Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac
Saara, Samara,
Será um anjo, em brilho de ouro,
Fazendo o sol lagrimar,
Molhando o deserto em fina garoa,
Fazendo o lírio brotar...
Jmal
2013-11-13
VIVER
São as ocupações da vida
Que fazem enormes diferenças
Num mundo
Repleto de indiferenças.
No que é referente
A ter uma vida respeitável
Numa atmosfera
Que seja verdadeiramente estável.
Dentro dos limites exequíveis
Os quais são medidores
E servem igualmente
Como mediadores.
Num amplo sentido
De inúmeras alternativas
Que atuam constantemente
Sendo ou não receptivas.
Sem quaisquer empecilhos
Até podem interferir na própria sensibilidade
Com probabilidade de pôr em xeque
Toda uma estabilidade.
Em qualquer sentido
E não há limitações
Quando estas agem
Nas mais diversificadas situações.
Tem de haver e sem a menor dúvida
Uma direta ação
E que deve se estabelecer o comando direto
Da voz do coração.
Em termos de direcionamento
E deste um sentimento
Que na verdade determine em todos os sentidos
Um grande crescimento.
No campo pessoal
No próprio ser existencial
Sendo este realmente
Totalmente essencial.
APENAS SER
Cultivar dentro de si
Um perfil existencial
O qual tem de ser em verdade
Demais essencial.
Quando se crê naquilo que seja um grande objetivo
Com o mesmo peso de um projeto importante
Que dê uma nova perspectiva
Quando atuante.
Ao ter atitude
Em tudo que for pretendido
Mesmo que haja aparentemente
Um ar desiludido.
Nada é válido
Sem que haja algum esforço
Mesmo que no quotidiano
Seja a vida um grande alvoroço.
É tirado sempre algum aprendizado
Mesmo que ele seja superficial
Enfim este pode resultar
Num acréscimo demais especial.
Em dar novos ares
No traçar de um caminho determinado
E que também
Pode estar sendo destinado.
Quando no íntimo
Este é apontado
Revelando assim
Ter um grande significado.
Quando a essência é privilegiada
Com grande exatidão
De que há ainda para ser percorrida
Uma grande imensidão.
Cujo conhecimento
Traz o ensinamento
Consequentemente
Todo um íntimo crescimento
No mais belo horizonte
Vejo um pequeno barco.
Oscila em meio as ondas
Planando por sobre a fina lâmina de água
Guiado pelo vento
Sem destino
Entregue ao acaso
Segue o ritmo do mar
Eu sou o barco.
"Um homem nada mais é que a soma de todas suas conquistas e derrotas, o acúmulo de todas sua experiências de vida, sendo elas boa ou ruins e o principal, a soma de todas suas ações, porém só as boas contam, as más só diminuem um homem."
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"MULHER"
O que me veio à alma isso escrevi
Procurei no vazio da madrugada e nada escolhi
Guardou no bolso do seu coração
O olhar miudo que tinha na visão
Mulher cheiro suave
Doçura imensurável
Seu paladar é incontestável
Amor perdurável
As noites frias você esquenta
Aos Céus agradeço
O Seu medido esforço
Refreia a corda que rebenta
Há quem diga que és a flor
Mas eu digo-te que és o calor
Riquezas recebeste
Pois tu me concebeste
Guarda-me no berço do Além
Sou do alheio, sou do Aquém
Talvez
Talvez um dia tudo mude.
Talvez um dia possamos ser como sempre sonhamos ser.
Talvez um dia a lagrima derramada não seja de tristeza.
Talvez um dia o abraço não será de despedida.
Talvez um dia o talvez se tornará certeza.
Talvez um dia os poucos minutos se tornaram para vida toda.
Talvez um dia os sonhos deixem de ser sonhos e se tornem realidade.
Talvez um dia a resposta seja sim.
Talvez um dia nada disso aconteça, ai talvez bole um novo plano.
Pai,
Dai-me um sono,
Em um descanso consolador de alma,
E também te peço,
O esquecimento de meus tantos desgostos.
Jmal
2013-11-22
- Mulher! o ser mais perfeito que Deus já criou
E ainda deu a elas a capacidade de poder amar e receber amor.
Estrela da Manhã!
Sob suas asas durmo.
Mesmo sendo só mais um ser noturno,
A ti eu posso ver,
Ó tão resplandecente e celestial ser.
Tão nobre, quanto o mais nobre de todos os cavaleiros do mundo,
Tão elegante quanto todos os mais finos tratos,
Tão belo, quanto a mais bela das damas,
Tão puro quanto o mais jovem rebento deste mundo.
