Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada
Somente aqui nessa quietude almiscarada de prímulas e estrelas o meu voo ganha familiaridade com o chão, minha arte desafia a gravidade da inércia e na boca desbocada do tempo ganha tom de Poesia.
Ainda que você tenha tudo, de uma forma material, que eleve a sua vida para "mais", sua vida no fundo sempre será "menos", se o que tiver dentro de si for algo vazio.
Olhar de mar e céu desta tempestiva mulher que colhe as virtudes da realização dos sonhos em sua expansão terrena desafiando o amor em ser ternura e essência.
É verídico que as essências se misturam, tão essencialmente é preciso ser graça e a propriedade da ternura.
Calor que emana do corpo dilata as artérias, faz pulsar o coração que semeiam virtudes no Jardim feito de licor.
Toda voz do amor, fala além do som. Todo sentimento que o amor retém, libera inspiração. E o que seria da poesia, se não existisse o toque fulgente das paixões? E dos poetas, o que seria deles, quando as portas da razão vigiasse a escrita vazia das certezas? Amar é flutuar nas asas dos sonhos! E é lá que eu sempre em ti irei pousar.
Minha ode é feita de sedução, tão lírica que me componho de versos sem medida igual ao entusiástico prazer.
a palavra amor morre quando você pensa em você, mais quando pensa em sua família a felicidade aparecera
Minhas palavras ao seu ver podem ser pesadas ou torturantes, mas é apenas minha forma de liberar tudo de ruim que tenho dentro de mim em forma de poesia
De pura inquietude sou feita, vontade de lamber o mundo como fosse uma tigela cheia de mel melecar as mãos e os beiços no sentido mais simples da palavra lábios de mel.
O ódio é um boi de Barretos e aquele que odeia é um peão que luta bravamente para permanecer no jogo de odiar.
Todo poema é uma tentativa fracassada de recriar uma mulher. Os bons são aqueles que quase conseguem.
O precipício é sempre um princípio de liberdade quando se pula para fora do que faz mal: é o principício.
No escuro, desacordado, eu estou pensando o que será que eu fiz de errado, não conseguir sentir o meu corpo é horrível, as vezes eu penso que sou apenas um lixo, mas não me importo, um dia chega ao fim, muitos riram de mim e hoje eu estou aqui, se tenho orgulho do que fiz? Eu não sei, mas o que espero é que tenha um novo recomeço, se existir eu, pago qualquer preço, inconsciente, no chão gelado, sinto meu corpo tão frio como se eu estivesse com ar-condicionado ligado, sei que é o fim, mas felizmente, vou sair desse pesadelo que é ser gente, com sangue escorrendo por todos os lados, não sei o que eu fiz mas sei que estou ferrado, só queria dizer adeus a minha mãe, abraça-la e me despedir, mas infelizmente não vou poder, este é o fim.
Se não tem alma e nem sensibilidade de um anjo e loucura, jamais será lembrando por ter sido um grande poeta.
deve ser bom chegar até a velhice com espírito de criança, só não pode chegar até a velhice pensando que os desenhos estão atrás da tela.
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