Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Memórias e mais memória, para que te quero tanto?
Lá se foi mais um lindo dia
Com o meu som preferido
Elevando a poesia
E você ao meu lado
Querendo colar a sua boca na minha
Lá se foi o meu pior dia
Quando tudo parecia neblina
Com o som desligado
E você já não estava ao meu lado
Nem bocas coladas, nem abraços apertados
E talvez a memória esteja compadecendo comigo
Estou lembrando dos lindos dias
Que tudo fora tão estrelado
Dos beijos infinitos, dos abraços simétricos,
Do meu olhar ao teu, e o seu ao meu
Essas memórias sim
Que devem ser intermináveis.
A realidade é a tua interpretação da tua realidade.
Portanto, como contar a tua história de forma isenta e factual?
Vivendo-a, sem mente interpretativa.
Os nossos pensamentos devem estar alinhados com as nossas palavras.
As nossas palavras devem estar alinhadas com as nossas ações.
As nossas ações devem estar alinhadas com a nossa alma.
A nossa alma é a chave da nossa missão neste mundo.
Odisséia das sombras
Errante nessa imensidão de mim mesmo
Sem bússola 🧭
Confuso, pois o norte é eu mesmo
Quero me encontrar e só volto depois disso meu amor
Nessa odisseia das sombras encontrarei uma luz que não seja a do túnel, a geopolítica intrínseca do meu ser está em crise existencial, a procura do estado de fluxo o maior tesouro do imo de minha essência, o autoconhecimento é necessário para não implodir nessa pressão profunda do ser! Onde os maiores destroços e monstros estão à espreita.
Sei da vida
Sei da vida o que a vida sabe de mim
Sei andar perdido por onde me perdi
O mundo inteiro é do tamanho que sei
A verdade inteira é do jeito que acreditei
Sei tentar e persistir
Sei errar e evoluir
Mas do mundo perfeito que existe, ouvi dizer
Nunca estive ali
Tudo o que sei da vida
É o que a vida sabe de mim
Lapida o poeta
palavras em estado bruto,
em desacato à crueza do mundo.
Arrancando orgasmos
com dedos de ourives.
Sentimentos sombrios...quem nunca?
Pensamentos cinzentos...às vezes
Contrastes constantes...rotina
Dilemas e dúvidas...é a vida
Buscar a saída...preciso
Uma mão estendida...qualquer
Procuro caminhos...dia a dia
Encontro-os em mim...alívio
Meu espírito ilumina-se...sou eu
Coração remendado...inteira estou.
↑ Direção
↓ i
→ r
↔ eção ↔
Minha insanidade mortal
Levou-me à psiquiatria
das palavras.
Insensatez moral,
a redigir
minhas falhas psíquicas.
Livro:
Fratura Exposta - Meu eu
Impresso em Páginas
e de tanto pensar
e de tanto
e de...
a vida passa
E de tanto sofrer
sem antes acontecer
sem antes...
a vida passa
e de tanto esperar
pode medo de errar
por medo...
a vida passa
Nada
Nada de pensamento, no momento,
Nada de costas, ou apostas,
Nada de rima, puro movimento,
Nada de ritmo, melodia,
Nada de alegria, só poesia
Rua
Rua escura, sem saída
Sombras se movem na sarjeta
Um grito ecoa na noite
Um corpo é arrastado
Rua fria, sem alma
O vento sussurra segredos
Um choro é ouvido ao longe
Um espírito vaga
Rua perigosa, sem vida
O crime impera na esquina
Um assassinato é cometido
Um cadáver é jogado
Rua macabra, sem esperança
A morte é o único destino
Um funeral é realizado
Um caixão é fechado
Rua tenebrosa, sem futuro
O medo é o único sentimento
Um pesadelo se torna realidade
Um terror sem fim
TRÍPTICO
(à maneira popular...)
I
desamada
desarmada
vem o vento
vai-se o tempo
nem o tempo
nem o vento
dá o tempo
de sarar
de repente
vem o dia
chega a hora
borda fora
a acostar
volta atrás ó cavaleiro
volta atrás se quer's teu bem
tua amada
tua armada
com o tempo
desarmada
traz também
II
o que se sente
entre o que se pensa e diz .
o que se pensa
entre o que se sente e cala
o que se cala
entre o sentir e o ser
o que se diz
entre o que se ama e sonha
nós
no mais fundo de nós
nós perdidos
nós vazios
nós à margem
III
Quem vai responder
o que não tem resposta
Quem vai falar
o que não tem palavra
Quem vai achar
o que em nós esquece
Quem vai roer
o que em nós sufoca
Vem noite ou pranto ou dia ou vento
Quem quer que sejas que seja o novo
Abrindo o canto na carne clara
Nos olhos de Daniela, brilha o céu estrelado,
Um sorriso doce, encanto tão declarado.
Seu nome é poesia, em cada verso traçado,
Daniela, a musa, em sonhos é abraçado.
No jardim da vida, sua alma floresce,
Daniela, a beleza que o coração conhece.
Com gentileza e graça, ela aparece,
Um nome que no peito, amor aquece.
Nos versos deste poema, Daniela brilha,
Como um raio de sol, a vida ela cintila.
Seu nome é melodia, doce e tranquila,
Daniela, és a inspiração que me tranquiliza.
Bem-aventurados os que são luz,
Porque nunca estarão nas trevas;
Bem-aventurados os que espalham alegria,
Porque serão recompensados com sorrisos;
Bem-aventurados os que inspiram;
Porque a eles serão dirigidas todas as palavras em forma de poesia.
À TARDE
Agradeço a Deus pelo silêncio
Que às vezes se faz.
O silêncio permitido
Pelo rádio desligado,
A TV muda e vazia,
As vozes cessadas.
O som da voz de uma criança,
Medido e sentido pela distância;
O som do canto de um pássaro
Crescendo no silêncio.
O som de um serrote é o som do aço
E da madeira, tão primitivo
Quanto nos dias de Noé.
Baixo contínuo é o vento,
De tudo um violoncelo desafinado.
Suplício escarlate
No epílogo o lume se finda,
Cessa o júbilo e fenece o triunfo.
Hoje seremos celebre festa,
E amanhã exclusive luto.
Onde se entrelaçaram cálidos braços.
Secam em secos galhos insólitos.
E o umbrífero desenlace dos passos,
Evoca o desejo de regresso ao prólogo.
Ouvi cântico em lamúria nos sussurros de luxúria.
Que o cello fez-se terno,
Em critério da injúria.
Por que pensamos tanto no futuro? Por que nos importamos tanto com ele?
Ainda sou um garotomas me
preocupo tanto com oque vai acontecer...
É como se o futuro já tivesse
a alguns dias para mim, talvez
ele me surpreenda ou talvez ele
não mude.
Talvez eu não devesse me
importar tanto...
Ou talvez eu tente mudar ele...
E se eu tivesse mudado meu
passado?
Será que meu futuro seria
diferente?
E se eu tivesse,sla... feito outras
escolhas ele mudaria?
Espero que o futuro me
surpreenda...
Talvez o último
Último poema para você Mas eu sempre digo isso Pra mentir para meu coração Pra tentar te esquecer
Talvez o último
Último poema tentando não ser clichê Porque no meu caso só há uma dor Do tamanho do meu amor por você.
Talvez a última
Última Carta para você
Escrevendo e pensando no quanto eu tenho que te esquecer
Talvez eu seja
Um poço sem fim
Que ninguém quer me resgatar daqui. Eu estou precisando tanto de ti.
- Talvez o último (eu disse isso da última vez
COVEIRO
Mudei-me para o bairro do pé junto,
lugar calmo e de muita urbanidade,
porém recanto morto da cidade,
pois, pra vizinho, tenho só defunto.
Eu mesmo me respondo se pergunto,
e, sem por que falar amenidades,
já penso com maior profundidade,
comendo pão de queijo com presunto.
Coveiro sou, estou a edificar
um bairro para baixo, nos canteiros
onde todos irão se aconchegar.
Sou construtor dos lares derradeiros,
e vou cavando sem me preocupar,
pois nunca fiz enterro de coveiro...
Marcos Satoru Kawanami
Eu sou a solidão!
O breu que circunda a alma.
A guerra que nunca acaba.
O futuro que nunca acontece.
A dor que rouba a alegria.
