Poesia eu sou Asim sim Serei
Baudelaire 3x
Vinho, que te quero amaro
Virtude, que te quero afortunado
Poesia, que te quero prosa
AÍ SE TEM O SONETO ESPECIAL
Ter a poesia amorosa, emotiva e alada
Os versos com sentimentos suntuosos
Aroma, sussurro e suspiros numerosos
Possuir sentido, uma poética afeiçoada
Não ter bobagem, desencontros, nada
De partilha, somente beijos ardorosos
Muito a se fartar, elementos veludosos
Na norma nenhuma vontade moderada
Transgredir o espaço da alma, coração
Entregar-se sem pejo à sua devoção
Mergulhar na paixão, soltar o aperto
Conservar a inspiração sentimental
Sentir-se em plenitude, um concerto
Afetivo. Aí se tem o soneto especial.
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
29 janeiro, 2025, 15’33” – Araguari, MG
Amor de poesia, vida de poeta,
Por onde andará, minha rainha perpétua?
Por ti, vaguei neste labirinto sem fim,
Mas não vejo teus passos,
Apenas fagulhas dançando em mim.
Como brasa, meu peito ainda te aquece.
Senhorita, senhorita, senhorita...
Cuidado por onde pisa!
Estou longe, e por ti há quem nada diga.
Cuidado, oh, minha querida...
Há versos que queimam sem se apagar,
E amores que não são feitos para durar.
A POESIA
Os versos de uma poesia
Traz sonhos e realidade
Passeia pelo desconhecido
Colhe apenas a felicidade.
A poesia penetra no universo
Faz viagens pela magia
Na composição de um verso
Ele transmite alegria.
A poesia é um raio de Sol
Invadindo o quarto
Com aromas de girassol.
É a escrita que afaga
Envolve o silêncio
Nunca se apaga.
Autoria Irá Rodrigues.
Vida quente e poesia
A vida é fogo que arde sem aviso,
no sangue que ferve em desejo preciso.
O corpo que chama, ardente, sem medo,
no toque que acende centelhas em segredo.
O café desperta, intenso, apressado,
como o abraço que envolve, apertado.
Nos lábios, o gosto de febre e vontade,
no peito, um ritmo de pura verdade.
Que seja quente, que queime, que dure,
que vida morna jamais me segure.
SimoneCruvinel
sobre um visual incrível:
“Algumas belezas não precisam de palavras, pois já são poesia em si mesmas. Essa paisagem é um verso silencioso, onde o horizonte sussurra ao coração e a natureza declama sua perfeição.”
As coisas mais simples da vida, se tornam poesia em movimento.
O calor do sol ao amanhecer, revela a beleza oculta na rotina…
Assim, a simplicidade ganha asas, e o amor nos ensina a encontrar poesia em cada detalhe da vida.
Quantos entardeceres vimos sem poesia?
Por quantos apenas passamos, sem nos darmos conta ou importância?
(O LEDOR DE ENTARDECERES)
Sente-te! Que o tempo te escreve em poesia,
Sente-te! Que o agora é tua melodia, Sente-te! Que és dono da pena e do tom, Sente-te! Que és verbo, futuro e dom.
Poesia Sobre os Paradoxos do Amor
O amor, clamor sutil que ressoa no âmago,
Essência amarga que embriaga os sentidos no abismo.
Luz etérea que se incendeia na penumbra da existência,
Sombra luminosa que persiste onde o visível se dissolve.
Frio abrasador que destila na carne o véu da transcendência,
Calma turbulenta que agita os recessos da psique.
Silêncio retumbante que abala as fundações do ser,
Vazio pleno de infinitudes, onde o finito se perde e se refaz.
Poesia: Saudades, como não tê-las?
A saudade é como a brisa do vento, que passa sobre nossos rostos e se vai num momento. São lembranças carregadas de sentimentos, de momentos inesquecíveis que nos emocionam quando as trazemos em nossos pensamentos.
Saudades, como não as ter? Por muitas vezes, elas nos trazem lembranças que geram esperança e confiança, e outras vezes nos deixam tristes, com uma ânsia interior, um clamor que é um misto de sofrimento e dor.
