida assim vivida
sem adeus apara partida.
Velejarei mundo a fora
com remos fieis do sonho
estarei na minha hora
com tudo que sou agora
em plano que ti proponho.
Me atiro em rosa petalada
no passo firme do mundo
e as passadas nas estrada
são fieis a quase nada
em tic-tac do segundo.
Antonio Montes
PLANOS NEBULOSOS
Dorme a noite, enquanto isso....
O sol adormece sob o fulgor das suas chamas.
Nesse ínterim a lua 'Artesã dos sonhos',
rainha das saudades... Sobe ao trono de prata
para imperar sob as estrelas e os astros
físicos do infinito.
Nessa tempo, a calma da noite, desce sobre
a calada sombria, desfilando os olhos do medo
e o burburinho das fadas.
Tudo é nebuloso... Os sonhos misturam-se com
os pesadelos para de supetão, despertar os sono
absolto nos planos e os passos, galgam os
paralelepípedos das calçadas ouvindo o ladrar
da matilha e o pio do corujão, solto do nada.
A noite, continua em seu cochilo quando de
supetão é acordada pela cantiga do galo e o
clarão do alvorecer. Nessas hora, despertadores
tilinta aos ouvidos da preocupação e os
preocupados saem em carreiras traquinas como
se fossem formigas afobadas sob as águas dos
seus planos pequineses.
Antonio Montes
SINAIS DO AMOR
Depois do dia em que seu adeus tornou-se
um ponto.
A minha paixão, veleja pela... Reticência
da vontade e a saudade do meu eu,
cavalgando pelos dois ponto: Tentando
agregar ao nosso passado, não quero saber
de ponto e virgula; Muito menos de Calígula
espezinhando meu caminho.
O meu sonho é virgula, velejando por esse
verde oceano, e os meus braços estão se
abrindo como se fossem parênteses (Para te
isolar sob meu peito) e lhes manter em meu
colchete {} divagando sobre nossas []
barras de aconchegos.
Meus olhos choram serpenteando o travessão
_ Ambos almeja o perpendicular e o enfatizar
das aspas " " d'essa estrada.
Depois do dia em que seu adeus, tornou-se
um ponto.
Quando cai a noite eu ergo os olhos para o céu
e faço uma exclamação... Meu Deus... Quanto
te amo! E tudo se torna um interrogo do meu eu
Meu amor quanto te amo! Volte, me de a sua
mão? volte para mim, volte para essa paixão...
Volte e traga-me o seu coração.
Antonio Montes
Atrás desse mar há o sol
Por trás do sol há tantos fótons
Por trás dos fótons há energia
E por trás da energia há desejos
Tão magnéticos capazes
De unir todo esse meu universo
Às investidas do seu gracejo
(Victor Bhering Drummond)
Bergamota pode ser uma fruta que se descasca assim como banana nanica,
também pode ser o epíteto de alguém
conhecido por mexerica.
E se!
E se fosse verdade
Que meu lar é lona preta?
E se fosse verdade
Que meu tema é o amor?
E se fosse verdade
Será se daria treta?
E se eu não me intimidasse
Com a careta do opressor?
E se fosse verdade
Que eu só vivo de amor?...
E quando a aurora desabrochar no crepúsculo
Assim como uma rosa desabrocha num jardim.
Lembre - se do punhal e da rosa
Tudo será mar
Tudo será vermelho
Vermelho de aMAR...
AO TEMPO
Menino da pipa
empina e apita
e sai as carreira
com vento ai.
Esta sempre alegre
brincando na vida
e seu rashtag
é sempre um sorrir.
Menino da pipa
que vai, que fica
no sonho treteiro
e no seu ti, ti, ti
No banho da bica
na água a cacimba
o pote a moringa
e seu existir.
Na haste da flor
a batata do lírio
o suspiro o amor
a onda o Taiti.
Menino da pipa
cresceu foi p'ro mar
e hoje surfando
não quer mais voar.
Antonio Montes
CÁCERES DA SAUDADE
A saudade cárcereira
que instigou minha paixão
atiça os sonhos como feira
esse cubículo é uma asneira
apedrejando meu coração.
Cavalga sobre a vontade
arco e flecha, meu avexo
trepida o amanhecer
sem direito ao espairecer
do segredo e do confesso.
A saudade enclausurada
fisga-me em quatro paredes
no meu peito ela faz cáceres
do sonhos uma ampla rede
do meu futuro, grande cede.
Estou dentro, estou fora
desse mundo emparedado
viajando por todas as horas
esse quadro me apavora
pelo amor teleportado.
Antonio Montes
Quero tocar em você , como músico experiente
com a genialidade de quem manuseia
um ...violão
Solene, terno e apaixonado como uma guitarra .
E com a simplicidade de quem faz amor no
milharal
Assim...
Sagrado, ao mesmo tempo que carnal!
Vou tocar tua alma,
mas antes vou dedilhar as cordas do teu corpo.
Doce S.I.S
