Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Cerca de 531187 frases e pensamentos: Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

Até o vento mudar

Vibrou em mim a ventania
Gravando seu cheiro por todo lugar
Era doce, mas turbulento
Aquele momento que parecia não acabar.

Então virou só vento
Meio lento que devagar
Levou embora o tormento
E me deixou só a pensar

E ali só, esperei, até sentir uma brisa
Suave, que parecia murmurar
Tudo isso vai passar

Só espero entender
Nunca esquecer
Nem mesmo quando o vento tornar a mudar

Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros - vol 159

Inserida por prilaal

IMPRESSÕES DE MAIO
.
AS pétalas caem como um banjo,
Um violão, um som vazio,
Lembrando a queda de um anjo
Na foz vertente de um rio.
.
Um silvo escapa pelas costas
Que a gente ouve sem saber
Que a foz e rio são opostas
À direção que se quer ter.
.
A tarde suave, um fio imenso
Recolhe as pétalas da aurora
Não gosto nada do que penso
Nem penso em nada nessa hora.

Inserida por oliveira_ft

Vou contar uma história precupante
Que ocorreu na justiça Federal
Uma mulher com problema emocional
sai correndo sem o seu acompanhante
ainda bem que o nosso vigilante
tava atento a abordou e fez parar
e deu tempo a família controlar
e o pior se evitou, foi por um triz
cabe agora aguardar que o juiz
veja todo processo pra julgar.

Inserida por Cordelizepb

DESPEDIDA
Era despedida
Queria ter feito mais
Abraçado mais
Mais forte...
De um jeito que fosse junto
Uma parte de mim.
Queria ter beijado mais
Mais vezes...
Absorvendo cada segundo
Como se não tivesse fim.
Queria poder lembrar mais
Assim, tentei gravar tudo
Marcando na memória
Cada cor,
Cada cheiro,
Cada som,
Cada pedaço daquela hora
Que me fizesse voltar no tempo
Só meio da história
Sempre que a saudade apertar
Me transportando de volta
Aquele momento
Sem começo nem fim,
Só àquele momento
No meio do tempo
Pra história nunca acabar.

Publicado em Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - vol 158

Inserida por prilaal

<Trevo de cuatro hojas>


Planté mi alma en un jarrón de oscuridad,
Regando los dolores más inquietantes de mi silencio.
He sufrido silencio por vidas karmicas enteras,
La soledad me ha robado todo, hasta la tristeza.

Regaba mis lamentos tres o cuatro veces por semana,
En un esquema de agua fresca en la nuca cuando el mundo parecía querer caer,
Sol caliente en la espalda cuando no sabía adónde ir
Y mucha charla junto a los oídos de mis tréboles de la suerte
Siempre que estaban tristes.

Planté mi suerte en un vaso profundo de tierra negra muy fértil
Y de brotes muy prósperos.
Sequé, lloré, casi me fui, pero no me morí de hambre.
Salido y, resistente, hoy crezco trébol de cuatro hojas.

Inserida por JotaW

Mundo, deixe-me lhe apresentar minha pequena parte de ti
Que se abriga em você sem saber porquê
Deixe-me viver e me permita aprender
Pois quero ser feliz sem saber porquê
Me faça entender que um problema pode ser uma solução dependendo de quem vê
Que as vezes o chão precisa acabar para que eu possa voar sem perceber

Inserida por tonyoliveiraamorim

Minha mão está fria,
A mente está vazia
E de momento, ela mente
Como da noite para o dia.
Uma mistura de sentimento,
Frequente, bem se sente,
Esta utopia ascendente.

A escrita é um outro universo,
E ao longo do verso
Me faço identificar.
E não sendo muito perverso
Nem nada o inverso,
Dá-me mais prazer escrever
Do que propriamente acasalar.

Inserida por VitorMedeiros

Era mago
Mamífero
Era rito
Matéria
Consciência
Era animal
Nuvem
Incoerência
Era corpo
Sol
Sombra
Sangue
Tripas
Era a graça
A desgraça
E a dúvida maldita
Era pranto
Riso
Era verso
canção
Era anjo
Demônio
Era homem
Era misto
Injusto
Bondoso
Atroz
Era medo
Segredo
Era nós
Era homem
Carne
Veia
Visão
Tato
Olfato
Paladar
Audição
Era homem
Enforcado na
própria emoção.

