Poesia Eternamente
RELÍQUIAS
Nestas velhas páginas amareladas
Duma poesia de outrora, de amor
Retalhos das prosas tão choradas
Sussurro em verso, versos de dor
Relíquias... eram ilusões doiradas
Que cá versam nostalgia e clamor
Os restos de poéticas enamoradas
Num soneto sofrente, sem pudor
Ai! verso a verso, vai, e tudo parte
A ideia se apaga, e vem outra arte
Nas lembranças, que doridas são!
E, passo a passo, que se esquece!
Tudo envelhece! e assim, fenece...
Deixando o seu cunho no coração!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
03 agosto, 2022, 05’40’ – Araguari, MG
não há arte que me toca da mesma forma que a poesia
Se algum dia eu morrer é porque a poesia já não está mais presente em minha vida
Uma poesia em um papel amarelo, um papel pequeno que cabe sentimentos imensos.
Caraca! Uma imensidão em um pequeno papel amarelo!
"Podem até parecer vã abraçar o vento, ora, pode ser uma linda poesia de entendimento do tempo".
Giovane Silva Santos
ENTRELINHAS
Se o ledor pudesse ler as entrelinhas da poesia
Minha, que cada surpresa do fado me reservou
Entenderia os suspiros, a dor e toda a antinomia
Dos versos agridoces, que no meu versar chorou
A desdita está em cada poética, tanta a agonia
Imbuídas naqueles perdidos sonhos que sonhou
Cada desejo, num gesto que não era de alegria
E sim, apertos no peito, que o causar idealizou
Poeto sentimento, o sentimento inteiramente
E nunca indiferente, e tão pouco eternamente
Devaneio, amo, idealizo, busco ir sempre além...
Porém, do calvário não se pode ficar sem nada
Cada qual com seu traçado e com a sua estrada
Tudo passa! E do destino aquele servo e refém!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
04 agosto, 2022, 20’22’ – Araguari, MG
Poesia que acontece (fragmento final)
Num pensamento,
Por um instante no tempo,
Meu coração foi te encontrar.
A chuva passou, seu cheiro ficou no ar,
O silêncio trouxe ao meu ouvido,
O som suave da sua voz.
E eu despertei vendo seu sorriso.
A poesia ganha corpo
Ganha cor
Ganha veste
A poesia se traveste
De onda de puro furor
Condena a majestade
Ao ínfimo chão gelado
E traz ao trono o infame
De versos adocicados
A poesia emudece
Quem cansa de ouvir falar
Entretece seu tecido
Como um rio vir a ser mar.
A poesia empertigada
Sobre a sobra da centelha
Engana os olhos incautos
Refrigera, queima, beira
À loucura ensandecida
Ao brio do terno pastor
Fulgura o novo tempo
Canta o cântico d'amor.
A poesia hiberna dentro
Da pele de quem consome
Seus atos, aços clementes
Seus pesos, uivos e fomes.
"A poesia, é a essência divina da alma.
A fonte das emoções... Gravadas nos versos e razões da sencibilidade humana."
SONETO INCOLOR
A poesia, que um dia me cobriu de amores
Hoje silente na sensação e tão cheia de não
Entoando transgressão pra versos pecadores
Tão perdidos e tão desamparados na solidão
Inquieta. Mas vai aonde o romantismo fores
Pra então sentir e auscultar a voz do coração
E assim carregar os poemas e as singelas flores
Do jardim da imaginação, sem morrer a paixão
Dores, rumores, temores, no versar presente
Que deixa a rima despovoada, nua e ausente
Quando se só queria a emoção dum amador...
Na sofrência que voa duma dura imaginação
A tristura, chama está, duma rude desafeição
Então, poetando o acaso num soneto incolor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
11 agosto, 2022, 20’40” – Araguari, MG
Como é possível alguém perder, quase que por ímpeto, ao mesmo tempo a fé, a poesia, a intensidade e a alegria?
Como pode um amor apagar, o carinho sumir, a força de vontade se esvair e só restar a necessidade de sobrevivência?
Em que momento nós somos capazes de depositar tanto sentimento nos nossos planos, nas atitudes que julgamos corretas, desperdiçando o conhecimento e tempo e o trabalho com aqueles incapazes de observar o outro, cujos egos impedem a intenção de ser humano, ver o humano e fazer valer a justiça?
Onde acaba tudo isso?onde começa o outro lado? Por que continuar? Para que reiniciar?
O que significa o recomeço senão uma nova chance de errar e perder?
Brisa Solta
O tempo passou
E eu vi ela voltar
Dona de si
Calmaria depois da chuva
Poesia da rua
Sorriso na alma
Na vida ela é rima pronta
É brisa solta
Perfume bom no ar
Felicidade que fascina
Corre pro meu lado quando apronta
Me faz querer ficar
Bem mais de boa
Me faz querer ficar
Na cama até a hora de almoçar
PERDIDO AMOR
Na poesia, eu te chamava com teimosia
Saudando-te com um tal próprio jeitinho
Eram versos de sentimento e de alegria
Que nos quais eu te sussurrava baixinho
Era uma sensação que, muito, eu sentia
E já sabia da emoção que viria, carinho
Pois, em cada rima, de ti uma melodia
Urgia e, o tempo passava devagarinho
Por onde andara meus versos agora?
