Poesia Amor Nao Realizado Olavo Bilac

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A Noite!

Já é noite, ainda estou pela rua
Na calçada, sentado admiro a lua.
Pois quando a vejo,
Logo me vem aquele desejo.
Que faço, componho, mas não entendo!
O porque dessa paixão,
De poesia fazer, de poesia entoar!.

Meu caderno me chama,
A escrever e pensar,
Pois hoje vai nascer,
Mais uma para recitar!

Hoje a noite é clara, lua cheia.
Hoje nasce sátira.
Prosa e poema.
Hoje nasce mistérios, e grandes histórias.
Hoje tem romance.
Literatura e loucuras.

A noite, tem versos em compasso.
Cheio de hipérboles e Descompassos.
Formo contos e desvendo casos.

Hoje tem saudade, de tempos passados,
Tempos de criança, recordados.
Tempos em que lembro dos meu primeiros passos.

A noite, não é escura e tenebrosa.
A noite, é a melhor hora para poesia e prosa.
A noite, não é fria e sozinha.
A noite, é reflexão e sonhos para melhorar o outro dia.

Uso a noite para escrever, compor e criar.
De dia vêm as ideias.
E de noite, escrevo linhas tortas, linhas retas.
A noite, é meu estilo.
Pois nela produzo com meu dom e minha arte.
Porque a noite, é liberdade não exilio!

Inserida por joab_luz_loures

O tempo do Tempo
Sábio amigo, aquele calado que tanto faz
E dele eu tiro os melhores proveitos da vida
É ele que nos dá tantos presentes
E que mesmo moldando marcas no meu rosto
É ele que o enfeita com um grande sorriso
E aquelas urgências só ele acalma
Paixões Ardentes ele extingue
Amores verdadeiros ele floresce
E tudo ele muda, pessoas, amores, famílias
E então ele continua, mesmo sem sua aprovação
E é por isso que sou seu grande amigo
Pois se inimigo eu for, ele continuará passando
E sem aproveitar de seu dom eu estarei, em prantos
Minha vida se transforma, meu rosto se molda
Meus amigos se norteiam, minha família aumenta
Meus objetivos se divergem e meu coração se acomoda
E meu amigo o tempo, continua o mesmo, sempre passando.

Inserida por paulo_seixas

CANTE MARIA

Procure a calma na água
De manhã, ao deixar o divã
pelo alvorecer de um novo sonho,
lave os olhos para ver melhor...
Deixe a noite na bacia,
e leia os poema da vida
que lhes acompanha, todos os dias.

Cante Maria, cante...
Cante a canção de ninar
cante um blues sob o quintal azul
veja as asas a voar como nave,
acompanhe os pássaros chilrear.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

CHEIRO TORTO

O padeiro cheira pão,
cheira ovo, cheira farinha,
sal a gosto, pimenta povo...
Cheira o cheiro d'aquele odor,
açafrão... Frango, alho e galinha,
e as coisas da padaria.
Cheira o frescor da manhã,
junto ao alvorecer de cada dia,
a fumaça que exala
quarto cozinha e sala
e a cor da fantasia.
O padeiro cheira o pão
que o diabo amassou...
O fogo brando do fogão
o apagão do coração
e o cheiro torto do amor.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Sentimento verdadeiro

O paraíso é um lugar na terra com você
No aconchego do teu abraço
No sublime olhar hipnotizante
Excelso carinho em profunda alegria
E quando chega a despedida
Amarga dor no coração sentiremos
Fulminante como um tiro no peito
Assim é esse o momento
Em que a tristeza invade minha alma
E nada posso fazer
A não ser escrever sobre você
Mais um dia se passa
Mais um amanhecer com lágrimas
E escuto aquela melodia
Uma, duas, três vezes
Duplica o meu choro
A saudade já não cabe mais
Dentro de mim

