Poesia de Boca
Como pode no inverno, sentir tanto calor? Ouvi falar de sua boca como um rugido de louvor!
O inverno é passageiro, por isso está calor. Embora que a passagem sem você, me trouxesse frio sem pudor.
A sua estadia aqui perto da beira do rio me trás um calor imenso, mesmo na temperatura abaixo de zero ao relento.
Meu irmão, coitado, morreu de hipotermia. A mulher dele descobriu, em pleno outono ensolarado, que outra, perto dele se aquecia.
Antes de falecer, colocou a mão sobre o coração e disse em uma só voz e em uma mesma entonação, nunca se desfaça de uma só canção, verso ou oração, pois, um dia baterá o cansasso e restará somente a solidão.
É SOBRE O CORAÇÃO
Mas o que sai da boca vem do coração, e é isso que contamina o homem. —Mateus 15:18
Toda vez que Susana abre sua boca, soa como uma sirene de ambulância. Esse comercial de TV usa o humor para indicar que um problema dental pode revelar uma doença mais séria. Portanto, é melhor ela visitar logo seu dentista.
O comercial me fez pensar no que sai da minha boca, toda vez que a abro. Jesus disse que nossas palavras vêm do nosso coração (Mateus 15:18). Ele ofendeu os fariseus ao dizer: “[…] não é o que entra pela boca o que contamina o homem, mas o que sai da boca, isto, sim, contamina o homem” (Mateus 15:11). Eles pensavam que agradavam a Deus por seguirem estritamente as regras, incluindo o ritual de limpeza das mãos antes de comer e ingerir apenas alimentos “limpos”. Jesus feriu o orgulho daqueles homens.
E Ele faz o mesmo conosco. Podemos pensar que somos ótimas pessoas por irmos regularmente à igreja e orarmos, mas fofocamos ou falamos sobre os outros quando não estão presentes. Em Tiago 3:9-10, diz: “Com ela [nossa língua], bendizemos ao Senhor e Pai; também, com ela, amaldiçoamos os homens […] De uma só boca procede bênção e maldição […] não é conveniente que estas coisas sejam assim”.
Se uma sirene soa ao abrirmos nossa boca, devemos examinar o nosso coração e pedir ao Senhor que nos perdoe e ajude a sermos uma benção para os outros. —AMC
Em cada falar, você exibe seus pensamentos. Anne Cetas
O Misantropo
A boca, às vezes, o louvor escapa
E o pranto aos olhos; mas louvor e pranto
Mentem: tapa o louvor a inveja, enquanto
O pranto a vesga hipocrisia tapa.
Do louvor, com que espanto, sob a capa
Vejo tanta dobrez, ludíbrio tanto!
E o pranto em olhos vejo, com que espanto,
Que escarnecem dos mais, rindo à socapa!
Porque, desde que esse ódio atroz me veio,
Só traições vejo em cada olhar venusto?
Perfídias só em cada humano seio?
Acaso as almas poderei sem custo
Ver, perspícuo e melhor, só quando odeio?
E é preciso odiar para ser justo?!
Deus de promessas
És sempre fiel
Não abres a boca em vão
E quando Tu falas
A vida e a ciência
O som de Tua voz seguirão
barragem
deve ser perigoso
esse gosto recorrente
de incêndio na boca
mas não há saliva pra apagar
e não há saliva que apague
por isso falo pouco
não sei o que de fato queima
fecho a boca e o fogo sai
pelo nariz
respiro mal, meu ar é qualquer fumaça
queria um gosto bom, queria pernas
pra sair correndo.
Melancolinear
Tenho os dentes
amarelados
e sempre que posso
mantenho-os todos
na boca fechada
sorrindo sem eles
estilo contido
e me envaideço
de minha proeza
porque não sorrir
nunca matou
ninguém
Sorrir nunca foi fácil.
Cresço com a boca miúda
e ainda não gosto de piadas.
Conservo a interrogação
quando de frente ao espelho:
como pode ser tão diferente
o frontal do perfil?
E me pergunto, desde lá
se todos enxergamos as mesmas coisas
se a língua não é tão só
um mesmo código para coisas distintas
se entre mim e você
não há um abismo sem solução.
O que sei é o que não sei
sobre projetos de futuro.
E mesmo assim escrevo cartas
(funcionam melhor que espelhos)
para meu próprio endereço.