(Sutileza /Fernandha Franklin

Inserida por nandhafranklin

Sou viajante clandestino
sem rumo, sem direção certa;
desgarrado, extraviado:
Um barco a deriva,
na expectativa,
de no futuro
encontrar meu porto seguro.

Inserida por WashingtonRangel

Alma que chora,coração que sangra,corpo que cai e se despedaça.
O som choroso do violino,a envolve em silêncio.
Seus sentimentos,um turbilhão de confusões.
Ela se sente perdida,mas guardada em alguém.
Seu sonho colorido agora brilha.
Passos sem ensaio,mas bailados com conciência.
Um despertar com medo de aparecer.
Pessoa visível,mas interior.
O real e o figurado no mesmo sorriso sincero.
O amor doendo em seu coração que sangra,dentro do corpo que cai e se despedaça,
junto com a alma que chora.

Inserida por RFraser

seja insegura
em paz
se permita
a inferioridade
saiba que ela é
apenas
um país
no
caminho para quem você é.

Inserida por pensador

Seca

A folha secou, a árvore murchou
o sol se pôs e o inverno chegou.
Lembranças inundam uma mente senil,
que dentro de alguns instantes
também as apagará.

Grito. Alguém ouve?
Você está bem. Logo supera.
A vida se supera, mas não reina.
Queima, mas apaga
com a enxurrada que vem com as lágrimas.

Onde estou? Para onde vou?
Caminho e não vejo fim.
Paro, respiro. Existo?
Nem sei para que
tampouco porque.

Sigo para onde não vejo.
Fico, pois o medo estagna.
A árvore já não balança,
fruto não deu.
Está podre por dentro. Seca viveu.

Inserida por VeraLuzVerao

Aos cães que ladram sobre meu corpo:
Fiquem e se regozijem com meus ossos.
Lambujem-se com minhas carnes
Matem sua sede com meu sangue,
Mas deixem meus sonhos em paz!

Inserida por VeraLuzVerao

sozinha
penélope desfia
desafia
(abutres, o filho, a multidão)

mas os deuses aplaudem ulisses

Inserida por pensador

Novo estranho
Eu queria que você voltasse a me amar
Como já me amou um dia
Mas sei
Sei que è uma irônia

Acho que vou te amar para sempre
Você diz me amar
Mas não consegue me dar
A atenção
Que fico a desejar

Gosto de você
Assim como você
Diz gostar de mim
Mas sei que não
Não funciona assim

Eu sei que devo partir
Não sou o suficiente
Para alguém como você
Diz que nasceu assim
Diz que não muda
E que não precisa de ninguém
Mas o sentimento e incontrolável
E saudade não è amigável
Quando pensamos estar bem
Ela vem e nos destrói e nos corrói
Aos pouquinhos
Mas não venha me procurar quando perceber que esta sozinho !
Te amo , Ola novo estranho !

Inserida por laura_dias

Sonhos

Minhas memórias lesam meus sonhos
Que tramam tramas em tom abstrato
E em tais sonhos apenas me basto
Bobo, sofrido, esquecido, inato

Pulsa o romantismo perdido
E meu eu lírico tornou-se amigo próprio
Aflito é o coração lesto
Perde-se devasso
No ritmo acelerado

Um pensamento sem rota indeciso
Me torna inconcluso
O subconsciente conciso
É apenas um visitante amigo
Ou um invasor em forma de sonho.

Inserida por Vanessafontana

Lembranças

Em meus sonhos insisto em lembrar sua imagem
E te rever enternece meu ser
Reinvento a cada noite o final
como se nunca o fim nunca tivesse existido
É que os sonhos reinventam a realidade
E o passar dos dias trazem constantes recomeços

Teu nome fez-se epígrafe dos dias vindouros
E a tatuagem do nome lapidada na pele tingiu a alma
Lembrar a sonoridade desperta a memória em forma de litania
E encanto-me como se fosse normal essa eterna lembrança

Consisto em ti
Como nos sonhos mais secretos
Ou nas lembranças mais ousadas
E erige o que já estava perdido
Então lembro que estava consútil em ti

E os sonhos tonam-se meu heróis
É que a possibilidade do esquecimento faz-se impossível
Sonhos, memórias, lembranças despertam meu passado
E o passado então invade o presente quase que inconscientemente
E rumino cada momento como se tudo que me restasse fosse lembrar você.

