Poesia de Mae para meu Filho Homem
ADIAR
Adiar alegrias é como guardar para mais tarde toda poesia que o coração ousou sonhar.
Adiar alegrias é juntar cada grão de qualquer triste realidade e permitir que virem miragens para nos assombrar.
Adiar alegrias é deixar de observar a anunciação que faz o dia, um espetáculo bom ou ruim, mas que ainda nos deixa vivos aqui.
Adiar alegrias é negar-se por inteiro e deixar os remendos da rotina dominar, é pautar-se pelos medos, e estranhar-se no espelho de si mesmo, buscando uma fuga que inclina a alma para qualquer lugar.
Adiar alegrias é retornar para qualquer dia, repetindo a triste sina sem alternação.
Adiar alegrias é não viver para colher o dia, é deixar de se encantar e se entregar a monotonia do tempo que nos rouba nossa juventude audaz.
Adiar alegrias é perder o momento, é sepultar a semente ao vento e depois querer colher no ar.
E no adiamento dos risos, só restará lembranças vazias e uma “embarcação naufragada” que a duras custas ficou abandonada, esquecida, suspira e ainda é inspirada e reflete sobre as cargas sustentadas, trazidas e levadas pelo porto do coração que se perderam, mas apenas no”alto mar” da distração.
Katiana Santiago
Outono
Os raios já esmaecidos do sol dão um tom de poesia, as ruas e vielas sombrias repletas de folhas secas.
A poesia é uma pulca coça,coça,me chateia entrou por dentro da meia saiu por fora da orelha,faz zumbido de abelha meche,meche,não se cansa, nas palavras se balança fala,fala não se cala.
A poesia é uma pulcade pular não dem receio,adora pular na escola.
Só na hora do recreio!
Poesia não é compreendia pelo coração amargo,
Oco e seco
Mais é entendido pelo coração cheio de Amor
Calor e de doçura
"PROSA EM POESIA"
Somos e seremos sempre cúmplices
Na vida e no amor
Juntos ao pé da lareira olhamos da janela
Cai com força a chuva lá fora, uma ventania
A tempestade acordou o meu corpo
Sinto as pernas a tremer, acendemos a lareira
O meu coração torce pela vitória do amor, feita em paixão
Abrimos uma garrafa de vinho, sentados a lareira
Conversamos sobre a vida como uma prosa
Feita ou tirada dum livro, a chuva continua lá fora
E nos agarrados e inebriados sentimos
A sede do amor em forma de poesia.
“A vida é uma bela poesia
Escrita passo a passo
Com ponto inicial,
Com vírgulas, acentos
e acertos, pontos de continuação.
A vida é um belo som de
Violão com notas afiadas, afinadas,
desarranjadas, com cordas quebradas,
Ainda assim, dando um tom.
A vida é uma bela viagem
começa na terra natal, vai à vila,
à pequena cidade ou à Portugal
veraneio ao Rio de Janeiro
E inverneiro em Paris.
A vida é assim, uma bela canção,
um passeio na praia, um vento frio,
um arrepio sentido depois de um abraço
lindo, um balanço no quintal, um barco à vela
no meio da lagoa.
A vida é bela no rabisco de uma folha
de papel amassada, com uma singela declaração
de amor deixada propositalmente
ao destinatário que achá-lo.
A vida é bela numa conversa casual,
uma xícara de chá numa catina qualquer
no final da tarde, numa reunião entre amigos
nos risos largos por razões simples.
A vida bela é assim, vivida verdadeiramente,
simples, sem exagero, sem pesos, sem vergonha,
sem medos, com pedaços e inteiros.”
Profissão poeta
Pensei em viver de poesia
mas nunca ouvi falar que ser poeta era profissão
e nem que escrever versos pudesse ser ofício de alguém.
E se ser poeta e escrever versos compusessem uma profissão
- a de ser poeta - quanto ganhariam?
Qual seria sua remuneração?
Ele teria os mesmos direitos trabalhistas que os outros trabalhadores?
Teriam direito a fundo de garantia por tempo de serviço,
vale transporte com seis por cento de desconto em folha,
vale refeição e alimentação,
plano de saúde e dentário,
participação nos lucros da empresa e festa para funcionários no natal?
A ele pra que serviriam esses benefícios?
E se tivesse direitos exclusivos devido ao estresse do exercício de seu ofício
quais seriam?
Subsídio lápis, subsídio papel com linhas e margens, auxílio borracha?
Já imagino até a cena:
O poeta na linha de produção de poesias
os milhares de versos se entrelaçando na esteira e ele pensativo,
tentando dar conta de todo aquele volume de ideias encaixotadas
seguindo em sua direção, uma a uma incessantemente.
Todas aquelas palavras desconexas, se acumulando no chão ao caírem da esteira
formando à revelia de sua vontade poesias sem sentido
em poemas disformes, sem métrica, sem rima.
Mas pra quê rima, métrica, forma, título...se a poesia pode ser livre?
Se você pode ser livre também!
Livre dos rótulos, das formas conformadas e das fôrmas sociais.
Arrumei um emprego informal!
Agora sou poeta, mas não em tempo integral, só quando quero.
É verdade que não tenho carteira assinada, nem INSS
mas ando feliz a beça com esse meu novo ofício.
A MINHA POESIA ESTÁ NA PONTA DA LÍNGUA,
ELA FOI FORMADA NO CORAÇÃO
FORMATADA NA MENTE E ESTRUTURADA
NAS EXPERIENCIAS VIVIDAS !!!
Então nos esbarramos...
E a gente brinca de fazer Poesia.
Nesse pingue pongue de palavras,
Nossas Almas Poéticas se encontram,
Corações intensos trocam batidas descompassadas,
Mas a Vida Real chama...