Senhor de todo o belo e de todo o imundo,
Senhor dos mortos e dos ossos.
Imperial senhor do submundo.
Líder dos exércitos mais obscuros,
Soberano da grande matilha infernal,
Senhor de um exercito descomunal,
Primeiro mestre das moscas deste mundo,
Líder de todo o imundo.
Grande senhor desta trama obscura e eterna,
Mestre de todas as eras.
Dono deste imundo mundo.
reúne-se com o poeta
o silêncio da noite
e com ela arde
e com ela rebenta a semente
como se fosse o fogo
o sangue arde-lhe nas veias
e estiola-lhe o cérebro
agarra a noite e a solidão
no punho da mão fechada
quando a abre
o silêncio expande-se à volta
de si
arde em fogo a noite que se adensa
à superfície do tempo
fecha-se a vida ao poeta
quando o dia amanhece
Alvaro Giesta (dois ciclos para um poema - “ciclo DOIS” acerca do Homem que perdeu a Luz)
As fantasias criadas mostram o desejo do ser humano.
Criamos os Vampiros porque tememos a morte.
As bruxas porque queremos uma poção para todos nossos problemas.
Criamos os Lobisomem pois queremos ser fortes.
Papai noel pois queremos alguém que se importe.
As fadas porque ansiamos por proteção.
Criamos a "Terra do nunca de Peter Pan" pois não desejamos perder jamais nossa parte criança.
Criamos os príncipes e as Princesas porque queremos ser amados, e aceitos, e ser felizes, e viver plenamente.
Nós criamos a fantasia porque sem ela nós não podemos viver na realidade.
TRAGO
Atrás de toda essa fumaça,
trago a esperança.
Depois de tanta dor,
trago o esquecimento.
O passado me preenche
Me arde a garganta
Perfura meus pulmões
Me foge pela boca.
Enquanto isso o presente queima em minhas mãos,
Virando cinza, me escapando entre os dedos
Fugindo para se fundir ao vento
Usando duras palavras para se guiar.
E nisso trago
Trago dores e amores
Trago a vida
Trago o tempo
Deixo-me queimar
Sapo verde eres tu?
"Alabim, Alaba, Alabim bom ba!
sapo verde eres tu,
"Alabim, Alaba, Alabim bom ba!
sapo verde, sapo verde,
sapo verde eres tu"!
Sara Sara Ha! Ha! Ha!"
Capim de saudades
Comprei frutas frescas
Correndo rindo, me levei de criança
E espalhei tudo pelo seu jardim
Penduradas uma a uma em mim
E as suas flores todas que eu vi lá
Abriram se como se eu as deixasse
Num cair de cada pétala, feito plumas
Roçado fino na solidão de espinhos
Dançando no vento em num “polir” do chão
Feito pensamento que desmancha...
De maços vagos me catapulto em anseios lúdicos
Enrolados como fumo de raízes de amor puro
E aquelas cores todas de no seu pomar e as folhas soltas...
Foi-se no tempo tornando-as ocres, terra nova que pousava
E aquelas frutas-eu que eras pra te aguçar
E morder me suculenta em matar sua fome
E foi-se temporada...
E agora da varanda daqueles seus sorrisos
Alegrava se uma saudade feita de um casal na rede
Dessas paixões de boa tarde
Delicado tempo venta porta de trás
Até me invade porta a frente
Capim de saudades
Travesseiros brancos
Macio feito suas coxas
Onde eu debrucei
e flutuei no dormir
Entre as nuvens do seu sonho
André Luz
quando louco
puseram em mim um hospício
pessoas sãs
julga a imensidão
como indícios
sessões vãs
terapias
Agudos precipícios
em mim
em mil
toques míopes
medem 7 buracos minha cabeça
eletrificam cavas
odes a ironia
conselhos
pingo nágua
visto a vista
intercedo agonia
dando carinho
passarinho encanto
amago canto
então acho tudo
nem tanto...
Orus
Te incluo em minhas rezas
Recluso em preces verso
Todo meu tom de quem sou som
Me levo
E agora que não virei Deus
e adoro contrario de qualquer desejo
Maligno-ro me
E a cada cerimônia
Que um poema cria
Faço me de um pequena oferenda
Compondo me em liturgias
Asa da águia nos cubra feito casa
No Mundo do Samba
Que quando vai sua gente bamba
O Surdo quase mudo
Toca num ponto forte
Anunciando a morte
De uma vida de sorte
Tum de sambas
O silêncio vivo da Portela