Inserida por LarisseGarcia

VENTOS BLEUS
Depois de danificarmos o presente destruindo
onde estávamos e azedando o mel do glorioso
futuro, todavia trilhando os sonhos do nosso ego...
Estamos indo por um caminho de rumos
chafurdados ao nada onde as nossas passadas
são apenas centelhas de invisíveis coragens.
Somos andarilho dos nossos sonhos viajando
o tempo todo para moldar os passos do futuro
almejamos realçar as pegadas da nossa
entidade e mesmo assim, não deixamos
marcas para voltar ao passado, e nem poderia
voltar pois lá, não existe nada que possa
amparar-nos no futuro. Lá no passado,
não deixamos nada para nos suprir o presente.
Acobertado pelo frio da indecisão e medo... E
agarrados aos laços da esperança, infectamos
o passado e por isso, não temos como voltar.
Não temos nada aqui, não tínhamos nada, lá...
Nada existe lá, e quando chegarmos aonde
pensamos que estamos indo, iremos perceber
que estamos no mesmo lugar e no mesmo nível
do passado. Passado do qual, não trocemos nada,
da mesma forma que não levaremos nada do
presente, pois não estamos indo para lugar nem
um, exceto pelo fato de irmos para o mesmo
ponto de onde viemos... Ponto zero, onde
nada éramos. Não levaremos nada,não adquirimos
nada mais do que consciência e sentimentos...
Todavia navegamos por caminhos de sonho
e flutuamos agarrados aos cabelos blues, da
nossa fé.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

O que é beleza pra você?
Um jeito de olhar
Um modo de sentir
Ou a maneira de pensar...

Um salto e um Chandon
Aquela música e o luar
A cor do edredom
Nuance que faz voar

O que é belo, afinal
Se beleza é simetria
E o simétrico é raro
Que tal a simpatia?

Beleza é no fim
A soma do intangível
É algo que toca, assim
No âmago do invisível...

O belo é, um saber multiplicado
Saber-se gente, com mais a ouvir
Do que tanto a ser falado...

(Adriana Carvalho Adam)

Inserida por Adrianacarvalhoadam

ÁGUAS JORRADAS

As águas que correm aqui
já correram em outro lugar
um dia formaram oceano
fazendo as ondas jorrar.

Jorraram dos olhos meus
despencadas por amor
lagrimas de triste do adeus
molhando o peito de dor.

Jorraram por ai, pela vida
às favas da conseqüência
um dia tão combalidas!
salpicaram a consciência.

Jorraram o palco do engano
como abano de promessas
prometendo pra serem dono
da peça da grande festa.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

TODO À-TOA

Entoa gente boa, entoa...
Entoa essa noite de gala
essa fala, essa empala que embala
essa marcha que resvala
pela rua, pela vida!
Essa cara deslavada pela praça...
Pelas calçadas bombardeadas
por essa cachaça pervertida
ou... Essas flores tão queridas!

Entoa gente boa, entoa...
Entoa com o vento na proa,
por esses cais por esses ais,
por esses menos que passam,
a serem mais...
E atracam a sua canoa e enjoa.

Entoa gente boa, entoa...
Entoa como se fossem broa,
na bruaca, na casaca...
Por esse neblina essa garoa
por esse grito bendito!
Por esses aerográficos oficio
por essa palavra que encantoa
ou por essa voz que desentoa.

Entoa gente boa, entoa
a toada do palco e da taboa,
entoa... Esse entoa todo à-toa.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

SONETO NA MADRUGADA

No cerrado, numa certa madrugada
Sem saber se parava ou caminhava
Se me desiludia ou se me encantava
Só sabia que a quimera estava calada

Aí, a aflição que a saudade recordava
Num céu desmarcado e de mão dada
Com a solidão, ali tinha hora marcada
E o silêncio então, comigo devaneava

Ouvi o vento na janela dando pancada
Ansiando entrar, e então, assim ficava
Repetindo num bate e bate a chamada

E a madrugada que o sono desprezava
Grafava dor, aperto, lágrima derramada
Num soneto, no qual, só suspiro coava

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, 17/05, 04'35"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

CERRADO PÁLIDO

Cerrado pálido, em meu poetar
Vem, e com mais cor, por favor
Esconder o sufocante amargor
Porque desbotou o meu versar

Aí, o meu pobre senso criador
Cuida que é menos o tal pesar
Por estar tão pouco a celebrar
A emoção, vida, sangue, calor

Pois... livre é o teu vento a chiar
D'alma o pensamento quer amor
E o aflitivo peito, só quer chorar

Que há de agora, aí, dizer o autor
Pendente na dor e, chora o olhar
Se do zelo só queria ser um valedor

© Luciano Spagnol
Poeta do cerrado
2017, abril, 05'30"
Cerrado goiano

Inserida por LucianoSpagnol

ESCURO DA SOLIDÃO

O lobo no lodo, escorregou...
Bateu a munheca na pedra
o cotovelo desmunhecou...
Desmanchou-se, do mesmo medo
que seu pelo amaciou.

