Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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PASSADO E SONHO

Maria um dia, foi diva...
E com alegria tagarela,
desfilou na passarela,
olhares n'aquela tarde...
Vagavam além das canelas
n'aquele momento d'ela.

Os risos mesmo oriundos
lá da frente, lá do fundo
ela provocava o tempo...
E todo sorriso do mundo.

Todo amor e todo amar
Maria passou em passos
as passadas e as braçadas
até a vida te abraçou.

Maria hoje tem rugas
das rugas ontem teve
agora tornaram pulgas
os santos que não conteve.

Hoje ela tem p'ra hora
a saudade como terror,
esperança que te apavora
nos sonhos d'aquele amor.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

LIVRO
Os livros enchiam...
Enchiam a mesa e a certeza
o infinito de um poema sem fim...
Enchiam o horizonte do mundo
as águas dos oceanos
as vidas nascidas dos rios
e a ponte que levam a mim.

Os livros falavam mudos...
Das rotas e das navegações,
dos pólos dos trópicos e do meridiano
das estrelas das luas e planos
e também dos hemisférios,
fauna flora... Totens do firmamentos,
das orações de São Bento
e das tumbas dos cemitérios.

O livros enchiam a mesa...
A vida, contos e castelos
enchiam a incerteza
e os instrumentos de afinações,
e tudo que há de mal e de belo
as fé d'aqueles pagãos
e os sentimentos das nações.

Enchiam as vozes do som
as pétalas de todas as flores
as lacunas dos corações
e os polens para os beija-flores
e a cantiga das canções.

Os livros estavam lá
e tinham tudo sem comprar
ensinavam viajar
nascer, crescer e falar.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O tempo passa e eu penso, quando eu penso o tempo passa.
Mas já até perdeu a graça.
Viver de forma indigesta com a face que disfarça!

Inserida por NandoMedeiros

Posso até voar
Mas prefiro os seus braços
O seu corpo tremulo
As suas mãos suadas
E o seu beijo molhado
Em uma cama de loucuras

Inserida por Ricarlos

VEM NOS MEUS BRAÇOS SE REVELAR

Você que me aparece todas as noites
Será um pesadelo ou um lindo sonho
Não escuto tua voz, nem conheço teu rosto
Pode ser um sonho bom quem veio me despertar
Mas pode ser os meus mais profundos pesadelos
Pode ser a pessoa que eu amo e desejo encontrar
Não sei em que leito dorme, nem onde acorda
Se voltou para me destruir, ou me amar
Me disse que tem olhos verdes
Mas não sinto teu cheiro, nem o gosto do teu beijo
Não sei porque procuro me agarrar a quem me nega
E porque nunca te vi e te desejo.
Por que se disfarçar para me apavorar
Se dizes que um dia cruzei com você
Por que eu teria esquecido
Duvido que um grande amor, eu iria esquecer
Deixa eu te desvendar
Faz do meu sonho algo lindo
Deixa este amor renascer
Vem nos meus braços se revelar

Inserida por Ricarlos

A paz
No colorido do sol poente
Nas cores que se entrelaçam
No verde de cada folha
A paz
Sentimento inominado
Da calma que abre espaço
A paz que mora na alma
E chega sem fazer anúncio
A paz
Mais que um sentimento fugaz
A paz que se demora
Nos instantes além da hora
A paz
Que mora n'alma
A paz das palavras
Que se escrevem sozinhas
A paz que me encontra
Quando dela me esqueço
A paz
Que hoje achou meu endereço.

Monalisa Ogliari

Inserida por monalisa_ogliari

GARRA SEM FARRA

A caneca estava cheia...
Cheia trasbordando até a boca
aquela boca branca sem batom
fazendo bigode, na cor de nuvens alva
satisfazendo o semblante da saúde
realçado a cara... N'aquela manhã,
orvalhada, sem peia, sem candeia
já se fazendo alvorada.

Mas o leite estava quente...
Saído do fogo fervendo!
Com sua garra, sem farra...
Causando medo em seu enredo,
expelindo fumaça, eloqüente
Sem segredo nem arruaça,
Tudo sedo, muito sedo!
Sedo de gente,
e de esperança quente
... Temente.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Devíamos ser como aquela garotinha, tão completa e sorridente
A pequena caboclinha vivera correndo atrás do vento
Perdendo tempo como todos diziam
Ganhando vida como poeta escrevia.

Inserida por Dfelipesousa

A Noite!

