Poesia eu sou Asim sim Serei
"Não é que eu queira o mundo repleto apenas de poetas...eu só acho que seria mais leve viver entre eles. "
(...) Nos caminhos que cruzam seu destino eu sempre volto porque eu prometi amor. Agora deixa a gente ser... Então de repente podemos ser tudo... Sol, lua, noites, manhãs. Como a expedição da sua alegria e a viagem dos seus sorrisos. Seremos simplesmente perto um do outro...
(...) “Eu estava aqui evocando sua forma de criar raízes em mim que me dá tanta sustentação, que hoje vivo despencando sem o seu suporte. Rememorando quando nos copiávamos um no outro, das sua parcelas de romantismo. Do seu brilho radiante que sempre clareava meu sorriso... Você sempre incita as lembranças que carrego na bagagem dos meus sentimentos... Você é demais pra mim. É o muito que eu queria...É o começo da história que não teve fim.... Vou te mostrar o que não viu atrás... Eu te carrego como uma marca, uma lembrança pelos dias que eu queria te mostrar. Talvez eu carregue isso até o fim dos meus dias... Você é nada mais, que a saudade sem juízo de todas as minhas manhãs...”
"Se decepção fosse um prêmio, eu teria ganhado o primeiro lugar, com distinção em promessas quebradas e sonhos desfeitos."
Entre encontros e desencontros, era você o tempo todo. Sempre foi você e eu não enxerguei por medo de que me fizesse de tonto. Quando percebi já era tarde demais, você se foi com outro rapaz. Sem me dar satisfação ou seu novo endereço, me fazendo pagar o preço por te deixar partir sem apreço.
Eu como poeta, não nos resumo a apenas um termo, pois somos maiores do que pensamos. Temos o poder nas mãos de transformar a dor, a angústia, o amor, em textos carregados de sentimentos verdadeiros e intensos. É um diário aberto, em que temos a coragem e ousadia de demonstrar nossa alma, nossos erros, pois somos seres falhos, que reconhecemos nossas fraquezas e mostramos ao mundo como ela age dentro do nosso interior.
Eu escolhi ser verdadeira.Não importam as dores. Elas nos espreme e passam. O tempo cura, o recomeço chega. No meu dia a dia o olhar é sincero, as angústias são presentes, as decepções existentes.Te desejar o bem é a estranha maneira de eu ser resiliente. Sorrir é minha forma de compartilhar a vida. É assim que consigo repaginar o tempo, e é assim que eu acredito no amor.Esse tal de amor dói, mas vou sempre reencontrá- lo no caminho. Os detalhes, os fracassos, a alegria ajudam fortalecer. O amor suprime qualquer tempo, em qualquer lugar.O amor é a poesia dos meus sentidos.
O que eu desejo pra ti, é que no silêncio de um momento só teu, tu olhes com todo amor para ti mesmo, para o teu coração, para os teus braços, para as tuas mãos, para todas as tuas lutas e para todos os teus caminhos, que te trouxeram até aqui, e vejas o quanto te diferencias dos que só contemplam e não realizam. Eu desejo que tu olhes e realizes na tua mente tudo que conseguisse, corajosamente. Eu desejo que te orgulhes muito de ti mesmo, e que mantenhas sempre a bondade e a generosidade junto de ti. Eu te desejo, principalmente, olhos bem abertos e gratidão para tudo de bom tu tens em tua vida. Tua família, que é teu apoio e amor maior e teu trabalho que te dignifica e enobrece dia após dia. Eu te vejo como um ser que tem ousadia e se recria e reinventa todos os dias. Teu trabalho é poesia e arte, assim como a arte que é todo o teu corpo, esse também, desenhado e assinado por ti.
Desde o início eu poderia dizer que os mais doces são os mais difíceis de encontrar, como as flores mais belas, assim como você...
Se querem mesmo saber: eu estou cansado desses poetas ditos sagrados, em verdade são uns desgraçados da sorte; são o caldo cultural de uma indústria poético-literária, que têm nos seus livros a exploração póstuma desses escribas que deveriam está definitivamente enterrados.