Alua chorou pelo lobo...
E o lobo, no morro, urrou
deslumbrou com a velha noite...
sentiu o açoite dos ventos
depois com seus sentimentos
o velho lobo lacrimejou.

Se quer chorar, então chore,
chore por esse escuro de solidão...
Verta água, molhe e se molhe,
ensope esse peito, de infinita paixão.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

VELHO VINHO

Afaste de mim, esse vinho, esse sangue
esse cálice cheio de demência...
Essa flecha gananciosa, essa brecha aberta
sem sol, esse falso blue, esses fanks gêmeos
... Essa terra vendida, a burrice do milênio!
Afaste de mim, esse véu vermelho de Venus.
Afaste de mim, esse lixo com lagrimas...
Essas lagrimas gagas, esse zoom da esperança
essa fé viciada, afaste de mim esse elo, essa
corda, esse olhar sem rumo, esse nó que nos incomoda...
O fogo sobre esse verde, a velha
poluição a falta d'água, essa sede, a pedra
cega... Desse duro coração.
Afaste de mim, esse vão troglodita, essa dita
editada, o sonho do sonho, essa emenda
assassina, essa sina esfarrapada! Afaste de
mim... O mundo que se diz mundo, no mundo
mudo dos rumos, mudando p'ros mundos
sem fundos, afaste de mim, esse time sem jogo,
esse rogo em desuso, esse fuso sem pena, essas
crenças homogêneas com a prensa que não pensa.
Afaste de mim, esse fim sem começo, o inicio
sem preço, esse meio sem pago, esse pago sem
endereço... Afaste de mim, tudo aquilo que eu
caduco esse trilho maluco essa dor que eu padeço.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

JUVENTUDE

Um guarda-chuva no tempo... Goteiras
sobre o cume da cumeeira, pingos
d'água sobre os ventos... Enquanto
o pintor faz seu patinado em sua parede...
O menino patina pela chuva das tardes
dos seus dias, patina, escorrega sobre a
lama, uma vez ou outra, cai, cai abraçando
a poça d'água... Tudo é vida! A juventude
tem lá, seus meios de felicidades, e vive
os efeitos de suas saúdes e suas alegrias.
Mãe... Estou adentrando no meu casulo,
quem sabe se um dia eu possa quebrar
os cascos da minha armadura e voltar
a viver aquilo que não vejo, sob a
lamina fria do meu espelho.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Aquela esquina
(Victor Bhering Drummond)

Dobrei aquela esquina
Deixando pra trás todos aqueles
Que não souberam fazer poesias
Que não entenderam o que é sorrir pra simplicidade
Encontrei telas em branco esperando retratos de uma nova vida,
De novos sonhos,
De quimeras que deixem as ruelas,
E as ruas de meus livros mais calmas
E repletas de flores e lindas melodias.

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Inserida por victordrummond

RESSUSCITO

Alua, caiu n'água...
Caiu n'água, abraçou seu corpo
e refletiu a silueta da sua aventura,
para minha trepida vontade...
E eu... Eu fiquei tenso, ao ver, a lua e a água
envolvendo os tic's tac's da minha felicidade.

Diante do fulgor da sua chama
fiquei sem fala, pasmei...
Rodopiei sob a minha centelha,
e nos relâmpagos do meu tremor...
O meu corpo em tempestade, trovejou,
e o meu sangue ferveu,
enquanto meu eco de voz gogo...
Gaguejou sob os timbres da volúpia
envolvendo ali, você e eu.