Já é noite, ainda estou pela rua
Na calçada, sentado admiro a lua.
Pois quando a vejo,
Logo me vem aquele desejo.
Que faço, componho, mas não entendo!
O porque dessa paixão,
De poesia fazer, de poesia entoar!.

Meu caderno me chama,
A escrever e pensar,
Pois hoje vai nascer,
Mais uma para recitar!

Hoje a noite é clara, lua cheia.
Hoje nasce sátira.
Prosa e poema.
Hoje nasce mistérios, e grandes histórias.
Hoje tem romance.
Literatura e loucuras.

A noite, tem versos em compasso.
Cheio de hipérboles e Descompassos.
Formo contos e desvendo casos.

Hoje tem saudade, de tempos passados,
Tempos de criança, recordados.
Tempos em que lembro dos meu primeiros passos.

A noite, não é escura e tenebrosa.
A noite, é a melhor hora para poesia e prosa.
A noite, não é fria e sozinha.
A noite, é reflexão e sonhos para melhorar o outro dia.

Uso a noite para escrever, compor e criar.
De dia vêm as ideias.
E de noite, escrevo linhas tortas, linhas retas.
A noite, é meu estilo.
Pois nela produzo com meu dom e minha arte.
Porque a noite, é liberdade não exilio!

Inserida por joab_luz_loures

O tempo do Tempo
Sábio amigo, aquele calado que tanto faz
E dele eu tiro os melhores proveitos da vida
É ele que nos dá tantos presentes
E que mesmo moldando marcas no meu rosto
É ele que o enfeita com um grande sorriso
E aquelas urgências só ele acalma
Paixões Ardentes ele extingue
Amores verdadeiros ele floresce
E tudo ele muda, pessoas, amores, famílias
E então ele continua, mesmo sem sua aprovação
E é por isso que sou seu grande amigo
Pois se inimigo eu for, ele continuará passando
E sem aproveitar de seu dom eu estarei, em prantos
Minha vida se transforma, meu rosto se molda
Meus amigos se norteiam, minha família aumenta
Meus objetivos se divergem e meu coração se acomoda
E meu amigo o tempo, continua o mesmo, sempre passando.

Inserida por paulo_seixas

CANTE MARIA

Procure a calma na água
De manhã, ao deixar o divã
pelo alvorecer de um novo sonho,
lave os olhos para ver melhor...
Deixe a noite na bacia,
e leia os poema da vida
que lhes acompanha, todos os dias.

Cante Maria, cante...
Cante a canção de ninar
cante um blues sob o quintal azul
veja as asas a voar como nave,
acompanhe os pássaros chilrear.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CHEIRO TORTO

O padeiro cheira pão,
cheira ovo, cheira farinha,
sal a gosto, pimenta povo...
Cheira o cheiro d'aquele odor,
açafrão... Frango, alho e galinha,
e as coisas da padaria.
Cheira o frescor da manhã,
junto ao alvorecer de cada dia,
a fumaça que exala
quarto cozinha e sala
e a cor da fantasia.
O padeiro cheira o pão
que o diabo amassou...
O fogo brando do fogão
o apagão do coração
e o cheiro torto do amor.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Sentimento verdadeiro

O paraíso é um lugar na terra com você
No aconchego do teu abraço
No sublime olhar hipnotizante
Excelso carinho em profunda alegria
E quando chega a despedida
Amarga dor no coração sentiremos
Fulminante como um tiro no peito
Assim é esse o momento
Em que a tristeza invade minha alma
E nada posso fazer
A não ser escrever sobre você
Mais um dia se passa
Mais um amanhecer com lágrimas
E escuto aquela melodia
Uma, duas, três vezes
Duplica o meu choro
A saudade já não cabe mais
Dentro de mim