Inserida por Vanessafontana

Desalinho

Sinto falta daquele pequeno defeito
É que tudo parece perfeito
Essa mania de se passar uma imagem irreal me faz mal
Como pode essa tal aparente perfeição?
Será que não se percebe que os desalinhos compõe a produção
Todo dentinho torto tem seu charme
Temos que parar com essa mania de criar padrão
Porque o branco é mais bonito se a palheta é tão mais extensa?
Porque o exótico não me faz refletir que carrega em si mais identidade?
Esse hábito de padronização tira a graça da diversidade
E a multiplicidade enriquece a composição
Por isso indico
Desalinhe o que está alinhado e tudo será mais interessante.

Vanessa Fontana

Inserida por Vanessafontana

Inimigo Virtual

Era mais que amigo
Um acompanhante
Um querido
Além do palpável
Estava no virtual
Me tornava viral
E seu teclado derramava likes sobre meu corpo
O nu era quase exposto
Cada toque era um gosto
No entanto certo dia
Tanta poesia virou agonia
Como poderia possuir-me se era apenas fantasia
Se minha criação confundiu-se com a realidade
E a tecla delete tornou-se banal
E sem a menor linha
Apagou toda linha do tempo
Como se a cibernética fosse mais real que a carne
Como se o sangue não fosse todo esse fluxo de informações e mutações constantes
E em forma de rebeldia
Deletou aquela história pública com um simples toque
E tudo que foi construído então parecia desaparecer da memória
Esqueceu que a CPU é um coração virtual
E que formatar deixa marcas n’alma
E o bloqueio apenas deixou o seu choro mais exposto
A realidade vai muito além do virtual
E os cabos que foram rompidos
Tiraram apenas a imagem do monitor
Mas o coração grafou antes nas memórias eternas espelhadas em outras linhas de tempo
E o que pareceu desaparecer com um simples delete
Ficou eternizado na internet.

Inserida por Vanessafontana

Viagens pra que te quero!

Em cada porto algo novo se apresenta
um cais de saudade,
pedra sobre o mar
cheiro de marés que se repetem
no vai e vem de diferentes ondas.
O mar com seus bateis,
místico ao por do sol
ou nas noites lunares.
Em mim, embrenha-se o desejo de aventurar-se.


Sobre trilhos viajo nas probabilidades
prados, paisagens,
janelas para o extraordinário.
Descortinam-se as possibilidades...
Comboios sempre partindo,
pessoas sempre chegando,
meu coração serpenteia e,
em cada estação
se deixa ficar, resolve partir
inquieta_mente!

Do alto, as cidades parecem brinquedos
e as nuvens
desejos infantis de algodão doce,
alvas, sensoriais, inalcançáveis.
A nossa pequenez agiganta-se!
Através do vidro nos debruçamos para o infinito.
Somos tão efêmeros!


O escuro asfalto abocanha
minhas fantasias.
O velocímetro mede os quilômetros .
Quais caminhos nos levarão ao destino?
As curvas sinuosas abraçam a paisagem
E meus olhos vagam desassossegados.
Esta mesma estrada foi percorrida tantas vezes.
Somos meros viajantes.

Em cada canto apalpo a cultura
Os olhos enchem-se e guardam
o encanto.
Por esse Brasil afora
junto os meus vitrais, colores, fotos, impressões.
Toco a madona, viajo em telas,
vivo malabares.
Sob os dedos recrio a sabedoria
da minha gente.
Cultura, fé, beleza
ciência
aprendizagens sem fronteiras

Muitas são as possibilidades!

Em cada viagem deparamos com o inusitado

Inserida por FatimaMotaLopes