Nós somos um encontro improvável — desses que o acaso organiza quando a vida resolve fazer poesia em silêncio.
Ele é o sossego que não se impõe, eu sou a inquietação que não pede licença.
Ele respira fundo, eu prendo o ar.
E no meio dessa dança tão desigual, nos tocamos onde ninguém vê.
Eletem um mundo dentro do peito, mas não o exibe.
É discreto até nos gestos de afeto.
Ama como quem cuida de uma planta: sem alarde, mas todos os dias.
E eu, que sempre fui urgência, aprendi com ele o valor da constância.
Aprendi que amor também pode ser morada, e não só fogo.
Somos diferentes, diria que não nos completamos, nos confrontamos.
E nesse espelho que ele me oferece, vejo partes minhas que eu nunca tinha parado pra olhar.
Às vezes me sinto barulho demais pra quem gosta de silêncio, mas ele me escuta.
Mesmo quando eu não digo nada, ele me escuta.
Nós não somos um conto de fadas, somos reais.
Temos pausas, falhas, espaços.
Mas também temos escolha, essa nossa escolha diária e silenciosa de permanecer.
E talvez o amor seja isso: reconhecer o outro como território sagrado, ainda que desconhecido.
Eficar.
" FIEIS "
Tu me darás, dos versos teus, a rima
no enredo que te faz poesia plena
conforme, a declamar, teu corpo encena
o que te torna, enfim, uma obra prima!
Assim me exposta, frágil, tão pequena,
poesia da mais alta, minha, estima
te deitarei canção posta por cima
a te exaltar no amor que nos condena.
Daremos, nós, inveja aos menestreis,
nas noites de luar, loucas, crueis,
entorpecidas das almas errantes…
Tu me darás a rima dos teus versos;
eu te darei meus textos controversos
e o tempo nos fará fieis amantes!
Somos feitos de futuros possíveis, entre espaços e palavras ainda por dizer.
"Que a poesia continue a ser um meio de libertação"
EM REDOR DA POESIA
Em redor da poesia distrai o amor
Suspiroso, alegre, impar, elevado
Cândida sensação dum confessor
Num soneto tão quão apaixonado
E neste sentimento cheio de ardor
Diz-se palavras ternas, no afinado
Poetar: modesto, castiço, amador
No tom singular. O peito apertado
Obriga então a poesia ser serena
Onde a prosa pra sedução acena
Desenhando o sentido, as ilusões
Nesta bruma de paixão, estamos:
Soneto e poeta, nestes reclamos
Cochichando prezadas emoções.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
09 abril, 2024, 19’36” – Araguari, MG
Poesia, Pois só se vive uma vez.
Quando amarmos, que o nosso amor seja genuíno, sabendo que o tempo não volta e as palavras quando são proferidas não podem ser mais revertidas.
Elas têm o poder de matar, ou gerar a vida. Através delas curamos feridas na alma, manifestando a graça que nos acalentam e acalmam.
Quando formos fazer o bem, que o façamos sem olhar a quem. Pois, a verdadeira bondade é imparcial, incondicional e o seu amor é o que desfaz todo o mal.
Sabendo, que só se vive uma vez, e que nessa breve jornada da vida nós estamos apenas de passagem e o que vamos levar para a eternidade é apenas o amor e caridade.
ENREDADA DE NADA
Versejo triste, ralo, a poesia vazia
Verso sangrando de muito sonhar
Atrás de uma poética com alegria
Em vão me esforço para alcançar
Rimei paixão, sensação, ousadia
Sem nunca largar, ou desanimar
Em uma fé sedutora que me guia
Sofri, chorei... Noite e dia a idear
Poeto exausto, lerdo, desatento
Um canto de sussurro, lamento
Saem nos versos em enxurrada
E neste poetizar com verso rudo
A minha desilusão é quase tudo
Numa poesia enredada de nada.
© Luciano Spagnol – poeta do cerrado
10 abril, 2024, 20’36” – Araguari, MG
