Poesia do Carlos Drumond - Queijo com Goiabada

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⁠O rosto aparentava
ser como todos os outros.

No entanto, nunca havia visto
uma combinação de boca,
mãos e olhos tão belos.

Inserida por AnaScuro

⁠Recomeçar

Quero ir embora
Saí mundo a fora
Esconder-me da solidão
Quero conhecer pessoas
Ficar de boa
Vai que rola uma paixão.
Quero ir bem alto
Equilibrar-me no salto
E dançar uma bela canção
Quero viver uma nova história
Pode ser aqui e agora
Não aceito não
Quero amor verdadeiro
Um fiel companheiro
Que faça bem pro meu coração.

Inserida por RoseanaCosta

⁠Minha canoa...
É feita de itaúba preta,
É grande e confortável,
Boa para viagem.

Minha canoa...
Navega nessa Amazônia infinda,
Entre rios, furos e paranás,
Cortando, deslizando nas águas,
Do meu majestoso RIO-MAR.

Minha canoa...
Tem o japá, o remo, o estrado,
Tem anzóis, espinhéis, tarrafa,
Malhadeiras, arreios,
Sem faltar a cachaça para animar.

Minha canoa ...
Da proa à popa
É o meu bem-querer,
É minha patroa!
Horas de pescaria,
Horas de paciência,
Horas de precisão.

Mas já vai anoitecendo:
Arrumo minha canoa,
Estou de volta as muitas águas,
Trazendo comigo,
Bodós, pacus, tambaquis,
Pescadas, curimatãs e jaraquis.

Trechos da poesia, "MINHA CANOA".
DO LIVRO: "OLHA JÁ"!...

Inserida por RoseanaCosta

⁠chuva solitária
que insiste em cair
para molhar lugares
pessoas e estações
que há tempos foram seca.

Inserida por rafacibi

⁠Como a amo meu Deus…
Como amo sua delicadeza.
Como amo seus negros olhos, são Tão brilhantes!.
Como, mais como, amo seu enorme cabelo, é Tão grande.
Como amo seu andar. As vezes é engraçado por conta do seu enorme cabelo.
Como, eu não sei, mas amo tanto minha querida Rosa. O coração bate muito mais rápido ao vê-la perto de mim.

Inserida por Iubitordeflori

⁠O abismo é uma sedução provocadora
Um beijo na boca da maldade
Um tapa na cara do perigo
Se for me amar por vaidade
Eu prefiro ser temido

Pra não dizer que não falei das flores
Colhi na praia do pacífico
Naveguei até a ilha dos amores
E vi o bom selvagem tímido.

Inserida por auri_pilatti

⁠Como não me apaixonar por você?
Por que você é sempre tão educada e gentil?
Por que você tem esse coração GIGANTE que está sempre acolhendo os outros?
Você precisava mesmo ter esse belo senso de humor?
Precisava mesmo desse sorriso lindo?
Precisava ser tão simples e ao mesmo tempo tão esperta e inteligente?
Como faz para parar de pensar em você?
Como faz para não te querer?
Você me ensinou muitas coisas, pelo seu exemplo, com palavras e seu modo de ser, mas faltou me ensinar COMO NÃO ME APAIXONAR POR VOCÊ?!!

Inserida por AdrianoLSilva

Poema - ⁠A Jardineira de Curitiba
Não escrevo a mim
Eu escrevo a alguém
No fim da folha, deixo um relevo
Assinatura à caneta para quem
Me fez sorrir, me fez chorar
Esteve a partir e perdeu-se em mim
Au' Revoir, disse à vida de mártir
Da poesia, à minhas linhas de marfim:
Cantei canções amargas e sem cor
Colhi as sargas, sem flores sofri
Pueril rancor, de mim não largas
À morte, recados que um dia escrevi
Ó amor, enxergue, ela só responde na hora
Não deixe que em ti leve este mal à dentro
Pois aqui fora, ele à ela reacende e reergue
O que esteve apagado por muito tempo
Estas rosas secas, estes frutos podres
Não regaram as freiras, desde às dezoito:
Tornou-se um jardim de dores enfáticas
Onde o delírio do homem permanece acoito.
Sem ti, cara dama, senti as dores
Sem incentivos de quem ama, fomos
Atrás de flores, retornando à goma
Regai nosso jardim, pois melhores juntos somos

Inserida por apenasumheery

O amor é um risco
E um grande compromisso
Por que então todos focam nisso?
Ele me tornou arisco
-//-
Vão acabar perdendo o juízo
Eu sou tão iludido
Um garoto sofrido
Por isso eu enfatizo
-//-
O amor é um desperdício
Nele não existe nenhum sentido
É um sentimento submetido
Ele não trará nenhum benefício
-//-
Eu posso viver minha vida sozinho
Sem correr nenhum perigo
Eu sou meu próprio abrigo
Eu escolho meu próprio caminho

Inserida por felipe_henrique_6

META UM VERSO:

quando a realidade dura te inquietar;

quando tudo o que parecia sólido desmoronar;

quando tiver que se recompor,

remendando teus esforços chutados

por quem não soube valorizar.

Já há dentro de ti um metaverso,

uma consciência capaz de alterar

o ambiente coletivo

a partir do teu próprio universo.