Encantado me queimei,
emaranhado nos laços dos meus sonhos...
Vaguei pelos trancos do seu labirinto
foi quando, acordei sob o escuro da minha noite...
Ressuscitando as palavras, do meu pensamento
e a, desenvoltura d'aquele sentimento escrito.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

NO ASFALTO

Morre no asfalto...
Anta, lobo e gato
onça, bode e sapo
galinha, galo e galo.

Morre...
O cachorro e o dono do pato
a mala o cadeado o saco
morre, jegue, cavalo e gado
jacaré cobra e cagado...
Gente boa e os safados.

Morre no asfalto...
Alegria, dia e noite
sedo meio dia e tarde
tino, sino e badalo.

Morre...
A felicidade, verdade e gabo
montante de hoje e ontem
noite horizonte e fado,
a ponte para o futuro...
A flecha atirada ao monte.


Morre no asfalto...
Combustível, fumaça, embalo
lembrança distancia malho...
Todo tipo de aero tipo
toda grife, todo ralo.

Morre no asfalto...
Toda cor e todos embalos
ritmos, som e seus estalos
todo peso e todo fardo,
as sentenças com seus mandos...
E os encargos com seus horários.

Morre no asfalto,
todas as falas
e todos tiks dos gagos...
Silencio e afretamento
sonho de fé e plano,
e os segredos de fulano.

Morre no asfalto...
O homem a mulher o prado,
e o ritmo do velho diabo.
Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

PEDRAS DO MUNDO

Tantas pedras nesse mundo...
Assim, velho insano, fundo
que nem sei, qual pedra minha
que um dia me apedrejou...
O que sei, é que nasci
do outro lado do mundo
d'onde nasceu o senhor.

Quando criança fui rei
vagabundo e tempestade
hoje sigo esse endereço
onde na esperança padeço
e adormeço na saudade.

Tantas pedras nesse mundo...
Sobrou para mim pedregulhos
trincados pelos entulhos,
que o mundo, proporcionou...
Ando atrás da verdadeira
aquela pedra da pirambeira!
Que um dia rolou por amor.

A minha pedra é de barro,
assim como foi Adão
deixado no jardim do éden
para cumprir a paixão...
Mas seu amor serpenteou
e ainda deitou-o pelo chão...

A pedra atirada ao vento,
nunca foi a protetora
como a pedra das oliveiras
ou as pedras da manjedoura...
Pirâmides, castelos e totens
os bustos da ilha de páscoa
e os monumento de Stonehenge.

Tantas pedra por ai,
no caminho do poeta
eu só quero a minha pedra
que seja dura... Mas seja a certa.

Antonio Montes

Inserida por Amontesfnunes

Uma amplidão de anil

Contemplo seu corpo celestial
Contorno com meus dedos cada risca
Cada linha e traço de sua colossal formosura
Como há de a ver algo tão belo?

Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua beleza

Resplandece sua imponência
Recebo no meu olhar seu infinito anil
Reconheço ao te contemplar minha insignificância
Rogo-lhe

Oh..meu céu cheio de graça
Me dê nem que seja um pouco dessa sua grandeza

Inserida por Eloadara17

Estive pensando,
Como seria o mundo,
Da forma que imaginamos,
E sempre desejamos.

Sonhos possíveis,
Sonhos realizados.

Tudo em tua perfeição,
Sem essa de traição,
O que seria ilusão?
Nada seria em vão.

Seriam histórias contadas,
Histórias sem fim!

Seriam amores correspondidos,
Sem sonhos interrompidos.

Bom seria o sol raiar,
Com o galo a cantar,
Sem nos preocupar,
Em sair para trabalhar.

Uma realidade tão diferente,
Na qual nos encontramos hoje,
Dia bons dias contentes,
Bons momentos para toda gente.

Ah triste realidade que o mundo é hoje,
Tudo está fora de controle,
É tristeza pra tudo que é lado,
São esperanças jogadas pelo ralo.

Janelas e portas trancadas,
Cadeados e grades estampando,
O medo que é viver neste mundo,
Com tudo nele desabando.

Triste realidade,
Triste ser humano,
Viver desta forma,
Viver de engano.

Onde o diamante é o que fascina,
O ouro vale mais que o coração,
Onde se encontra a platina,
Não se encontra a paixão.

Inserida por ConteiSegredosps