Me respondo como se já tivesse
arquivado toda a memória
e pudesse confortar
confrontar o porvir.
Quando escrevo me passo a limpo
sem riscar as imperfeições.
A infância ainda gravita
em mim. Não só
a minha, mas outras
que vêm com músicas
sub-reptícias, por um atalho
por onde atravessam
com a velocidade
incalculável
do tempo.
Dar nome às coisas:
primeiro passo torto
até que se deseje
as coisas puras
sem auxílio de som —
a rosa única
a pedra que se sabe pedra.
Segundo passo, falho:
inominar.
Nos retratos guardamos nos olhos
o vidro dos olhos do gato
a cama ainda desfeita
a última tempestade
e o escuro do que virá.
[Colher nas mãos o que
das mesmas mãos se extinguiu:
pedra papel tesoura.]
A boca se fecha,
As mãos descansam,
O pensamento se cala,
A caneta repousa sobre o papel já marcado em letras,
Dentro de mim sempre claras,
Fora,
Um emaranhado de idéias,
Até hoje nunca entendido,
Há os que se fizerem à saber,
Mas, era mentira,
Aos poucos desmoronava,
Ele era o álcool,
Eu era a tinta,
Sou azul,
Não sou eu que escolho o verso,
Sim, ele me escolheu,
E escorregando pelo papel,
Me mostra em letras,
Sou um pensamento aprisionado,
Liberto e compreendido pela esferográfica.
Olhar metade
Sorriso de lado
Boca carnuda
Corpo sarado.
Rosto escondido
Por trás do chapéu
Quero saber o mistério
Solte esse chapéu.
Tem olhos para ver,mais não enxergam
Tem boca pra falar,mais não fala
Tem ouvidos para ouvir,mais não ouve
Tem tudo de bom,mais não agradeçe
Tem boa aparência,a bondade é ineficaz
O grande problema da nossa geração
Olhos nos olhos, boca na boca, na profundidade do seu olhar eu me encontrei, no calor dos seus abraços me fixei.
O tempo passa e o calor do seu corpo continua em minha pele, me fazendo lembrar dos seus toques, dos seus beijos,
me envolvendo em uma vontade louca de ter você aqui comigo nem que seja só mais uma vez, pela eternidade de um momento, que dentro de um pensamento, nunca iria acabar.
"Não durma com chicletes na boca, lembre-se sempre de escovar os dentes e cuidar da sua saúde, mental, física e pessoal.
Você é dono de si
Boa Sorte!"
Todo humano é desumano
Por mais humano que seja
tendo a boca com arma e a língua como bala
atinge o alvo até quando se cala.
Poema sem verso Tiago Szymel
“agonia.melodia.dia.chuva.alma.mania.
gosto.boca.beijo.desejo.sabor.
calor.pulsar.sonhar.vibrar.
aqui.ali.acolá.depois.já.
sol.chuva.mar.horizonte.ar.pavor.calma.desespero.pausa.silencio.distancia.ausência.s.a.u.d.a.d.e.agonia”.
Tiago Szymel
Bom demais, lembrar da sua boca
Bom demais, lembrar do seu sorriso
Bom demais, lembrar da sua voz
Bom demais, gostar de você
Bom demais, ficar feliz só em imaginar nós dois
Bom demais, ter você, ser teu, ter um nós só nosso .....
Teus olhos fixados nos meus,
tua boca colada na minha,
teu corpo encaixado ao meu
e a saudade que permence em minha mente
ainda.
"E a palavra suicida
precipitou-se,
desesperadamente,
da boca
e caiu
no mundo...
Estraçalhou-se
em verbo
e foi ser Vida."
"Verbum"
CORTEZÃO, Marta, B. "Banzeiro Manso. Gramado (RG): Porto de Lenha Editora, 2017)
É preciso choro para ter vela
É preciso ter muita boca para ser o rei de Roma
O rei do morro tem todas e não saiu da favela
E o rato roendo a roupa de quem não tem diploma
Somos resultados do que falamos,pois a boca do tolo é uma destruição.
Portanto cuidado com o que sai da sua boca,pois pode edificar ou destruir um ser humano.
Pele na pele seu cheiro em mim,
sua boca me tocando
eu me rendo a ti,
o tempo passa e eu nem percebo,
você já tão longe e eu te desejo.