Sem ti, se só há lembrança de outrora...
Então, um aperto na alma, um ardor
E, aquela atenção que era companhia
Que trazia cheiro, agora, é prosa vazia
Tentando esquecer um perdido amor!
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
16, agosto, 2022, 19’46” – Araguari, MG
POESIA AO RETRATO DO DESCONHECIDO
Cortado pela água azul da vida
nasce o berço das civilizações,
sobre o horizonte do amanhecer
nasce e morre Atonao entardecer,
envolvendo em luz todos os dias
as terras secas que aos pés do Egito
são banhadas pelas águas puras do Nilo
deslizando por papiros sagrados
inundados na noite da gota
pelas lágrimas de Ísis que chora
por Osíris.
Acima do deserto-mar amarelo e árido
erguem-se os perfis de construçõesgigantescas,
imponentes, frias e imortalizadas,
geometria feita de pedra,
desafiando os séculos.
Eternidade silenciosa,
testemunhos mudos do poderio e da magnificência
de um império morto quegrita aos nossos olhos
tudo o que não podem falar.
Embriagando-nos de admiração
transmitindo um encanto misterioso
criado pelas sombras mais profundasde seu passado,
entorpecendo o íntimo de nossas almas
com sentimentos inexplicáveis.
Tão gigantesca agachada está
meio humana, meio animal
comandante isolada,
repousando a milênios
protetora dos mistérios
que ainda cercam o EGITO.
Em um exército de Frases Prontas, Revide,
Dê voz a sua própria Poesia,
No Universo de Vozes aleatórias, conteste, seja sua própria Melodia.
Encante-se por Você,
Idealize-se,
“Agracie-se”,
Ame-se todos os dias,
Você merece!
Graciele Antero
“Vem dar a melodia...
E musicar os versos meus”
GLOSA
JULHO 2022 (CPP)
A POESIA É TRANSFORMADORA
Minha alma se abre em inspiração
É tão tocada por versos de poesia
Sentimentos transbordando de emoção
Compondo pensamentos em melodia
Quando estão voando tão contemplativos
Em cada instante do belo em sintonia
Ouço a música dos Anjos no meu coração
Versos brotam como flores a cada dia
Toda poesia pode sim virar canção
Venha me fazer feliz e realizada
Minha alma poética vive sonhando
Quero plantar poemas nesta estrada
Assim a felicidade vou espalhando
E toda dor pode ser também amenizada
Em tudo que a alma vai exaltando
Escrevo versos de paz e de amor
Para levar algo bom e mais real
Algo bom que possa ser animador
Pois há muito sofrimento geral
Um poema pode ser transformador
Pois o poeta fala do existir especial
Que leva a esperança que aplaca a dor
Versos que são preces da alma Universal
E neles contém Jesus Nosso Salvador
Nestes versos mais profundos de Natal
O desafio é fazer também reflexão
Parar para pensar como viver plenamente
Está chegando mais um Natal
E que minha poesia seja bem serenamente
Transformada em linda melodia
Para alegrar de um modo bem legal
Não só no natal como eternamente
Na alma que entrar dentro deste poema
NORMA SILVEIRA MORAES
UMA MANEIRA
A cada prosa de uma nova poesia
A doce poética se revigora vigente
Enche a profunda obra de quantia
Onde cada sensação nunca mente
É muito bom a gente ter cadência
Sussurros da imaginação, a sonhar
Naqueles versos cheios de essência
Pois, serão ao poeta o valioso lugar
Amar, e amar, o inevitável segredo
Da trova que quer a afeição suspirar
Versado com a variedade sem medo
Um enredo, um sentido, uma maneira
Pra acelerar a emoção e fazer delirar
Senão, estás a perder a prosa inteira...
© Luciano Spagnol - poeta do cerrado
20 de agosto, 2022, 21’20” – Araguari, MG
Tu tens a boca tão linda
Mas, seu olhar fala poesia
Cada olho tem a magia
Que a tonalidade brinda
E te digo mais ainda
Teu olhar tem a sedução
Que na mira da visão
O cabra perde o sentido
Pois a flecha do cupido
Acerta o coração.
O seu rosto é perfeição
Seguida da pele macia
Quantos beijos eu daria
Se em uma ocasião
Com o desejo e paixão
E todo esse frisson
Debaixo d'um edredom
E a língua na sua orelha
Chegasse à boca vermelha
Para arrancar seu batom.
Alma Poética
A poesia tem alma poética que corre através de tempos.
Indo sempre em direção aos sentimentos do coração. E para alcançá-la o poeta transporta o amor sempre contido no nobre sentimento que corre em suas veias!
Ao contrário da filosofia, a poesia não precisa dar explicação.
Quem entendeu, entendeu; quem não, não.
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