Por você eu tiraria a máscara, a luva e o medo no olhar, abriria a guarda te dando um abraço, ou ficaria vulnerável apertando sua mão... Pois o vírus pode se alojar no organismo, no copo, no balde ou corrimão, pode ser que ele demore, pode haver um turbilhão, mas você segue em quarentena, segura e sem preocupação, na ala mais nobre do bairro, na sala do meu coração.
"As notas de um piano variam do branco para o preto, e do preto para o branco. Eu vejo pessoas, mas não as conheço. Era você que me mantinha a salvo do desconhecido. Foi só um jogo? Agora não sei mais. As mais sombrias noites eram meu refúgio, seu timbre. O ritmo continua a fluir, mas eu me sinto desamparada. Toca, e toca e continua tocar. Nós encontráramos nosso lugar algum dia. Mas, nem ao menos você sabe que esse meu lugar fica aonde suas pegadas estão. O rangido da soleira é inquietante, as janelas batem com força e as cartas rasgadas são a única coisa que sobrou da chama que fora apagada. Porque você me pegou em seus braços e agora eu caio repetitivamente. Lentamente. As sobras estão sendo dilaceradas enquanto eu toco essa música."
“Pedir a Deus que cuide de quem você ama… mesmo que não seja mais com você... é dizer ‘eu te amo’ no idioma mais doloroso que existe.”
A aurora se enche de plenitude, e no além céu, acordam as criaturas. Eu tenho as cores da aurora nos dedos, quando a escrevo e ela vira linguagem. Através das palavras posso ser tudo o que a imaginação descortina. Em um instante sou aurora, e no outro ser crepúsculo. O claro é o escuro marcam tempos da natureza. Um tempo etéreo que ultrapassa a velocidade da luz. Admiro a paciência da tartaruga e a memória do elefante. A natureza se encontra dentro de mim, quando observo que também sou diversidade. Observo uma pintura e a pintura também me observa. Nesse momento absorta pelas imagens já não distingo se sou um ser humano ou um quadro na parede. Afinal, nada é tão simples assim. Tudo que eu observo, também me observa e nesse momento somos um. Somo um ponto de interrogação. Eu sonho ser quem sou, e ao mesmo instante sou mesa, cadeira e parece. A paisagem também sonha. E quem sonha se torna aquilo que sonha. Quando olhei nos seus olhos e seus olhos me olharam, a partir desse momento, já não sabemos quem é quem. O corpo é palpável, mas a alma é fluida e se constrói naquilo que vemos. Tantas vezes perdi meus olhos no seu. E se mesmo descrente eu falo em amor, é porque parte desse amor ficou em mim. Mas já não posso contê-lo no momento em que questiono quem sou eu. Sou um conjunto de imagens, visões e percepções. E se escrevo é porque busco a mim mesma no espaço tempo de universo infinito. E isso transcende todos os acontecimentos e te devolvo seu olhar que um dia se perdeu no meu. É uma metáfora justa de quem liberta e segue inteiro frente à manifestação da realidade. Eu não te esquecerei porque tenho memória, mas será para sempre uma lembrança abstrata, frágil demais para se concretizar. E me distancio com suavidade, que o tempo recolha o que é do tempo.
“Eu tentando entender: a pessoa curte, comenta, segue… e depois unfollow. Será que ela é sonâmbula digital ou tá testando o botão de seguir?”