Inserida por LarisseGarcia

VENTOS BLEUS
Depois de danificarmos o presente destruindo
onde estávamos e azedando o mel do glorioso
futuro, todavia trilhando os sonhos do nosso ego...
Estamos indo por um caminho de rumos
chafurdados ao nada onde as nossas passadas
são apenas centelhas de invisíveis coragens.
Somos andarilho dos nossos sonhos viajando
o tempo todo para moldar os passos do futuro
almejamos realçar as pegadas da nossa
entidade e mesmo assim, não deixamos
marcas para voltar ao passado, e nem poderia
voltar pois lá, não existe nada que possa
amparar-nos no futuro. Lá no passado,
não deixamos nada para nos suprir o presente.
Acobertado pelo frio da indecisão e medo... E
agarrados aos laços da esperança, infectamos
o passado e por isso, não temos como voltar.
Não temos nada aqui, não tínhamos nada, lá...
Nada existe lá, e quando chegarmos aonde
pensamos que estamos indo, iremos perceber
que estamos no mesmo lugar e no mesmo nível
do passado. Passado do qual, não trocemos nada,
da mesma forma que não levaremos nada do
presente, pois não estamos indo para lugar nem
um, exceto pelo fato de irmos para o mesmo
ponto de onde viemos... Ponto zero, onde
nada éramos. Não levaremos nada,não adquirimos
nada mais do que consciência e sentimentos...
Todavia navegamos por caminhos de sonho
e flutuamos agarrados aos cabelos blues, da
nossa fé.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O que é beleza pra você?
Um jeito de olhar
Um modo de sentir
Ou a maneira de pensar...

Um salto e um Chandon
Aquela música e o luar
A cor do edredom
Nuance que faz voar

O que é belo, afinal
Se beleza é simetria
E o simétrico é raro
Que tal a simpatia?

Beleza é no fim
A soma do intangível
É algo que toca, assim
No âmago do invisível...

O belo é, um saber multiplicado
Saber-se gente, com mais a ouvir
Do que tanto a ser falado...

(Adriana Carvalho Adam)

Inserida por Adrianacarvalhoadam

ÁGUAS JORRADAS

As águas que correm aqui
já correram em outro lugar
um dia formaram oceano
fazendo as ondas jorrar.

Jorraram dos olhos meus
despencadas por amor
lagrimas de triste do adeus
molhando o peito de dor.

Jorraram por ai, pela vida
às favas da conseqüência
um dia tão combalidas!
salpicaram a consciência.

Jorraram o palco do engano
como abano de promessas
prometendo pra serem dono
da peça da grande festa.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TODO À-TOA

Entoa gente boa, entoa...
Entoa essa noite de gala
essa fala, essa empala que embala
essa marcha que resvala
pela rua, pela vida!
Essa cara deslavada pela praça...
Pelas calçadas bombardeadas
por essa cachaça pervertida
ou... Essas flores tão queridas!

Entoa gente boa, entoa...
Entoa com o vento na proa,
por esses cais por esses ais,
por esses menos que passam,
a serem mais...
E atracam a sua canoa e enjoa.

Entoa gente boa, entoa...
Entoa como se fossem broa,
na bruaca, na casaca...
Por esse neblina essa garoa
por esse grito bendito!
Por esses aerográficos oficio
por essa palavra que encantoa
ou por essa voz que desentoa.

Entoa gente boa, entoa
a toada do palco e da taboa,
entoa... Esse entoa todo à-toa.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO NA MADRUGADA

No cerrado, numa certa madrugada
Sem saber se parava ou caminhava
Se me desiludia ou se me encantava
Só sabia que a quimera estava calada

Aí, a aflição que a saudade recordava
Num céu desmarcado e de mão dada
Com a solidão, ali tinha hora marcada
E o silêncio então, comigo devaneava

Ouvi o vento na janela dando pancada
Ansiando entrar, e então, assim ficava
Repetindo num bate e bate a chamada

E a madrugada que o sono desprezava
Grafava dor, aperto, lágrima derramada
Num soneto, no qual, só suspiro coava

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CERRADO PÁLIDO

Cerrado pálido, em meu poetar
Vem, e com mais cor, por favor
Esconder o sufocante amargor
Porque desbotou o meu versar

Aí, o meu pobre senso criador
Cuida que é menos o tal pesar
Por estar tão pouco a celebrar
A emoção, vida, sangue, calor

Pois... livre é o teu vento a chiar
D'alma o pensamento quer amor
E o aflitivo peito, só quer chorar

Que há de agora, aí, dizer o autor
Pendente na dor e, chora o olhar
Se do zelo só queria ser um valedor

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, abril, 05'30"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ESCURO DA SOLIDÃO

O lobo no lodo, escorregou...
Bateu a munheca na pedra
o cotovelo desmunhecou...
Desmanchou-se, do mesmo medo
que seu pelo amaciou.

Alua chorou pelo lobo...
E o lobo, no morro, urrou
deslumbrou com a velha noite...
sentiu o açoite dos ventos
depois com seus sentimentos
o velho lobo lacrimejou.

Se quer chorar, então chore,
chore por esse escuro de solidão...
Verta água, molhe e se molhe,
ensope esse peito, de infinita paixão.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes