Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
A ignorância que impede o ser humano de se solidarizar com osofrimentoou com a alegria dos demais mostra o caráter de cada um.
Escrever é um gesto solitário, algumas vezes árduo, e cada escritor lida com isso do modo como consegue. É uma entrega de corpo e alma. Na prática, é sentir, viver e tentar entender nos textos o porquê de a vida ser exatamente como ela é.
O escritor é muito atento aos comportamentos, aos detalhes do dia a dia e inconformado com injustiças.
O universo da escrita e suas interpretações por intermédio da leitura é algo que faz de nós, seres humanos, indivíduos capazes de transcender conhecimentos para além de nossas próprias existências no tempo e no espaço.
Um desafio claro para a educação nos dias de hoje é se encontrar um ponto de conciliação entre os meios tradicionais, físicos, como livros, jornais e revistas com os novos suportes tecnológicos, presentes de maneira cada vez mais precoce em nossas vidas. Eu acredito que a tecnologia vem para acrescentar, o que devemos fazer é unir as novas tecnologias ao que já se faz em casa e nas salas de aula. O importante e imprescindível é estimular a leitura!
A neve matinal se despede da longa noite, fria… Parece uma artesã a bordar a minúcia das rendas com a sua luminosidade, acumulando invernos.
A ideia de que em algum momento dessa vida todos são iguais, perde o valor quando a realidade prova que não há poesia onde existe fome!
Os livros serão sempre fundamentais para o desenvolvimento moral,cultural e intelectual mas os meios de comunicação em massa desde que foram criados também se tornaram essenciais para a formação psicossocial do indivíduo ,são armas muito eficientes contra a alienação .
Em dias de chuva ou dias de sol, e intensidade da beleza são impressionante, são folhas brancas, e nós somos as letras
A viola, ah.. aquela viola que sempre está ao seu lado, na sala, na mesa, no quintal, na praia ou na rede, acompanha minhas falas e escritas, quase toca sozinha, fiel na afinação, com a alegria ela soa e ecoa os sons na madeira seca que eu mesmo usinei, já contemplou as estrelas de noite, o brilho intenso do sol e não reclamou da chuva, me ajudou à compor muitas canções e cada ano que passa, o som de seu tampo se refina, adora viajar comigo, um violão feito à mão, minha criação, minha coleção, é como um velho amigo.
Galgando as linhas de seu corpo estonteante, que como ondas do mar, num vai e vem constante, quê num instante terminar tal uma explosão sideral fenomenal.
O talento da pena só se faz revelar por quem vive com intensidade e profundidade todos os sentimentos. Não se cria um poeta apenas à base de rosas, mas principalmente pelo tocar dos espinhos.
Após esta ser marginal, jamais alguém vai te excluir de um grupo, de um partido, do poder, de colocá-lo à margem. Ostracismo será abolido.
Dezenove milhões de excluídos que cumpri todos os dias, sem saber se é bom ou ruim, seu dever e direitos civis e políticos de um Estado, sendo subordinados em funções iguais ou piores dos tempos de escravidão.
Fiquei sabendo que praticantes de poesias raramente tem um veículo adequado "risos", mas não poetizo pelo dinheiro ou pela fama, apenas gosto de me expressar através de pronomes, verbos e substantivos.
Em meus devaneios poéticos, sempre ouço meu eu lírico dizer: _Toma mais esta dose de versos, que passa!
A mocinha da fazenda corria livre e sem perceber encalços pelos caminhos. Seguia por musgos macios, beirando ribanceiras, arriscando-se a cair, mas loucamente prosseguia. Vestia suas asas de borboleta e voava sobre as paisagens, recolhendo a beleza que conseguia captar. Suas tranças eram velas ao mar em aventuras infantis ou seriam asas de um colibri em busca de néctar? Ela não percebia isso ainda, apenas voava em sua imaginação - ao sol cantava, as estrelas do céu apanhava e um colar fazia. Se enfeitava toda, não para aparecer, mas porque já viera ao mundo como poeta e assim seria, toda e qualquer poesia.
Quando a tarde começa a preparar a mochila para ir de encontro à noite é que noto passarinhos mais atentos. Sincronizam forte canto, alguns voam em círculos como a despedirem-se da luz e ficam por aqui, prontinhos para a hora de se recolherem. Essa hora sagrada e bela, passa-nos um certo alívio. Poderemos descansar logo mais, olhar novamente as estrelas-sempre as mesmas- uma é minha desde que nasci, procuro-a na imensidão há anos, mas ainda não é tempo de descobrir. Posso estar sonhando ou acordada, sei que o universo é meu manto e sob ele descanso o corpo e alma. Gosto do silêncio crepuscular, induz a refletir a que viemos e para onde iremos. Acho importante pensar nisso, somos um grão de poeira no vai da valsa do tempo, somos todos iguais sob a égide dos ponteiros. Mais uma tarde vai deixando no ar o perfume de jasmins para agradar a noite, aspiro o perfume, aceno para uma estrela, ela sorri - percebi isso - quando uma pequena luz escorreu do céu em minha direção e a paz tomou conta de meu coração. Seria a minha?