Às vezes eu não sei até quando eu vou aguentar. Minha cabeça me tortura vertiginosamente. Meu coração parece ter mil toneladas o comprensando. Esse vazio que ressoa como uma música hipnotizando o ambiente. Música que não é mais que ruído. Eu estou me rasgando de dor. E ninguém se importa. Lágrimas negras escorrem no meu rosto e as pessoas fazem anedota. Eu estou doente, profundamente doente e não há ouvidos que me ouçam. Não há mãos que apertem a minha. Não há palavras. Não há ninguém. Apenas eu sozinha à noite me contorcendo de dor. Faço mil orações e me pergunto onde está Deus que parece não me ouvir. Transtorno bipolar. Duas palavras e um trator atropelando minha alma. De onde virá a ajuda. Estão todos envolvidos com seus lares. E meu lar, que é minha alma transborda como em uma enchente. Por que dar um fardo tão pesado para mim que sou tão frágil. Deus meu, que mora nas estrelas, abrande essa dor carnal. Tantas vezes eu tentei partir, mas continuo aqui como rocha. Eu sou frágil na superfície, mas sei quantas noites escuras eu superei. Peço um fôlego a mais. As vezes me pergunto porque sou tão resistente. Poderia partir leve como uma ave que some no céu. Partir como um peixe que se esconde em oceanos profundos. Sinto dor. Uma tristeza asfixiante. Mas só por hoje eu não vou partir. Beberei um copo d'água e dormirei. Em meio a meus pesadelos eu vou me contorcer. Ao acordar não vou querer me levantar. Mas levantarei, tomarei um café e pensarei que sobrevivi, sem nenhuma empatia alheia. Eu me olharei no espelho e pensarei em esquecer os tolos e os insensíveis. Eu resistirei e dessa terra só parto quando meu tempo acabar. Eu sou rocha, pedra de ribeirão. Eu suporto a dor, porque em mim mora um flor delicada, prestes a desabrochar.
Eu queria escrever um poema que falasse da vida, sua complexidade, mas eu queria falar mesmo de felicidade. Sim, hoje o meu dia foi feliz, encontrei meus familiares, amei e me senti amada. Dias assim a vida não precisa de sentido, precisa apenas ser sentida. Compartilhar. Ser importante para alguém. Sentir que minha vida importa e que minha ausência seria sentida. É mais do que ego. É um sentimento humano ao se relacionar e sentir que pertence a algo mais. Coração em paz. Sentimento de plenitude. Dá vontade de cantar, mas está tarde e para não incomodar os vizinhos, eu canto debaixo da coberta. É uma cena meio esdrúxula. Mas sinto vontade de cantar. Dizer ao universo que eu estou bem. Que meu dia foi bom. Sei que a vida não é retilínea, dias alegres e tristes se revezam. Mas hoje não quero pensar em tristeza. A tristeza hoje me parece uma velha corcunda, sempre reclamando da vida. Hoje a felicidade me encontrou e sinto que quero vive-la imensamente. Por isso me recuso a dormir. Não quero perder nenhum segundo desse sentimento. Então canto, canto. E o meu canto é uma reverência ao universo, diriam os ateus talvez, mas eu canto para Deus, ainda que músicas profanas. Em minha pequena jornada de fé, descobri Deus em meu coração. Não tenho religião, mas cada sofrimento superado eu agradeço humildemente a Deus, esse Deus ainda tão frágil em minha alma, mas a quem me entregou profundamente. Em um poema anterior eu pedi a Deus que me desse a sua paz. Hoje estou em paz. E sinto que Deus me ouviu.
Eu me via como uma flor cinza, uma flor doente de cores, que sonhava com um jardim. Certo dia apreciei o pôr do sol e pude observar sua cores, e o leve calor que pairava na atmosfera. Era meu ser convalescença. Observei um quadro florido e este mesmo quadro me observou, com quem tentasse me transmitir suas cores. E eu as senti. Era meu ser convalescença. E às cores foram surgindo e cada vez mais sentia suas nuances. Olhei para o sol do meio dia e senti o ser calor. Ao passar do dia, olhei para a lua que especialmente estava cheia, e senti beleza. Meu ser convalescia é o mundo se enchia de signifiacdo. Olhei para mim, para o meu corpo, e o vi como um instrumento. E a vida se transformou em música. Era um renascimento. Nesse momento Deus me olhou. E senti a vibração. Era o milagre, que pedi em um sussurro. Tenho agora uma vida que já não é mais cinza. E senti a natureza em toda a sua diversidade. Tudo o que estava oculto se apresentava lentamente a mim. E em vida, eu nasci de novo.
Eu quando olho para os céus à noite para o vasto e em expansão misterioso universo cheio de milhões de estrelas, galáxias e planetas, e gosto de pensar que não somos os únicos seres vivos do universo, e que seremos visitados brevemente por civilizações inteligentes de outros mundos, eu como poeta digo assim, eles já cá estiveram e virão novamente. Que mistérios guardam os buracos negros no outro lado, será a entrada para outra dimensão do futuro ou do passado ou para outro universo.