E nos despedimos com uma troca de olhares
feita através de palavras... Palavras Mágicas,
daquelas que soam como um Toque suave no rosto.
E então cada um segue o seu caminho...
Porque a Vida Real não espera...
Desatinadora
Guardou-me o tempo meio as trevas,
minha dita poesia,
ditada por tal alegria,
qual consumia dor em noite fria,
fizera-se em canção,
por entre migalhas morte logrou,
qual glória desbotou-se em jazigos,
ceifada vida desfez,
levadas em cantigas sem dó nem ré...
O VERDADEIRO NUNCA SERÁ EXPLICADO ELE TEM DIVERSAS FORMAS DE SER EXPRESADO. EM RITÍMO DE POESIA ELE
RIMA O REFRÃO. NA MELODIA DE UMA MUSICA ELE ATRAVESSA
A ALMA E SUSSURRA EM SEU SER.EM TUDO E EM TODAS AS COISAS ELE SEMPRE IRÁ VIVER. O AMOR NÃO ACABA TAMBEM NÃO TEM LIMITE. O AMOR NÃO MORRE, SIMPLESMENTE POR TER VIDA PROPRIA, O AMOR SEM VOCÊ É TUDO, VOCÊ SEM AMOR NÃO É NADA.COM AMOR CHEGAREMOS A QUALQUER LUGAR,ATRAVESSAMOS BARREIRAS,SALTAREMOS MONTANHAS,COM AMOR DERRUBAMOS MURALHAS.POR AMOR ALGUEM PASSOU POR TUDO ISTO. E POR AMOR FEZ MUITO MAIS. MORREU EM UMA CRUZ POR MIM E POR VOCÊ. LEMBRE-SE O AMOR NÃO MORREU E NEM JESUS, O AMOR FEZ PROEZA RESUCITANDO CRISTO AO TERCEIRO DIA.
Se o poema fosse barco
A caneta seria o remo
A folha seria o mar
E a poesia...
Seria com é
Pois o poeta
Cria o cenário
Metafórico,
Imaginário
Como quiser.
CONTRAÇÕES DA POESIA
E a hora quando chega tornam os partos bem tranquilos... Na paz e muitas vezes, solitários! Podendo vir carregados de beleza e cor! Nem pensar que pode haver complicações... Não! São simples e bem pensados, também podem chegar bem fantasiosos, contendo muito encanto e magia nos sentidos! E, se por algum desvio de prosas houver, podem ser alinhavados com várias rimas e versos costurados também, com alguns sonetos e fragmentos curtidos, seguindo as linhas da alma e bordando, não com muita certeza agora, nas frágeis curvas da minha razão!
Mulher em Poesia
Sou a mão estendida para quem quiser pegar. Sou uma mulher em poesia para alma sempre alimentar!
SENTIMENTOS
Que a pureza dos nossos sentimentos retratada nas sagradas linhas da poesia, continue comandando nossos corações.
Existe uma poesia por detrás de cada gesto de sedução...
Felizes os intelectuais de alma que captam a leitura exata do momento
Quem escreve, faz.
Faz amor com a poesia.
Faz pausas de alegria,
Faz hora, implora e até chora.
Mas não demora. O amor tem pressa.
Quem escreve, tem.
Tem um amor reprimido
Talvez o coração partido
Tem um porto seguro escondido
Tem medo. Ora, o medo superlativo.
Quem escreve, passa.
Passa fome de veneno
Passa horas olhando o vento
Desmancha-se, fragmenta-se, perde-se.
E precisa de apenas dois versos para encontrar seu caminho de volta.
Quem escreve, procura.
Procura uma nota musical na melodia daquele sorriso.
Procura sussurros em apuros de prazer, e urros.
Procura a paz de um abraço que pede pra se eternizar.
Quem escreve apenas está a se verbalizar.
[Pra se verbalizar]
Teus olhos tem poema
Encanto,
Sorrisos
Cheiro de rosas
Pássaros a cantar
Reluz
Sonhos,
Poesias
Versos
melodias
Trás o vento
Borboletas,
Tem magia
Feitiço
Sei lá...
Tem vontades
Que me ganha
Me canta,
Me enlouquece
Só de olhar
Tem luz
Seduz,
Estrelas
Purpurinas,
Alucina...
Tem pecado
Tem veneno
Tem um quê
De desejo
De amar
São flores
Vinho
Sol
Lua,
Mar.
Surge Poesia
(Gleidson Melo)
Caneta na mão, papel, tinta e imaginação. Riscos suaves tracejam os pensamentos. Sentimentos em forma de rabiscos dançam em linhas azuis e dão a emoção necessária ao momento. Letras se confundem com fantasias e se misturam com o prazer.
À primeira vista, tudo lhe é revelado e as palavras fluem - viajam no passado e trazem a esperança do futuro. Os traços bailam e a tinta marca a trajetória de um instante precioso. Surge poesia.
DE CASA NOVA
Instala-se a poesia
No bailar dos dedos
Frenéticos e sem freios
No tamborilar das teclas
Já não tem mais a tinta
À borrar a folha branca
No pingar das lágrimas
Que reveste a poesia
Já não enche o cesto
O papel escrito e reescrito
Amassado e embolado
Para depois ser descartado
Basta o toque do dedo
Sem a nostalgia do escritor
Para na tela fria colar
Seus sentimentos em versos
Ainda tenho guardado
Um caderno velho amarelado
Literalmente rabiscado
Com meus garranchos indecifrados
Restou a fumaça do cigarro
E o copo sempre cheio
Enquanto a poesia experimenta
Sua nova moradia
(Nane - 13/04/2015)
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