Para cada dor existe uma cura.

A cada lágrima, meta um verso.⁠

Inserida por PalavraMotriz

⁠Morri


A verdade me consome, destroça cada um dos meus átomos, sequer sabendo se são meus, sequer sabendo o que seriam de fato; o próprio fato de escrever é uma tentativa de reafirmar a vida, um salto mais uma vez à esperança, o próprio ato de escrever o é em si um absurdo, sim, o próprio ato; desisto da felicidade e só por desistir morro para mim, este ego que não me serve de nada, de mim para mim? Não sei e mais uma vez, não sei! Quão ridículo, que insípido, asqueroso e odioso é isto tudo; só por desistir de mim torno-me a busca, o objetivo; entrego-me completamente a uma estrada desconhecida em rumo ao desconhecido, em busca do perdido? Em direção ao não sei...

Inserida por Oaj_Oluap

⁠Não há lugar


Não há lugar e não há nada que minha consciência não toque, nesta mesma ânsia de ser tocado; não há paisagens que minha imaginação não anteceda, crie, ou fabrique; não há nada que me possua por mais tempo, mas por hora, vezes ou outra há um desejo que me consome, me arrebata e me quebranta e tudo isto para nada, não há lugar...

Inserida por Oaj_Oluap

⁠Me faça chegar


Não sei se nomeio de vida, esperança
Ou amor, este tal desejo de ubíqua;
Sentinela em perigo, a quem irei avisar?
Este tal de desejo que me faz arruinar;
Sentado aqui neste sofá a escrever,
Penso em ti e em ti penso em você;
Somente mais um no ciclo, ou o ciclo em mim?
Sem propósito tão sublime, ao menos tenho a ti,
Tal desejo que nunca cessa e não há de cessar,
Mesmo com a força da vontade, ela me faz desaguar,
Em esperanças da imaginação, em um sonho de criação;
Crio-me ao escrever, ou escrevo-me ao transparecer
esta saudade que sinto, que sinto de você?
Meu coração é pena, voa com o ar;
Meu sorriso é tímido, como a profundeza do mar.
Te devoro nesta escrita, te escravizo pelo coração;
Te liberto desta vida de pensar com a visão.
A visão nem tudo enxerga e por não enxergar
não se enxerga, nesta dubitante poesia te falo
como quem tanto pensa e só se encontra em ferga.
Reerga-se e me albergue em seu coração;
Faça-me enxergar além da visão, para que, assim,
Possa tornar-me um pensando em ti e tu em mim,
Em ti-me, sentindo-te-me e assim possa chegar
a onde a razão não consegue me levar.

Inserida por Oaj_Oluap

Um dia de outono nunca será mais um dia

Um dia de outono nunca será um dia qualquer

Os cisnes num lago tranquilo

A floresta dourada, quem não quer ver?

E o gramado, salpicado de folhas

De cobre, de ouro, a mais não poder

Nas tardes de outono, as fadas passeiam

Dançam, floreiam, nos vales a voar

Onde vive o outono...no céu tão bonito

Onde a Lua gigante, só faz encantar

Os gramados entoam melodia suave

Com brilho diáfano, lindo de olhar

Os pássaros comemoram, as abelhas adoram

E a vida continua, no eterno pulsar...



Inserida por magicamistura

⁠vodu

por entre os dedos da terra
sem pressa
sem deter
discorre sem forma
e incolor
o deus terrível
profundo
silêncio cálido
que inebria e incapacita
que engole
sem mastigar
os ásperos calos
deformando
as minhas trémulas e gélidas formas
encerrando os olhos
com o capim
e as pedras
e as folhas tardias
do longo inverno
na caverna aberta deste crânio quartzítico
incandescente luz que me atravessa
imobilizado pelas asas abismais
ouço e vejo o temporal
contra a gruta do meu próprio templo
eu sou o templo e a sua ruína
os seus antepassados futuros
isto é o princípio do meu renascimento
e por isso estou estendido nesta catarse
envolvido pelo frondoso sudário da floresta
aguardo a tácita palidez da minha própria morte
talvez eu próprio seja este terrível deus
porque ouço a voz da lua e o corpo do sol
invocando em extintas línguas os meus nomes.

(Pedro Rodrigues de Menezes, “vodu”)

Inserida por PoesiaPRM

⁠O poeta não precisa de barco para navegar
Do mar para mergulhar
Da luz para ver a claridade
Do amor para ter um par
Dos braços para um abraço
Da boca para beijar

Inserida por SandraQueiroz55

⁠Sinto-me um passaro sem pés,
condenado ao voo sem poder aterar

Como um anjo preso no céu,
a terra é o meu lugar

Inserida por albertcn

⁠Memórias

Pequenos fragmentos
do que ontem
se viveu
duras lembranças
do que já se perdeu

Vivencias passados,
recordações vivas
de que só viver não basta.

Inserida por albertcn

⁠Óh amor
doce amor
Senti na conexão dos seus lábios com os meus
No escuro onde não te vejo
Senti amor ao primeiro beijo

Inserida por albertcn

⁠Madrugada mágica

O silêncio da madrugada espalha mágia
Céu estrelado e lua cheia em sintódia
Vejo a mais bela obra de arte
Poesia não escrita

Inserida por albertcn